Engel
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Bom, finalmente eu consegui ;)
Eu acho esse capítulo simplesmente o melhor de todos, espero que gostem.
beijinhos :)
- Tá. Vamos ver se eu entendi... Você é namorada do meu irmão, cuja qual ele nunca comentou em nenhuma carta, você é uma bruxa e acha que eu sou alguma criatura sobrenatural também, porque você tentou me lançar um feitiço e eles só pegam em humanos, é isso ou esqueci algo? – Lindsay disse olhando para Audrey sentada a sua frente no balcão estilo americano enquanto tomavam um chá de frutas cada uma. Audrey mordeu ligeiramente o lábio olhando para Lindsay e concordou com a cabeça. Lindsay a encarou por alguns segundos e depois caiu em gargalhadas. – E você acha mesmo que eu vou acreditar nessa história ridícula que você me contou? Você até pode ser namorada de Liam, mas uma bruxa? Ah, por favor, né!
Audrey sorriu e então olhou para a caneca que estava nas mãos de Lindsay com o chá, após alguns segundos o liquido começou a borbulhar e então Lindsay soltou a caneca e olhou assustada para a morena em sua frente.
- Não quero que você acredite, quero que você compreenda. Essa cidade é um centro de coisas sobrenaturais. Seu pai te levou pra longe a onze anos atrás, mas seu lugar é aqui por algum motivo, pois você também é algum tipo de criatura dessas que você não acredita que exista.
- Minha única razão de estar aqui é achar Liam, e depois de tudo o que você me contou, depois de achar Liam, sumir ele pra sempre dessa cidade de doidos.
- Você nunca teve algum sonho estranho? Nunca sonhou ser alguém que não era e tinha certeza do que aconteceria depois? – Lindsay parou e pensou depois respondeu certa.
- Claro, que tive! Isso se chama dejà vu.
- Você consegue ser mais teimosa que o Liam, mas eu não vou discutir. Já sabe onde ele está?
- Você sabe?
- Não. – Audrey respondeu tristemente.
- Bela bruxa, você! Ele está na casa do senhor Vinícius. — Lindsay respondeu simplesmente olhou novamente para sua caneca que agora só saia fumaça. – Passei lá agora pouco com o delegado Matt, mas ele estava apagado.
- Como assim ele está na casa daquele... – Audrey segurou as palavras – Se ele fizer mal para o Liam, eu juro que...
- Por que ele faria mal a Liam?
- Ele é uma criatura ruim, Lindsay. Tire Liam de lá, eu não posso entrar na casa dele. Por favor, tire Liam de lá. – Audrey segurou a mão de Lindsay e a encarou com um olhar apreensivo, Lindsay a encarou e então puxou a mão.
— Como assim ele é ruim? O que ele é? Se você é uma bruxa, ele é o que?
- Ele é uma criatura ruim, apenas acredite em mim e tire Liam de lá, me prometa!
- Ele me disse que Liam foi atacado por lobos... – Lindsay disse meio distante.
- Lobos? – Audrey olhou para ela mais assustada e depois soltou a mão e pegou um pequeno frasco da bolsa. – Toma, dê isso para ele beber assim que você o ver, está bem?
- O que é isso? – Lindsay pegou o frasco olhando o líquido azul claro.
- É o antídoto. Ele foi mordido por lobisomens.
- Tá! E por que você acredita que eu vou confiar em você? Você só me falou quem você é, falou o que é e que namora o meu irmão, sendo que ele nunca me falou de você, tá me entregando esse treco aqui e quer que eu acredite em tudo isso? E se você for uma louca psicopata que o Liam nunca quis namorar?
- Você vai entender o que eu sou e que eu não sou uma louca psicopata, como você diz.
- Ah, sim! Se eu fosse uma louca, eu falaria a mesma coisa. – Lindsay disse revirando os olhos.
- Entregue para Liam e diga que eu o amo, está bem? Vou te deixar descansar agora. – a morena pegou a bolsa e se virou novamente para Lindsay – E obrigada! Liam precisava de você. – Audrey olhou com ternura para Lindsay e a fez arquear a sobrancelha – Até mais Lindsay. – a garota falou isso e saiu deixando Lindsay sozinha com seus pensamentos e o frasquinho com o liquido azul.
Bruxas, lobisomens, o que diabos teriam a mais naquela cidade? Por que ela não se lembrava de nada disso quando ela era pequena?
Balançou a cabeça e deixou o frasco em cima do balcão.
- Chega! Vou tomar um banho e deitar que é o melhor que eu faço! Cidade de loucos. – Lindsay deu as costas e subiu para o andar de cima para entrar no banho.
~~*~~
Ela olhava para suas mãos e a faca jogada no chão que continham manchados de sangue, o seu sangue e então o desespero tomou conta de seu coração por um instante. Seus joelhos não agüentaram e então ela caiu.
Seus olhos procuravam os dele instintivamente, quando finalmente os encontrou, percebeu a mudança de cor de castanhos para vermelho vivo e então ela sorriu.
- Papa! (papai!) – disse quase sem fôlego. – Verzeih mir! (Perdoe-me!)
- Porque fez isso, mein kind? (minha criança) – o rapaz disse a olhando morrer em seus braços.
- Porque eu quero ser igual a você.
- Enquanto você sentir esse ódio em seu coração, não estará pronta para ser igual a mim. — ele a encarava tristemente.
- Eu sei... – ela tentou puxar o ar — e se não for para viver para sempre como você, eu prefiro assim...
- Verzeih mir, mein kind...(Me perdoe, minha criança) Eu não posso te transformar, não é certo!
- Está tudo bem, eu vou ficar bem agora. – ela sorriu com toda aquela ternura de criança que sempre o encantaram, até que o brilho em seus olhos foram sumindo.
- Gott Weiss, Du bist mein Engel! (Deus sabe que você é meu anjo!)
Notas finais
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;)
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