Notas iniciais
Leitores queridos!
Gostaram do re-encontro da Mô e do Cê? Diz se ela não arrasou na defesa do DC! *_*
Eu tou tãaaaaao feliz por ter recebido minha primeira recomendação!! Quem postou foi a MaisquePleura, a minha leitora rainbow!! Obrigada de ♥, linda!!
Ah! Os crimes do Cebola iam ser revelados nesse capítulo, mas já tava grande demais e ia ficar cansativo, e ia demorar mais ainda pra postar, então acabou ficando pro 9! Eu precisava postar esse 8 logo, senão a Mô ia infartar de guardar o segredo dela hihihihi
Boa leitura!

Capítulo 8

O segredo


Na vida,

todos temos um segredo inconfessável,

um arrependimento irreversível,

um sonho inalcançável


e um amor inesquecível.

Diego Marchi



Entrei no carro e desabei num choro convulsivo. Cascão me abraçou, afagando meu ombro, sem falar nada. Uma das coisas que eu mais gostava no Cascão é que ele não era do tipo que falava “eu te disse”.



Quando me acalmei, consegui finalmente falar:

– Ai, Cascão, foi horrível!

– Ele falou muita bobagem, né? Não liga pra ele, Mônica.

– Não, eu é que falei um monte de coisas. Eu fui , Cascão. Tripudiei em cima do fracasso dele. Esfreguei na cara dele o sucesso do DC. E eu bati nele.

– Você bateu nele, Mônica?! Pra quê?! Bater no Cebola é chutar cachorro morto.

– Eu sei. Mas é que ele xingou o Do Contra, e meu sangue ferveu na hora. Foi mais forte que eu. Quando vi, já tinha estapeado ele. E me sinto péssima, porque nem sei o que ele fez.

– Como assim, não sabe o que ele fez?!

– Eu não lembro o que ele fez, Cascão.

– Você se esqueceu do que o Cebola fez?! – Cascão estava atônito.

– É verdade o que ele disse, Cascão? Que eu sou a culpada por ele estar preso?

– Você se esqueceu mesmo, Mônica? Como isso foi acontecer?

Eu precisava contar a verdade a alguém. O peso desse segredo já estava me sufocando.

– Se eu te contasse um segredo, você seria capaz de guardar?

– Ah, melhor não, Mônica. Eu sou famoso por ser boca-aberta, sempre acabo dando com a língua nos dentes.

– Mas você é o único pra quem eu posso contar. O único que pode me entender.

– Tá, mas você tem que me explicar o que tá acontecendo logo, você tá muito misteriosa.

– Eu vou te contar tudo. Só me leva embora daqui, pra um lugar em que ninguém possa nos ouvir, nem nos interromper.

Ele dirigiu de volta à cidade novamente em silêncio. Parecia estar pensativo. Paramos de volta em sua garagem, e tomamos o elevador.

– Ninguém vai nos ouvir aqui na sua casa?

– Não. A Cascuda já saiu pra aula dela, depois ela vai pro estágio, e só volta de noite.

– E você, não vai trabalhar?

– Não, sempre temos o dia de folga depois de um jogo. E como sempre jogamos aos domingos, temos sempre as segundas-feiras livres. Achei que você soubesse disso.

– Não, eu não sabia… na verdade, tem muita coisa que eu não sei.

– É, percebi mesmo que você tá muito esquecida.

Chegamos à cobertura, e nos sentamos à beira da piscina. Uma piscina na casa do Cascão! Quem diria. Cascão entrou na casa e voltou com dois copos d’água.

– Quem te viu, quem te vê, Casca-boy! Você tomando água, tendo piscina em casa…

– Claro que não, tá louca! Trouxe os dois copos pra você. E a piscina é pra Cascuda. Ela adora nadar. Mas tudo bem, afinal ninguém é perfeito nessa vida, né!

– Ah bom. Obrigada. Pela água e pelo resto.

– Quê isso, baixinha. Você sabe que ajudo sempre que posso.

– Pois agora eu vou te explicar tudo. Mas você tem que me prometer que não vai me achar louca, nem querer me levar pro hospital.

– Tá, pode deixar que eu não vou te achar louca.

– E também promote que não vai rir.

– Desembucha, mulher!

– Promete que não vai rir.

– É claro que eu não vou rir, senão eu levo coelhada! Anda, conta logo que eu tô ficando preocupado.

– Cascão, sabe aqueles filmes de ficção científica sobre viagem no tempo, que você adora?

– Ah sim! – Seus olhos brilharam. – Eu adoro todos esses filmes de viagem no tempo, o melhor de todos é aquele que…

– Aconteceu comigo, Cascão.

– Aconteceu o quê?!

– Eu viajei no tempo.

– Hein?!?

– Você precisa acreditar em mim, Cascão. Eu tô falando a verdade.

Ele me olhou, ressabiado.

– E você pode provar isso?

– Não. Mas eu juro pelo Sansão.

– Eita, então você tá falando a verdade mesmo!! Mas como foi isso?

– Eu não faço ideia. Um dia eu acordei e estava no futuro.

– No futuro?!

– É.

– Em qual ano do futuro você foi?

– 2019.

– Mas 2019 é agora!

– Pois é. Eu tenho 15 anos, e viajei pra esta época de agora.

– Mas agora é o presente.

– Pra você, sim! Mas pra mim é o futuro.

– Mas você tá exatamente igual à Mônica de 21 anos. Então você é a Mônica do presente. Quer dizer, do futuro. Afe, nem sei mais. Que confusão.

– Eu sou a Mônica de 15, que acordou no corpo da Mônica de 21. Entendeu agora?

– Ahhhh! Você é a Mônica de 15, mas tá com 21. Não, não entendi.

– Cascão, presta atenção! Um dia eu voltei da escola, em que estudava no segundo ano do Ensino Médio, cheguei em casa e cochilei. Quando acordei, eu tinha 21 anos e estava dentro de um carro em Nova York.

– Nussa!! Mas... Você não tava dirigindo o carro não, né? Porque ia ser muito perigoso acordar em plena direção de um veículo.

–Não, eu tava no banco de trás do carro do Nimbus.

–Ah, menos mal. Mas, puxa!! Que barra, hein!

– Nem me fale! E eu, lá em 2013, estava prestes a namorar o Cebola, ou pelo menos eu achava isso, e quando acordei, estava noiva do Do Contra. E o Cebola tá preso, e me odeia, e eu não faço ideia do porquê.

– Minha Nossa Senhora da Bicicletinha!! Como diria a Magali! Então você não se lembra de nada que aconteceu desde os seus 15 anos?

– Isso!! Mais precisamente, desde o dia 8 de fevereiro de 2013. Aquela sexta-feira em que eu iria com o Cebola naquele restaurante chique, o Saveur.

– Menina, aconteceu tanta coisa desde essa data!... O Corinthians foi campeão brasileiro duas vezes, e…

– Foco, Cascão!! Agora o que eu preciso é entender como tudo isso aconteceu. Como eu me mudei pra Nova York, como entrei na faculdade, como comecei a namorar o Do Contra e por que o Cebola e eu não ficamos juntos. E por que ele tá preso.

– Então é melhor eu começar a te contar do começo, né?

– Por favor!

Ele pensou um pouco, tentando absorver tudo que eu tinha lhe contado.

– Mas Mônica… quem garante que isso foi mesmo uma viagem no tempo? Não pode ter sido só uma perda de memória?

– Também é uma possibilidade. Mas não aconteceu comigo nenhum acidente, traumatismo, nada que explique uma perda de memória dessa magnitude. E também tenho mais uma hipótese, de que isso seja um sonho, mas também acho improvável. Um sonho não é tão comprido, e tudo aqui é real demais.

– Se isso for um sonho, eu tô sonhando também! Então é tipo um sonho coletivo?

– Cascão, não importa. Independente do que seja, o fato é que eu não me lembro de nada e preciso que você me conte tudo que aconteceu nesses anos todos.

– Ah, é mesmo. Acho melhor você ir perguntando, e eu respondo.

– Certo. Primeira pergunta: o que aconteceu entre mim e Cebola? Nós chegamos a namorar ou não?

– Não, vocês nunca namoraram. Ficaram um tempão naquele chove-não-molha.

– Então ele nunca me pediu em namoro… eu devia ter imaginado.

– Ele pediu, Mônica. Você é que não aceitou.

– Como é que é?! Eu que não aceitei?!

Notas finais
E por hoje é isso, fofos!!
Amanhã à noite, se tudo der certo, eu posto mais um!!
Ah! Hoje eu tive muitas ideias pra continuação da fic! Já que o fim desta não vai demorar... E eu acho que a segunda parte vai ser bem legal, com o nosso DC narrando! Tou super ansiosa pra escrever!
Beijos a todos!!