Ensina-me a Amar
27 Haunted
Notas iniciais
And I know, no matter how much colder
Or how much I carry on my shoulders
As long as I'm standing, I'll be closer
Cause it ain't over, 'til it's over
But we don't get down
No we don't get down
We can turn this 'round
And maybe
It's today ahh yeahh
***
Damon beijou-a com desespero enquanto a jogava contra a cama. Elena embrenhou os dedos nos cabelos dele e gemeu quando Damon massageou um de seus seios.
Os lábios desceram bela barriga de Elena, fazendo-a almejar por mais. Os beijos tornaram-se mais ousados, necessitados. E a morena gemeu ao sentir os lábios dele contra sua intimidade. A língua perpassou pelo clitóris dela, fazendo-a gemer mais alto e agarrar-se, com desespero, aos lençóis. A língua moveu-se contra ela, fazendo-a fechar os olhos. Elena mordeu o lábio inferior, sentindo o êxtase a dominar.
Damon tirou os lábios dali e deu-a um chupão no pescoço, que com certeza deixaria marcas. Beijou-a em desespero e penetrou-a com força, fazendo-a soltar um grito involuntário. Estocou com força enquanto Elena arranhava as costas dele. A morena fechou os lábios e mordeu o lábio inferior, gemendo alto conforme ele estocava. Damon moveu-se dentro dela novamente, o mais lentamente possível. Adorava ver as reações em Elena, aquilo apenas o deixava ainda mais excitado.
Elena gritou de prazer ao senti-lo acelerar as estocadas e fincou as unhas nas costas dele. O coração da morena acelerou ainda e ela sentiu seu baixo ventre formigar. Os gemidos tornavam-se cada vez mais altos, e isso era sinfonia para os ouvidos de Damon, que movia-se com mais força ainda. E então partiu-se em milhões de pedacinhos únicos que levaram seu corpo a ter fortes e longos espasmos.
Damon adorava aquilo. Instantes depois, sentiu-se dominado por um intenso clímax. Sorriu e uniu seus lábios aos dela em um beijo calmo. Saiu de dentro da morena e puxou-a para mais perto dele. Elena juntou-se a ele e traçou desenhos no peitoral do rapaz, que encarava o teto com um sorriso no rosto. Sentiu falta de tê-la daquela maneira, sentiu falta do corpo dela contra o dele...
Elena ficou em silêncio e sorriu ao lembrar do presente que Damon a dera. Nunca pensou que Damon poderia ser tão carinhoso e romântico. Quando o conheceu, sempre o viu como o homem frio e sem sentimentos que não dava a mínima para ninguém; porém, ela estava errada. Por sob aquela frieza, havia uma pessoa que sabia ser boa. E apesar de todos os defeitos, Elena ainda o amava da maneira como ele era...
A morena encolheu-se um pouco mais e logo adormeceu...
...
Caroline uniu suas mãos as de Klaus e sorriu. Eles caminhavam lentamente pelo Central Park. Klaus a observava de soslaio, fascinado com a beleza evidente de Caroline.
— Obrigada pelo jantar, foi maravilhoso — Carol disse sorridente. O rapaz apenas assentiu e disse:
— Eu fico feliz que tenha gostado — depois de várias tentativas, ele finalmente havia conseguido conquistá-la. Essa loirinha é difícil. Pensou sorridente. Apertou a mão dela com um pouco mais de força e perguntou, incerto:
— Estava pensando em ir ao cinema... Você gostaria de ir comigo?
— Eu adoraria — ela respondeu sorrindo.
...
Elena despertou com o som de um celular tocando. Bufou irritada e sem abrir os olhos tateou o criado mudo à procura do aparelho. Ao perceber que não iria encontrá-lo assim, sentou-se e notou que era o celular de Damon que tocava.
— Elena, atenda por favor — Damon gritou de dentro do banheiro. A morena respirou fundo e atendeu:
— Alô?
— Olá, eu estou procurando por Damon Salvatore — disse uma voz masculina. Elena estranhou ao notar que não reconhecia aquela voz de lugar algum.
— Quem gostaria?
— Aqui é Clark Moore, detetive da Polícia de Nova York — o homem disse, fazendo-a franzir o cenho. Não compreendeu o motivo da ligação. — Eu gostaria de falar com Damon Salvatore.
— Ele não pode atender, você quer deixar recado? — Elena perguntou curiosa. Realmente queria saber o motivo daquela ligação e se o detetive não a dissesse, Damon o faria.
— Não, apenas peça para ele me retornar a ligação por favor — o homem disse. — Boa tarde — depois disso um som irritante fez-se notar e Elena desligou a ligação. Respirou fundo e sentou-se na cama, esperando que Damon saísse do banheiro. Havia algo de errado; Elena mordeu o lábio inferior e sentiu seu peito comprimir, fazendo-a arfar.
Damon saiu do banheiro com um sorriso no rosto e sentou de frente para sua garota, que estava com o olhar perdido. Olhou-a por alguns momentos e percebeu que havia algo errado com ela.
— Elena, quem era? — Perguntou, fazendo-a voltar para o mundo real. Ela o olhou e disse:
— Um detetive...
Damon sentiu o sangue gelar. Notou que havia algo no olhar de Elena, mas ele não conseguia identificar o que era. Sabia muito bem quem havia ligado e a razão pela qual ele ligara. Há uma semana, Damon levou o dossiê de Kol para a polícia, mais precisamente, para Clark, um detetive experiente e com intuição aguçada. Clark prometeu que iria averiguar cada detalhe do dossiê e que ligaria para ele assim que soubesse de mais detalhes. Contudo, ele nunca pensou que justo Elena fosse atender a ligação.
— O que ele queria com você, Damon? — A pergunta saiu murmurada. No fundo, bem lá no fundo, a morena já sabia do que se tratava. Seu consciente, porém, parecia incapaz de aceitar. Damon piscou algumas vezes e disse:
— Ele queria falar sobre Kol — mais sussurrou do que falou. Temia a reação de Elena, sabia que ela não ficaria nem um pouco feliz em saber que ele foi à polícia e que mentiu para ela, dizendo que ia sair com Klaus. — Eu mostrei a ele o dossiê de Kol — prosseguiu incerto.
— Você o que?! — A morena vociferou irritada. — Eu não acredito que você fez isso... Quando que você foi à polícia?
— No dia em que lhe disse que iria sair com Klaus — ele respondeu fechando os olhos. Elena arregalou os olhos diante da resposta e murmurou, sentindo um nó se formar em sua garganta:
— Você mentiu para mim... — não esperava aquilo dele.
— Se eu te dissesse a verdade você jamais deixaria eu ir, Elena — Damon respondeu a encarando. Tentou se aproximar, mas ela deu um passo para trás.
— É lógico que eu não deixaria, Damon! Por que eu sei o que Kol irá fazer quando descobrir que você foi até a polícia! — Elena gritou o olhando. — Você me prometeu, Damon! Você me prometeu que não ia — disse o encarando. Seus olhos ardiam e as lágrimas ameaçavam cair por suas bochechas, mas ela não iria fazer aquilo.
— Elena... — Damon pediu ficando mais próximo. — Eu não podia deixar isso quieto, eu precisava fazer algo... Tente entender — pediu segurando-a delicadamente pelo pulso. Elena o olhou e soltou-se do aperto suave dele, dizendo:
— Dessa vez não dá, Damon... Você mentiu para mim — respirou fundo e pediu, o encarando: — Eu quero ficar sozinha — Damon a encarou e fechou os olhos, xingando-se mentalmente. Sabia que deveria ter compartilhado aquilo com ela, mas agora era tarde demais... Respirou fundo e saiu do quarto, deixando a morena sozinha.
Elena respirou fundo e secou a lágrima solitária que escorreu por seu rosto. Pegou o celular e discou o número da avó, esperando que ela atendesse:
— Alô? — Ester perguntou do outro lado da linha. Elena sentou na cama e disse:
— Vó... Volta para cá — pediu fechando os olhos. Respirou fundo, tentando se controlar, e ouviu a vó perguntar:
— O que houve, Elena?
— Eu e o Damon brigamos... Ele mentiu para mim — respondeu sussurrando. Ester assentiu e esperou que a morena prosseguisse. Elena contou tudo para avó, desde a descoberta de que Kol estava vivo até o momento em que descobriu que Damon havia ido à polícia.
— Elena, minha querida, você não acha que está sendo exigente demais? — Ester questionou meiga. Entendia o lado da neta, mas também compreendia com perfeição o lado de Damon.
— Ele mentiu para mim! Ele prometeu que não ia à polícia, que ia esquecer isso...
— Elena, meu anjo, Damon fez o que achava que era certo... Eu faria o mesmo no lugar dele — Ester parou por alguns segundos, e depois prosseguiu: — Tente entendê-lo, meu anjo, tente saber o lado dele da história...
— Mas...
— Elena, se você quer que seu namoro com Damon dê certo irá ter que aprender a lidar com o jeito dele... Ele não te contou porque já esperava essa reação de você... Você não acha que deve ser mais receptiva e que deve aprender a aceitar as decisões que ele toma?
— Ele pode morrer vó — a morena sussurrou com medo. Já havia provado do gosto amargo da morte mais vezes do que gostaria, não sabia se iria aguentar mais uma dose...
— As chances disso acontecer serão maiores se Kol ficar solto, querida — Ester disse revirando os olhos. — Você sabe que se Kol ficar solto ele irá continuar te assombrando, não sabe? Você quer mesmo passar o resto da sua vida com medo, Elena?
Elena respirou fundo e pendeu o corpo para frente, pensando no que sua avó acabara de dizer. Ela não queria ficar daquele jeito, de fato. Pensar em ser assombrada por Kol era algo que não a agradava. Sabia que a sua avó tinha razão, admitir; porém, parecia bem mais difícil.
— A senhora tem razão... Obrigada vó — disse respirando fundo, sentindo-se bem mais calma. Conversar com sua avó sempre a ajudou muito. — Quando a senhora volta?
— Tendo em vista tudo o que está acontecendo, vou pegar o próximo voo — Ester sorriu, assim como Elena.
— Ótimo, eu já estava com saudades! — Elena disse animada. Se despediu da avó e desligou a ligação. Jogou-se na cama e respirou fundo. Estava cansada, virou-se na cama e viu o álbum que Damon a dera de presente. Abriu-o e viu a mesma foto que vira na noite passada. Releu a legenda e respirou fundo. Apertou o álbum contra o peito e sorriu. Devolveu o objeto em seu lugar e levantou-se.
Damon estava sentado no sofá, encarava a parede como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Elena apoiou-se na batente da porta e o observou. Ele estava com o semblante frustrado, os olhos pareciam perdidos. A morena caminhou em direção a ele e disse:
— Me desculpe por brigar com você — pediu timidamente. Damon a olhou e seus olhos faiscaram e ele a encarou, dizendo:
— Me desculpe por não ter te contado a verdade... Eu devia ter te falado — murmurou a encarando. Elena concordou com um movimento de cabeça e disse:
— Mas mesmo assim não quero mais mentiras, Damon... É uma condição, okay? Sem mais mentiras, por favor.
— Sem mais mentiras — ele concordou sorrindo. — Eu retornei a ligação de Clark e ele me disse que Hillary e Kol trabalharam juntos durante um bom tempo. Eles conseguiram acesso à conta bancária dela e descobriram que quantias exorbitantes de dinheiro estavam sendo colocadas na conta dela e depois iam para as Ilhas Cayman.
— Então isso significa que Hillary estava nesse esquema com Kol? — Elena perguntou franzindo o cenho. Damon assentiu e puxou-a para seu colo. A morena sentou-se e o encarou, enquanto ele dizia:
— Clark acha que isso foi a causa da morte dela... Kol deve ter parado de depositar dinheiro na conta bancária de Hillary meses antes dela morrer e ela pode ter vindo para cá atrás dele. O detetive acha que Hillary ameaçou contar tudo a polícia e Kol se livrou dela — Damon disse encarando o nada.
Elena ficou em silêncio e sentiu o peito comprimir novamente. Apenas queria sua paz de volta, era muito pedir isso? Desejou jamais ter conhecido Kol, desejou jamais ter namorado com ele. Mas, se Kol não tivesse entrado em sua vida, ela nunca conheceria Damon...
— Como irão prendê-lo, Damon? Kol é esperto, ele não vai se deixar ser pego — a morena sussurrou fechando os olhos. Damon a olhou e afagou o rosto dela com carinho, fazendo-a aproximar-se do toque dele.
— Ele irá cometer algum erro, Elena... Kol não vai sair impune! — Disse confiante. Ele precisava acreditar naquilo, não podia perder as esperanças. Elena sorriu para ele e o abraçou com força.
Os dois foram interrompidos pelo som do celular de Damon tocando. Ele separou-se dela com certa relutância e atendeu:
— Alô?
— Damon, aqui é o Clark — o detetive disse encostando o corpo contra a parede. O rapaz assentiu e perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
— Sim...
— O que houve? — Damon perguntou franzindo o cenho.
— Acabaram de encontrar o corpo de Kol Mikaelson.
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