Ensina-me a Amar
26 Photograph
Notas iniciais
So you can keep me inside the pocket
Of your ripped jeans
Holding me close until our eyes meet
You will never be alone
Wait for me to come home
***
— Eu... O que? — Elena não sabia o que dizer. Sua voz se prendeu na sua garganta e não estava certa de que poderia romper em lágrimas a qualquer segundo. Realmente desejava que aquilo não fosse uma brincadeira.
— Senhorita Gilbert? — A voz do homem a tirou de seu torpor.
— Olha—Elena pigarreou tentando afastar o nó em sua garganta. —Realmente espero que não seja um tipo de trote ou... Não é possível que ele esteja vivo porque eu mesma fui ao... ao necrotério reconhecer o corpo. Eu tive um dia difícil e agradeceria se não fizesse...
—Senhorita Gilbert sinto muito que tenha passado por esse processo, mas não é um trote. O Senhor Damon Salvatore foi encontrado em um beco sem qualquer identificação, por sorte um dos enfermeiros o reconheceu e nos deu seu número. Por isso é necessário que venha até o hospital e preencha a papelada, tudo bem?
Algo lhe dizia que aquele homem já havia passado por aquilo em situações anteriores. Tudo o que Elena fez foi concordar e seguir direto para o hospital. O caminho até o local fora regado de nervosismo. Elena literalmente roera as unhas de ansiedade. Queria tocar Damon e ter a certeza de que ele era real e estava vivo.
A recepcionista a olhou com um sorriso simpático e ao perguntar em que quarto estava Damon, indicou com simpatia e educadamente pediu que preenchesse o formulário para que pudessem reformular a ficha de atendimento.
O formulário a tomou vinte minutos de angústia. Assim que terminou, jogou o formulário sobre o balcão e se encaminhou para o andar em que Damon estava internado.
Teve de respirar profundamente pelo menos três vezes antes de adentrar o quarto. Girou a maçaneta lentamente e conforme abria a porta pôde ver o corpo de Damon mais uma vez em uma cama de hospital, cheio de aparelhos e agulhas intravenosas.
Elena sentiu como se seu coração pudesse parar a qualquer instante. Suas mãos tremiam e não havia palavras o bastante para descrever como ela se sentia. Seu coração acelerou e ela sentiu as lágrimas quentes caírem por sua face. Como sentira falta daquilo!
Damon estava deitado de olhos fechados, estava consciente, mas sentia seu corpo levitar. Não se lembrava de como chegara ali, só do que o levou até o hospital. Kol.
Esteve consciente durante todo o espancamento.
De repente, ouviu a porta se abrir e passos hesitantes soaram pelo quarto. O aroma de rosas chegou a suas narinas de forma suave. Elena. Ela estava ali. Ela realmente estava ali. Oh, como temera não poder mais ver seu belo rosto. Tentou mover-se, mas não conseguiu. Apenas queria tocá-la, senti-la.
Com esse pensamento seus olhos se abriram num estalo. Elena estacou diante do olhar azul que lhe era direcionado. Aqueles olhos... Havia tantas coisas impressas naqueles lindos olhos azuis. Como Elena sentiu falta deles!
— Damon! — Elena correu em sua direção e ajoelhou-se ao lado da sua cama segurando sua mão e chorando copiosamente. — Eu pensei... pensei que tinha te perdido. Não sabe como foi difícil entrar naquele necrotério e... — um soluço irrompeu por sua garganta. De repente, toda a dor que sentira voltou a assolá-la, deixando-a sem fôlego. Quis tocá-lo, porém se conteve.
— Shh... Está tudo bem... — Damon queria poder abraçá-la, mas apenas segurou com mais força a mão que estava na sua. O toque suave da mão dela o apaziguava, fazia-o sentir-se bem melhor. Damon ergueu a mão e acariciou suavemente, tocando o rosto do qual sentira tanta falta.
— Por favor, nunca mais faça isso comigo. Prometa-me que vai esquecer o Kol e que vai deixar esse assunto de lado. Eu não preciso de nada disso —Elena suplicava agarrada a sua mão. O coração de Damon estava apertado e naquele momento quis ser bom com as palavras.
— Não, Elena, isso não vai ficar assim. Kol tem de ser preso — De modo algum pararia com o que havia começado. Mesmo que isso infligisse muitos riscos. Na verdade, os riscos não importavam muito. Ele apenas queria ver Kol atrás das grades, precisava daquilo.
— Damon, por favor, eu não... Eu não vou suportar ter de entrar em um necrotério novamente. Por favor, esqueça isso. Eu posso arcar com as consequências, mas não posso perder você — A morena continuava a chorar. Damon nunca a vira assim, tão desolada e perdida. — Eu não quero ter de reconhecer outro corpo, Damon. E não quero que realmente seja seu — o major se compadeceu, recordando-se de como se sentira quando fora reconhecer os corpos de seus pais após o acidente que lhes tirou a vida. — Só, por favor...
Não poderia prometer aquilo, ele queria vingança e nada o impediria de conseguir. Nem Elena. Era seu dever para com seu país. Ele precisava continuar. Elena viu o olhar determinado na face dele e soube que aquilo não havia terminado. Não se dependesse dele.
— Não faça isso, Damon. Não vai levar a nada — Ela murmurou. Apertou a mão dele com mais força e respirou fundo. Suplicaria o quanto fosse preciso. Não iria permitir que ele se machucasse novamente, não sabia o que faria se algo acontecesse a ele...
— Me dê um motivo, Elena, somente um motivo — E realmente precisava de um.
— Eu te amo. E perder você seria como perder a minha própria vida — As palavras eram tão sinceras que Damon nem ao menos ousou duvidar.
— Elena...
...
Caroline correu diretamente até a porta após sair do elevador. Elena lhe dera o endereço e com seu poder de persuasão conseguiu entrar sem que oporteiro lhe anunciasse. Bateu várias vezes até que Klaus abrisse a porta.
— Caroline?—Certamente, ele não esperava receber visitas, já que usava uma calça de moletom velha e uma camisa de algodão puída.
— O encontraram! — Ela quicava em seu lugar. — Encontraram o Damon!
— Como? Isso é sério? — Carol assentiu. — Oh, Deus obrigado! — Num impulso abraçou Caroline e a rodopiou no corredor. A garota sentiu suas bochechas corarem. Sabia que tinha uma queda por ele, mas nunca tinham tido um contato como esse e Deus sabe o quanto estava gostando. Cedo de mais ele a soltou, constrangido. — Eu... Desculpe-me. Não devia ter feito isso. — Não estava arrependido.
— Não precisa se desculpar. — Ela sorriu. Podia ver em seus olhos que não havia nem um pingo de arrependimento em seu ser. — Estou indo visitar o Damon, quer ir comigo? — “Ou quem sabe tomar um café, conversar e discutir os nomes de nossos futuros filhos”, pensou Caroline. Quase corou diante desse pensamento. Quase.
— É claro, só preciso trocar de roupa. Quer entrar? — Carol assentiu e Klaus deu passagem para ela.
Caroline admirou a decoração enquanto Klaus fazia o que tinha de fazer. Quando retornou, pegou as chaves do carro e a conduziu até o estacionamento.
— Caramba! Este é seu carro? — A loira encarou a Ferrari com os olhos arregalados. Klaus assentiu sorrindo orgulhoso. — Sabe, sempre quis andar num desses. — Carol pulou para dentro do carro em seguida. Klaus sorriu da empolgação da loira. Ele gostava disso, gostava muito.
Seguiram rumo ao hospital. Mas antes, Klaus fizera uma parada em um café. Caroline olhou-o com uma grande interrogação piscando em seu rosto.
— Porque paramos?
— Acredito que ainda seja muito cedo e o horário de visitas começa somente às onze horas. Pensei que poderíamos tomar um café enquanto esperamos a hora passar. — Na verdade, queria ficar mais tempo com ela. O café estava em segundo plano.
— Hm, tipo um encontro? — Caroline mordia os lábios de ansiedade e evitava encara-lhe nos olhos, mas não deixou de usar um tom falsamente desinteressado. Klaus conhecia esse jogo.
— Algo assim. — Deu de ombros, como se não se importasse. Mas por dentro estava igualmente ansioso.
Depois de ambos fazerem seus pedidos, Klaus olhou para a bela loira e questionou:
— E então... Há quanto tempo você e Elena são amigas? — A pergunta podia parecer banal, mas ainda assim, sentia a necessidade de fazê-la.
— Desde pequenas — respondeu olhando-o. Bebeu um pouco mais de seu café e perguntou, olhando-o:
— E você trabalha no quê?
— Sou advogado — ele respondeu com um sorriso de tirar o fôlego. Ela sentiu o coração acelerar desesperadamente diante daquele sorriso e disse, olhando-o:
— Isso certamente explica a Ferrari — os olhos azuis o avaliaram com cuidado, redecorando, talvez pela milionésima vez, cada traço do corpo dele. Klaus olhou-a:
— Qual sua cor predileta? — A pergunta a deixou surpresa, porém Caroline não hesitou:
— Azul — disse olhando para os olhos do homem a sua frente. Ele sorriu carinhosamente e continuou a conversar com a loira por alguns instantes, fazendo-a perguntas que, para ela, não tinham muito sentido, mas que, para ele, fariam toda a diferença num futuro próximo.
— Você uma garota muito bonita — ele comentou enquanto os dois saiam da cafeteria. Caroline virou-se e sorriu timidamente, e disse:
— Obrigada.
Klaus aproximou-se um pouco mais dela, deixando-a estagnada. Caroline pareceu ter perdido todo e qualquer controle que ainda tinha sobre seu corpo. Ela arfou quando ele acariciou a face alva dela e sentiu seu coração parar quando os lábios de Klaus uniram-se aos dela.
Caroline arfou e aprofundou o beijo, enquanto uma de suas mãos subia pela coluna do homem. Sentia-se completamente inebriada pelo gosto dos lábios dele e pelo aroma de colônia masculina que ele exalava. Separam-se ofegantes e ele sorriu, afagando-a o rosto com cuidado.
...
Elena o olhou com os olhos marejados, enquanto Damon ainda ouvia as palavras da morena ecoando em sua mente. Eu te amo. O choque que aquelas palavras causaram nele passava devagar, fazendo-o duvidar sobre a veracidade daquele acontecimento.
Encarou-a e não soube o que dizer. Os olhos dela penderam sob os dele e a morena sentiu o ar faltou. Sabia que não teria uma resposta, mas ainda assim, não deixaria de dizer tudo o que sentia. Amava-o, essa era a verdade, não havia mais máscaras, mais ressentimento, apenas aquele amor que parecia consumi-la.
Damon encarou a bela mulher na sua frente e olhou-a nos olhos. O mundo parecia ganhar um outro sentido para ele quando estava com Elena. As memórias, vívidas e latentes, atravessaram-lhe a mente, fazendo-o sorrir. Afagou o rosto da morena com carinho, sentindo a textura macia da pele da morena, redecorando cada traço rosto de Elena.
— Eu também te amo — respondeu olhando-a. Não havia mais como fugir, ou negar. Amava aquela mulher, jamais havia sentido algo tão forte quanto o que sentia por ela...
Eu te amo. Nunca pensou que pronunciaria tais palavras; mas, novamente, estava errado. Os olhos dela faiscaram diante das palavras acalentadoras de Damone e ela sentiu cada músculo de seu corpo relaxar. Seu coração queimava, mas nada lhe doía. Elena deu-lhe um beijo suave e logo separou-se do rapaz, olhando-o com extremo carinho.
— Então por favor Damon, esqueça o Kol... Vamos viver nossa vida, vamos ser felizes — implorou encarando-o. Precisava daquilo, não conseguiria viver em paz enquanto não soubesse que Damon esqueceria aquela loucura.
— Tudo bem — aquilo era uma mentira, mas não queria brigar com sua garota agora. No momento, queria apenas matar as saudades. Era como se não a visse há décadas, sentia tanta falta dela...
— Você não vai mais sair da minha vista, Damon Salvatore — ela disse sorrindo, mas em sua fala Damon pôde notar uma pitada de verdade. Elena nunca havia sentido tanta dor e tanto medo quanto sentira nas horas anteriores e não estava nem um pouco disposta a passar por aquilo novamente.
— Eu não pretendia sair da sua vista mesmo... — Ele disse sorrindo. Elena sorriu de volta, deitou-se ao lado dele e apenas o observou em silêncio. Não disse nada, apenas o olhou, como há muito não fazia. Ele estava bastante machucado. O lábio inferior estava cortado, o olho estava roxo e havia um pequeno corte no supercílio dele.
Abriu o roupão cuidadosamente, sob o olhar atento de Damon, e observou que todo o abdome do moreno estava coberto por grandes hematomas roxos. No ombro, Elena notou a presença da cicatriz que já era uma marca característica de Damon.
— Eu não acredito que ele fez isso com você — murmurou observando os machucados no corpo de Damon. Ele suspirou e a olhou, dizendo:
— Eu estou bem agora, não precisa ficar preocupada — pediu segurando a mão da morena. Elena apenas assentiu e deitou-se cuidadosamente ao lado dele, suspirando profundamente e ficando ali, junto do homem que amava.
...
Três semanas passaram-se desde que Damon fora internado, e agora ele estava em casa sob os cuidados de Elena. O rapaz sentou-se na cama e observou, com gosto, a comida que a namorada havia preparado para ela. Sorrindo, terminou de comer e encarou a morena, que estava sentada de frente para ele na cama:
— Você tomou os remédios? — Ela perguntou pela terceira vez. Damon riu e disse, bebendo um pouco de suco:
— Sim... Você está um pouco neurótica ultimamente, Elena — disse em tom acusatório. A morena mordeu o lábio e não contestou-o, pois aquilo não deixava de ser verdade.
— É bom saber que logo poderei para com esses remédios — disse de verdade. Já se sentia muito melhor, grande parte dos seus hematomas havia sumido e ele já não sentia mais dor. Estava parcialmente recuperado, pois suas costelas ainda doíam um pouco, mas não era nada que ele não pudesse suportar.
— Eu também acho — ela disse sorridente. Damon a puxou para mais perto e deu-a um selinho rápido. Elena sorriu depois de separar dele e pensou em tudo o que havia acontecido. Decidiu que precisava esquecer aquilo e seguir em frente.
Damon a encarou e afagou o rosto da namorada. Avaliou-a por alguns instantes e sorriu ao ver que ela usava um colar que ele nunca vira. E no colar, um pingente em formato de coração fazia-se notar.
— Belo colar — comentou segurando o pequeno coração de rubi em mãos. Elena sorriu e disse:
— Meu pai me deu quando eu tinha 16 anos... Fazia tempo que eu não o usava — disse ao recordar de só usou isso há alguns anos, quando Kol a pediu em casamento. Estremeceu diante da memória e sorriu para Damon, que a analisava calmamente.
Ao ver o belo objeto, lembrou que o aniversário de Elena seria no dia seguinte. Precisava comprar algo para Elena e já fazia alguma ideia do que seria. No dia seguinte iria sair para comprar o presente dela, tendo quase certeza de que ela gostaria.
O dia passou rápido e no dia seguinte Damon levantou pronto para ir comprar o presidente de sua namorada. Arrumou-se e deixou um bilhete a morena, dizendo que logo estaria em casa novamente.
Elena despertou e virou-se na cama e abriu os olhos, procurando por Damon. Logo sentiu seu coração parar e levantou-se. Foi até a sala e viu um pequeno papel sobre a mesa. Pegou e leu: " Tive que sair para resolver alguns problemas... Por favor, espere eu chegar em casa".
Damon ligou para Rebekah assim que saiu do prédio.
— Alô — a loira perguntou sonolenta.
— Oi loirinha, tudo bem?
— Damon! O que houve? — Ela questionou preocupada.
— Lembra das fotos que foram tiradas no dia do seu casamento?
— Claro — a loira disse revirando os olhos. Damon sorriu de maneira vitoriosa e questionou:
— Você já as revelou?
— Óbvio que sim né Damon — disse emburrada.
— Excelente, irei precisar de algumas delas — disse sorrindo. A loira estranhou aquilo e perguntou:
— Para quê?
— Depois de explico, vou passar na sua casa para pegar as fotos na sua casa — disse e, sem esperar por respostas, desligou o celular. Andou rapidamente e entrou em uma das lojas da Tiffany. Comprou para Elena um pendente no qual havia uma safira rosa circundada por pequenos diamantes. Combinava com Elena e ele sabia que ela iria gostar.
Depois foi para a casa de Rebekah e pegou tudo aquilo que necessitava. Passou em uma papelaria e lá comprou as últimas coisas que precisava. Estava animado com aquilo, não seria nada muito extravagante, mas ainda assim, ele sabia que ela iria gostar do presente.
Voltou para casa e e ao chegar na mesma, notou que Elena estava dormindo no sofá e andou lentamente para seu quarto, escondendo tudo o que comprara dentro de seu armário.
Elena acordou com o som de passos na sala, abriu os olhos lentamente e viu Damon sentando ao seu lado.
— Oi — murmurou sonolenta. Damon sorriu e disse:
— Oi...
— Aonde você foi?
— Resolver alguns assuntos pendentes — ele respondeu de volta. Afagou o rosto dela e logo depois disse:
— Vai dormir, parece que você ainda está com sono — disse a olhando. Elena assentiu e levantou, arrastando-se para o quarto de Damon. Há tempos não dormia mais sozinha, e não queria voltar a ter aquele hábito agora. Amava dormir com Damon, sentir o calor do corpo dele, o cheiro dele... Tudo aquilo a acalentava.
Elena jogou-se na cama sem sequer se trocar e logo adormeceu. Damon andou pelo corredor e bateu na porta de Caroline, que a abriu com uma expressão emburrada.
— Como você sabe, amanhã é aniversário da Elena — ele disse a encarando. — E eu pensei em comprarmos um bolo para ela, fazermos algo para que não passe em branco...
— Ah, Damon... Aprenda uma coisa, enquanto você está indo com o trigo, eu já estou voltando com o bolo — ela disse com ironia. — Eu já planejei tudo, mas será algo pequeno... Nada muito extravagante... Eu já encomendei o bolo, alguns salgados e já comprei tudo o que era necessário... — Ela disse sorridente.
— Uau! Quanta eficiência, Barbie! — Damon disse com ironia. A loira bufou e disse:
— Você já comprou o presente dela, certo? — Caroline perguntou em tom acusatório.
— É lógico que sim! Está tudo planejado — Damon disse sorrindo e saiu andando pelo corredor. Entrou em seu quarto, colocou uma calça de moletom qualquer e deitou-se na cama, dormindo rapidamente.
Elena acordou com a luz que irradiava pelas janelas do quarto de Damon. Abriu os olhos e não o viu ao seu lado, estranhando aquilo. Foi para seu quarto, se arrumou e olhou para sua imagem refletida no espelho. Só naquele momento lembrou-se de que era seu aniversário. Mordeu o lábio inferior e prendeu os cabelos em um coque alto.
Na sala, Damon e Caroline ajeitavam o café da manhã em silêncio. A morena apareceu na sala e sorriu ao ver seu namorado concentrado na tarefa de arrumar a mesa.
— Bom dia, pessoal — disse caminhando em direção aos dois. Damon sorriu e a puxou para um beijo. Elena aprofundou o beijo enquanto uma de suas mãos embrenhava-se no emaranhado dos cabelos negros dele. Sentira tanta falta daqueles lábios... Não poderia ficar sem os mesmos.
Separam-se e ele a disse, pousando ambas as mãos na cintura da morena:
— Feliz aniversário — a olhou com carinho e Elena perdeu-se naqueles lindos olhos que ela tanto amava. A morena sentiu o coração acelerar — reação bastante comum quando ela estava perto dele — e o olhou sorrindo. Não queria mais se separar, podia ficar nos braços dele para sempre.
— Obrigada — disse timidamente.
Damon a encarou e murmurou:
— Eu tenho algo para lhe dar — Elena o olhou e franziu o cenho. Não sabia exatamente o que esperar dele. Damon era e sempre seria um grande enigma. Ele afastou-se dela, foi para o quarto, e pegou os dois embrulhos, voltando para a sala rapidamente:
— Abra esse primeiro — pediu entregando uma pequena sacolinha azul que ela reconheceria de longe. Ela o olhou confusa e pegou, de dentro da sacola, uma caixa retangular azul turquesa com um laço branco. Abriu-a e deparou-se um lindo pendente. Sorriu boba e disse:
— É lindo Damon — murmurou olhando para o belo colar. O rapaz sorriu e falou:
— Fico feliz que tenha gostado — respondeu olhando-a. — Mas acho que você irá preferir isso — ele disse entregando-a outro pacote. Este estava envolto em um papel prateado e tinha um laço no meio. Elena o abriu e deparou-se com um grande álbum. Abriu-o, incerta, e sentiu o coração parar. Na primeira página do álbum havia uma foto dos dois dançando na festa de Rebekah e abaixo da mesma, a seguinte legenda: "Quero viver mais momentos assim com você... Esse álbum é para que todas as memórias permaneçam vívidas em nossas mentes. São essas coisas que não quero esquecer. Eu vivi ótimos momentos com você, e quero continuar vivendo-os ao seu lado".
Elena sorriu, em meios às lágrimas e virou a página, vendo que a mesma estava em branco:
— O resto das páginas é para tudo o que ainda vamos fazer — ele murmurou timidamente: — E essa é a nossa primeira fotografia — ele sussurrou encarando-a. Elena mal conseguia falar. Sentia como se todo o mundo a sua volta tivesse parado. Sorriu, em meio às lágrimas e o abraçou com toda a força que podia:
— Eu te amo!
— Eu também te amo — ele respondeu, tendo a total e completa certeza do que dizia...
Fale com o autor