Enquanto O Príncipe Sofria... Eu O Amava

7 Será que dá para amar alguém assim?!?


Notas iniciais
Heeeey!
Se eu fui abdusida, perdi a memória e esqueci que tinha uma fic ou fiquei com raiva dos leitores? Não, eu só estava estudando mesmo...
De verdade, me desculpem pela demora, mas eu tentar postar com mais frequência agora.
Espero que gostem do capítulo.
Boa leitura!

Ainda na sala da direção...

Ron estava meio pasmo com o que a professora havia lhe dito. Ela gosta do professor Snape? Só pode ser brincadeira...

-Professora... a senhora está falando sério?

-Você acha que eu brincaria com uma coisa dessas, Sr. Weasley?- era óbvio que era uma pergunta retórica.

-Não, não professora... é que eu, bem, fui pego de surpresa, sabe...

A professora o olhava, ainda desconfiada.

-E o senhor já não sabia disso?

-Eu?- o garoto parecia incrédulo. O que eu poderia saber? Logo eu?

-Sim, eu achei que o senhor já estivesse sabendo...

-Como?- o garoto ainda não havia entendido aonde a professora queria chegar.

-Bem, eu achei que o Sr. Longbottom havia lhe dito algo...

-O que o Neville sabe?

-Bem- a professora parecia um pouco desconfortável- nós andamos conversando sobre esse assunto, sabe...

-Ah- na verdade a situação parecia não ter muito sentido. Com o Neville? Falar sobre isso com o Neville? Tudo parecia muito confuso, mas o garoto achou que não era hora para discutir sobre isso.

A sala ficou em silêncio por um bom tempo até que Rony resolveu quebrá-lo.

-Hum, professora, então era por causa do professor Snape que a senhora estava triste?

O garoto percebeu que o semblante triste que já vinha acompanhando a professora há dias estava de volta e, a professora, por sua vez, tentava não deixar que as lágrimas, que teimavam em querer sair, escapassem.

-Sim, Sr. Weasley, era por isso sim.

-Ah... eu... sinto muito.

-Obrigada, Sr. Weasley.

Os dois ficaram em silêncio novamente. Na verdade, aquele silêncio era horrível.

-Professora- Rony resolveu, novamente, quebrar o silêncio- sabe... não dava para notar que a senhora gostava do professor Snape... quer dizer, vocês não pareciam muito próximos e, bem, às vezes estavam brigando e discordando em certos assuntos...

-Sim, Sr. Weasley, isso é verdade, estávamos sempre brigando...- a professora agora parecia viajar no tempo em suas lembranças- nós éramos diretores de casas diferentes, possuíamos, de certa forma, alguns valores diferentes, discutíamos sobre bons e maus alunos, era como se nada combinasse...

Rony parecia encantado e, ao mesmo tempo, perplexo com a forma doce com a qual a Minerva se referia ao professor.

-Sabe, Weasley, uma vez, logo quando Snape começou a dar aula aqui em Hogwarts, um aluno se perdeu no meio da floresta proibida, e nós tivemos de ir atrás dele. Eu estava muito preocupada com o aluno, afinal, a floresta proibida é um lugar muito perigoso, ainda mais para aquele garoto que ainda estava em seu segundo ano, mas, ao mesmo tempo, eu estava de certa forma orgulhosa dele por ter ido até aquele lugar só para procurar uma espécie de “amuleto da sorte” de seu melhor amigo, que alguns garotos que não gostavam deles haviam jogado lá na floresta. O professor Snape, no entanto, estava apenas reclamando, querendo encontrar logo o garoto para lhe dar um belo castigo e ir dormir.- a professora parou, e pensou um pouco- Pois é, Sr. Weasley,aquele dia foi a primeira vez que brigamos realmente.

Rony realmente estava encantado com a história, no entanto, não entendia o porquê da professora se referir aquele momento com tanta ternura. O garoto não sabia o que dizer e, antes que ele pudesse ao menos tentar falar algo, a professora continuou.

-Sabe o que é engraçado, Sr. Weasley?- Será que ela quer mesmo que eu responda? O garoto pensou- é que foi nesse momento, depois de uma longa discussão sobre isso ser ou não um bom ato, sobre aquele garoto ter ou não agido certo, que eu percebi que realmente gostava do professor Snape.- ao mesmo tempo que a professora sorria, uma lágrima passou a rolar sobre seu rosto- Sabe, eu percebi que aquele jeito frio e arrogante realmente me encantava, que aquele garotinho incompreendido, largado, talvez até odiado, havia se tornado um homem que tentava ser mau, mas na verdade, continuava perdido, se sentindo desprezado.- A professora parou e pensou por um tempo até que concluiu- E o pior- agora sua expressão era um misto de seriedade e tristeza- eu nunca fiz nada para que ele se sentisse melhor.

As lágrimas que agora encharcavam o rosto da professora eram grossas, quase um pedido de socorro, que alguém a tirasse daquele pesadelo.

-Mas, professora,- Rony falava sem saber, ao certo, o que dizia- a senhora não podia ter feito nada, quer dizer, ele quis assim, não foi?

-Sr. Weasley- a professora tentava controlar o choro- você tem que entender que era como se ele não tivesse outra escolha. A vida não deu a ele outra escolha. Ele foi renegado por sua família, seus colegas de escola, em sua maioria, não gostavam dele e, para completar, a mulher que ele amava ficou com seu maior inimigo. Para ele, era muito mais fácil se tornar fechado e amargurado para que, de certa forma, ninguém percebesse todas as dores que ele sentia.

A professora parecia um pouco melhor, mas, ainda assim, abalada.

-Professora, posso lhe fazer uma pergunta?

-Claro, Sr. Weasley.

-A senhora vai me desculpar a indiscrição, mas...- o garoto hesitou um pouco antes de completar- a senhora realmente acha que o que a senhora sentia por ele era amor?

-Como assim, Sr. Weasley?- a professora agora parecia ofendida.

-Bem,-o garoto agora parecia encabulado- vocês estavam sempre brigando, não é? Quer dizer, vocês viviam em pé de guerra, ficavam discutindo por motivos bobos e, bem, será que dá pra amar alguém assim?

A professora abriu um leve sorriso em seus lábios e limitou-se a dizer.

-Me responda você, Sr. Weasley!

O garoto não entendeu o que a professora tentava lhe dizer.

-Me desculpe professora, mas eu não entendi sua pergunta.

-Não?- agora havia um certo tom sarcástico na voz da professora, o que, na verdade, não era muito comum- Como não? Pense um pouco Sr.Weasley, será que dá para amar alguém assim?

O garoto não sabia bem o que responder. Era óbvio que a professora queria que ele respondesse que sim, que era possível se amar dessa forma, mesmo com as brigas e os desentendimentos. A ideia, no entanto, parecia um pouco absurda para Rony.

-Bem, eu não sei ao certo, mas... acho que não.- o garoto respondeu já esperando que a professora tivesse uma ótima resposta para lhe dar.

-Pois bem, acho que devo conversar com a Srta. Granger sobre isso...

O garoto parecia incrédulo com o que a professora havia lhe dito.

-Mas... o que a Mione tem a ver com tudo isso?

-Tem certeza que o senhor não sabe, Sr. Weasley? Pense bem... amar alguém com quem você vive brigando... brigando por motivos tolos e sem razão alguma...

Era como se uma cacetada tivesse atingido as ideias de Rony. Claro, o garoto pensou eu e a Mione estamos sempre brigando, discutindo por coisas estúpidas mas, mesmo assim, eu tenho total certeza de que a amo mais do que qualquer coisa e sempre tentaria fazer com que ela se sentisse bem, independente do que acontecesse.

-Hum, professora, me desculpe, eu acho que já entendi aonde a senhora quer chegar.

-Não precisa se desculpar Sr. Weasley. Eu sei que, às vezes, a ideia de que eu amava um homem com quem eu sempre brigava, ainda sendo ele quem foi, pode causar certo estranhamento, mas é real, completamente real...

Os dois continuaram ali, absortos em seus pensamentos, até que a professora se lembrou de algo.

-Sr. Weasley, o senhor não deveria estar em aula agora?

Putz, a aula, o garoto havia se esquecido completamente que estava em horário de aula e que, provavelmente, Harry e Hermione haviam notado que ele não aparecera.

-Ah, a aula, é verdade...

-É melhor o senhor voltar para seus afazeres, Sr. Weasley, ou vai arranjar problemas...

-Bem, então eu já vou professora.

O garoto se levantou e, quando já estava chegando à porta, ouviu a voz da professora.

-Sr. Weasley?

Ele se virou.

-Sim, professora.

-O senhor pode me fazer um favor?

Um favor?

-Claro, professora.

-Não deixe que aconteça com você e com a Srta. Granger o mesmo que aconteceu comigo.

O garoto deu um sorriso meio sem jeito.

-Pode deixar, professora.

E saiu.

Notas finais
E então? O que acharam? Reviews?
Podem ser reclamando, eu vou entender...
Beijos e até o próximo (que vai vir mais rápido que esse...)