Notas iniciais
Oi, gente! Hoje sou eu, Audrey, que estou postando. Eu particularmente adoro esse capítulo! Queremos comentários, hein?

Matt parou o carro novamente em frente à delegacia e Lindsay desceu do carro. Já havia escurecido quando eles voltaram.


– Você tem certeza de que não quer que eu te leve até a casa do Liam? – perguntou Matt.


– Tenho, eu ainda me recordo como chega lá. Aliás, nessa cidade gigante, se eu tropeçar eu caio na casa da minha mãe.


– Lindsay? – Matt encostou-se na frente do carro e a garota parou ao seu lado o encarando – Não tenho nada a ver com isso, mas por que você não veio pra cidade nem com sua mãe morreu?


– É, você realmente não tem a ver com isso. – a garota sorriu e Matt ficou sem graça – Mas eu vou te falar. Minha mãe sempre me tratou diferente do que tratava Liam. Ela parecia ter medo de mim por alguma razão, tanto que ela nunca me ligava ou me enviava cartas. Liam sempre mentia falando que ela estava com saudades para ver se amolecia meu coração, mas eu sei que ela não sentia minha falta.


– Realmente, não me recordo de sua mãe falar sobre você. – a garota deu os ombros – Desculpe por perguntar, mas só mais uma coisa, você veio sem nada pra cá? – só agora Matt havia reparado que a garota não estava com nenhuma mochila ou bolsa com roupas. Ela riu ao ver a cara dele.


– Está tudo no meu carro. – ela se virou e parou novamente ao lado do GT-500 vermelho parado logo a frente da caminhonete de Matt. Ela acenou para Matt que ficou lá parado olhando para a garota entrar no carro e sair arrancando e fazendo o motor V8 gritar.


Realmente a cidade pequena era fácil de localizar-se e Lindsay ainda lembrava vagamente o caminho para casa de sua mãe e seu irmão. Ao chegar, estacionou o carro frente a antiga casa e desceu do carro. Andou até a porta e viu os quatro sapinhos de porcelana da sua mãe na varanda, contou o quarto sapo da esquerda para direita, o menor de todos e o levantou, sabia que ali teria a chave extra da casa, pois sua mãe sempre deixava uma ali e seu irmão com certeza, continuara com essa mania idiota.

Abriu a porta e vieram as lembranças. Ela e Liam correndo pela varanda e entrando correndo em casa, seu pai a levantando e a girando no ar, dos pais discutindo, dela chorando ao ver seu irmão ficando para trás e sua mãe a olhando com desprezo. Entrou na casa e viu os portas retratos de Liam, não havia nem fotos dela e nem fotos do pai dela, somente de Liam e seus amigos.

Ela voltou-se ao carro para pegar suas malas quando viu uma garota encostada nele.


– Quem é você e como conseguiu abrir a casa? – logo disparou a garota de cabelos ondulados castanhos e olhos castanhos vibrantes.


– Não é dá sua conta e desencosta da lataria do meu carro. – Lindsay respondeu abrindo o porta mala do carro e pegando suas malas.


– O que diabos é você? – a garota estava concentrada olhando direto para Lindsay – Por que eu não consigo...


– Não consegue o que criatura? – Lindsay fechou o porta mala e viu que a garota estava tentando fazer algo com a mão em sua direção – O que você tá tentando fazer? Invocar o capeta? – ela arqueou a sobrancelha.


– Nada funciona contra você!


– Tá, continua tentando, enquanto eu arrumo minhas coisas, tá certo? – Lindsay virou as costas e foi entrando na casa quando sentiu a garota puxar seu braço.


– Você é a irmã do Liam, não é? – a garota a olhava não acreditando no que via, parecia ver um fantasma.


– E quem é você mesmo?


– Sou Audrey, sua cunhada.


– Ah! – Lindsay soltou surpresa – essa parte ele se esqueceu de contar nas cartas.


– É que nós estamos meio que recente... –Lindsay viu a garota desviar o olhar e ficar vermelha der repente – Mas ele fala muito sobre você!–Lindsay reparou que quando a garota olhou pra ela seus olhos mudaram rapidamente de cor, de castanho para preto e depois para castanho novamente.


– O que foi isso?


– Isso o quê? – a garota disse soltando o braço de Lindsay.


– Seus olhos... eles mudaram de cor.


– Como você viu isso?


– Vendo, inferno! Como mais vou ver algo?


– Você só pode reparar isso se você também for uma...


– Uma o quê, criatura? – Lindsay olhou assustada pra ela.


– Vamos entrar! Eu vou te preparar um chá e te contar sobre mim, podem ser? – a garota sorriu para Lindsay e virou já entrando na casa, deixando Lindsay para trás.