Enemys Of Love - Finding Love
3 Capítulo 3 - Enchanted Forest
Em Storybrooke...
REGINA havia conversado com Gold. Ele fez um feitiço e descobriu que aquele portal era uma passagem que dava apenas para a Floresta Encantada. Rumple pegou uma amostra daquele pedaço de solo e disse que tentaria refazer o feitiço.
— Pode ir para casa, queridinha. Se eu conseguir eu te aviso.
— Eu não confio em você, Gold
. — Ele revira os olhos.
Alguns minutos, ou horas, depois, Gold
entrega um frasco com conteúdo roxo dentro.
— Só isso? — Regina pergunta — Esperei horas pra um frasquinho desse?
— Você está parecendo a Srta. Swan, prefeita. Depois de tudo o que você já passou, como você ainda pode duvidar da magia?
Regina revira os olhos.
— Ok, ok. Como eu faço isso?
— É pra ser como um feijão mágico. Você despeja o conteúdo em algum lugar e ele abre o portal.
— É pra ser? Você nem ao menos tem certeza?
— Ainda é melhor do que nada. — ele diz com um sorriso irônico.
Regina bufa.
— E como eu faço para voltar?
— Quando você quiser voltar, basta pegar o feitiço no frasco. Ele irá se revelar quando você precisar.
— Dá pra confiar nisso?
— Sim, mas esse é um feitiço muito antigo. Mais velho até mesmo que eu. Então você deve saber que é algo difícil de se fazer. Você acha que consegue?
— Sim, é claro que eu consigo.
— Ótimo. Ah, mais uma coisa, é aconselhável você abrir o portar na água. Caso aconteça algo com vocês, pelo menos a cidade não será afetada.
— Caso aconteça algo? Isso pode dar errado?
— Só estou brincando. — diz sorrindo — Mas, sim é aconselhável ir pelo mar porque o portal ficará mais firme.
— Ok. Eu vou partir hoje mesmo. — Regina fala guardando a poção na bolsa
— Só não se esqueça de uma coisa, queridinha. Magia sempre vem com um preço.
— E eu estou disposta a pagar esse preço pelo meu filho.
Regina até pensou na possibilidade de ir sozinha, mas teve que admitir para si mesma que precisaria de ajuda.
EMMA se surpreendeu quando Regina apareceu na porta de sua casa para falar sobre o plano dela para irem atrás de Henry. É claro que Emma iria de qualquer jeito, mas não imaginou que Regina a tivesse considerado desde o começo.
— Aquele portal os levou para a Floresta encantada. — Emma se sente aliviada ao saber que Henry estava em um lugar “conhecido” — E eu tenho uma...
— Espera. Floresta Encantada? Mas ela não tinha sido tomada por ogros novamente? — Emma pergunta
Regina parece se assustar por um momento ao se lembrar disso.
— Por isso não podemos perder tempo. Eu tenho uma poção que pode nos ajudar a chegar à Floresta Encantada, mas receio que vamos precisar de um navio.
— Por quê?
— Essa poção funciona melhor na água... eu acho... — Regina diz, pensativa
— Onde você conseguiu isso?
— Não interessa onde consegui isso, Srta. Swan. O importa é salvar o meu filho.
— Meu filho.
— O filho é das duas, ponto final. — Mary Margaret diz, entrando na sala — Vocês já vão?
— Acho que sim. — Emma diz
— Não. Primeiro nós precisamos de um navio, e nessa cidade só há um navio que consiga passar por um portal. —Regina diz — Acho que você pode conseguir isso, Swan.
Emma não queria ir pedir ajuda para Hook. Nada contra ele, mas ela se sentia desconfortável indo pedir um favor para ele depois de tudo o que aconteceu. E para piorar a situação, Regina foi junto.
— Eu sei lidar com piratas. — Regina diz quando Emma tenta questionar.
Elas chegam ao cais e de cara veem Hook com seu inseparável cantil de rum.
— Hook. — Emma chama
— Swan, dois encontros em um dia, está sentindo tanta falta assim de mim? — Diz em um tom malicioso
Regina revira os olhos.
— Hook, precisamos da sua ajuda. — Emma diz
— E para o que seria?
— Precisamos ir para a Floresta Encantada e seu navio é o único que pode fazer essa viagem. — Emma diz
— De fato é. De qualquer forma, vocês precisariam de um feijão mágico e pelo que eu sei não há mais nenhum aqui. Então, acho que não vou poder ajuda-las. — Ele diz voltando a beber
— Acontece que nós temos outro meio de chegar lá. — Regina diz, impaciente tirando o cantil de sua mão
— Se você quiser mesmo minha ajuda, Swan, diga para a Rainha Má que uma carinha feia não me assusta. E mais uma coisa — Ele pega o cantil da mão de Regina — Não mexam nas minhas bebidas.
— Por favor, parem com isso. — Emma diz — Hook, meu filho está lá. Eu não sei o que ou quem o levou, mas ele pode estar correndo perigo agora.
— Tudo bem, Swan. Eu levo vocês.
— A poção funciona como um feijão mágico. É só jogar no mar e o portal se abre. — Regina diz
— E quando vocês querem partir?
— De preferência agora. — Emma diz
— Eu vou com vocês. — Mary Margaret diz chegando até eles.
— Não. Eu não vou voltar para a Floresta Encantada com ela. — Regina diz — Já basta ter que levar um pirata comigo.
— Não esqueça que é o pirata que vai te levar. — Hook diz
— Regina, David não está na cidade, então provavelmente ele estava com Henry quando ele foi levado pelo portal. — Mary Margaret diz — E eu vou com vocês sim.
— Como você pode ter certeza de que David estará lá? — Regina pergunta
— Porque não importa o que aconteça, nós sempre encontramos um ao outro. — Mary Margaret responde
Regina finge que vai vomitar.
— Ingressos encerrados para a excursão. — Hook diz — Vocês já conhecem o navio, subam a bordo.
Eles se afastam um pouco do cais e Regina despeja a poção no mar e instantaneamente o portal se abre. Enquanto o navio passa pelo portal, Regina encara aquele frasco vazio, na esperança de que o feitiço realmente funcione para a passagem de volta.
[...]
Na Floresta Encantada
KATE e Lisa estavam se divertindo com o vestido que ela havia pego na carruagem real. Lisa o tinha colocado e estava desfilando pela casa enquanto imitava o jeito metido da princesa Aurora. Mesmo com as risadas, Kate ainda se sentia preocupada. A garota nunca gostou da ideia de dever um favor a alguém, muito menos a uma bruxa.
Todo aquele ouro que havia pego era suficiente para conseguir tirá-la daqui com sua irmã, que é a intenção dela, mas talvez fugir da bruxa não fosse uma ideia muito inteligente. Kate sempre odiou magia, não a magia em si, mas o que ela faz com as pessoas. Os mais poderosos tem o que querem e os mais fracos obedecem. Tudo isso ao seu ponto de vista era ridículo.
A garota é despertada de seus pensamentos quando sua irmã a chama.
— Kate você está me ouvindo? — Lisa pergunta
— Sim. — Ela responde e a sua irmã a olha desconfiada
— O que eu tinha dito então?
— Ok, eu posso ter me distraído...
Lisa revira os olhos.
— Eu estava te contando da minha aula de artesanato.
— Ah, é isso mesmo.
— Então, na nossa última nós aprendemos a fazer colares e eu fiz um pra você. — Lisa diz entregando um colar de pedra azul a irmã.
— Oh, Lisa, é lindo!
— Gostou mesmo?
— Sim, amei.
— Esse pode ser nosso colar da amizade, é claro que ainda falta o meu, mas... Isso não importa.
— Sim, Lisa, adorei a ideia. – Kate diz sorrindo — Vou usá-lo sempre então. — Ela diz e em seguida coloca o colar — Te amo, maninha.
— Também te amo, mana. — Lisa diz abraçando a irmã.
As duas ficaram conversando por um tempo e acabaram chegando ao assunto Teresa.
— Lembra daquela torta que ela fazia? De maçã? — Lisa diz
— Eu comecei a detestar aquela torta quando ela começou a fazer quase todo o dia.
— Eu sei. — Lisa ri — Mas você gostava.
— É, eu gostava, mas sei lá, enjoa.
— Agora não enjoa mais. — Lisa diz de cabeça baixa
Kate se sente mal pela irmã. Lisa era muito ligada a Teresa mais do que é com Kate.
— Olha, o que você acha de nós duas tentarmos fazer a receita?
— Simm! — Lisa diz se animando
— Ok, mas antes precisamos comprar as coisas, vamos?
— Não, eu fico aqui organizando a cozinha e você compra as coisas.
— Eu não acho legal deixar você sozinha aqui.
— Por que não? Eu já fiquei várias vezes sozinha em casa.
— Mas... — “Das outras vezes eu não estava devendo favor a uma bruxa”, pensou — Tudo bem, mas fique em casa, tá? — Kate pede
— Sim, mamãe. — Lisa brinca
Kate faz uma careta e sai.
Ela tinha algumas moedas de ouro guardadas com ela e foi para a vila. Mesmo recebendo alguns olhares tortos da mulher que vendia as frutas.
— Nunca te vi trabalhando, como é que você sempre tem moedas de ouro? — A velha pergunta
— Tenho meus truques. — Kate diz piscando para ela. A mulher a olha assustada, mas não diz nada.
Kate pega as maçãs e sai da venda rindo. Mesmo sem fazer nada para isso, ela tinha uma má reputação naquela vila. Então por que não se divertir com isso? Era engraçado a reação daquelas mulheres sérias quando Kate dizia algo mais “ousado”. Principalmente daquelas garotas que ficavam o dia inteiro ensaiando para os bailes reais que raramente aconteciam, onde elas teriam uma mínima possibilidade de conhecer um amigo do príncipe e conseguir um casamento arranjado. Garotas que se fingiam de inocentes, mas na realidade eram as piores. Kate se diverte com a futilidade dessas pessoas.
Quase chegando ao portão de casa, Kate vê uma fumaça roxa saindo de sua casa. Ela gela.
— Estou bem aqui, docinho. — A voz de Cora era fria atrás dela
— O-o que você quer aqui? — Kate se vira para ela
— Vim cobrar o favor, é claro.
— O que uma bruxa iria querer de uma simples...
— Ladra? — Cora completa
— É.
— Uma ladra é uma boa atriz e eu sei que você é. Minha filha está vindo para cá e eu preciso que você a leve para o meu castelo.
— Ela não sabe chegar até lá?
— Minha filha vem de outro reino e todos pensam que eu estou morta e por enquanto é melhor que ela continue pensando assim. Ela está vindo para cá com essas pessoas — Uma nuvem de névoa aparece com a imagem de quatro pessoas — A loira se chama Emma, é a filha da Branca de Neve, a outra é a própria Branca, o rapaz é o Hook, mas acho que você já ouviu falar dele, e essa é Regina, minha filha.
— A Evil Queen? Sério? Como é que eu vou guiar a Evil Queen até o seu palácio?
— Ela está à procura do filho. Diga a eles que... Bom, se vira. Eles estão atrás dessas pessoas. — A névoa muda e mostra a imagem de um garoto de uns dez ou onze anos e de um homem — O garoto se chama Henry e o rapaz é o...
— David. Sim, eu o conheci. Há muito tempo, bem antes dessa maldição, ele era namorado da minha irmã Teresa, mas ele está diferente.
— Então já está mais fácil pra você.
— Tudo bem, mas eu não posso deixar minha irmã sozinha em casa.
— Oh, não se preocupe com isso. Sua irmã não está em casa.
— C-como assim Lisa não está em casa? Eu disse para ela não sair. — Kate diz
— E ela não saiu. Eu precisava ter uma garantia de que você vai cumprir com o acordo.
— O QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA IRMÃ, SUA... — Kate começa a gritar, mas então sente que sua voz não está mais saindo.
— Me poupe dos seus escândalos. Cumpra a sua parte e nada acontecerá a menina.
— Por favor, ela só uma criança. — Sua voz voltando aos poucos
— Quatorze anos pra mim não é mais criança, ela está bem agora. Quanto mais rápido você fizer seu trabalho mais rápido irá vê-la. Eles estarão na costa logo, então você já pode ir para lá. E acho melhor você ser convincente.
Kate estava para dizer algo, mas Cora some antes.
Fale com o autor