Enfin, amour

5 Capítulo 4


Notas iniciais
Desculpa fazer vocês esperarem tanto. Prometo ser mais rápida da próxima vez. De fato, o capítulo já estava pronto há séculos, mas eu não gosto de postar sem ter uma continuação encaminhada, e eu nunca sabia como continuar. Mas agora eu sei :) E sei como continuar a continuação desse capítulo de hoje, então, logo teremos mais! :)

Duque ainda tinha tão vívida a sensação de Guiomar dormindo entre os seus braços, que nem percebeu quando ela levantou. Por isso, quando acordou, desesperou-se ao não vê-la ao seu lado.

Encontrou um bilhete escrito “Me encontre no Guiomar”, e logo se tranquilizou e sorriu.

– Sua danadinha, o que você ta aprontando? – pensou alto.

Pulou da cama, tomou um banho o mais rápido que pôde, escolheu uma roupa bacana e desceu. Pediu ao funcionário do hotel que lhe chamasse um táxi, e quando o táxi chegou, lhe solicitou que fosse ao píer de Conwy, ao lado do castelo, onde o Guiomar estava atracado.

Lá chegando, avistou-a na parte de cima do iate, sentada à uma mesa coberta por uma toalha azul.

– Vem cá, mon cher! — ela gritou lá do alto, sorrindo.

Ele sorriu e subiu, lenta, mas curiosamente.

– Tomar café da manhã com você é legal, mas tomar café da manhã com você de frente pra um castelo é muito melhor! — comentou, assim que chegou na parte de cima.

– Café da manhã? E você sabe que horas são?

Ela bateu levemente os dedos sobre a cadeira ao seu lado, sinalizando para que ele se sentasse logo. Ele então o fez.

– Não tenho a mínima ideia. — riu, levemente.

– Já passou da hora do almoço! É por isso que eu tive que sair por aí comprando coisas e montar uma coisa legal aqui.

– Você? Fazendo compras em... mercado? — riu, surpreso.

– Bom, na verdade, era uma quitandinha. Muito charmosa, por sinal.

– Quem diria! Você em uma quitanda! — achou ainda mais graça.

– No Reino Unido, tudo é possível, darling. E além disso, comprei ingressos para visitar o castelo amanhã e fiz reservas pra hoje num pub... eu estava pensando em depois daqui irmos conhecer a menor casa do Reino Unido, que é aqui pertinho. — ela sorriu, como se fosse a mais prestativa das pessoas.

Duque balançava a cabeça a cabeça em sinal de negação com um leve sorriso no rosto, não acreditando na sorte que tinha por ter uma mulher daquelas ao seu lado.

– Você não existe, Guiomar!

Ela riu e em seguida o olhou profundamente, acariciando a bochecha dele com o polegar.

– Eu queria te agradecer por ontem. Você realmente não cansa de me surpreender.

– Eu gosto de sair do comum às vezes. E te ver feliz. — sorriu, terno.

– E eu fiquei, Duque. Eu me senti tão bem! Tão bem! Tão lisonjeada, tão grata! — se expressava também com os braços e olhos, que indicavam o quanto ela estava feliz. — Sério! Você viu as pessoas olhando pra gente? Torcendo por nós? Vibrando por nós? E eu adorei as surpresinhas depois. E depois. — essa última frase dita num leve tom de safadeza.

– Ah, aí já não é tanta novidade... — ele também aderiu ao tom leve de safadeza.

– Mas ontem... — ela pausou, tão encantada com as lembranças e ainda procurando as palavras. — Ontem foi especial, Duque. Tudo. Desde o momento em que eu acordei ontem à noite, até a hora em que me levantei hoje. Foi uma das melhores noites da minha vida! — sorriu largo. — Eu me senti tão... — parou de acariciar as bochechas dele e o olhou fixamente nos olhos. — Amada.

– E você é, mi amor. Você é. — ele pegou a mão dela que estava sobre sua bochecha e depositou um pequeno beijo em seus dedos, com os olhos fechados. Depois, segurou suas mãos e voltou a olhá-la intensamente. — E até o fim dos meus dias, você vai ser muito amada.

Ela nada soube responder àquilo. Estava invadida por um sentimento que misturava tanto insegurança em dizer que também o amaria, quanto lisonja em ter ouvido tantas palavras bonitas e que lhe fizeram tão bem.

Então, Guiomar olhou carinhosa ora para os olhos de Duque, ora para a boca. Ela passou a mexer o polegar da outra mão, acariciando o rosto dele. E ficou cada vez mais próxima, até que finalmente, agradeceu todas as palavras de Duque com um quente beijo, que logo foi correspondido, tornando-se agora, demorado e ainda mais quente.