Ensina-me a Amar
23 Bad Moon Rising
Notas iniciais
I see the bad moon rising
I see trouble on the way
I see earthquakes and lightnin?
I see bad times today
Don't go around tonight
Well, it's bound to take your life
There's a bad moon on the rise
Bad Moon Rising — Mourning Ritual
***
A morena estremeceu a disse, olhando para Damon:
— Lembra quando fomos interrompidos ontem? — Questionou mordendo o lábio inferior. Ele apenas assentiu, esperando que ela prosseguisse:
— Inicialmente eu achei que era apenas um trote, mas eu estava errada — disse o encarando.— Tenho quase certeza de que foi Kol quem ligou — disse mordendo o lábio inferior.
Uma sombra perpassou, rapidamente, pelos límpidos olhos de Damon, que grunhiu e perguntou:
—O que ele disse?
—Prepare-se, Elena... O jogo vai começar — repetiu categoricamente. O moreno levantou-se, de sobressalto, e bufou irritado. Não conseguia entender porque Kol havia voltado para os Estados Unidos. Ele devia ter assuntos pendentes por aqui. Pensou com ironia.
Porque esse sujeito tinha que aparecer justo agora? Quis encontrá-lo apenas para matá-lo, ou a menos para mandá-lo para o hospital. Lembrou de tudo o que Ethan dissera sobre Kol e sentiu o ódio crescer dentro de seu corpo, inflamando-o. Olhou para a namorada e notificou:
— Eu irei contratar um segurança particular para você — disse simplesmente, sem sequer pedir a opinião de Elena, que arregalou os olhos. Ela quase engasgou e disse:
— Não vai não! — Disse meneando a cabeça nervosamente a cabeça:— Não quero um segurança. – Ele riu, com ironia, e retorquiu:
— Eu não estou perguntando se você quer, Elena! Estou afirmando que você irá ter um segurança — disse cruzando os braços. Ela bateu o pé contra o chão e disse, trincando os dentes:
— Eu não preciso de uma sombra Damon, sei muito bem me cuidar! — Afirmou o fuzilando. Ele ergueu ambos os braços e vociferou:
— Não, você não sabe!E mesmo que soubesse, isso não faria a menor diferença!Eu vou chamá-lo! — Disse por fim. Ela sabia ser tão irritante quando queria! Pensou com animosidade. Às vezes ela o tirava a paciência. Respirou fundo, enquanto Elena cogitava a possibilidade de pular no pescoço de Damon.
— Eu não quero alguém me seguindo para qualquer lugar que eu vá! Isso é ridículo, é como me privar de minha liberdade — gritou irritada. A mera ideia de alguém a seguindo e sabendo de cada passo dela, dava-a arrepios. Não iria aceitar aquilo, de maneira alguma!
— Eu não quero que você aceite! Não pedi sua permissão! Eu estou garantindo que você irá ter um segurança particular, não há outra opção — ele bradou nervoso. Elena balançou a cabeça e passou a mão pelos cabelos.
Ficou em silêncio por alguns instantes, tentando pensar. Como o convenceria? Pôs ambas as mãos na cintura e mordeu o lábio inferior. Iria ceder. Lembrou-se de quando sua avó dizia que às vezes, em um relacionamento, era necessário de um dos dois cedesse.
—Okay — disse dando-se por vencida. Damon abriu um sorriso vitorioso e falou, depois de dar um suspiro aliviado:
— Obrigado.
A morena apenas assentiu e ficou em silêncio. Ele ficou mais próximo delae abraçou-a pela cintura. Puxou-a para mais perto, subindo uma das mãos pela coluna dela, fazendo-a arfar com o toque. Elena sentiu o coração acelerar abruptamente, e deixou-se levar por aquelas sensações.
Inalou o perfume que ele exalava e sentiu-se ligeiramente embriagada. Damon conseguia deixá-la entre dois sentimentos completamente opostos: Ódio e... Amor? Era esse o nome de deveria dar ao que nutria por Damon? Aquela indagação rondou sua cabeça, deixando-a confusa.
Lembrou-se da época em que o odiava com todas as forças de seu ser. Lembrou de como tinha vontade de esganá-lo e jogar o corpo em um rio qualquer. Mas agora tudo parecia tão diferente... Apesar de irritá-la quase sempre, Damon havia mostrado um lado seu que a deixara encantada.
Ele podia ser doce e carinhoso quando queria, sem perder os defeitos e qualidades que tinha quando ambos conheceram-se. Ele era uma verdadeira incógnita para Elena, ela nunca sabia o que esperar dele, que sempre a surpreendia, tanto positiva, quanto negativamente.
Ele era diferente. Gostava da maneira como ele falava quando estava empolgado. Gostava do brilho no olhar dele ao falar do Exército. Seu sorriso de lado... Seus olhos tão convidativos, tão sedutores. Apreciava tudo nele. Ele a fazia sentir-se tão bem. Ela jamais havia sentido nada como aquilo antes.
Quando ele estava por perto, era como se todo o resto perdesse a importância. Podia sentir seu coração acelerar, enquanto a dopamina era liberada em sua corrente sanguínea.
Aquilo era apenas paixão,ou amor?
Os lábios dele correram por outras partes do corpo da morena, deixando-a ainda mais excitada. Damon mordiscou o pescoço de Elena, fazendo-a gemer em aprovação. Ficou mais próxima dele, deixando-se levar pelos toques. Ele apertou mais a cintura dela e a puxou para um beijo desesperado.
Separaram-se ofegantes e ela disse:
— Tenho que ir trabalhar — disse o provocando. Amava saber os efeitos que o causava, aquilo inflava seu orgulho de forma magnífica. Agradava-lhe saber que conseguia causar tais reações em Damon. Pegou a bolsa e saiu deixando um Damon possesso para trás.
...
Elena amarrou os cabelos em um coque alto, ligou o chuveiro e respirou fundo. Assustou-se ao sentir dois braços enlaçando-lhe a cintura e sentiu-se confortável com os toques de Damon, aproximou mais seu corpo do dele e murmurou:
— Preciso tomar banho — disse, mas foi incapaz de separar-se dele. Ele mordiscou-lhe a orelha, fazendo-a gemer em aprovação, subiu as mãos pela cintura nua de Elena, que suspirou com o toque.
Sentia como se todo seu corpo estivesse eletrificado. Suas mãos se encontraram com as dele, e as guiaram por sua barriga. Fechou os olhos, deliciando-se com os toques, enquanto seu coração batia descompassadamente contra seu peito.
O cheiro da colônia masculina invadiu-lhe as narinas, fazendo-a sentir-se embriagada. Damon sussurrou em seu ouvido:
— Eu posso muito bem tomar banho com você — sua voz rouca e baixa causou uma reação estranha em Elena, que mordeu o lábio. Virou-se e o agarrou, surpreendo-se ao perceber que ele estava sem roupas também.
Damon a empurrou para dentro do box, sentindo a água cair por seu corpo. Elena embrenhou seus dedos pelos cabelos negros do rapaz, enquanto as línguas travavam uma batalha sem vencedores. O vapor subia pelo box, enquanto os corpos chocavam-se contra a parede fria.
Elena o arranhou as costas, fazendo-me gemer em aprovação. Separaram-se, ofegantes, e ele desceu os lábios pelo pescoço de Elena, dando-lhe um chupão, fazendo-a gemer. Jogou a cabeça para trás, enquanto os lábios iam para outras regiões de seu corpo.
Damon apertou-lhe a cintura possessivamente, enquanto a morena embrenhava os dedos pelos cabelos molhados dele. Prensou-a contra a parede, sugando-lhe a pele da barriga, fazendo-a gemer.
Subiu novamente e a beijou com voracidade. Elena sentia o corpo pegar fogo, enquanto o chuveiro molhava-lhe o corpo. O coração batia sem um ritmo certo, enquanto Damon mordiscava-lhe um dos seios. Gemeu e mordeu o lábio inferior, deliciando-se com aquelas sensações.
Elena não conseguia conter o prazer que sentia, era como se o mesmo corresse por suas veias, espalhando-se por todo seu corpo. Levantou uma das pernas, enlaçando-a na cintura de Damon, enquanto a outra perna permanecia apoiada no chão.
Ele a penetrou, fazendo-a gemer. Agarrou-se a ele, arranhando-lhe a coluna, numa forma evidente de marcar território. Movimentou-se, sentindo-se deliciado com a sensação de estar dentro dela.
Uniu seus lábios aos dela enquanto estocava lentamente. Os corpos chocavam-se um contra o outro, enquanto a água molhava a ambos. Segurou-a pela cintura, aumentando o ritmo. Mais rápido, mais forte.
Elena jogou a cabeça para frente, enquanto uma das mãos de Damon apertava-lhe a coxa. O lábio mordendo-lhe o pescoço, as mãos dela contra sua coluna.
Ela gemeu e agarrou-se a ele com mais força, enquanto ele estocava com força. Os corpos em chamas, os lábios que não se separavam-se enquanto ele aumentava ainda mais o ritmo. Elena sentiu um formigamento no baixo ventre, enquanto ele acelerava ainda mais as investidas contra ela.
Elena sentiu seus músculos retesarem. Sua cabeçada pendeu para trás quando a sensação de algo crescendo em seu baixo ventre a tomou rapidamente. E então partiu-se em milhões de pedacinhos únicos, levaram seu corpo a ter fortes e longos espasmos.
Para Damon, não havia nada mais bonito do que ver aquela mulher se desmanchar num poderoso orgasmo. Não existia nada mais belo que a sinfonia que saia dos lábios de Elena. E, saber que ele — e somente ele — era o responsável por isso, enchia-lhe o ego de uma forma que lhe comprovava suas origens. Um orgulho completamente neandertal. Ele gemeuao atingir o clímax e saiu arfou, em busca de oxigênio.
Elena apoiou-se na parede, tentando recuperar-se do orgasmo recém-obtido e respirou fundo, puxando-o para perto. Abraçou-o e perguntou, preocupada:
— Eu te machuquei? — Perguntou, subindo as mãos pela coluna de Damon, sentindo a presença de arranhões por toda a extensão da pele do rapaz. Ele apenas negou com a cabeça e murmurou contra a pele da morena:
— Nada que eu não suporte — disse passando as mãos pelos cabelos encharcados de Elena. Sentiu-se momentaneamente perdida no olhar de Damon, como se estivesse prestes a se afogar naqueles belos olhos, lutava para ir para superfície, e, ainda assim, falhava.
— Eu gosto de você — murmurou. Preferia ter usado a outra palavra, mas algo a impediu de fazê-lo. Se dissesse que o amava, estaria mentindo? Ou estaria dizendo a verdade? O olhou, esperando, avidamente por uma resposta:
— Eu também gosto de você — admitiu. Mas era apenas aquilo que ele admitiria. Olhou-a, tentando compreender o que se passava por trás daqueles belos olhos cor de avelã.
Tomaram banho em silêncio, cada um preso dentro de sua própria mente. Damon a observava de soslaio, enquanto a morena esfregava o próprio corpo, analisando-o, notando a forma como ela agia. Sorriu e saiu do banheiro, enrolando-se em uma toalha e indo para o quarto.
Trocou-se e disse a Elena, que acabara de sair do banheiro:
— Amanhã eu irei atrás de um segurança particular para você — disse simplesmente. Ela assentiu, e falou:
— Okay, acho que não tenho outra opção, certo?
– Certíssimo — ele disse apenas. Elena revirou os olhos e abriu a porta do quarto dele, indo em direção ao seu próprio. Vestiu um vestido branco rendado e colocou sapatilhas, secou os cabelos e os penteou.
Olhou-se no espelho e passou seu típico perfume de rosas. Saiu do quarto e jogou-se no sofá, sentindo-se cansada. Damon saiu do quarto e sentou ao lado dela, ligando a televisão.
Assustou-se ao ouvir o som do telefone tocando, e levantou-se para atendê-lo.
— Alô? — Perguntou, surpreendo-se ao ouvir uma voz extremamente familiar.
— Oi, Damon. Aqui é o Ethan — o outro disse. Damon sorriu e disse:
— Oi, cara. Conseguiu terminar o dossiê? — Perguntou sem dar mais rodeios. Não tinha paciência para ser educado. Precisava de respostas, e precisava das mesmas o quanto antes.
— Sim. Liguei para avisar que preciso do seu endereço para te levar a papelada — o outro disse. Damon passou a ele os dados e falou:
— Mais tarde levo os dados para você, tchau.
— Tchau cara, e obrigado!
Damon desligou e virou-se para namorada, com o sorriso vitorioso entalhado no belo rosto:
— Ethan conseguiu reunir provas contra o Kol! — Disse animado. Elena sorriu e falou:
— Então quer dizer que logo ele será preso? — Sequer deu-se ao trabalho de conter a animação, sentia como se tivesse sido traída por ele. E de fato fora. Ele apenas assentiu e disse:
— Sim. — Pelo menos espero. Adicionou mentalmente. Mordeu o lábio inferior e preferiu não pensar muito naquilo. Não havia como o processo ser parado agora, Kol estava encurralado. Damon tinha certeza de que logo aquela situação seria resolvida, e ele e Elena estariam em paz...
A morena sorria com a ideia de ver Kol sendo preso. Com ele à solta, sentia como se sempre houvesse um predador à espreita, pronto para atacar, quando ela menos esperasse. Era como se houvesse um grande peso em suas costas, e ela sentia que a qualquer momento o caos poderia começar.
Kol ressurgira em sua vida como um furacão, e ela sabia que se não tomasse cuidado, poderia acabar sendo arrastada por ele. Assustou-se com o som do trovão do lado de fora do apartamento, e encolheu-se. Um arrepio lúgubre percorreu sua espinha, e ela sentiu os pelos de braço eriçarem e respirou fundo, tentando controlar os próprios batimentos cardíacos.
Agarrou-se a Damon e tentou focar-se no som dos batimentos dele. Ele a olhou e notou a tensão no corpo da namorada:
— Não precisa ficar preocupada, Lena. Eu garanto que tudo irá dar certo — disse a olhando com firmeza. Mas, dentro de si, sentiu que não poderia afirmar aquilo com toda a certeza do mundo.
...
Chovia torrencialmente do lado de fora do carro. Dentro de uma pasta, estava tudo o que Ethan conseguira sobre Kol. Cada fato do passado dele. Cada falha, cada crime... Tudo.
Um raio brilhou do lado de fora do carro, fazendo-o estremecer. Algumas pessoas andavam calmamente pela rua, enquanto o coração de Damon batia descompassadamente. Tinha em mãos, a chave para a paz de Elena, e faria de tudo para que aquilo chegasse à delegacia.
Estacionou e desceu do carro de Caroline segurando o dossiê com força, como se pudesse perdê-lo a qualquer instante. Andou rapidamente, tentando ir o mais rápido possível para a delegacia.
Mas antes que pudesse continuar andando, sentiu alguém o agarrando por trás e colocando algo sufocante contra sua boca. Embora lutasse, logo sentiu-se dominado pela inconsciência...
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