Notas iniciais
Desculpem a demora para a postagem deste capítulo, eu estava tentando escrever um capítulo e enquanto não conseguisse algo aceitável dele, decidi não postar mais.
Bom, finalmente eu consegui ;)
Eu acho esse capítulo simplesmente o melhor de todos, espero que gostem.

beijinhos :)

- Tá. Vamos ver se eu entendi... Você é namorada do meu irmão, cuja qual ele nunca comentou em nenhuma carta, você é uma bruxa e acha que eu sou alguma criatura sobrenatural também, porque você tentou me lançar um feitiço e eles só pegam em humanos, é isso ou esqueci algo? – Lindsay disse olhando para Audrey sentada a sua frente no balcão estilo americano enquanto tomavam um chá de frutas cada uma. Audrey mordeu ligeiramente o lábio olhando para Lindsay e concordou com a cabeça. Lindsay a encarou por alguns segundos e depois caiu em gargalhadas. – E você acha mesmo que eu vou acreditar nessa história ridícula que você me contou? Você até pode ser namorada de Liam, mas uma bruxa? Ah, por favor, né!

Audrey sorriu e então olhou para a caneca que estava nas mãos de Lindsay com o chá, após alguns segundos o liquido começou a borbulhar e então Lindsay soltou a caneca e olhou assustada para a morena em sua frente.

- Não quero que você acredite, quero que você compreenda. Essa cidade é um centro de coisas sobrenaturais. Seu pai te levou pra longe a onze anos atrás, mas seu lugar é aqui por algum motivo, pois você também é algum tipo de criatura dessas que você não acredita que exista.

- Minha única razão de estar aqui é achar Liam, e depois de tudo o que você me contou, depois de achar Liam, sumir ele pra sempre dessa cidade de doidos.

- Você nunca teve algum sonho estranho? Nunca sonhou ser alguém que não era e tinha certeza do que aconteceria depois? – Lindsay parou e pensou depois respondeu certa.

- Claro, que tive! Isso se chama dejà vu.

- Você consegue ser mais teimosa que o Liam, mas eu não vou discutir. Já sabe onde ele está?

- Você sabe?

- Não. – Audrey respondeu tristemente.

- Bela bruxa, você! Ele está na casa do senhor Vinícius. — Lindsay respondeu simplesmente olhou novamente para sua caneca que agora só saia fumaça. – Passei lá agora pouco com o delegado Matt, mas ele estava apagado.

- Como assim ele está na casa daquele... – Audrey segurou as palavras – Se ele fizer mal para o Liam, eu juro que...

- Por que ele faria mal a Liam?

- Ele é uma criatura ruim, Lindsay. Tire Liam de lá, eu não posso entrar na casa dele. Por favor, tire Liam de lá. – Audrey segurou a mão de Lindsay e a encarou com um olhar apreensivo, Lindsay a encarou e então puxou a mão.

— Como assim ele é ruim? O que ele é? Se você é uma bruxa, ele é o que?

- Ele é uma criatura ruim, apenas acredite em mim e tire Liam de lá, me prometa!

- Ele me disse que Liam foi atacado por lobos... – Lindsay disse meio distante.

- Lobos? – Audrey olhou para ela mais assustada e depois soltou a mão e pegou um pequeno frasco da bolsa. – Toma, dê isso para ele beber assim que você o ver, está bem?

- O que é isso? – Lindsay pegou o frasco olhando o líquido azul claro.

- É o antídoto. Ele foi mordido por lobisomens.

- Tá! E por que você acredita que eu vou confiar em você? Você só me falou quem você é, falou o que é e que namora o meu irmão, sendo que ele nunca me falou de você, tá me entregando esse treco aqui e quer que eu acredite em tudo isso? E se você for uma louca psicopata que o Liam nunca quis namorar?

- Você vai entender o que eu sou e que eu não sou uma louca psicopata, como você diz.

- Ah, sim! Se eu fosse uma louca, eu falaria a mesma coisa. – Lindsay disse revirando os olhos.

- Entregue para Liam e diga que eu o amo, está bem? Vou te deixar descansar agora. – a morena pegou a bolsa e se virou novamente para Lindsay – E obrigada! Liam precisava de você. – Audrey olhou com ternura para Lindsay e a fez arquear a sobrancelha – Até mais Lindsay. – a garota falou isso e saiu deixando Lindsay sozinha com seus pensamentos e o frasquinho com o liquido azul.

Bruxas, lobisomens, o que diabos teriam a mais naquela cidade? Por que ela não se lembrava de nada disso quando ela era pequena?

Balançou a cabeça e deixou o frasco em cima do balcão.

- Chega! Vou tomar um banho e deitar que é o melhor que eu faço! Cidade de loucos. – Lindsay deu as costas e subiu para o andar de cima para entrar no banho.

~~*~~

Ela olhava para suas mãos e a faca jogada no chão que continham manchados de sangue, o seu sangue e então o desespero tomou conta de seu coração por um instante. Seus joelhos não agüentaram e então ela caiu.

Seus olhos procuravam os dele instintivamente, quando finalmente os encontrou, percebeu a mudança de cor de castanhos para vermelho vivo e então ela sorriu.

- Papa! (papai!) – disse quase sem fôlego. – Verzeih mir! (Perdoe-me!)

- Porque fez isso, mein kind? (minha criança) – o rapaz disse a olhando morrer em seus braços.

- Porque eu quero ser igual a você.

- Enquanto você sentir esse ódio em seu coração, não estará pronta para ser igual a mim. — ele a encarava tristemente.

- Eu sei... – ela tentou puxar o ar — e se não for para viver para sempre como você, eu prefiro assim...

- Verzeih mir, mein kind...(Me perdoe, minha criança) Eu não posso te transformar, não é certo!

- Está tudo bem, eu vou ficar bem agora. – ela sorriu com toda aquela ternura de criança que sempre o encantaram, até que o brilho em seus olhos foram sumindo.

- Gott Weiss, Du bist mein Engel! (Deus sabe que você é meu anjo!)

Notas finais
eai?
que tal um comentário?

;)