Notas iniciais
Oi meus amores! Tudo bem com vocês?
Bem, esse capítulo foi mais centrado no envolvimento de Damon e Elena, tanto que há um diálogo interessante entre eles!
Eu queria agradecer a todos que comentaram e recomendaram até agora! Sem vocês essa história não seria nada ^.^
Agradecimentos: Alexandra Somerhalder, Lidia, Sonhadora. Meninas, eu e a Gabi simplesmente amamos as recomendações de vocês ♥
Obrigada novamente!

I would watch as you was sleeping
To make sure you were still breathing
You live so fast without seeing
This eternal youth is fleeting

Oh take care of my baby
Take care of my baby
Take care of my baby
I don't think he can do it himself

Take Care Of My Baby- Dum Dum Girls

***

Damon abriu os olhos lentamente, sua respiração era acelerada e ele mal conseguia respirar direito. O rapaz sentia seu corpo queimar em chamas, arder em uma dor quase insuportável. Um gemido sôfrego escapou de seus lábios quando o rapaz tentou mover-se. Ele segurou com força nos lençóis de sua cama e fechou os olhos, em uma vã tentativa de ignorar a dor. O som da porta abrindo fez com que o rapaz abrisse os olhos em uma fração de segundos, encarando a morena diante dele com a expressão dura.

– O que quer aqui? – Ele questionou virando seu rosto em direção ao de Elena. Damon estava farto daquela garota. O rapaz fuzilou a garota com o olhar e virou seu rosto para frente, ignorando-a por completo.

– Eu vim lhe dar seus remédios. – Damon respirou resignadamente e disse, com um sorriso de escárnio no rosto:

– Muito obrigada doutora, aparentemente você tem alguma serventia. – O tom de voz do moreno era incrivelmente autoritário e seco. Elena encarou o rapaz por alguns instantes, sentindo sua garganta fechar diante daquelas palavras e bradou, nervosamente:

– Escute aqui, Salvatore! Eu te salvei entendeu?! Eu fiz isso por você! Você só está vivo graças a mim, Damon. – O sorriso vitorioso de Elena era a prova de que Damon estava errado, afinal ela era capaz de salvá-lo também. — Diferente de você, que só tirou vidas até hoje.

– E você acha que eu me importo com isso, Elena? – Damon questionou se movendo na cama. Seus olhos pareciam dois diamantes duros e frios. – Eu gosto do que faço minha cara. Pois sei que fazendo isso terei salvado milhões de vidas, teria poupado milhões de crianças.

– Havia pessoas inocentes também Damon! – Elena podia sentir um nó se formar em sua garganta. – Pessoas que nunca fizeram nada de errado e que morreram mesmo assim.

– Elena, em toda guerra pessoas inocentes morrem, isso é apenas um efeito colateral. – Damon disse olhando para a jovem com um sorriso de escárnio.

Elena não sabia ao certo o que deveria sentir, seu rosto estava começando a pegar fogo, as lágrimas ameaçavam cair por sua face pálida, mas a jovem não iria dar esse prazer ao moreno.

–Como você pode chamar essas pessoas de efeito colateral? – A morena questionou mais calma. Sabia que não valia à pena perder sua tão sagrada paciência com alguém como Damon Salvatore.

– Eu não devo satisfações a você, Elena. – Damon resmungou revirando os olhos. – Agora aja como uma médica decente e me dê essa droga de remédio! – Elena abaixou seu olhar, pegando as seringas, e caminhou na direção do rapaz, sentindo a bile subir por sua garganta. A garota ficou próxima dele e tateou o braço de Damon, à procura de alguma veia que pudesse picar.

– Esses remédios são para quê? – Damon perguntou encarando a morena.

– A penicilina irá evitar infecções e o analgésico é para a dor, vou lhe dar também Ácido acetilsalicílico que serve como anticoagulante. – Damon assentiu e encostou a cabeça no travesseiro, sentindo o calor da pele de Elena contra a dele. Ele fechou os olhos rapidamente, sentindo o olhar de Elena pesar contra seu rosto:

– O que tanto olha? – Sua voz saiu como um resmungo. Elena, que aplicava os vários medicamentos na veia do rapaz, franziu o cenho diante daquela pergunta e disse:

– Na- Nada. – Era a primeira vez que a morena gaguejava diante do rapaz, e aquilo a preocupava. Elena não podia ter medo dele, tinha que enfrentá-lo de cabeça erguida. – Na verdade... Estou tentando entender porque você age assim, como se não desse a mínima para nada.

– Eu fui treinado para isso Elena, fui treinado para não me importar com nada. Muitas circunstâncias em minha vida me fizeram o que sou hoje. – Damon murmurou, aquela frase ecoou na mente de Elena, fazendo com que a morena sentisse um arrepio percorrer sua espinha.

– Que acontecimentos? – Ela sabia que jamais deveria ter perguntado, mas antes que pudesse pensar, as palavras já haviam escapado de sua boca, fazendo com que ela se arrependesse imediatamente.

– Porque quer saber?

– Estou apenas curiosa, mas você não precisa responder. – Elena adicionou rápido demais, fazendo com que Damon abrisse um sorriso de júbilo. Todavia, logo aquele mesmo sorriso desmanchou-se, fazendo com que a menina estremecesse.

– Eu tinha um irmão... – Damon murmurou mordendo o lábio inferior. – Ele era três anos mais novo que eu... Nós éramos muito próximos um do outro. – Damon disse rindo. Mas havia algo de errado naquela risada, a mesma era pesada, amarga. – Ele começou a trabalhar na torre leste das Torres Gêmeas... Ele estava tão feliz com aquele emprego! – Damon murmurou olhando para a parede. – Ele estava trabalhando lá quando as torres foram atacadas. – Elena sentiu cada músculo de seu corpo ceder à fraqueza. A morena passou o braço pelo estômago tentando controlar a forte náusea que sentia. As lágrimas caíam sem controle por seu rosto, enquanto ela encarava o rapaz.

– Eu... Eu sinto muito por você. – A garota disse dando alguns passos para trás. – Com licença. – Antes que Damon pudesse dizer qualquer coisa, Elena saiu correndo para fora do quarto. A morena abriu a porta do banheiro com força e adentrou no mesmo sentindo suas pernas ficarem bambas.

Elena apoiou-se na pia e gritou com toda força que tinha, sentindo seu coração apertar. A menina passou as mãos pelo cabelo nervosamente, sentindo todo seu corpo seu dominado por uma dor intensa e visceral. Ela abriu a torneira e, com as mãos trêmulas, pegou um pouco d’água para jogar sobre seu rosto. A garota respirou fundo algumas vezes, tentando se restabelecer e saiu do banheiro com um sorriso forçado no rosto. Ela perambulou pelos vários corredores do hospital, observando cada um daqueles pacientes, pensando em quão ingrata estava sendo. Aquelas pessoas estavam passando por problemas muito piores que os dela, mas mesmo assim a garota queria que sua vida fosse diferente. A morena expulsou aqueles pensamentos incômodos de sua mente e caminhou em direção ao quarto de Damon. A jovem adentrou no recinto com um sorriso no rosto. A médica desistiu de conversar direito com Damon ao perceber que ele já havia adormecido. Elena ficou o observando por alguns instantes, notando o quão inocente ele parecia ao adormecer, e acabou abrindo um sorriso doce. A jovem respirou fundo e saiu do quarto em silêncio, fechando a porta com um a sensação de que, talvez, só talvez as coisas pudessem funcionar entre ela e Damon.

A menina caminhou lentamente em direção às escadas de mármore do hospital e as desceu lentamente. Ela colocou ambas as mãos dentro dos bolsos de seu jaleco e tirou, de dentro daquele mesmo bolso, a imagem dele. Era uma velha fotografia empoleirada na qual ele sorria como uma criança prestes a ganhar um doce. Ele era tão lindo. Pensou Elena aproximando a fotografia de seu coração, e a pressionando ali, aquela ação já havia se tornado um ritual, algo tão diário para Elena, que agora já não conseguia viver sem aquela imagem. A mesma fazia com que a morena o sentisse ali, perto. Não havia, para a jovem, sensação melhor do que aquela...

Os pensamentos da jovem foram interrompidos pelo som de seu bipe apitando. A garota encarou o aparelho e saiu correndo em direção ao quarto de Damon. Ela subiu as escadas apressadamente, sentindo seu coração bater em um ritmo frenético, quase louco. A garota invadiu o local e correu ao encontro do rapaz, que estava caído no chão do quarto. Havia várias enfermeiras adentraram no ambiente, assim como outros dois médicos que passavam pelo corredor. A jovem sentiu suas pernas ficarem bambas ao ver que Damon estava com a sutura no ombro completamente aberta, e que o corte sagrava muito. Como aquilo havia acontecido?

– O que houve? – A morena questionou gritando. Elena retirou seu jaleco e o dobrou, colocando-o sobre a ferida de Damon, para tentar estancá-la o mais rápido possível.

– Não sabemos, quando entramos ele já estava assim. – Uma das enfermeiras disse encarando a Gilbert.

– Ele está com hemorragia! Mas como isso aconteceu?! – Ela questionou gritando. Damon ter tido uma hemorragia interna simplesmente não fazia sentido. – Chamem um cirurgião imediatamente! – Elena disse colocando a cabeça de Damon sobre seus joelhos, encarando o rapaz com a expressão completamente preocupada.

Pouco tempo depois um médico cujos cabelos loiros caíam sobre seus olhos verdes adentrou na sala, com um sorriso doce, mas forte:

– Vou mandar trazerem uma maca. – O médico disse correndo para fora do quarto. Alguns segundos depois ele retornou carregando consigo uma grande maca, na qual, com a ajuda das enfermeiras, colocaram Damon. Os médicos levaram Damon às pressas para o centro cirúrgico. Elena fez todo o meto de assepsia e entrou na grande sala de cirurgia com as mãos trêmulas. O anestesista aplicou uma alta dose de propofol, garantindo, assim, que Damon não sentisse nenhuma dor sequer.

Ela respirou fundo ao ver o médico dizer:

– Bisturi. – Elena entregou-lhe o equipamento rapidamente, observando enquanto ele cortava ainda mais a pele de Damon. – Câmera. – Ele pediu. A jovem entregou-lhe a pequena câmera de vídeo que estava acoplada em um tudo transparente. O médico a inseriu dentro do corte e olhou para o visor ao seu lado.

– Não há nenhuma veia profunda danificada. Apenas alguns vasos capilares sofreram danos. – O médico disse sorridente. – Felizmente o único problema do Major foi a má sutura feita na primeira cirurgia. – Elena encolheu-se diante daquela frase e tentou não chorar. Naquele momento, ela sentiu-se a pior médica do mundo. Como ela pôde ter feito uma sutura da forma errada? Elena segurou o choro e disse ao médico, com a voz incrivelmente baixa:

– Obrigada pela ajuda doutor, com licença. – A garota disse retirando as luvas e saindo do centro cirúrgico com lágrimas nos olhos. Aquele, definitivamente, era um dos piores dias de sua vida...

Notas finais
E então? Qual será a reação de Damon quando acordar? Sinto cheiro de problema u_u
Não esqueçam de comentar, favoritar e recomendar meus amorecos!
Beijinhos da Bia!!!