Notas iniciais
Oi, leitores lindos!!
Que bom que vocês me perdoaram depois do final do capítulo 11! =D
Hoje é o penúltimo capítulo desta fic, meus amores... *buáááá*
Chegamos aos 150 reviews! Nem sei como agradecer vcs...
Será que conseguimos chegar aos 200 até o final desta fic? Sendo que, além deste, temos só mais um capítulo e o epílogo? Se todos os meus 29 leitores comentarem, eu sei que é possível. Claro, comentem só se acharem que eu mereço, mas a Naty aqui ia ficar tãaaaaao feliz!!! Cada review significa muito pra mim, pois, como esta é a primeira fic que escrevo (na verdade, é praticamente a primeira coisa que escrevo na vida), o apoio de vocês me mostra que eu tenho potencial para, quem sabe um dia, ser uma escritora. Pelo menos não custa sonhar, né! =)
É isso, meus lindos! Vamos ao penúltimo capítulo da primeira parte!
Boa leitura!

Capítulo 13

Felicidade


Que estranho este sentimento

De que minha vida começou enfim

Esta mudança

É possível se apaixonar tão rápido?

(…)

Tantas coisas obscuras

Tantas coisas desconhecidas


Em minha vida

Há tantas perguntas e respostas

Que às vezes parecem erradas

Em minha vida

Às vezes eu ouço, no silêncio

O suspiro de uma canção distante

Que canta de um mundo que eu desejo ver

Fora de alcance, a um sussuro de distância

Esperando por mim

(…)

Em minha vida

Não estou mais sozinha

Agora que o amor da minha vida está tão perto…

Les Misérables, In My Life



Depois de fazer amor por horas seguidas, estávamos enfim exaustos, e adormecemos nos braços um do outro.



Quando abri os olhos, deparei-me com seu rosto de traços delicados. Ele ainda estava dormindo. Estudei demoradamente sua face. Seus olhos puxados, suas sobrancelhas levemente arqueadas, sua boca de lábios finos, seu nariz um pouco grande e arrebitado, cada detalhe nele era perfeito. Ele estava num sono tão tranquilo. Eu poderia observá-lo ali para sempre.

Mas eu estava faminta. A consciência da gravidez me despertou um apetite voraz. Saí de seus braços bem devagar para não despertá-lo, e dei-lhe um beijo rápido nos lábios.

Vesti minha roupa e calcei os sapatos, tentando não fazer barulho. Olhei-me no espelho, e me virei de perfil. Levantei a blusa e alisei meu ventre, tentando ver se já havia alguma diferença. A barriga já estava um pouco mais proeminente, mas de forma ainda imperceptível para outras pessoas. Quando virei de costas para o espelho, notei que Do Contra, ainda deitado, me encarava com os olhos arregalados em choque.

– Você tá grávida?!?

– Estou – respondi com um sorriso.

Ele se levantou de um pulo e me puxou para a cama novamente. Ele me deitou de barriga para cima, levantou minha blusa e encostou o ouvido em meu umbigo.

– Mônica, eu… eu nem sei o que dizer – ele sussurrou, enquanto acariciava e beijava meu abdome. Sem tirar as mãos da minha barriga, ele se aproximou de meu rosto para me olhar nos olhos. – Desde quando você sabe disso?

– Eu já tinha a suspeita, mas só fiz o teste hoje cedo.

– Eu… eu achava que o dia mais feliz da minha vida tinha sido o dia em que você aceitou se casar comigo, mas isso é muito mais incrível ainda – ele já estava beijando minha barriga novamente. Sua expressão estava iluminada, e seu sorriso ia de orelha a orelha. – Nada se compara com isso. Anéis de noivado, pescar pérolas, nada se compara a essa prova de amor que você me deu, linda. Eu te amo mais que tudo.

– Eu também te amo, querido. E vou amar ainda mais depois que você fizer um lanche caprichado pra mim, como só você sabe fazer. Estou morrendo de fome.

– Mas só se for agora! O que vocês querem comer? – ele se levantou e se vestiu rapidamente. Achei graça que ele já estivesse me tratando no plural.

– Hum… não sei… aquele seu patê de atum com abacate parece bom…

– Você sempre detestou patê de atum com abacate...

– Mas agora deu vontade, ué! E também de batata frita com caramelo, pepino e chantilly – eu estava salivando de imaginar essas delícias.

– Nossa, nem eu seria capaz de pensar numa combinação tão diferente. Tudo bem que as grávidas sentem desejo de comer coisas estranhas, mas batata frita com caramelo, pepino e chantilly?

– Mas as outras grávidas não estão esperando um filho do Do Contra. Não sou eu, é ele aqui que tá pedindo, ó – fiz uma cara manhosa, apontando o umbigo.

– Ah, então tá explicado! Vou já fazer e te trago aqui no quarto.

– Mas eu quero ir junto.

– Não precisa, linda. Você tem que repousar.

– Mas é que eu não quero ficar mais nem um segundo longe de você.

– Então vamos, eu te levo pra você não fazer esforço – ele fez menção de me pegar no colo, mas eu o peguei antes.

– Mônica, me solta! Você não pode carregar peso.

– E quem disse que você é pesado? Eu sou a Mônica, esqueceu?

– Tudo bem, eu nem queria descer as escadas andando mesmo – nós dois rimos.

E este era o início da minha nova vida. Agora eu sabia o que era a verdadeira felicidade.



Dois dias se passaram no mais absoluto clima de romance. Não nos separamos em nenhum momento, exceto agora. Ele me deixou em casa para que eu conversasse com minha mãe, enquanto ele comprava algumas coisas para fazermos um piquenique no parque mais tarde. O dia estava ensolarado e perfeito para atividades ao ar livre.



Minha mãe me falou sobre as etapas da gravidez, os cuidados que eu deveria tomar nesta fase inicial, e me deu dicas para aliviar os enjoos matinais, que eu havia começado a sentir no dia anterior.

Do Contra entrou pela porta da cozinha, cheio de sacolas na mão.

– Oi, Luísa! Vamos pro parque, linda?

– Antes de irmos, quero te mostrar uma coisa. Vem comigo. Tchau, mãe! – despedi-me e o arrastei até meu quarto.

– Me mostrar uma coisa? O quê?

Não respondi. Quando entramos no quarto, tranquei a porta.

– Eu senti saudade de você – sussurei em seu ouvido, enquanto me livrava de sua camiseta.

– Mas eu só fiquei fora uma hora – seu olhar era divertido.

– Pois pra mim pareceu uma eternidade – respondi, tirando seu cinto.

– Linda, assim você me mata.

– “E de te amar assim, muito e amiúde, é que um dia, em teu corpo, de repente, hei de morrer de amar mais do que pude” – recitei enquanto desabotoava sua calça.

– Sabia que você fica muito sexy quando cita Vinícius de Moraes? – ele mordiscava meu pescoço.

– “Antes que a terra o coma, como eu” – murmurei, mordendo-lhe a boca.



Chegando ao parque, deitamo-nos na toalha de piquenique, à sombra de uma árvore. Repousei a cabeça eu seu abdome, e ele me acariciava os cabelos. Era um lindo dia de verão, de céu azul, sem nuvens. Ele colocou sobre minha barriga uma pequena caixa.



– Um presente? – curiosa, rasguei o papel de embrulho.

– Mas não é pra você.

Dentro da caixa, um par de sapatinhos de bebê.

– Um All-Star preto. Por que isso não me surpreende?

– Tem mais um ainda – ele me entregou mais uma caixa. Dentro dela, uma minúscula camiseta preta e um vestidinho vermelho.

– Como eu não sei se é menino ou menina, trouxe logo as duas coisas.

– Minha mãe me contou que, daqui a quatro semanas, já posso fazer o exame pra descobrir.

– De jeito nenhum. Eu quero que seja surpresa!

– Do Contra, nenhum casal no mundo, nos dias de hoje, deixa pra descobrir o sexo do bebê na hora do nascimento.

– As pessoas de hoje em dia não sabem preservar o encanto do mistério.

– Mas eu vou morrer de curiosidade!

– E você não acha que eu também vou? Mas descobrir antes do nascimento é muito fácil! E a magia da surpresa?

– Ai, tá bom, a gente tem uns oito meses ainda pra resolver isso. Não vamos brigar, tá bem?

– Eu nem queria tretar mesmo – ele respondeu, dando-me um beijo apaixonado.


Um clarão explode atrás de mim. Abro os olhos e vejo uma mão sobre a testa de Do Contra. Ele desmaia. Viro-me para trás e vejo um anjo de asas abertas.


– Ângelo!... O que você fez?

– Ele vai acordar logo, Mônica. Não se preocupe. Mas ele não pode ver o que eu vou fazer agora.

– E o que você vai fazer?... – pergunto, com medo da resposta.

– Eu vim te buscar, Mônica. Te levar de volta ao passado.

Notas finais
Gostaram, queridos? Se sim, comentem! Se não, comentem mais ainda!
Acharam a aparição do Ângelo surpreendente? Ou previsível? Me contem!
Ah! Caso queiram ler os poemas completos de Vinícius de Moraes que a Mônica cita, o primeiro é o "Soneto do amor total" e o segundo se chama "Os quatro elementos".
Beijos a todos!! =*