Enemys Of Love - Finding Love
2 Capítulo 2 - Deal
Notas iniciais
REGINA estava começando a ficar preocupada. Henry não estava na sorveteria e nem no parque e pra variar seu telefone estava caindo direto na caixa-postal.
— Hey, Henry não está com você? — Emma pergunta chegando até a mesa
— Minha ultima esperança é que ele estivesse com VOCÊ. — Regina diz rude
— Como assim?
— Ele não está na sorveteria, ninguém o viu lá depois que nós saímos e, obviamente, aqui ele também não está. — Regina diz
— Vou ligar pra ele. — A loira diz pegando o celular
— Eu já tentei, o celular dele está fora de área.
—Então eu... — Emma foi interrompida pelo seu celular tocando
— É ele?
— Não... é minha mãe. — Emma diz — Oi, mãe.
Regina andou de um lado pro outro impaciente.
— Por que ela tem que ligar justo agora? — Pergunta
— Não, eu não vi o David. — Emma continua no telefone — Já tentou o celular dele? Já? Olha Mary Margaret eu também estou atrás do Henry, então se eu ver o David por aqui eu peço pra ele te ligar, tá? — Ela termina a conversa e desliga o telefone
— O que ela queria? — Regina pergunta
— Mary disse que não está encontrando o David. Será que todo mundo decidiu sumir hoje?
— Eu não me importo com todo mundo, o que eu quero é saber onde está o meu filho. E...
— Regina? — Gold vai até ela — Você estava tentando ensinar magia a Srta. Swan novamente?
— Não, por quê?
— Vocês não estão sentindo? Regina?
Regina começa a prestar atenção e então percebe. É uma coisa que ela não consegue explicar, ela sentia que havia algum tipo de magia sendo feita ali perto. Algo forte.
— O que você acha que é? — Regina pergunta
— Não sei ao certo, mas pela intensidade parece ser algo com a força de um portal.
— Portal? Quem abriria um portal aqui? — Regina pergunta
— Do que vocês estão falando? Que portal? — Emma pergunta
— Tente se concentrar, Srta. Swan. — Gold diz — Você não está sentindo a presença desse feitiço. Por favor, faça por merecer seus poderes.
— E então? — Regina pergunta
— Humm, nada. — Emma responde
Regina solta um suspiro longo e revira os olhos.
— Esqueça, Swan. — A morena diz e se vira para Gold — Vamos achar esse portal.
— Eu também vou. — Emma diz
— Não, fique aqui. Caso o Henry apareça.
— Henry sumiu? — Gold pergunta
— Mais ou menos. Ele disse que ia pra sorveteria, mas ninguém o viu lá. — Emma diz
— Às vezes parece que vocês não tem magia. — Gold diz, tirando um frasco do bolso com conteúdo azul. Uma poção localizadora. — Presumo que esse seja o casaco de Henry, certo? — Aponta para um casaco em cima da mesa.
— Sim. — Regina diz
Gold joga o conteúdo no casaco que os leva em direção à floresta.
— Por que Henry viria para a floresta? — Emma pergunta
— Está sentindo a magia ficando mais forte? — Gold pergunta para Regina
— Sim... — Regina responde receosa.
Andam por mais um pouco, a cada segundo Regina ficava ainda mais preocupada. O casaco os estava levando justamente para onde o rastro dessa tal magia ficava ainda mais forte. O que só podia significar uma coisa. Henry estava perto do portal.
— O que é aquilo? — Emma pergunta apontando para uma marca no chão a alguns metros deles.
— Isso, minha cara, era um portal. — Gold diz — E aparentemente, Henry passou por ele. — Ele aponta para a jaqueta que cai bem em cima da marca.
— COMO ASSIM HENRY PASSOU POR ELE? — Emma e Regina gritam ao mesmo tempo
— Sim, Henry passou por ele. — Gold diz naturalmente
— E pra onde ele foi? — Emma pergunta
— Creio que eu não tenho tais poderes de vidência, Srta. Swan. — Gold diz
— E o que nós fazemos agora? — Regina pergunta
— Vou estudar algo que possamos fazer. — Gold diz — Se eu conseguir eu aviso vocês.
— Só isso?
— Se está tão desesperada, aprenda a usar a sua magia e faça algo você mesma, Srta. Swan. — Gold diz saindo.
Regina ainda estava atônita com isso. Seu filho poderia ter ido para qualquer terra. Quando finalmente achava que tudo estava resolvido, ela estava perdendo Henry novamente. Regina enterrou o rosto nas mãos e se sentou, encostando-se a uma árvore.
— Regina, nós vamos conseguir achar o Henry, — Emma estava realmente tentando consolá-la?
— Vamos? Como Swan? Não tem nem como saber pra onde Henry foi. — Regina diz
— Não tem problema. Nós sempre conseguimos resolver as coisas, não será dessa vez que não vamos conseguir.
— Ah, não. Por favor, não comece o seu papinho dos Charmings comigo. — Regina diz
Emma revira os olhos.
— Ok, desculpa. O que eu quero dizer é que nós vamos encontrar o Henry. Juntas. — Ela diz e por um momento seus olhares se cruzam novamente. O que diabos estava acontecendo com elas?
— Ok. — Regina diz se levantando — Eu vou ver se tem algo... hã... no meu cofre que possa ajudar.
— Quer ajuda? — Emma pergunta
— Não. Vá ajudar Mary Margaret a achar o marido dela. Isso se ele não tiver caído nesse maldito portal também.
— Mas eu... — Regina não ficou para ouvir. Usou seus poderes para sair de lá.
Quando abriu os olhos já estava na frente da loja de Gold. Entra na loja e vê que ele já estava a esperando.
— Sentiu saudades, prefeita? — Ele pergunta irônico
— Eu sei que você não falou tudo o que sabia sobre aquele portal.
— Sim, você está certa. Aquele tipo de magia. Você tem ideia de quem faz, ou pelo menos, fazia?
Regina não responde.
— Vamos lá, Regina. Vocês tem muito em comum.
— Não pode ser... Você acha que foi a...
—Cora? Tenho certeza. — Gold diz
[...]
Na Floresta Encantada...
Depois de todos esses anos de maldição, a Floresta Encantada foi novamente tomada pelos ogros. Entretanto, uma parte dela continuou intacta, graças a um poderoso feitiço que muitos desconheciam as origens.
Em um dia normal, com todos seguindo suas rotinas simples de sempre, trabalhando, estudando, roubando... Roubando? Sim, era a isso que se resumia a vida das irmãs Turner.
KATE e sua irmã, Lisa, viviam assim desde a morte de sua irmã mais velha, Teresa. Ela era o alicerce da família e quando morreu, bem, Kate e Lisa ficaram perdidas. Mas as duas não se deixaram abater por tanto tempo. Kate, sendo quase seis anos mais velha que Lisa, teve que pensar em algo que ajudasse. É claro que ela tentou arrumar um emprego descente, começou a trabalhar em uma taberna, mas foi demitida por socar a cara de um bêbado que tentou agarrá-la. O único problema era que o bêbado era da guarda real. Desde esse dia, foi difícil arranjar outra coisa. Ainda antes da maldição, ela conseguiu ter umas aulas com Robin Hood. Roubar dos ricos e dar aos pobres. Tirando a parte de “dar aos pobres”, ela estava se saindo bem.
Era o dia da “viagem real”. Quando o príncipe e a princesa passavam com sua carruagem cheia de frescuras pela vila para ir ao castelo de férias. Kate se revoltava com toda aquela idolatria do povo por eles. O príncipe Philip, ele e nada eram quase a mesma coisa, e a princesa Aurora, Kate não suporta a antipatia dela.
Nesses dias de viagem são os mais lucrativos para ela. É claro que, Kate não é louca o suficiente para tentar roubar a carruagem real com a realeza dentro, mas sem eles era mais fácil. Antes de viajarem, os dois sempre mandam algum empregado do castelo para levar algumas coisas. Dentre essas coisas, claro, ouro.
— Kate, tem certeza que isso vai dar certo? — Lisa pergunta para a irmã, enquanto as duas estão fazendo os últimos preparativos. Era a primeira vez que ela a ajudava.
— Por que não daria? Lisa eu já fiz isso várias vezes, você vai ver como será fácil. — Kate diz pegando um frasco e entregando pra irmã.
— O que é isso? — Lisa pergunta
— Sangue falso.
— O quê?
— Precisamos deixar as coisas mais reais. — Ela diz e Lisa continua hesitante — É só molho de tomate, Lisa. Essa é nossa única chance de melhorar um pouco nossa situação.
Lisa solta um suspiro longo.
— Okay, vamos lá.
— É por isso que eu te amo. — Kate diz abraçando a irmã — Eles vão passar aqui em frente, mas não podemos atacar tão perto de casa, eles não podem saber que moramos aqui.
As duas se distanciam bons metros de casa, chegando até uma pequena estrada de terra com muitas árvores em volta.
— Você está pronta? — Kate pergunta a irmã
— S-sim.
Kate se esconde atrás de algumas árvores, enquanto Lisa começa a se ajeitar. Ela espalha o sangue falso pelo rosto e pelo corpo e deita no chão. Logo o som da carruagem real é ouvido. Lisa então começou a gritar por socorro. A carruagem foi lentamente diminuindo o ritmo até parar em frente à garota. Um empregado do castelo sai e corre até ela.
Era o Nick. Um dos empregados mais fáceis de enganar daquele castelo idiota.
Ele ofereceu ajuda para Lisa e ela ficou reclamando de dor. Kate aproveitou a chance e correu para a carruagem. Ela estava certa, estavam levando ouro. Ouro, uma caixa com vários trajes reais e mais algumas tranqueiras. Kate conseguiu colocar um dos sacos de ouro em sua bolsa e pegou um vestido da princesa para Lisa brincar. Sem que o criado percebesse, ela saiu da carruagem e correu para trás das árvores novamente.
— Acha mesmo que isso vai funcionar? — Kate se assusta com a voz, pensando que era alguém da guarda real.
Ela se vira para a mulher e por um momento se surpreende. Já havia visto vários tipos de magia antes, mas essa era inédita. A mulher a sua frente, quase uma senhora, mas bem conservada, usando um vestido azul longo poderia ser confundida com alguém da realeza, porém Kate nunca tinha visto e nem ouvido falar dela. O que a diferenciava era sua pele, era um pouco difícil focar a visão nela, pois sua imagem parecia desfocada.
— Q-quem é você? — Kate pergunta
— Não interessa quem eu sou. O que interessa é que eu posso ajuda-las. — A mulher diz
— Nos ajudar? Com o quê?
— Aquele funcionário que você pensou ser tão tolo já está percebendo a farsa. Logo a guarda real aparecerá aqui e sua irmã será levada.
Kate olha para Lisa e vê que ela não está mais conseguindo ser tão convincente quanto antes.
— Tudo bem, então eu vou ajudar a minha irmã. — Kate diz, mas quando está indo até a irmã sente seu corpo sendo jogado para trás e seus músculos travados.
— Não tão rápido. — Era só o que faltava para Kate, a mulher é uma bruxa.
— O que você quer de mim?
— Eu estou disposta a fazer uma troca com você.
— Que tipo de troca?
— Eu ajudo sua irmã e você fica me devendo um favor.
— Você é uma versão feminina do Rumplestilstskin então?
Por um momento a imagem dela estremece.
— Tudo bem, se entenda sozinha com a guarda real. — A mulher diz apontando para os guardas que já estavam se aproximando
— Espera! Tudo bem, eu aceito.
— É claro que sim.
A bruxa faz um movimento com as mãos e o tempo para, exceto por ela, Kate e Lisa.
— Vá buscar sua irmã e volte para sua casa. Quando chegar a hora eu te cobro o favor. A proposito, meu nome é Cora.
Kate corre até a irmã e abraça. Uma nuvem de névoa roxa as rodeia e, quando se dissipa, as duas já estavam em casa.
— Kate, o que foi isso? — Lisa pergunta
— Provavelmente algo de que eu ainda vou me arrepender.
[...]
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