Ensina-me a Amar
3 Lonely... Again
Notas iniciais
Quem fala agora é a Bia, meus anjos *-*
Desculpem a demora para a postagem desse capítulo, todavia, eu estava muito atarefada com as coisas do colégio e isso impossibilitou minhas postagens. Perdão *.*
Segundo, estou fascinada com o carinho de vocês! Fiquei tão feliz com os comentários, podem ter certeza, eu e a Gabi não respondemos por falta de tempo, porém, iremos responder aos comentários agora *-*
Esperamos que gostem *--*
> Leiam as notas finais, por favor!
Bury all your secrets in my skin
Come away with innocence,
And leave me with my sins
The air around me still feels like a cage
And love is just a camouflage for what resembles rage again...
***
Os outros médicos permaneceram com a expressão estática. Eles jamais viram Elena se comportar de tal maneira, ela sempre foi uma garota doce e carinhosa com os outros; agora, aquela atitude dela os deixou completamente surpresos pela ousadia de Elena. Damon, que estava completamente enfurecido, esbravejou, duramente:
– O que estão olhando? Vocês são um bando de inúteis! — Damon disse gritando. As palavras, tão duras quanto um diamante, assustaram a equipe. Os médicos saíram do local cabisbaixos, deixando, para trás, Damon, com um sorriso de triunfo no belo rosto. Ele gemeu de dor ao sentir uma forte fisgada contra seu ombro e segurou as lágrimas que almejavam verter de seus olhos. Ele respirou fundo algumas vezes, tentando restabelecer sua respiração. Ele sentia sua pele queimar sob a roupa hospitalar. Damon mordeu o lábio inferior ao sentir seu corpo arder, mas controlou a dor, tornando-a sua aliada. Ele repetiu, mentalmente, como um mantra sagrado, as palavras que o general sempre repetira em suas batalhas: "Não podemos fugir da dor, pois a mesma está em nossa mente... Mas podemos torná-la agradável... Prazerosa". Para Damon, aquilo sempre soou um tanto masoquista, mas naquele momento, onde ele lutava para suportar a dor pungente que lhe acometia, aquela frase ganhou um novo significado, um novo sentido.
O rapaz revirou os olhos ao ver Elena adentrando em sua ala com um grande e simpático sorriso no rosto. Ele não compreendia como ela podia agir de tal forma, como ela poderia ajudar aquelas pessoas com tanta facilidade. Damon jamais agiria da mesma forma, jamais ajudaria aqueles terroristas nojentos. Para ele, seria como jogar pérolas aos porcos. Damon balançou a cabeça negativamente ao vê-la tocando um moribundo que agonizava.
– Eu vou lhe dar um pouquinho mais de morfina. — Damon a ouviu dizer. — Prometo que a dor irá passar. — Ele a seguiu com o olhar, a notando enquanto ela aplicava uma injeção na veia do rapaz. O moreno cruzou os braços, como uma criança mimada, e ficou esperando até que a morena fosse falar com ele. Atentamente, ele observou Elena caminhar em direção a uma menininha que estava agarrada a seu ursinho de pelúcia. — Oi meu anjo. — Damon continuou observando a ação de Elena, vendo-a abaixar para conversar com a menina, que tremia devido ao frio que fazia naquela noite. — Está com frio princesa? — Damon revirou os olhos ao perceber o quão ridícula poderia ser Elena, e esperou para que ela fosse atendê-lo. Por alguns instantes, ele encarou a pequena notando os traços do rosto da menina, notando a forma como os cabelos loiros dela caíam em ondas sobre seus ombros pequeninos.
– Onde está meu papai? — A garotinha questionou com os olhos lacrimejados. Damon encarou a menina de sua maca, notando a forma como os olhinhos verdes dela brilhavam sob a luz fluorescente da lampada de péssima qualidade. Damon sorriu vitorioso ao perceber que, para isso, Elena não tinha uma resposta. A menina encarou Elena esperando por uma resposta que jamais viria.
– Minha princesa, o papai está lá no céu agora, e ele está cuidando da pequenina dele. — Damon bufou irritado diante da resposta ridícula de Elena, sabendo que a menina, provavelmente, iria acreditar naquele papo furado. Aquilo era ridículo. As pessoas morrem! Nada mais do que isso! A morte é sem sentido, é injusta. A morte era tudo aquilo que Damon mais desprezava, mais odiava. — E ele sempre irá cuidar de você. — Damon mordeu o lábio inferior ao ver a morena cobrindo a garota com carinho, enquanto a menina se agarrava com mais força ainda a seu ursinho de pelúcia. Ele parou de encarar a morena ao perceber que ela havia girado sobre os tornozelos, indo ir falar com ele.
– Major Salvatore. — Damon a encarou com uma fúria mal contida ao perceber que ela pronunciara a palavra "Major" com simplicidade, como se aquele título não lhe dissesse nada. Aquela garota estava o deixando cada vez mais revoltado. — Como está se sentindo?
– Muito bem, obrigado. — Ele disse trincando os dentes e fechando as mãos em punho ao notar que Elena havia acabado de revirar os olhos. O rapaz realmente não ia com a cara daquela garota. Ela era perfeita demais, com princípios demais para o gosto dele. Damon não acreditava mais em bondade, acreditava, naquele momento, em medidas drásticas. — Eu quero morfina. — O moreno disse entredentes, sorrindo ao notar que a garota havia acabado de franzir o cenho.
– Mas o senhor acabou de dizer que estava bem!
– Estou com dor, porra! Vai me dar a morfina ou não? — Damon perguntou gritando. Ele estava farto daquela garota, farto de todos naquele maldito hospital! Queria apenas voltar para o quartel general e fazer seu trabalho novamente.
– Não grite! Há pacientes aqui além do senhor! — Damon bufou, ainda mais irritado, diante do comentário de Elena e disse, grosso:
– Eu grito quando quiser, entendeu? Eu quero essa merda de morfina agora! — Damon disse encarando Elena com um olhar mortal. Ele sorriu ao vê-la caminhar em direção a uma mesinha e pegar uma seringa nova. Damon sempre teria tudo o que queria, com aquela menina não haveria de ser diferente. Ele sentiu uma fisgada em seu braço enquanto a garota o encarava com a expressão normal. Damon encarou a garota com sorriso jocoso no rosto enquanto ela pegava outra seringa e aplicava, cuidadosamente, nele:
– É penicilina, vai combater algumas infecções que você venha a ter por conta da cirurgia. — Ela explicou com certo carinho, fazendo Damon franzir o cenho. — Prontinho. — Ela disse pressionando o local com força, para estancar o sangramento. Ele não compreendeu muito bem porque ela agia daquela forma com seus pacientes. Para ele, aquilo não fazia sentido, talvez jamais fizesse. Ele ficou em silêncio enquanto observava cuidar dos outros pacientes com tanto carinho. Mas para ele, a única coisa conhecida era o ódio, a raiva. Elena era como um anjo diante do mais terrível dos demônios. Damon pensou com um sorriso amargo no rosto, porém para ele, aquilo não fazia nenhuma diferença, ele gostava de ser assim, gostava de matar as pessoas que um dia mataram seu irmão, Stefan. Damon havia jurado vingança, e não considerava a ideia de mudar de ideia. De repente, uma forte dor lhe acometeu, seu coração passou a bater mais rápido do que deveria, ele sentia seu corpo pegar fogo, arder. A dor, em si, era excruciante, a pior que ele já havia sentido em toda sua vida. Ele sentiu as lágrimas caindo por seu olho, refrescando sua pele quente.
– Ele está entrando em colapso! – Elena gritou pegando os aparelhos certos, mas antes que ela precisasse fazer qualquer coisa, Damon conseguiu se reestabelecer sozinho, gemendo de dor. – Você está bem? – Elena questionou se aproximando. Ela tentou tocá-lo, mas ele disse, gritando:
– Não me toque! – Ele disse se retesando. Damon não queria ser ajudado, ele poderia lidar com aquela situação sem a ajuda de Elena. – Estou bem. – Ele murmurou encarando a morena com um olhar mortal. Em silêncio, ele observou Elena sair do recinto parecendo chocada, ou talvez assustada com a reação exagerada do rapaz. E mais uma vez, ele estava sozinho...
Notas finais
E então, capítulo aprovado? Espero que sim!
1° No próximo capítulo, Damon e Elena vão para os EUA devido a um pedido do comandante superior da tropa
2° Deem ideias, sugestões, não se acanhem, meus amores! Precisamos saber o que vocês querem que façamos
3° Nós amamos vocês do fundo da alma :3
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