Enemys Of Love - Finding Love
5 Capítulo 5 - Threats
Notas iniciais
EMMA ficou atônita por um tempo. Ela e Regina haviam acabado de ter um momento que pode ser considerado amigável e do nada ela muda de humor. A loira solta um suspiro pesado e passa as mãos pelo cabelo.
—É, parece que o relacionamento vai ser mais complicado do que parece. — Hook diz, se sentando ao lado de Emma.
— Hook, por favor, não começa. — Emma pede
— Eu não vim para provocar. — se defende — Você vai ter que ser paciente com a Evil Queen. Ela está estranha.
Então não é só Emma que acha isso.
— Você também está percebendo? — Emma pergunta
— É... Sei lá... Eu não conheço muito bem a Regina, mas nunca a vi tão bipolar desse jeito. Mas como você mesma disse, ela está preocupada com Henry.
— É, acho que é só isso mesmo. — Emma diz
— É.
Alguns instantes em silencio e Emma pergunta.
— Hook está tudo bem pra você mesmo?
É claro que não estava.
— Nós já conversamos sobre isso, lembra? Não precisa se preocupar comigo, Swan. Eu gosto de você e quero que você seja feliz, com ou sem mim. — ele diz e Emma sorri.
— Obrigada por entender.
Ele sorri.
— Se eu não tivesse que levar vocês de volta para Storybrooke, acho que eu ficaria por aqui mesmo. — ele diz
— Por quê? Storybrooke é um lugar bom pra se viver. E não tem ogros.
— Eu sei, mas... Eu sou um pirata, Swan. Minha vida é navegar pelos mares e não ficar preso numa cidade.
— Você não se imagina tendo um futuro lá?
— Não mais.
Os dois passam alguns instantes em silencio, enquanto observam Mary Margaret e Kate conversando e do outro lado Regina deitada.
— Kate é uma moça bonita. — Emma diz
— Oh, não, agora eu é que peço pra você não começar. — Hook diz balançando a cabeça
Emma ri com sua reação.
— Por que não?
— Emma ela é só uma garota.
— E daí? Ela é maior de idade, eu acho.
— Esqueceu que nós não confiamos nela?
— Mary Margaret confia e pra mim isso é suficiente. — Emma diz e Hook arqueia uma sobrancelha — Ok, talvez não seja o suficiente. Tudo bem, esqueça o que eu disse.
Hook sorri.
— Melhor.
REGINA estava tentando dormir. Ela sentia seu corpo exausto pelos acontecimentos do dia inteiro, mas sua mente estava a mil. Sua preocupação principal era Henry, claro. Porém havia outra coisa que não estava deixando Regina dormir.
Emma.
Ela havia falado com Emma, as duas estavam fazendo as pazes e então Regina estragou tudo. Foi uma coisa tão rápida que ela quase não teve tempo de pensar. Parecia um impulso, uma coisa que ela não conseguiu controlar. Sua mudança de humor foi tão imediata que parecia natural. Aquilo preocupou Regina, desde que ela havia chegado na Floresta Encantada, sentia que seus dois lados, bom e mau, estavam entrando em conflito.
Talvez aquilo fizesse parte apenas de seu psicológico. Esse lugar trazia muitas lembranças a Regina, seus tempos de Evil Queen. Não é uma coisa que fica facilmente trancada no passado.
Todos esses pensamentos a deixava ainda mais cansada. E como todas as coisas ruins resolvem aparecer de uma vez, Regina viu Emma e Hook conversando. Rindo. Pareciam estar felizes. E novamente a fazendo sentir aquele incômodo. Por mais que Emma tente negar, Regina vê que os dois ainda podem ficar juntos. O pirata não tem cara de quem desiste fácil.
Mas por que aquilo a incomodava?
Regina ainda se sente confusa com isso, mas a incomoda. Os dois passam uma eternidade conversando e rindo algumas vezes. Mesmo se virando para o outro lado, ela ainda podia ouvir algumas risadinhas vindas de Emma.
Regina fechou os olhos com força. Uma súbita raiva passou por ela e quando percebeu já tinha esmagado uma pedra na mão. O que estava acontecendo com ela?
Ela volta a se ajeitar e quando estava quase conseguindo cair no sono, é despertada por um grito vindo de Mary Margaret. Um pouco confusa e irritada, Regina se levanta e então vê uma árvore caindo na frente delas.
— Eu deito por alguns segundos e já tem uma arvore caindo? Como isso aconteceu?
— Eu não sei. Do nada a árvore começou a rac... — Mary Margaret começa a responder, mas para quando o chão abaixo deles começa a tremer.
— Era só o que faltava. — Emma diz e atrás dela mais uma árvore começa a rachar.
— Swan, cuidado! — Hook grita para Emma, mas ele já estava longe dela.
Regina, usando sua magia, já estava ao lado de Emma a empurrando para o lado fazendo com que as duas caíssem. No mesmo instante em que a arvore se parte ao lado delas.
Mary Margaret solta um grito.
— Você está bem? — Regina pergunta a Emma
— S-sim. — a loira responde um pouco atordoada.
Regina sente seus olhares se cruzando e rapidamente se levanta.
— Foi por pouco, Swan. Preste mais atenção.
Um vento forte passa por eles e Regina quase cai, mas Emma a segura, passando um braço pela cintura da morena.
—Foi por pouco Mills. Preste mais atenção. — Emma diz, provocando.
Regina se solta dela e cruza os braços.
— Esse lugar é mais estranho do que eu me lembrava. — Hook diz
— Regina você não conseguiu sentir nenhuma magia, sei lá, conhecida? — Mary Margaret pergunta
— Não. Acho que aqui não tem como saber.
KATE sabia exatamente o que era. Cora. Quando ela disse que iria se livrar da carga estava falando sério mesmo.
— Eu não sabia que tinha terremotos na Floresta Encantada. — Emma diz
— E não tem. — Mary Margaret diz
— Então o que... — ela começa a falar, mas é interrompida por mais um tremor e uma árvore cai ao seu lado.
— CUIDADO! — Mary Margaret grita
— Isso não está parecendo algo comum da Floresta Encantada, acho que está mais para uma armação. — Regina diz, olhando para Kate.
— Armação, Regina? De quem? — Hook pergunta
— Quem é a única pessoa aqui que acabamos de conhecer?
— Ah, e você acha que eu fiz isso? Se eu tivesse poder para conseguir fazer isso eu nem estaria mais aqui. — Kate diz
O chão abaixo deles começou a rachar e todos se assustaram.
— Até o chão? — Hook pergunta — Por isso que prefiro o mar.
— Esse tipo de tremor acontece na terra de vocês? — Kate pergunta
— Sim. — Emma responde — Mas não desse jeito.
— E o que vocês fazem para parar?
— Nada. Normalmente dura apenas alguns… segundos.
— Garota se você tiver algo a ver com isso... — Regina começa em um tom ameaçador
— Eu já disse que não tenho! Que motivo eu teria pra querer machucar vocês? Eu nem os conheço! — Kate diz
— Todas as árvores aqui estão rachando. Precisamos achar um lugar seguro, depois vocês brigam. — Hook diz
— Kate você vive aqui, tem como nós pegarmos um caminho sem árvores? — Mary Margaret pergunta
— E-eu acho que sim. — a garota responde — Venham.
Ela os guia até uma passagem com menos árvores e bem a frente vê uma pequena luz roxa.
Cora.
É óbvio. Por isso estava tudo tão fácil. Ela queria que eles passassem por ali. A pequena luz roxa fazia uma trilha pelo caminho onde eles estavam passando. Cora tinha feito alguma armadilha naquele caminho, com certeza.
Kate não poderia deixar que aquelas pessoas se ferissem, ela se sentiria culpada pelo resto de sua vida. Por outro lado, a imagem de sua irmã presa com aquela bruxa a fazia hesitar.
— Por que você parou, garota? — Regina pergunta a tirando de seus pensamentos
— Eu... hã... Só estava pensando em um caminho mais rápido.
— Qual caminho?
Kate volta a olhar para a luz roxa.
— Não tem outro caminho, temos que seguir por aqui mesmo. — a garota diz fixando seu olhar na luz roxa. Ela não teria coragem de continuar se olhasse para trás — Venham.
O pequeno ponto roxo parecia se “animar” a medida que eles seguiam a trilha. Depois de uma boa caminhada, eles chegam até uma ponte.
— Nós teremos que atravessar isso? — Hook pergunta
— Está com medo, pirata? — Regina pergunta
— Não vou negar que a ideia não me agrada.
Realmente a ponte não era amigável. Há muitos metros abaixo do penhasco, uma correnteza forte com aguas que incansavelmente pareciam querer partir as rochas. Uma queda daquele penhasco seria o suficiente para causar uma boa morte.
— O que estamos esperando? Vamos. — Emma diz
— Eu não me lembro dessa parte da Floresta Encantada. Na verdade eu não fazia ideia de que havia um penhasco aqui. — Mary Margaret diz, pensativa.
— Eu também não, mas não podemos perder tempo aqui pensando nisso. — Regina diz
— Tem razão. — Emma concorda — E então, quem vai primeiro?
— Eu vou. — Mary Margaret diz se dirigindo até a ponte.
— Não. Eu sou a guia, eu vou. — Kate diz, entrando na frente.
Kate pôs um pé na primeira madeira da ponte e sentiu uma pontada de angustia. Se prestasse bem atenção, perceberia suas mãos tremendo enquanto segurava nas cordas que sustentavam a ponte. Depois de alguns passos, ela deu sinal para que os outros viessem. Cada passo, cada balanço, cada rangido da madeira fazia o estomago de Kate revirar. Cora queria se livrar deles, a ponte era a oportunidade perfeita. Regina usaria sua magia e conseguiria se salvar, os outros, bem, eles tinham que morrer. E quanto a ela? Que garantia Kate poderia ter de que Cora não a mataria também? Para uma bruxa, uma morte a mais não faria diferença.
Kate estremeceu.
Não, ela não tinha medo da bruxa, sua única preocupação era Lisa. Kate não podia morrer e deixar a irmã sozinha. A menina ainda estava se recuperando da morte de Teresa, mais uma morte não ajudaria em nada.
Kate sentiu a ponte pesando, olhou de relance para trás e viu que Mary Margaret, Hook e Emma já estavam na ponte, só faltava Regina. O pequeno ponto roxo voltou a surgir, dessa vez se expandindo e deixando um brilho por toda a ponte. Kate internamente desejava que os outros vissem aquilo, mas infelizmente, ela parecia ser a única a perceber.
A imagem da ponte caindo e os matando assombrava a mente de Kate e do outro lado, ela pode jurar ver uma corda se soltando. Um pequeno balanço e Kate sentiu uma onda de desespero tomar seu corpo.
— Voltem. — ela diz se virando
— O quê? Estamos quase na metade! — Emma diz
— Voltem! — Kate aumenta seu tom de voz e sente uma das madeiras abaixo dela se rachando.
Eles parecem perceber e correm de volta. Kate não arriscou olhar, mas sabia que aquela corda estava escapando. Os três, Mary Margaret, Hook e Emma, conseguem voltar com segurança, porém, Kate sentiu seu pé prendendo numa das madeiras, há três tábuas do final da ponte. Cora devia ter ficado muito furiosa e agora queria mata-la. Kate sentiu seus músculos travando, sim, ela morreria.
— Kate! — alguém a chama, mas ela não conseguiu reconhecer — KATE! — então sente seu corpo sendo puxado com força para frente — Você está bem?
Era Hook, ele a havia puxado. Seu braço estava segurando a cintura da garota com força.
— S-sim, eu... Prendi meu pé, mas estou bem. Obrigada. — ela solta um leve sorriso e se solta dele.
Regina bufa, irritada.
— Por que vocês voltaram? — pergunta
— Por... — Kate começa a responder, mas é interrompida pelo som de cordas soltando e madeira se chocando contra as rochas, em poucos segundos não havia mais sinal de ponte — Por causa disso. — Kate completa.
Ainda frustrada, Regina aceita a ideia de montarem um novo acampamento.
— Se estivéssemos indo sozinhos, há essa hora poderíamos já ter achado o Henry. — resmunga alto o suficiente para que Kate ouvisse.
— Eu sinto muito por não querer colocar a vida de vocês em risco. — Kate diz irônica
— Por favor, parem as duas. — Mary Margaret diz ao ver que Regina ia retrucar — O dia de hoje foi longo. Vamos montar outro acampamento e tentar descansar antes que aconteça mais alguma coisa.
Em poucos segundos, o acampamento estava montado. Kate saiu de perto enquanto Regina e Emma usavam sua magia. A garota já estava cheia dessas coisas encantadas. Andou um pouco pela mata, adentrando um pouco pela parte que continha mais árvores. Ela não sabia o real motivo, mas algo dizia para ela ir até ali.
Então a nevoa roxa apareceu novamente, logo a figura da bruxa já estava na frente dela. Porém, dessa vez mais desfocada.
— Você realmente me desapontou hoje, garota. Na verdade, você me deixou furiosa. Você sabe o quanto de magia tive que usar para causar todos aqueles terremotos e a queda dessa ponte? Eu não vou mais conseguir repetir isso!
— Que bom. Você não precisa mata-los. Eles parecem ser pessoas boas.
— Não me diga que se apegou a eles? — ela pergunta e em seguida ri — Sim, eu ainda vou mata-los e depois que isso acontecer, a culpa vai te consumir. Porque, sim, a culpa disso será sua. Você os levará até a morte.
— Não, eu não vou!
— Sim, você vai. Lisa está morrendo de saudades da irmã, sabia? Coitada, tão assustada...
— L-Lisa... — a voz de Kate treme
— Sim, Lisa. Tudo bem, eu entendo seu súbito ataque de insanidade, porém não podemos deixar que isso se repita, não é?
Kate se afasta.
— Por favor, não a machuque.
Cora sorri. Um sorriso frio.
— Não vou machuca-la... Por enquanto. Preciso de algo que me de mais certeza. — a bruxa se aproxima dela, Kate tenta se afastar mais, mas seus músculos travam.
Uma esmagadora dor no peito a atinge e em seguida Cora segurava algo vermelho.
— Seu coração. — ela diz sorrindo, como se aquilo fosse uma coisa natural — Com isso, eu posso garantir que você vai fazer o que eu mando. Pois quando se segura um coração, você o controla. E claro, eu também posso mata-la. — Cora aperta o coração e Kate cai no chão, devido a dor — Agora sim, você fará exatamente o que eu quero, os levará até a morte e não poderá fazer nada para salva-los.
A imagem da bruxa estremece e logo Kate estava sozinha.
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