Endless Hate, Endless Love
11 Memories.
Notas iniciais
Primeiramente eu queria pedir desculpas, eu prometi que postaria dois capítulos dia 02 (terça-feira) mas aconteceu alguns imprevistos e ontem também, enfim... Vou tentar recompensar vocês. Segundo: Eu agradeço do fundo do meu coração pelos reviews, fico feliz de saber que tem gente gostando e acompanhando a fic. E terceiro: Peço desculpa pela fic as vezes mudar um pouco de rumo. Além de escrever apenas uma história de amor, eu queria retratar fatos tão absurdos que acontecem no nosso dia-a-dia, e que muitas vezes nós ao menos sabemos; fatos que estão na história e que logo, logo vocês saberão quais são.
Espero que gostem, xoxo.
– Eu quero falar com você. – Matth disse sério.
– Mas eu não quero e não vou! – Soltei meus braços de suas mãos com força.
– Por favor, só me escuta...
– Não, Matth! Não! – Aumentei o tom de voz.
– Não tô pedindo nada de mais. Só estou pedindo pra me escutar, o que custa?
– Custa o que comi hoje mais cedo. Sua voz me dá ânsias! – Sorri cínica e saí.
Por um segundo me arrependi de não ter ficado, não pra escutar o que ele tinha a dizer, mas sim pra perguntar sobre Pietro; onde ele estava, como ele estava... Mas meu orgulho falou mais alto, muito mais alto.
Cheguei em casa e fui direto tomar um banho. Deixei a água fria caindo sobre meu corpo por 40 minutos. Saí e vesti uma roupa– essa roupa e um all star converse– confortável que deixava quase todas minhas tatuagens a mostra. Peguei meu skate e saí. Depois de dar algumas voltas no quarteirão, fui até aquela mesma pracinha que ficava perto de casa. Acendi um cigarro e sentei-me em uma parte mais afastada do lugar. De repente senti um toque gélido em meu ombro esquerdo.
– Te assustei? – Andy disse com um meio sorriso lindo, sentando ao meu lado.
– Não. – Retribui o sorriso.
– Parecia estar tão... longe.
– Um pouco. – Sorri novamente.
– Hoje vai ter uma festa na casa de um conhecido meu. Será que você não queria ir? – O meio sorriso lindo se transformou no sorriso malicioso que vivia estampada na cara do Andy.
– Pode ser. – Eu disse e então Andy começou a me olhar de cima a baixo. Fingi tossir para ver se o Sr. Tô te devorando com os olhos se tocasse. Depois de uma meia hora conversando e trocando nossos números, Andy disse que tinha que ir embora.
– Bem, tenho que ir. Até mais tarde. – Se despediu.
– Falou. – Eu disse e em seguida dei uma tragada no meu segundo cigarro após o que citei.
– Aaaah... você tem belas curvas. – Andy disse já virando a esquina. Eu sorri soltando a fumaça de minha boca. Helena é brasileira e tem um corpo avantajado como o meu. Puxei isso a ela.
Vinte minutos depois e já havia escurecido. Virei-me para trás e notei que o mesmo grupo de skatistas da última vez estava me secando. Peguei meu skate e saí. Fui até a casa da Luana para chamá-la para a festa. Tenho certeza que o Andy não se importaria. Toquei a campainha e uma mulher de meia idade muito bonita atendeu. Presumo ser a mãe da Luana.
– Olá. – Ela disse.
– Oi. – Sorri. – Bem, eu queria falar com a Luana.
– Claro. Vou chamá-la. – Dois minutos depois a Luana apareceu.
– Oi. – Luana disse.
– E aí. – Sorri. – Vou pra uma festinha com o Andy e provavelmente com a Sandra e os meninos. Queria saber se você não quer ir.
– Ah... eu não sei. – Luana disse indecisa.
– Aproveite que seu pai não está em casa e se divirta um pouco, querida. – A senhora Agda (mãe da Luana) disse da cozinha. Luana respirou fundo e concordou.
(...)
Já eram quase dez horas da noite, e eu e Luana já estávamos prontas, apenas esperando nossa carona chegar. Descemos as escadas e sem prestar atenção no que meus pais falavam arrastei Luana para fora. Logo em seguida um carro estacionou a nossa frente. Andy. Entrei e sentei-me do lado do Andy, e a Luana no banco traseiro.
– Eu chamei a Luana para festa. Problemas? – Eu disse antes de Andy dar partida.
– Não, nenhum. – Ele disse e logo voltou a movimentar o carro.
Não demorou muito e logo chegamos a grande mansão onde a festa acontecia. Havia vários carros estacionados por toda a rua, e não duvido nada que em outras ruas também; o som estava tão auto que eu podia sentir meu coração tremer. A festa parecia estar tão agitada. Entramos e fomos ao encontro do resto da galera. Além de Sandra e os meninos, havia mais algumas pessoas a mesa.
– Mal chegou e já pegou duas?! Grande Andy!– O garoto de olhos castanhos, cabelos médios e bagunçados que estava com uma garrafa de vodka na mão disse a Andy.
– São só amigas, CC. – Sabendo do meu temperamento, Andy disse antes que eu pudesse revidar.
– Se você tá dizendo... – CC concordou levantando os ombros, e foi aí que eu percebi que o Ashley estava ao lado do tal do CC beijando três garotas ao mesmo tempo.
– Como você é rápido, hein, Ashley. – Ashley apenas balançou a cabeça concordando sem dar muita atenção. Todos rimos.
Depois de umas garrafas de bebida, decidi ir dançar um pouco e arrastei a Luana comigo.
Dançávamos conforme a música pedia. Nossos corpos sem movimentavam de forma solta e sensual. Uma garrafa de vodka na mão, música no controle e tchau problemas.
– Será que eu poderia roubar sua amiga por um instante? – CC pediu.
– Toda sua. – Luana e CC começaram a dançar. Eles pareciam tão íntimos.
– E você toda minha. – Andy puxou-me pelo quadril e juntou nos lábios em um beijo selvagem e forte. Não havia espaço entre nossos corpos muito menos entre nossos rostos. A cada segundo que passava parecia que eu ficava mais sedento dele, e ele mais sedento de mim. Andy desceu sua boca até meu pescoço, e então eu falei:
– Então é assim?! Já chega beijando? – Mal terminei de fechar a boca e Andy me deu um beijo que me tirou um gemido.
– Não reclame. Eu sei que está adorando. – Andy disse sorrindo satisfeito com o que conseguiu arrancar de mim. Sorri e puxei pelos cabelos para mais um beijo.
Beijar Andy ou simplesmente estar com Andy era bom... diferente. Ele me fazia sentir segura, protegida. Me fazia sorrir e me divertia.
Andy deslizou suas mãos por toda a lateral do meu corpo e depois voltou a colocá-las em meu quadril.
– Que tal agente sair daqui? – Andy perguntou malicioso, colocando suas mãos por dentro da minha calça. As memórias daquele dia, daquele maldito dia vieram a minha cabeça fazendo com que eu empurrasse Andy bruscamente.
– E-e-eu... – Engoli a seco e respirei fundo. – Não, Andy. Não. – No mesmo instante saí correndo dali. As memórias daquele dia que me deixou tão mal voltaram a minha cabeça pra me atormentar mais uma vez, pra me atrapalhar mais uma vez e então eu senti uma lagrima escorrer de meus olhos.
Eu sempre consegui dominar meus sentimentos em qualquer situação e me manter forte e firme. Mas com certeza aquilo me destruía por dentro, me destruía de tal forma que meu mundo desabava e não conseguia controlar minha dor, minha raiva e meu ódio. Me destruía de tal forma, que eu não conseguia conter minhas lagrimas.
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