Ensina-me a Amar
13 I Will Stay
Notas iniciais
Oi gente! Tudo bem? É a Bia aqui! Então, eu gostaria de agradecer a todos os comentários e recomendações de vocês! Obrigada! Sem vocês essa história sequer existiria, meus amores!!! Obrigada!!
Bem, quem quiser ter seu review respondido coloque:
#Responder no review okay?
Espero que gostem ( :
P.S: Esse capítulo está cortado, se eu colocasse mais coisas nele, ficaria muito grande i-i
Stop and stare
You start to wonder why you're here not there
And youd give anything to get what's fair
But fair aint what you really need
Oh, can you see what I see
***
O rapaz tirou a toalha da cintura e jogou-a sobre a cama, entrando no banheiro logo em seguida. Ele entrou no box e abriu a torneira, sentindo a água quente caindo sobre seu corpo. Depois de se esfregar com força, tentando livrar-se do odor de ovo, o rapaz esfregou os cabelos e sorriu ao pensar no seu plano de vingança. Damon caminhou em direção a pequena lavanderia do apartamento e pegou a pá e a vassoura, limpando a cozinha rapidamente. Ele caminhou em direção a seu quarto e fechou a porta depois de entrar no mesmo. Damon se trocou, vestindo uma camisa polo preta e uma calça jeans escura. O rapaz se encarou no espelho, aprovando o resultado final e saiu de dentro do quarto, deparando-se com a mesa do café já posta.
Damon sentou-se à mesa e assustou-se ao ver Caroline surgindo do corredor. Ela bocejou e disse, enquanto sentava-se próxima dele:
– Bom dia — ela sorriu para ele, que apenas disse:
– Bom dia — Damon manteve-se em silêncio enquanto observava a loira colocar o café em um xícara e tomá-lo e adoçá-lo logo em seguida. O rapaz suspirou e fez o mesmo que ela, pegou uma xícara, colocou leite e café na mesma e adoçou a bebida, tomando-a logo em seguida.
– Você é sempre tão quieto assim? — A loira questionou enquanto abocanhava um pedaço de bolo de laranja. Damon a encarou confuso e disse:
– Eu só falo quando há algo a ser dito — o rapaz tomou um pouco de café e pegou um pedaço de bolo, mordendo-o logo em seguida. O bolo realmente era muito bom. — Quem fez esse bolo? — Damon questionou enquanto encarava Caroline, que balançava as mãos sobre a mesa:
– A Elena, ela é uma cozinheira de mão cheia — a loira disse com um sorriso no rosto. Damon assentiu enquanto terminava de comer o bolo. Pelo menos ela serve para cozinhar. O rapaz pensou com ironia.
– Porque você a odeia tanto? — Caroline questionou o encarando. — Elena é uma pessoa incrível, de verdade... Não consigo entender porque você não gosta dela.
– Há algo nela que me irrita, simples assim... Ela acha que está sempre certa, ela é teimosa, irritante... Não sei como você a aguenta, de verdade — Damon disse tomando mais um gole de seu café.
– Com o passar do tempo você verá que Elena é uma pessoa incrível, e ainda se tornará amigo dela — a loira disse sem ter muita certeza do que falava. Era claro como água o fato de que Damon e Elena se odiavam, mas Caroline tinha esperança de que a situação mudasse com o tempo.
– Eu duvido muito disso — o rapaz disse levantando-se. — Eu vou sair e não tenho hora para voltar... Você poderia me emprestar suas chaves? — Ele perguntou encarando-a. A loira o olhou com a expressão confusa e questionou, enquanto levantava:
– Para quê quer minhas chaves?
– Para poder entrar, obviamente... Não quero ficar preso do lado de fora de novo — ele disse com um sorriso cínico. Caroline revirou os olhos e pegou as chaves dentro da bolsa:
– Faça uma cópia das chaves hoje mesmo – ela entregou a ele o chaveiro com uma imagem de um esmalte e disse: — Você está me devendo uma, Damon – ela disse o advertindo. O rapaz revirou os olhos e disse:
– Okay Barbie, estou indo – a loira o encarou irritada diante do apelido que ele havia a dado, mas não disse absolutamente, apenas observou enquanto Damon saia de dentro do apartamento. O rapaz pegou o celular e telefonou para Hillary, esperando que ela já estivesse acordada àquela hora da manhã. Depois de algum tempo, ela atendeu:
– Hillary, aqui é o Damon – ele disse enquanto saia do saguão do prédio, indo em direção à rua.
– Oi Damon – ela disse animada.
– Eu estava pensando em ir te encontrar no Starbucks, o que você acha? – Ele perguntou atravessando a rua. Hillary sorriu diante da proposta e disse, levantando da cama e correndo em direção ao banheiro de sua casa.
– Eu acho uma excelente ideia! – Hillary disse fazendo Damon sorrir. – Nós podemos nos encontrar lá em meia hora? – Ela questionou voltando para seu quarto e abrindo o guarda-roupa, procurando algo bonito o bastante para ir encontrar com Damon.
– Pode ser sim – Damon disse sorrindo e entrando na cafeteria. Ele sentou-se em uma mesa, esperando que alguém o atendesse. – Estou te esperando aqui.
– Ótimo, daqui a pouco estarei aí – a loira disse escolhendo um vestido branco de alcinha. – Tchau.
– Tchau – o rapaz disse desligando o celular logo em seguida. Instantes depois, uma bela garçonete surgiu na frente de Damon, segurando o cardápio na mão. Ela sorriu timidamente para Damon e disse:
– O que o senhor gostaria de pedir? – Ela questionou o encarando e entregando a ele o cardápio, o que não foi de muita utilidade, já que Damon já sabia o que queria pedir.
– Eu vou querer um cappuccino de canela – ele disse a encarando com um sorriso de canto, fazendo-a corar. A moça anotou o pedido e saiu do ambiente com um sorriso bobo no rosto. Damon sorriu e ficou desenhando formas na mesa, até que seu pedido chegou.
Damon tomou o cappuccino lembrando-se da primeira vez que havia tomado àquela mesma bebida, quando ele e Stefan estavam em Seattle, comemorando o novo emprego do mais novo.
O rapaz suspirou profundamente, e olhou para fora. Ele tamborilou os dedos na mesa, começando a ficar impaciente.
O tempo passava lentamente, enquanto ele esperava que Hillary aparecesse. O rapaz respirou fundo e continuou a tomar sua bebida, sentindo o tédio começando a dominá-lo. Depois de dez minutos esperando, a loira finalmente apareceu.
– Oi – ela disse sorrindo para ele e sentando-se à mesa. A moça sorriu para ele enquanto o rapaz a encarava, redecorando cada traço do rosto dela.
– Você está linda – ele murmurou admirado pela beleza da loira, que corou diante do elogio e disse, ajeitando uma mecha de seu cabelo:
– Obrigada.
– Eu estava pensando, que tal irmos dar uma volta pelo Central Park? – Damon questionou levantando e caminhando em direção à Hillary, oferecendo a mão a ela, que pegou sem hesitar.
– Eu acho uma excelente ideia – a loira disse sorrindo e levantando da cadeira. Damon caminhou em direção ao caixa e pagou o que devia, deixando o estabelecimento acompanhado de Hillary.
Ele passou a mão pela cintura da garota e puxou para mais perto. Hillary sorriu diante da atitude de Damon e ficou mais próxima dele, enquanto eles caminhavam pelas ruas.
– Olha esse sapato – Hillary disse parando em frente à loja da Louboutin e admirando um sapato vermelho. – Ele é tão lindo! – A loira disse completamente admirada pela beleza do sapato. Damon a encarou por alguns instantes, mas permaneceu em silêncio, ficou apenas a observando. – Bem, vamos continuar passeando – ela disse sorrindo para o rapaz.
Os dois continuaram passeando pelas ruas, até chegarem ao Central Park. Havia várias pessoas no parque àquela hora da manhã, algumas pessoas caminhavam com seus cachorros e outras apenas caminhavam pelo parque.
Damon sorriu ao ver uma flor nascendo e a arrancou da terra cuidadosamente, entregando para Hillary. A garota fez uma careta ao receber a flor, esperando que ele não tivesse percebido. Damon, entretanto, notou a careta da garota, o que o deixou um tanto confuso. Ele franziu o cenho e colocou a mão no bolso, e disse:
– Eu preciso ir agora, Hillary... Estou cheio de coisas para fazer, espero que entenda – Damon disse forçando um sorriso. Hillary suspirou profundamente e disse:
– Okay, mas eu realmente gostaria de lhe encontrar novamente – ela disse sorrindo para ele. Damon assentiu e deu um beijo rápido na bochecha da garota, afastando-se dela:
– Tchau, depois nos vemos – ele disse sorrindo para ela, que apenas assentiu e disse:
– Tchau.
Damon virou sobre os calcanhares e caminhou em direção ao apartamento de Elena. Havia algo de muito errado com Hillary, e agora ele tinha certeza disso, mas Damon ainda precisava descobrir o que estava havendo com ela.
O rapaz bufou e atravessou a rua às pressas. Damon foi até um chaveiro que havia no final daquela rua e fez uma cópia da chave que Caroline havia o emprestado. O rapaz assustou-se ao ouvir seu celular tocando, mas atendeu-o depois de reestabelecer-se do susto.
– Alô?
– Oi Damon, aqui o Klaus — o loiro disse procurando alguns papéis sobre sua mesa.
– Oi Klaus, aconteceu alguma coisa?
– Na verdade, eu estava pensando de sairmos hoje, o que você acha? – Klaus questionou encarando a tela de seu computador.
– Eu acho uma excelente ideia! Eu preciso mesmo conversar com você – Damon disse suspirando. Klaus franziu o cenho e disse, dando de ombros:
– Okay, então umas sete horas nos encontramos no Central Park, o que você acha de jantarmos no Outback? – O loiro sugeriu ficando mais animado de repente.
– Eu acho uma excelente ideia! Há tempos não como algo descente! – O moreno disse sorrindo. – Então eu vou para casa me arrumar. Tchau.
– Tchau.
Damon desligou o celular, que foi um presente que Alaric deu ao rapaz no dia em que o mesmo saiu do hospital. Damon caminhou lentamente em direção à casa de Elena, esperando não encontra-la lá. Ele ainda estava furioso com ela, não queria vê-la.
Ao chegar ao apartamento, notou que Caroline e Elena assistiam a um filme romântico na televisão. Ele sequer as cumprimentou, apenas entrou no quarto e bateu a porta do mesmo com força. Elena estremeceu diante da agressividade de Damon, mas manteve-se em silêncio, mantendo-se concentrada no filme que passava.
A garota ajeitou-se no sofá, e suspirou profundamente. Será que ela deveria desistir de ter uma boa convivência com Damon? Ou será que ela deveria persistir? Elena não sabia o que deveria fazer, sentia-se completamente confusa.
Elena respirou fundo e continuou prestando atenção ao filme que passava na televisão. Depois do término do filme, Elena levantou-se e caminhou em direção a seu quarto, fechando a porta ao entrar no mesmo.
Ela pegou, de dentro de uma gaveta, seu livro predileto, Orgulho e Preconceito, e começou a relê-lo, em uma tentativa de se concentrar em algo que não fosse a atitude grosseira de Damon mais cedo.
O dia foi passando lentamente, a morena sentia-se completamente entediada, ficou dentro do quarto o dia inteiro, tentando evitar Damon.
Quando eram seis e meia da tarde, a garota decidiu que era hora de parar de evitar Damon, ela estava excluída dentro de sua própria casa, e isso não estava certo! A garota levantou-se e saiu do quarto, deparando-se com Damon se arrumando para sair. A garota ficou o analisando enquanto ele ajeitava a camisa de linho preta e colocava um relógio no pulso.
Ele é realmente bonito. Ela pensou ao avaliá-lo. Mas então, reprimiu-se por aquele pensamento e caminhou em direção à cozinha, procurando algo para comer.
– Estou saindo, não sei que horas irei chegar — ele disse olhando para dentro da cozinha. Elena deu de ombros e disse, pegando uma xícara dentro do armário:
– Pode ir, mas por favor, não chegue muito tarde, você tomou os remédios? — Ela questionou o encarando. Damon apenas assentiu e então a morena disse:
– Então não beba a menos que você queira morrer — ela disse cinicamente. Damon revirou os olhos e apenas caminhou em direção à porta do apartamento, saindo rapidamente de dentro do mesmo.
Damon caminhou lentamente em direção ao Central Park, e ligou para Klaus logo em seguida.
– Alô? — O loiro questionou sorrindo ao perceber que era Damon quem ligava.
– Oi cara, eu já estou aqui no Central Park.
– Ah, tudo bem... Daqui uns cinco minutos eu estou aí — Klaus disse virando na esquina — tchau.
– Tchau — Damon disse desligando o celular. Ele olhou para o Céu rapidamente e notou que, pela primeira vez em alguns anos, o Céu estava repleto de estrelas. Mas uma em especial se destacava, era o planeta Vênus, que estava posicionado bem ao lado da lua.
O rapaz sorriu ao lembrar da primeira que havia visto aquela estrela, há três anos. Entretanto, o rapaz foi arrancado de seus pensamentos ao ouvir o som da buzina ressoar por seus tímpanos. Ele sorriu ao ver o carro de Klaus diante de seus olhos e entrou no mesmo sem pensar duas vezes.
– Oi Klaus — o moreno disse colocando o cinto de segurança.
– Oi — Klaus disse simplesmente. O caminho até o restaurante foi silencioso, o loiro estava entretido demais com seus próprios pensamentos para conversar com Damon naquele momento.
Quando os dois chegaram ao restaurante, foram atendidos por uma bela garçonete ruiva. Ela sorriu para os dois e anotou o pedido de ambos, quando ela se retirou, Damon comentou com Klaus:
– Hoje eu saí com a Hillary.
Klaus ficou surpreso diante do que ouvira, mas preferiu que Damon continuasse a contar tudo o que havia acontecido.
– E eu percebi que há algo de errado com ela — o moreno disse lembrando da careta que a loira fizera ao receber a flor de Damon. Klaus sorriu diante do comentário e disse:
– Finalmente você percebeu isso! Já estava demorando.
– Como assim?
– Eu nunca fui com a cara da Hillary — Klaus disse dando de ombros — há algo nela que me incomoda.
Damon suspirou pesadamente e murmurou:
– Bem, eu não posso parar de conversar com ela baseado em suposições, Klaus — o moreno disse encarando o melhor amigo. — Mas eu ficarei mais atento com relação à ela.
– Bem, e além da Hillary, o que mais anda acontecendo em sua vida ultimamente?
– Na verdade, nada... — Damon disse prestando atenção na garçonete que acabara de colocar os pedidos que ambos fizeram sobre a mesa. A garçonete sorriu timidamente para ele e se retirou do local. Klaus revirou os olhos e questionou confuso:
– Porque todas as mulheres ficam encantadas por você?
– É meu charme — Damon disse rindo e comendo uma batata frita. Klaus bufou irritado e questionou:
– E quando você irá começar a namorar com alguém?
– Eu não pretendo namorar com ninguém no momento — Damon disse dando de ombros. — Quero alcançar uma patente mais alta no exército... Eu estou indo em direção ao meu futuro...
– Você acha que está indo em direção a seu futuro... Você está dando voltas e mais voltas e parando no mesmo lugar — Klaus disse deixando Damon um tanto confuso.
O moreno manteve-se em silêncio, analisando tudo o que Klaus havia dito. Damon perdeu o apetite ao perceber que o melhor amigo poderia estar certo em tudo que havia dito. O rapaz suspirou pesadamente e disse, empurrando a comida para longe:
– Vamos embora? Estou cansado e preciso tomar meus remédios — ele disse levantando-se. Klaus o encarou confuso mas chamou um garçom, pedindo ao mesmo que fechasse a conta. Depois de alguns minutos, os dois foram embora do restaurante em silêncio.
Depois de dez minutos, os dois pararam em frente a mais nova casa de Damon, que suspirou e saiu do carro dizendo:
– Boa noite Klaus — o moreno saiu andando sem sequer esperar que o amigo respondesse. Ele apertou o botão do elevador, esperando que o mesmo chegasse ao térreo.
Quando abriu a porta do apartamento, Damon viu que não havia ninguém na sala. O rapaz sorriu e caminhou em direção a seu quarto, e quando o abriu, deparou-se com uma cena que o deixou completamente atônito:
Elena estava mexendo nas malas de Damon.
– O que você está fazendo? — Ele bradou nervosamente. Elena encolheu-se ao ouvir o grito de Damon e disse, com a voz um tanto quanto trêmula:
– Eu só... Só estava arrumando suas coisas.
– Eu não pedi que fizesse isso! — Ele gritou. — São minhas coisas, não lhe dei permissão para mexer em nada disso!
Elena levantou-se, sem olhar Damon nos olhos, enquanto ele dizia:
– Eu exijo que me peça desculpas!
– Você o que?! — Elena perguntou o encarando. — Quem você pensa que é para me exigir algo?!
– Não me provoque — Damon disse ficando ainda mais próximo da garota, que apenas o encarou, olhando-o nos olhos:
– Eu não estou te provocando Damon — ela disse revirando os olhos. — Eu só estava tentando arrumar suas coisas, só quis ajudar — ela disse ficando de costas para ele. Damon puxou o braço da morena com força, fazendo o corpo dela chocar-se com o dele:
– Não dê as costas para mim — o rapaz sibilou a encarando. Elena o encarou por alguns segundos, sentindo a raiva a consumir por dentro. — Saia do meu quarto — ele exigiu a soltando.
– Com prazer — a morena disse com um sorriso cínico. Ela saiu do quarto de Damon e bateu a porta com força. O rapaz esmurrou a parede com força, arrependendo-se logo em seguida. Ele urrou de dor, sentindo sua mão latejar.
O rapaz respirou fundo e contou até dez tentando controlar a dor insuportável que sentia. Ele se jogou na cama pensando em uma forma de se vingar de Elena. O rapaz sorriu com um lampejo de ideia que lhe dominou a mente.
Ele esperou que o tempo passasse, o que não demorou muito. Damon olhou em seu relógio e sorriu ao ver que já era uma hora da manhã. Ela já deve estar dormindo. Ele pensou com um sorriso maquiavélico no rosto.
O rapaz levantou rapidamente e caminhou sorrateiramente em direção à cozinha, procurando pelas gavetas o instrumento que utilizaria. Depois de encontrar o que procurava, o rapaz caminhou em direção do quarto de Elena
Ele sorriu ao vê-la dormindo de bruços, e pegou todo uma mecha do cabelo da morena, cortando-a. Ele repetiu o processo em todo o cabelo de Elena, cortando-o de maneira completamente aleatória, o que deixou algumas mechas maiores do que outras.
Damon saiu do quarto de Elena e voltou para o seu, ele deitou na cama ainda sorrindo, e dormiu rapidamente.
No dia seguinte, Damon acordou cedo e saiu para comprar pão. Ele não queria estar no apartamento quando Elena acordasse e descobrisse que seu cabelo havia sido cortado.
Elena despertou com o som de Caroline cantarolando na cozinha. A morena virou-se na cama e sentiu-se estranha. Quando levantou, a morena deparou-se com várias mechas de sua cabelo espalhadas sobre sua cama. A garota passou a mão pelos cabelos e sentiu os fios ficando presos entre seus dedos.
– Caroline! — Elena gritou desesperada. Ela não acreditava que aquilo estava realmente acontecendo. Caroline invadiu o quarto apressadamente, desesperada com o grito da amiga: — O que... — a loira parou assim que viu o cabelo de sua amiga bem mais curto do que o normal. — Minha nossa...
– O que eu faço Carol? O que eu faço? — Elena questionou desesperada. Ela sentia as lágrimas caindo por seu rosto enquanto a raiva a dominava por Damon.
– Não se preocupe, eu irei cuidar disso — a loira disse sorrindo para a amiga. — Vá tomar um banho, eu vou pegar minhas coisas — Caroline disse enquanto voltava para seu quarto. Elena secou as lágrimas que teimavam em cair por seu rosto e saiu marchando em direção ao banheiro, sentindo o ódio a consumir por dentro.
Ela já sabia que Damon havia cortado o cabelo dela, tinha certeza disso. Eu vou matá-lo! Elena pensou enquanto tirava a camisola e ligava o chuveiro, entrando no box e sentindo a água quente cair sobre seus cabelos. Ela lavou-os e depois secou-se, deixando apenas suas madeixas molhadas.
A garota se trocou e sentou na cadeira de seu quarto, bufando ao ver Caroline sorrindo para ela. A loira pegou um pente e uma tesoura, cortando as mechas que estava desiguais. Depois de dez minutos, Caroline finalmente terminou de cortar o cabelo de Elena.
– Pronto, você está pronta — a loira disse depois de secar o cabelo de Elena, que arregalou os olhos diante de seu novo visual. Seus cabelos, que antes batiam um pouco abaixo das costas, agora batia no busto da morena. As pontas estavam mais repicadas, dando mais leveza e movimento ao cabelo da morena.
– Muito obrigada amiga — Elena disse passando a mão pelos cabelos. Ela sorriu para a amiga e levantou-se, caminhando em direção a sala:
– Aonde você vai? — Caroline questionou franzindo o cenho. Elena abriu um sorriso e disse:
– Eu vou apenas revidar o que Damon fez.
– Como assim?
– Esperes e verás, minha cara — a morena disse pegando a tesoura e caminhando em direção ao quarto de Damon, sorrindo ao ver que ele não estava ali.
Ela abriu o guarda-roupas do rapaz, e pegou uma das blusas mais caras que encontrara ali. A morena pegou a tesoura e começou a rasgar a roupa, deixando-a em farrapos. Elena caminhou até a janela a varanda do apartamento e jogou a roupa, observando enquanto a mesma caia do prédio.
A morena voltou para o quarto do rapaz e pegou uma calça caríssima, cortando-a em vários pedaços e jogando-a pela janela. Caroline observava a cena completamente atônita com o que via. Damon, que estava voltando da padaria, viu quando uma de suas calças prediletas fora jogada da janela de um apartamento.
Ele entrou correndo no prédio, esbarrando em várias pessoas no trajeto. Quando chegou ao apartamento, viu Elena jogando mais uma de suas blusas pela varanda.
– Você enlouqueceu? — O rapaz questionou arrancando a tesoura da mão de Elena. — Tem noção de como essas roupas são caras? — Ele perguntou gritando.
– Isso é por você ter cortado meu cabelo — a morena vociferou nervosa.
– Só fiz isso para você aprender a não mexer comigo! Você não me conhece — ele disse a encarando. A morena riu e disse:
– Eu não preciso te conhecer para saber que você é só mais um cara sem coração que só sabe arruinar a vida dos outros! — Ela disse gritando.
– Você não sabe nada sobre mim Elena! Pelo menos eu não fico mentindo e dizendo que estou bem! Pelo menos eu não minto para mim mesmo! E quanto a você, ein? Você continua aí, sozinha... Sem amigos, sem noivo, sem nada! Você vai morrer sozinha! — Damon sentiu o peso da mão de Elena contra seu rosto.
– Você não fez isso! — Ele disse avançando para cima dela, mas não moveu um músculo, apenas a fuzilou com os olhos.
– Eu fiz — a morena disse respirando fundo.
– Você é mal amada, Elena! Tudo isso é falta de sexo — Damon disse gargalhando. Elena pegou o vaso que se encontrava em um dos aparadores da sala e atirou contra Damon, que desviou rapidamente, ouvindo apenas o som do vaso quebrando.
– Você enlouqueceu?! Quer me matar? — Ele perguntou gritando. Elena o olhou cinicamente e sibilou:
– Nem pensei nisso.
Damon a encarou estupefato e disse:
– Você é louca, garota! — Ele disse a encarando completamente chocado pela atitude da morena. — Qual o seu problema?
– Você Damon! Você é meu problema! — O rapaz encarou a menina por alguns instantes, observando enquanto ela começava a deixar singelas lágrimas caírem por seu rosto delicado. Elena estava sentindo-se muito mal desde que Damon surgira em sua vida: — Desde que te conheci minha vida tem sido um inferno! — Elena disse secando as lágrimas com fúria.
Damon manteve-se em silêncio, enquanto Elena o olhava com fúria.
– Eu amava meu cabelo, e você o destruiu!
– Se você quer saber, eu prefiro seu cabelo assim — ele comentou sem pensar, deixando a morena corada. Damon suspirou e disse: — Vamos encarar os fatos, Elena... Nós dois nos odiamos, nossa convivência nunca dará certo, eu acho melhor eu ir embora daqui.
– Por favor, não faça isso — ela implorou o encarando — eu preciso desse dinheiro Damon, por favor... Se você for embora eu posso ser despejada.
Damon a encarou e disse, suspirando:
– Tudo bem, Elena... Eu fico — ele disse olhando para a menina, que pela primeira vez naquela manhã, conseguiu respirar fundo.
Notas finais
Espero que tenham gostado! Não esqueçam de comentar!!!
Beijosss :3
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