Enfrentando o Destino

7 6. Em busca da verdade


Notas iniciais
Oi, leitores amados!
Quero agradecer novamente pelos reviews! Tenho os leitores mais queridos do Nyah! Valeu pelo apoio de vcs! Cada review me motiva ainda mais pra que eu dê o meu melhor (tanto na qualidade quanto na velocidade rsrsrs).
Hoje terminei o planejamento da continuação desta fic. Sim, lá na sinopse eu já explicava que seriam duas partes! Eu ia guardar segredo até o final desta aqui, mas como vcs são muito lindos e muito curiosos (rsrsrs), vou contar logo: a fic vai se chamar "Escrevendo o Destino" e, a princípio, vai ser do ponto de vista do Do Contra. Por conta disso, vou ter que subir a classificação etária um pouco. Não, não vai ser hentai (até curto o gênero, mas não é o foco desta história), mas vai aumentar o palavreado impróprio e talz. Por isso, leitores, se alguém aqui tiver menos de 16 anos, ou se incomode com conteúdos de conotação sexual, me avisem, pra que eu possa arrumar meu planejamento aqui! Afinal, quero que todos que estão lendo esta também apreciem a sequência, né!
Mas agora chega de conversa e vamos pro capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 6

Em busca da verdade


A porta da verdade estava aberta,

mas só deixava passar

meia pessoa de cada vez.

Carlos Drummond de Andrade, Verdade

Eu não sabia o que pensar.

Eu era uma garota de 15 anos, virgem, presa no corpo de uma grávida. Que ótimo.

Consegui arrancar da minha mãe que estou grávida há três ou quarto semanas. Eu havia descoberto a gravidez há mais ou menos uma semana, ou seja, enquanto Do Contra estava em viagem a trabalho, e aparentemente eu disse que tinha decidido contar a ele pessoalmente. E que eu não contaria a mais ninguém antes dele. Ou seja, só minha mãe sabia disso por enquanto. Melhor assim.

É claro que eu não vou conseguir esconder por muito tempo. Mas ainda tenho esperança de conseguir voltar ao presente sem precisar ter que lidar com esse problema. Não que eu ache que a maternidade seja um problema. Mas, no meu caso, complicava mais as coisas.

Para que tudo volte aos eixos logo, eu precisava resolver o mistério. Eu dormiria agora, ou pelo menos tentaria, e amanhã encontraria o Cebola para esclarecer essa história de uma vez por todas.


O sol raiava na janela. Ao contrário de Nova York, aqui o tempo estava quente e agradável. Levantei-me, exausta por mais uma noite de insônia. Desci para a cozinha e comecei a preparar o café.

Às sete horas, meu pai desceu as escadas, e se espantou de me ver de pé tão cedo, mas ficou feliz que eu tivesse lhe preparado um café caprichado. Despediu-se e saiu para o trabalho.

Minha mãe iria demorar a acordar ainda. Hora de colocar meu plano em execução.


Olhei pela janela para tentar averiguar se a família Cebola ainda morava ali na casa de frente à minha. Logo vi que não. As pessoas que circulavam pelo local eram outras, desconhecidas. Telefonei no antigo número da casa. O número não existia mais. Pesquisei na lista telefônica o nome dele, dos pais, e da Maria Cebolinha. Não achei nenhum. Se eles não queriam ser encontrados, estavam fazendo um bom trabalho.

Vi que, sozinha, eu não descobriria nada. Teria que agir sem que Do Contra soubesse. E não poderia contar com a ajuda da Magali, pois ela tentaria me demover da ideia. Tirando Magali e Cebola, restava um membro da turma clássica, e nele eu sabia que podia confiar. Vasculhei na agenda do meu celular. Bingo. Seu número estava lá.

O telefone chamou umas vinte vezes antes que alguém atendesse. Uma voz sonolenta falou do outro lado:

– Alô?

– Oi, Cascão.

– Mônica, quem morreu?!

– Ninguém, credo!

– Então por que você tá ligando às oito horas da madrugada?

– Preciso da sua ajuda com um assunto importante. Se arruma que tô indo pra sua casa agora.

– Hein?! Comassim!? Você tá no Limoeiro!?

– Tô. Se apronta logo, em dez minutos chego aí.

– E você tá na casa dos seus pais?

– Tô sim.

– Então não são só dez minutos, Mô. Ou ainda tá achando que eu moro com a minha mãe?

– Ah, é, esqueci que você mora em outra casa agora. Que cabeça a minha! Me passa seu endereço então.

Anotei o endereço e telefonei para um táxi. Em trinta minutos estava no prédio indicado. Era um prédio luxuoso, e o apartamento dele era na cobertura. Soube, pelas redes sociais, que Cascão era um jogador de futebol relativamente bem-sucedido, com passe valorizado. Fiquei feliz por ver que ele estava indo tão bem. Toquei a campainha e aguardei.

– Mônica!! Que saudade de você, baixinha – disse, me abraçando. Ele, diferentemente de todos os outros, não tinha mudado nada.

– Onde é que tá o Sansão numa hora dessas!... – disse, beliscando-o de brincadeira.

– Vamos, entra! Mas o que aconteceu, Mô? Pra você vir assim, de surpresa, pro Brasil?

– Cascão, eu não tenho tempo pra explicações. Preciso da sua ajuda, e você não pode fazer perguntas.

– Uia! Sim, senhora, o que é que tu manda?

– Preciso ver o Cebola.

O quê?!? – ele engasgou com um biscoito que ele mordiscava.

– O que você ouviu.

– Mas Mô…

– Mas nada. Você vai me ajudar ou não vai?

Ele não respondeu. Estava em estado de choque.

– Vai me ajudar ou não, Cascão?

– Por mim tudo bem, mas… você tem certeza disso?

– Tenho, mas que raios!! Todo mundo fica falando isso.

– E por que será? Será que é por que o que você tá querendo fazer não tem cabimento nenhum?! Eu acho que é, hein. Se eu fosse você, pensava direitinho.

– Mas você não é eu, e eu não sou você. Eu preciso vê-lo, e rápido.

– Tá certo, eu te levo lá. Senão eu sei que apanho. Mas eu ainda acho que você tá doida.

– E estou mesmo. Mas você é o único pra quem eu posso pedir ajuda.

– Claro, eu sou o único que ainda fala com ele.

Quer dizer que a turma inteira perdeu contato com ele? Muito, muito estranho.

Descemos até a garagem e saímos no carro. Ele dirigiu em silêncio pelo que pareceu uma eternidade. Estávamos já nos limites da cidade.

O carro parou de frente a um portão cinza. O local era enorme. O muro era todo emoldurado por cercas elétricas e arames farpados. Dois seguranças abriram os portões, e Cascão dirigiu até a entrada do prédio.

Já perto do edifício, eu pude ler na fachada:


Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário

Ala de Psiquiatria

Virei-me para Cascão, incrédula.

– O Cebola tá preso?!

Notas finais
Eu sei, eu sei, o capítulo ficou muito pequenininho, por isso vou postar mais um hoje!
E aí, o que acharam da primeira participação do Cascão? Gostaram? Comentem, please!!
Bjooooooo =*