Enfrentando o Destino
8 7. O Re-encontro
Notas iniciais
Eu sei que NINGUÉM tá curioso pra ler esse capítulo kkkkkk Mas como eram dois capítulos pequenininhos, resolvi postar os dois hoje =D
Mas ó, não se acostumem. hehehehehe
Eu acho que os leitores anti-Cebola vão curtir esse cap! :3
Boa leitura!
*Curiosidade: a unidade prisional citada no capítulo passado existe de verdade! Pra ficar verossímil, pesquisei as instituições prisionais que existiam na cidade de São Paulo, e escolhi essa pro Cebola ficar 8)
Capítulo 7
O re-encontro
Dê-me razão, mas não me dê escolha
Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez.
James Blunt, Same Mistake
Aguardava em pé, num pátio de cimento. O chão, os muros, até o céu, tudo ali era cinza e muito depressivo. Cinza também era o uniforme dos detentos que tomavam seu banho de sol.
Um carcereiro trazia Cebola, segurando-o pelo braço. Sim, era ele. Eu o reconheceria de qualquer distância. Tive que segurar o choro. Era horrível vê-lo assim. Ele estava magro, com os cabelos desgrenhados. Era somente uma sombra daquele rapaz tão bonito e alegre por quem eu era apaixonada.
Ele tinha uma expressão vazia e esboçava um sorriso tímido, enquanto caminhava olhando para baixo. Quando ele levantou o olhar e finalmente me viu, seu sorriso desapareceu, e ele ficou pálido. Os olhos, envoltos em enormes olheiras, estavam arregalados em choque.
Os dois me alcançaram, enfim. O carcereiro o soltou e nos deixou a sós.
– Achei que era o Cascão – sua voz era fria tanto quanto seu olhar.
– Ele tá lá fora, esperando no carro. Eu pedi pra ele me trazer aqui.
– E o que você veio fazer aqui?
– Te visitar…? – hesitei. Eu já tinha percebido que não era bem-vinda ali.
– Você veio ver minha derrota, foi? Não se contentou com os testemunhos, tinha que vir ver com os próprios olhos?
– Eu não sabia que você tava aqui. Só pedi pro Cascão me trazer até você.
– Achou que eu já estaria em casa? Pois você errou a conta. Minha pena acaba só daqui a duas semanas.
– Que bom que falta pouco – respondi, mais por falta de saber o que dizer.
– Que bom por quê? Achei que você quisesse me ver apodrecendo aqui dentro.
– E por que você acha que eu iria querer isso, Cebola? – deixei escapar uma lágrima.
– Rá! – ele deu uma risada sarcástica. – Será que é por que VOCÊ é a culpada pela minha prisão? Será que é por isso que eu acho que você quer que eu mofe aqui? Ah, é claro que não, eu devo estar equivocado, como sempre, né, Mônica? – ele gritava. Eu conseguia sentir o ódio derramando de suas palavras.
– O quê?!
– Agora pode deixar a falsidade de lado, fingindo que você tá triste de me ver aqui. Você já veio aqui esfregar a sua vitória na minha cara. Você venceu, ok? Tá feliz agora?
– Me espanta ouvir isso de você, Cebola. Não teve pessoa nesse mundo que mais te incentivou, que mais torceu por você, do que eu. Não teve ninguém que te amou como eu. Então não vem me dizer que eu quis a sua derrota. Você é quem sempre quis a minha. E se você tá aqui, é porque decerto mereceu.
– Se eu tô aqui, é por culpa sua e daquele seu namorado nojento.
Dei-lhe um tapa na cara.
– Lava a boca antes de falar do Do Contra. E, pra sua informação, ele não é mais meu namorado.
– Ah, não? – um sorriso maldoso brotou em seus lábios, enquanto ele esfregava o rosto vermelho pela pancada. – Eu sabia que vocês não tinham futuro juntos, eu te avisei e você não quis me ouvir.
– Não, ele não é mais meu namorado. Ele é meu marido, e pai do meu filho – levei as mãos à minha barriga, inconscientemente. Cebola acompanhou minhas mãos com os olhos, arregalando-os. Continuei:
– Além disso, aos 21 anos, ele é um respeitado empresário do showbiz, mundialmente conhecido. Ele viajou por todos os continentes, e fala cinco idiomas. Ele se graduou em Administração na New York University, com méritos, e está na lista da Forbes dos 50 mais jovens milionários dos Estados Unidos, junto com o Nimbus. Ele é amado e querido por todos os nossos amigos. Ele conquistou o mundo, Cebola. Sem a menor pretensão. Ele não tá trancafiado, usando um traje imundo de presidiário. Quem é o nojento aqui?
– SAI DAQUI, DEMÔNIO! CAI FOLA!!
Dei meia volta e fui em direção à saída. De costas, finalmente soltei o choro que eu segurei com muito esforço. Eram as últimas lágrimas que eu derramaria por causa do Cebola.
Notas finais
E a Mônica, o que acharam da reação dela? Reviews, please!
Ó, já aviso que o capítulo seguinte pode demorar um pouquinho, porque estou fazendo uma pesquisa jurídica caprichada, pra explicar os crimes e a detenção do Cebola, de modo que fique verossímil e que não deixe nenhum furo na história. Mas se tiver muitos reviews, quem sabe eu me inspiro mais ligeiro? :3
Bjoooooooo =*
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