Enfrentando o Destino
13 12. A decisão
Notas iniciais
Eu não tinha visto ainda, porque o Nyah não notifica quando recebo recomendações --' Mas eu recebi mais duas recomendações, das leitoras Isabella Oliveira (diva) e Manu008 (foufa)!! Meninas, obrigada de ♥ !! Adoro vcs, suas lindas!!
Então, muita gente deve ter clicado em "deixar de acompanhar" a fic ontem, né! Hehehehe Mas é que eu tinha que terminar o capítulo de forma misteriosa, ué! Senão vcs não voltam hihihihi =P
O capítulo de hoje tá curtinho, mas significativo.
Boa leitura!
Capítulo 12
A decisão
Não se luta contra o destino;
o melhor é deixar que nos pegue pelos cabelos
e nos arraste até onde queira alçar-nos ou despenhar-nos.
Machado de Assis
Aguardava, em pé, no mesmo pátio cinza enquanto traziam o Cebola. Quando ele me viu, fechou a cara. Eu já esperava por isso.
– Veio terminar de me ditar o currículo do seu maridinho, foi?
– Não, Cebola. Eu vim pedir desculpas. Eu não devia ter dito todas aquelas coisas ontem.
Ele estreitou os olhos, desconfiado.
– Você acha que eu vou confiar nisso? Como eu vou saber que você não tá aprontando alguma pra cima de mim?
– Você não precisa acreditar em mim se não quiser. Mas o que eu vim fazer hoje aqui é propor um novo começo pra gente, Cebola.
– E por que eu devo aceitar sua mão estendida agora?
– Cebola, eu preciso que você confie em mim. Você sempre foi meu melhor amigo. Minha felicidade não é completa sem você.
– Achei que o Do Contra te bastasse.
– Cebola, ninguém pode substituir você na minha vida, assim como ninguém pode substituir a Magali nem o Cascão.
Ele abaixou a cabeça, pensativo.
– Mas eu cometi muitos erros, Mônica. Não tem mais volta.
– Eu sei. E por isso eu vim aqui hoje dizer que te perdoo. Mas eu preciso que você me prometa que nunca mais vai fazer mal ao Do Contra novamente. Que você ataque a mim, me chame de nomes feios, que bole planos contra mim, isso tudo eu suporto. Sempre suportei. Mas o DC é o meu ponto fraco. E, pra que a gente possa recomeçar do zero, hoje, eu preciso que você aceite o DC na sua vida, porque ele é parte de mim e eu dele. Toma, eu trouxe isso pra você – entreguei-lhe uma caixa.
Ele levantou a tampa, e arregalou os olhos em espanto.
– M-mas isso… i-isso é o S-sansão! – ele gaguejou, segurando o coelho de pelúcia azul.
– Eu o trouxe de presente pra você, como um gesto de paz. Eu não quero nunca mais dar coelhadas em você, Cebola. Não quero nunca mais brigar com você.
– Mas Mô… eu não posso aceitar. Eu sei o quanto ele significa pla você.
– Ele só me traz lembranças de um passado que não vai voltar. Agora precisamos olhar pro futuro. Aceite-o como um presente de uma velha amiga que te quer muito bem, apesar dos nossos erros.
– Mônica, eu… eu nem sei o que dizer. Obligado.
Abri meus braços, chamando-o para um abraço. Ele hesitou um pouco, mas se aproximou e retribuiu meu gesto. Choramos no ombro um do outro.
– Mônica, o que aconteceu com a gente? Era pra gente ter ficado junto, Mô… onde foi que nosso futuro deu errado?
– Nós vamos ficar juntos, Cê. Como amigos.
– Você sabe que não é disso que eu tô falando.
– Hoje eu entendo que não era pra ser. Você mesmo tinha profetizado que seria assim.
– Eu profetizei?
– Sim. No dia em que você falou que só ficaríamos juntos quando você me derrotasse.
– Mas eu realmente tinha essa intenção.
– Só que você jamais conseguiria me derrotar, Cebola. E você sabe disso.
– É. Acho que sim.
– E tem uma coisa que nem você, nem eu podemos derrotar.
– E o que é?
– O destino. Por tentarmos derrotá-lo, é que cometemos tantos erros. Mas sempre há chance pra gente recomeçar.
– Mônica, eu vou sair daqui e vou voltar a ser um homem bom. Eu vou merecer a sua amizade de novo. Isso eu te prometo.
Entreguei-lhe um envelope.
– Você disse que sua pena acaba em duas semanas, certo? Pois meu casamento é daqui a três semanas, no Taiti. Aí dentro tem o convite de casamento e uma passagem. Sua presença me deixaria imensamente feliz.
– Seria uma honra, mas infelizmente eu não posso ir, Mônica. Eu estarei em liberdade condicional, e não posso sair do país. Mas tenho certeza de que minha irmã adoraria ir em meu lugar, representando nossa família.
– Então assim será.
– Obrigado, Mônica. Peço perdão pelos meus crimes.
– Já está perdoado.
– Eu sei, mas eu precisava dizer em voz alta. Durante tanto tempo eu ensaiei dizer isso pra você, te escrever uma carta, mas o rancor não me deixava.
– A partir de hoje, nada disso importa. Hoje a nossa vida começa de novo – respondi, abraçando-o novamente. – Agora eu preciso ir. Mas antes de voltar pra Nova York, venho te ver de novo.
– Vou te esperar.
Entrei no táxi novamente, e lhe dei o endereço da casa de minha sogra. Eu precisava ver o Do Contra. Agora que eu havia finalmente entendido o motivo desta viagem no tempo, que era reparar os erros do passado, eu estava ansiosa para começar a viver o meu futuro ao lado do amor da minha vida. Não adiantava negar; eu era louca por ele, eu precisava dele mais do que de ar para respirar. Não havia mais sentido em resistir. Eu já estava entregue e rendida.
Toquei a campainha. Do Contra atendeu. Ele estava tão lindo em sua clássica combinação de camiseta preta e calça militar. Sem lhe dar chance de dizer nada, eu o arrastei pelo braço até seu quarto.
– Mônica, o que você tá fazendo?
Não respondi. Tranquei a porta atrás de nós, e enfiei a chave no decote.
– Mônica, eu espero que você tenha vindo conversar e me explicar qual é o seu problema.
– O meu problema é que, nos últimos dias, eu conversei demais. Eu não preciso de conversa. Eu preciso de você.
Eu o empurrei na cama, com força exagerada, e me atirei em cima dele. Mordi sua orelha enquanto tirava minha blusa.
– Não senhora! Eu exijo uma expl… minha nossa!! Você sabe que você fica muito sexy quando fica mandona desse jeito, não sabe?
– Calado, Do Contra. Menos papo e mais ação.
– A senhora é quem manda – ele deu um sorriso malicioso.
Em seguida, ele me beijou de um jeito que me fez esquecer do presente, do futuro, do passado e de tudo que estava à minha volta.
Notas finais
O que acharam da reconciliação de Mô e Cê? Eu sei que os membros do Anti-Fã-Clube Cebola queriam a ruína dele e talz... mas eu até gosto dele, sabem? Mas só como amigo da Mô, é claro!!
Preparem sua carga de insulina, porque o próximo capítulo vai ser mel com açúcar!!
Beijos a todos!!!
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