Enemys Of Love - Finding Love
6 Capítulo 6 - Secrets
Notas iniciais
HOOK já estava estranhando a súbita mudança de humor de Kate. Quando estavam na ponte, ela havia tido uma reação muito estranha, quase como se soubesse que algo estava para acontecer. A noite também, após Regina e Emma montarem tudo, Kate “sumiu” por um tempo e quando se juntou ao grupo estava pálida. Hook chegou a perguntar se ela estava bem, mas ela disse apenas que estava cansada e foi se deitar.
Na manhã seguinte, foi a mesma coisa. Eles acordaram, Regina fez aparecer um bom café da manhã para eles e seguiram o caminho. Só que dessa vez, Kate se mantinha a frente e não olhou diretamente para nenhum deles, nem mesmo para Mary Margaret que no dia anterior tinha feito amizade com ela.
— Kate... — Mary Margaret vai até ela — Você está bem?
— Sim. — a garota responde — Por que não estaria?
— Não sei, você está muito quieta.
— Só estou tentando me concentrar. — ela diz e continua andando.
— Estranho... — Mary Margaret murmura
— O que foi Mary Margaret? — Regina pergunta
— Kate está diferente... Ela não quis nem conversar comigo.
— Não é só porque ela não quis conversar com você que ela está diferente. No máximo, criou um pouco de bom senso. — Regina diz
Mary Margaret revira os olhos.
— Você já pode parar de fingir que nos odeia.
— Eu não finjo. — Regina diz e continua andando, mas Mary Margaret a acompanha.
— Regina...
— Mary Margaret nós não devemos confiar nessa garota, entendeu?
— Kate não é uma pessoa ruim. — insiste
— É bom que não seja mesmo. Eu não vou perder meu filho por causa dessa vadia da Floresta Encantada. — Regina diz, fechando a mão em punho.
Mary Margaret ia responder mais alguma coisa, mas é interrompida por Kate vindo até eles.
— Estamos quase chegando, só temos que passar por aquela... Caverna, ou seja lá o que é aquilo. — a garota diz, com uma voz mais séria do que o normal.
— Caverna? Por que uma caverna? — Regina pergunta
— Não sei. Foi esse o caminho que... — Kate se interrompe — Que eu conheço, vamos.
Enquanto eles se aproximavam da caverna, Hook teve uma pequena sensação de que aquele lugar escondia algo. A medida que Kate começou a entrar, a mente de Hook ficou clara.
— Esperem. — ele diz e as três param
— O que foi agora, pirata? — Regina pergunta
— Essa caverna... Vocês não tem uma ligeira impressão de estar em Neverland?
Emma parece pensar um pouco.
— A Eco Cave! — ela diz, por fim — Mas como... Uma Eco Cave na Floresta Encantada?
— Nós não conhecíamos essa parte da Floresta. — Regina diz
— O que tem de tão ruim nessa Eco Cave? — Kate
— Para você passar por ela é preciso revelar seu segredo mais sombrio. — Hook explica
— Isso é ridículo. — Kate diz um pouco nervosa
— Concordo. — Hook diz, lembrando-se do episodio Neverland. — Porém, o meu segredo já foi revelado em outra ocasião. Então, quem começa?
— Por que você não começa, garota? — Regina pergunta — Nós ainda não sabemos nada sobre você.
— E-eu não tenho nenhum segredo. — Kate diz e algumas pedras caem do teto ao lado dela
— Acho que tem sim. — Regina insiste
— Talvez haja um outro caminho. — Kate diz, voltando para a saída, mas Hook a para.
— Nós já começamos não tem como sair.
— A saída está bem ali, tem sim. — Kate diz voltando a andar, dessa vez Hook segura seu braço.
— Eu já perdi metade da tripulação do meu navio por causa de uma caverna como essa, eu não quero ver isso acontecendo de novo. — diz e Kate o encara — Mas se você for insistente demais e quiser morrer, fique a vontade. — ele termina de dizer e solta o braço da garota.
Kate parece pensar por um instante e, sem dizer nada, volta a entrar na caverna. Os outros estranham, mas acabam a acompanhando.
— Depois da sua repentina mudança de humor, pode começar, garota. — Regina diz
— Regina eu já entendi a sua, você está querendo me pressionar para poder retardar a sua vez. De qualquer jeito, nós duas vamos falar, começa você então.
— Eu não tenho segredos. — Regina diz e uma pedra maior cai
— Se você não tem, eu também não tenho. — Kate diz, cruzando os braços.
Mais pedras caem.
— Ei, vocês vão acabar matando todos nós aqui! — Hook diz — Mary Margaret faça alguma coisa.
— Eu? Por que eu?
— Não sei, você que sempre resolve as coisas.
Mary Margaret revira os olhos.
— Regina nós já te conhecemos, começa logo, você não deve ter um segredo tão sombrio assim. — Mary Margaret diz
— E-eu...
REGINA não sabia por onde começar. Como contar um segredo que nem ela mesma saberia ao certo? Por mais que tentasse negar para si mesma, esse segredo tinha haver com Emma. A loira mexia com Regina, algo que ela tentaria esquecer depois que chegasse em Storybrooke, ela já estava criando uma poção de esquecimento. A mesma que usou em si mesma quando Henry era bebê.
Algo que poderia ser considerado uma atração? Talvez. Mas como explicar isso? E o pior, qual seria a reação Mary Margaret, e a reação da própria Emma? Regina sentiu seu estomago revirando.
— Vamos, rainha. Agiliza logo pra gente sair daqui. — Hook diz, batendo o pé impaciente.
Regina sentiu uma subida vontade de esmagar Hook no meio daquelas pedras, mas afastou o pensamento.
— Eu não sei por onde começar. — Regina admite
Nada acontece. Ela estava realmente falando a verdade.
— Começa pelo começo. — Mary Margaret diz
“Será que todos resolveram dar uma de idiota?” pensa.
— É sobre você, Swan. — Regina junta seu pouco de coragem para dizer
— S-sobre mim? — Emma pergunta
— Meu segredo é... Eu não te odeio. — Regina diz
— Não me odeia? Isso não é um segredo...
— Por favor, não piore as coisas. Pode-se dizer que eu até sinta algo por você.
— Como assim, Regina?
— Swan, pare de pressionar. Já é difícil o bastante com plateia assistindo.
— Se quiser que a gente tampe os ouvidos. — Hook diz — Mas acho que não vai ser possível. — diz levantando o gancho
Regina sentiu novamente aquela vontade de cometer um assassinato, mas conseguiu conter.
— Fique quieto, Hook. Regina continue. — Mary Margaret diz
— Eu já disse o que tinha que dizer, o resto não pode ficar subintendido?
Algumas pedrinhas pequenas caem.
Regina bufa.
_ Caramba, Swan. Eu sinto algo por você, algum sentimento que eu não sei descrever! Talvez uma atração, não sei. — desabafa — Eu sei que isso é ridículo e sem sentido, mas é a verdade. Esse é meu maior segredo. Desde o seu primeiro dia em Storybrooke, mesmo sabendo que você era uma ameaça, eu não pude deixar de ficar intrigada com sua presença. Ninguém nunca havia me desafiado desse jeito e agora com o Henry querendo nos aproximar... Eu sei que eu fiz uma confusão enorme com os meus sentimentos, mas assim que chegarmos em Storybrooke eu vou resolver isso. A poção de esquecimento...
EMMA havia parado de ouvir na parte da atração. Regina sentia algo por ela. Regina Mills, a Evil Queen sentia algo por Emma. Desde que ela chegou em Storybrooke? Ok, talvez Emma não havia parado de ouvir. Uma pequena pontada de esperança passou por Emma, mas na mesma velocidade que veio, se foi.
— Poção de esquecimento? Como assim, Regina? — Emma pergunta, nervosa
— É uma poção parecida com uma que criei quando eu adotei Henry, eu tinha muitas preocupações e eu precisava esquece-las para poder cuidar do meu filho. Eu estou tentando fazer a poção novamente e ela está quase pronta.
— Regina você não pode fugir do que você sente! — Emma diz
— Sim, eu posso.
— Mas não é o certo.
— O que não é certo é o que eu sinto.
— E se eu disser que eu também sinto isso, esse sentimento estranho que ainda não tem uma definição certa?
Regina fica surpresa por um momento, mas logo responde.
— Eu diria que nós duas precisamos da poção.
— Regina você não pode fugir disso! Você não pode simplesmente dizer uma coisas dessas e depois querer tomar uma poção para esquecer. Você gosta de mim. — Emma se aproxima de Regina, mas a mesma se afasta.
— Eu não disse que gosto.
— Mas também não me odeia.
— Isso não é algo que eu vá querer conversar na frente deles. — Regina diz apontando para Hook, Mary Margaret e Kate, que observavam a cena quase que sem respirar para não atrapalhar.
— Mas é algo que nós precisamos conversar. — Emma diz voltando a se aproximar — Não é tão ruim assim.
— Pode até não ser... Porém, eu já disse o meu segredo, sua vez garota. — Regina se afasta de Emma e se dirige a Kate.
Emma solta um suspiro cansado. Se sentindo um pouco chateada por Regina ter mudado de assunto tão rápido, mas ao mesmo... Qual seria a palavra? Animada? Sim, uma estranha animação por saber que Regina também sentia algo por ela.
KATE sentia sua mão ficando cada vez mais fria. Se ela estava nervosa? Imagine... O que a garota estava tentando entender desde que havia descoberto como funcionava a caverna, era o porquê de Cora tê-la feito ir até lá. Kate nunca tinha visto essa caverna, nem sabia como chegar até esse lugar, mas Cora estava a controlando durante o caminho. Era horrível a sensação de ser uma marionete, atendendo as ordens daquela bruxa. Porém, agora seria uma boa hora pra Cora orienta-la no que fazer.
Ela deveria contar a verdade? Toda a verdade? Claro que sim, não teria como mentir.
— Estamos esperando. — Regina diz
Era mais fácil contar a verdade, bem mais fácil, mas porque Kate estava com medo? Oh sim, Regina, com certeza ela mataria a garota.
— E-eu... — Kate solta um suspiro e termina a frase de uma vez — Eu não estou levando vocês até o garoto.
— Eu sabia que essa garota não prestava... — Regina diz com uma bola de fogo se formando sobre a palma de sua mão
— E-eu fui obrigada a fazer isso! Ela sequestrou minha irmã! — Kate diz, dando alguns passos pra trás.
— Ela quem? — Mary Margaret pergunta
— Cora. — Kate responde
Aquilo pareceu mexer com Regina.
— Cora está morta. Mary Margaret pode garantir isso. — Regina diz
— Regina...
— Essa garota está mentindo. — era possível um pequeno rastro de lágrima no rosto de Regina
— Eu não estou mentindo! Ela veio até minha casa e sequestrou minha irmã. Eu nunca ajudaria pessoas de uma terra desconhecida por vontade própria. Cora pegou seu filho pra te atrair até aqui. Quando eu salvei vocês na ponte ela ficou furiosa, ela queria que todos morressem e só você viva, Regina.
— Por que eu acreditaria nisso? Cora morreu na frente. — a voz de Regina treme
— Ela me contou mesmo que vocês achavam que ela estava morta, mas eu não sei o que ela fez.
— Essa sua história está difícil de acreditar.
— Vá até o palácio dela então. Você verá com seus próprios olhos.
Regina pareceu hesitar.
— Digamos que eu acredite em você. Cora está te obrigando a nos levar até ela, ok. Então onde está meu filho?
— Eu não sei. — Kate responde — Ela não me contou isso.
— Você está mentindo!
— Kate, por favor... — Mary Margaret pede
— Garota você aparece do nada oferecendo ajuda e agora diz que alguém que até então estava morta te obrigou. Não dá pra acreditar em você. — Emma diz
— É verdade, eu não sei!
— Eu vou ter mesmo que te obrigar a falar? — Regina revira os olhos.
Kate sente seu corpo sendo jogado com força contra a parede de rocha e Regina avança em cima dela.
— E-eu to falando a verdade, eu não sei onde seu filho está. Eu só quero tirar minha irmã das garras daquelas bruxa.
Regina aperta o pescoço da garota, deixando-a sem ar.
— Não se esqueça que a bruxa ainda é minha mãe.
— Regina solte-a! — Mary Margaret diz
— Ela nos traiu. Nós devíamos mata-la.
Regina tinha um brilho diferente no olhar, parecida com aquela névoa roxa. Cora. Das duas uma, ou Kate já estava tendo visões devido a falta de ar ou Cora já estava conseguindo o que ela queria. A garota já ouviu historias sobre a Evil Queen e não fazia a mínima questão de presenciar uma delas.
— Regina, já deu. Solta a garota. — Emma diz e coloca uma mão no ombro de Regina.
A morena parece despertar de um transe, aquele brilho roxo some dos olhos dela e Kate já estava solta.
— Vamos sair logo daqui. — Regina diz
— E o que faremos com ela? — Hook pergunta
— Já que não vamos mata-la então era irá conosco. Se ainda estiver tramando algo é melhor mantê-la por perto. Hook seja útil pra alguma coisa e vigie a garota.
— Útil? Não se esqueça que se não fosse pelo MEU navio você ainda estaria em Storybrooke.
— Por favor, será que não podemos passar cinco minutos sem discussões? — Mary Margaret pergunta
— Do jeito que as coisas estão parece que não. — Hook diz — É melhor sairmos daqui logo, antes que a passagem se feche. — aponta para uma nova saída, que até então ninguém tinha notado.
— Sim, vamos. — Mary Margaret concorda
— Mas antes... — Regina faz um movimento com a mão e Kate sente cordas envolvendo seus pulsos — Você não é mais parte do grupo.
— Então agora eu vou ser prisioneira de vocês? — Kate pergunta
— Sim. — Regina responde
Kate solta um suspiro. Apesar de tudo ela entendia o lado de Regina, ela está preocupada com o filho. Algo totalmente compreensível, mas aquele olhar de Evil Queen dela preocupava. E muito. Porém, a mente Kate só pensava em uma coisa. Lisa.
Agora que todos, inclusive Regina já sabiam de Cora, o que aquela bruxa iria fazer? Não há mais motivos pra chantagear Kate, mas de qualquer forma, a garota tinha certeza de que Cora não libertaria sua irmã assim tão facilmente.
Fale com o autor