Endless Hate, Endless Love
10 New Alexia.
Notas iniciais
Bem, ontem eu não postei portanto pretendo postar dois capítulos hoje, capítulos que tenho certeza que agradarão leitores que gostam de uma boa briga, hahahahaha...
Peguei meu celular e vi que já eram três e vinte e duas da tarde. Levantei, alimentei a Nina, me alimentei e tomei um banho. Como eu estava sem nada pra fazer decidi retocar meu cabelo; minha raiz já estava escura e as mexas roxas, quase brancas. Preparei a minha tinta — tinta até demais — e resolvi passar no cabelo todo — sim, quando me dá vontade de fazer algo eu faço na hora -. Durante trinta minutos, enquanto minha tinta agia passei uma camada de esmalte por cima de minhas unhas curtas e descascadas. Depois das minhas unhas secas e meu cabelo "pronto" também seco e naturalmente liso, peguei um dinheiro que eu tinha guardado e fui a uma tatuadora clandestina, porém confiável que havia a meia hora daqui. Peguei as chaves de um dos três carros que havia na garagem e saí.
(...)
Quatro horas depois eu era praticamente uma "nova" Alexia. Meu cabelo estava roxo, minhas pernas quase fechadas — de tatuagem, e não se esqueçam das outras quatro tatuagens que a Alexia já tinha na perna, usem a imaginação e dêem um jeito de encaixá-las aí -, e meu alargador agora era de 25mm.
Antes de voltar pra casa passei em uma lanchonete e comi umas besteiras. Voltei pra casa antes de Thomas, Helena e Louis chegarem e o telefone logo tocou, era do colégio informando sobre a confusão que eu havia me metido e sobre eu não aparecer em algumas aulas e na detenção, eu fingi ser Helena e como sou muito foda — sqn -, inventei uma mentira pra tudo isso e ainda me livrei da detenção. Subi pro meu quarto e me joguei na cama. Depois de ficar horas nas redes sociais acabei dormindo. Acordei ás seis e treze sem precisar da ajuda do meu despertador. Tomei um banho e vesti uma roupa que não me incomodasse por causa das minhas novas tattoos. Dei um beijo na Nina que ainda dormia e saí. Passei em uma padaria e comprei um capuccino, ao invés do meu cafezinho normal de todos os dias, e um maço de cigarro. No meio do caminho encontrei a Luana.
– E aí?! – Eu disse caminhando a seu lado, ela deu um meio sorriso. – Aceita? – Ofereci um cigarro a ela e ela aceitou, entreguei-lhe meu isqueiro e ela acendeu e logo me devolveu.
– Não sabia que você fumava. – Ela disse e logo deu uma tragada em seu cigarro.
Dei uma tragada demorada e disse: – Há muitas coisas que ninguém sabe sobre mim. – Luana sorriu de lado meio sem graça.
– Ficou legal...
– O que?
– O cabelo.
– Valeu.
Chegamos à escola e logo fomos recebidas com os olhares daqueles desocupados. Sentamos embaixo de uma arvore na parte até então desocupada do gramado na entrada do colégio.
– As patricinhas tentaram te bater ontem? – Perguntei a Luana.
– Não. – Ela sorriu de lado.
– Ontem você foi embora mais cedo, aconteceu algo? – Um tempo depois Luana perguntou tentando puxar assunto.
– Eu só não estava com muita... paciência. – Logo em seguida Matth passou nos cumprimentando. Luana o respondeu gentilmente e eu o ignorei completamente olhando para nada e soltando a fumaça.
– Desculpa perguntar, mas... você e esse tal de Matth, já se conheciam né?!
– Sim, infelizmente sim... – Percebi o receio da Luana em fazer outra em pergunta então disse: – Pode perguntar, úe. – Sorri.
– Porque o odeia tanto?
– O odeio pelo simples fato da mãe dele não ter o abortado enquanto era tempo. – Luana ficou assustada com o que eu disse. Eu pareço mesmo uma assassina psicopata? – Calma, foi só uma piada... só que não. – Confesso, dessa vez sorri como uma assassina psicopata, deixando a Luana mais assustada. O sinal soou e então me despedi dela e me dirigi até a sala de música. Finalmente uma aula que eu gosto. Entrei e pro meu desprazer, Matth estava lá. Ok, acho que não gosto mais dessa aula...
Sentei-me na última carteira. Matth estava sentado na ultima carteira no outro lado da sala. Ele me olhava e aquilo me incomodava, me incomodava muuuuito. Graças aos deuses logo o professor entrou e começou sua aula. Primeiramente nos apresentou a turma — eu e Matth -. Logo em seguida pediu para que nós dois formemos uma dupla. Todos estavam assim, menos eu e Matth.
– Como é que é? – Quase berrei me levantando bruscamente assim que o senhor Gray pediu para que nós nos juntássemos.
– Isso mesmo senhorita Alexia. – O senhor Gray afirmou.
– Eu protesto!
– Por favor senhorita Alexia, não tome tempo da aula. Sente-se logo com o senhor Matthew.
– Eu já disse... me recuso! Não vou formar uma dupla com... – fiz cara de nojo olhando para o Matth e logo arqueei uma sobrancelha voltando meu olhar para o senhor Gray – ele!
– Ok. Se a senhorita não quiser formar dupla imediatamente com o senhor Adans, pode se retirar da minha aula.
Sorri sarcástica para o senhor Gray. – Falou. – Eu já ia sair da sala, mas Matth falou algo.
– Calma Alexia, eu não mordo. – Ele disse cabisbaixo.
– Pra você é Müller, e realmente você não morde... você pica. – Imitei um baralho de uma cobra. Sim, eu insinuei que ele fosse uma. Saí. Fui até a direção acompanhada do senhor Gray; levei apenas uma advertência escrita e só. Esperei o sinal bater e fui pra próxima aula. Literatura. A senhorita Butler desistiu de dar aula, principalmente por mim, Jake e Jinxx, que reviramos a sala de cabeça para baixo: Bolinhas de papel voando, Jake fazendo uma strep-tease em cima da mesa, e um barulho do caralho na sala.
– Tira, Jake! Tira! Eu quero seu corpo nu! – Falei. Eu me matava de rir com as expressões "sexys" que Jake fazia.
– Ui, gata. Assim você me excita! – Ele fez uma cara realmente sexy enquanto dizia. Eu ri ainda mais, não consegui segurar as gargalhadas. O sinal tocou e eu pude escutar um "Graças a Deus" da professora.
– Aaaaaaah... – Me fingi de triste.
– Não fica triste gata, eu te consolo. – Jinxx passou seu braço por meus ombros. Todos nós rimos.
Fomos pra cantina, pegamos nosso almoço e sentamos-nos à mesa de costume. Logo em seguida Luana passou por nós e eu a convidei para sentar conosco; ela aceitou o convite.
– Se liga só nessa... – Jinxx disse. Ela pegou um pedaço de papel e fez uma bolinha; pegou o canudo do suco e acertou a bolinha em uma das patricinhas fúteis. Eu caí na gargalhada, então logo elas perceberam que fomos nós e ficaram putas. Enquanto eu, Luana, Jake e Jinxx ainda tínhamos nosso ataque de risos, Andy, Ashley e Sandra chegaram.
– Qual a piada? Também quero rir. – Andy disse. Dessa vez foi Jake quem acertou a bolinha em uma das patricinhas, Emily especificamente, e todos nós caímos na gargalhada, chamando a atenção de todos na cantina.
– Deixa eu, deixa eu... – Andy pegou a bolinha de papel e o canudo e acertou no Adam, que estava na mesma mesa que as patricinhas, juntamente com boa parte do time de futebol. Ele ficou puto e então veio tirar satisfação.
– Quem foi o idiota que acertou isso em mim? – Ele disse segurando a bolinha de papel.
– Desculpa, mas alguém aqui tem cara de que ainda está na terceira serie? A não ser você... porque quem beija forçado ou está muito desesperado OU ainda é uma criança. E olha só, você não é mais uma criança. – Eu disse cínica, fingindo surpresa.
– Eu estava bêbado! – Ele afirmou bravo.
– Seja pelo menos homem e assuma. Não coloque a culpa no álcool. – Provoquei-o mais cínica ainda, fazendo com que ele ficasse sem palavras e saísse.
– Isso aí. – Jake fez um toque com as nossas mãos um pouco confuso, que me fez rir.
Depois do almoço e o intervalo zoando com a Sandra, a Luana e os meninos, segui para a última aula de filosofia, com a Sandra e a Luana. A aula de filosofia foi igual a aula de literatura, só que sem strep-tease, porém com uma conversa muito idiota e sacana.
(...)
A aula já tinha acabado, e eu já tinha deixado a Luana em casa. Quando senti alguém segurar meu braço, e dessa vez não era o Andy.
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