Notas iniciais
Capítulo novo pra vocês, espero que gostem e boa leitura. Xoxo.

There are things you should know

The distance between us seems to grow

But you're holding on strong

Oh how hard it's to let go, oh so hard to let go ...

Era 07:30 da manhã de um lindo domingo, acordei ao som de HIM pra me arrumar para o vôo que eu e minha querida família teríamos que pegar para Los Angeles. A partir de hoje, lá seria meu lar.

Não me importo de me mudar de San Diego, a cidade que nasci e cresci, não tem nada que me prenda aqui, definitivamente nada.

Levantei e tomei um banho rápido, coloquei uma roupa simples; na verdade a primeira que peguei na mala. Penteei meus cabelos, e fiz uma maquiagem bem simples, rápida. Peguei minhas malas, e as coisas da minha gatinha Nina, descemos e a cena na sala era totalmente deplorável. Louis chorava feito a criança que ele é, pois não queria perder os torneios de xadrez que acontecia na cidade. Eu sei, meu irmão Louis não é nada normal. Bem, já meus pais estavam felizes, um tanto irritados com o Louis Birrento Müller, mas felizes. Não é pra menos, meu pai Thomas Müller foi promovido e transferido pra Los Angeles, seu salário cujo já era altíssimo triplicou, e ainda por cima vai trabalhar menos. Minha mãe, a grande advogada Helena Castro Müller, foi transferida sem problemas nenhum e já está com muitos casos importantíssimos pra resolver. Bem, eu e Louis já fomos transferidos pras melhores escolas de Los Angeles, assim que Louis ficou sabendo pulou de alegria, lá teria vários torneios pra nerds, inclusive de xadrez. Apesar da "grande, estupenda e maravilhosa" noticia, as birras do meu irmão nerd birrento não cessaram. Eu não estou nem aí, pra mim escola é tudo igual.

Após eu ficar ali, vendo aquela cena ridícula do Louis decidi ir logo pro taxi que já nos aguardava, juro que se eu ficasse ali mais um minutinho se quer, enfiaria o primeiro de 27 troféus de xadrez que Louis já havia ganhado, dentro da garganta dele. Sim, eu sou uma ótima irmã.

Joguei minhas malas no porta-malas e sentei no último banco, Nina sentou no meu colo. Coloquei meus fones e fiquei cantando You Only Live Once do Suicide Silence loucamente, o motorista do taxi ficou me olhando de uma forma tão estranha, acho que ele chegou a pensar que eu era uma mendiga, uma drogada, ou simplesmente uma garota que tinha brigado com o cabeleireiro. As pessoas sempre pensam isso de mim.

Meia hora depois meus queridos pais, e meu querido irmão Louis entraram no taxi. Finalmente. Seguimos até o aeroporto.

3 horas depois...

– Já estamos chegando na nossa atual casinha. – Disse Helena com um enorme sorriso no rosto.

– Eh, que legal. – Disse irônica. Todos já estavam acostumados com meus comentários.

– Alegre-se Alexia. Cidade nova, casa nova, vida nova! – Disse Thomas.

– Correção: Cidade nova, casa nova, a mesma vida frustrante de sempre.

– Chata! Estraga prazeres! – Implicou Louis.

– E quem pediu sua opinião, tampinha? – Revidei.

– Quietos. – Meus pais disseram em coro. Coloquei meus fones de ouvido, aumentei o som e comecei a cantar loucamente, de novo.

– Chegamos. – Disse Thomas apontando pra casa, cujo motorista do taxi tinha parado em frente. Era enorme e luxuosa por fora, assim como as dos vizinhos.

– Venham, entrem. – Disse Helena abrindo a porta.

Eu apenas suspirei fundo e entrei carregando todas as minhas enormes e pesadas malas, Nina me seguia.

– Que linda mamãe. – Disse Louis abraçando-a.

– Onde é meu quarto? – Perguntei.

– Terceiro quarto à esquerda. – Pude ouvir Thomas dizer entrando na casa.

– Falou. – Subi as escadas. – Terceiro quarto à esquerda, terceiro quarto à esquerda. – Disse, logo avistei um quarto com uma plaquinha escrito meu nome. – É, tem meu nome e é o terceiro quarto à esquerda.

Entrei e pra minha surpresa o meu quarto não estava tão rosa, fofo, delicado e RIDÍCULO como eu esperava. Na verdade, estava P–E–R–F–E–I–T–O.

A decoração, os móveis, e até a cor das paredes eram perfeitas. Confesso que nunca imaginei que Helena acertaria algo relacionado a mim, e ao meu gosto. Mas desta vez, por um milagre dos deuses, ela acertou.

Fiquei explorando o quarto, havia um closet e um banheiro enorme. E em poucos minutos em que eu havia entrado ali, já podia dizer a melhor coisa que ali havia. Em tempos comuns eu diria a cama, ou provavelmente e mesa do computador, mas agora, com certeza era uma instante incrível que caberiam todas as minhas coleções de livros, filmes, CDs, discos e revistas.

– Gostou? – Helena entrou e perguntou.

– É, ficou legalzinho. – Respondi fingindo não estar empolgada com meu novo quarto.

– Hum, ótimo. Bem, vamos sair pra almoçar fora, quer vir?

– Não, prefiro ficar aqui arrumando minhas coisas.

– Vou deixar um dinheiro na cozinha, em cima da geladeira. Pede algo pra você comer, se quiser.

– Ok. – Helena retirou-se.

Fiquei explorando o quarto um pouco mais, arrumei minhas roupas, minhas coleções, maquiagens, acessórios, enfim, tudo. Depois desci até a cozinha, alimentei a Nina, peguei o dinheiro e liguei pra um fast–food, por volta de meia hora eles já haviam entregado.

De repente a campainha tocou. Puta merda, quem ousa interromper meu fabuloso almoço? Bem, meus queridos irritantes novos vizinhos!

– Olá. – Disseram em coro assim que abri a porta. Ficaram um pouco surpresos, provavelmente acharam que eu era uma mendiga, uma drogada, ou simplesmente uma garota que tinha brigado com o cabeleireiro. Ok, acho que já falei isso.

– Oi. – Respondi seca.

– Bem, nós somos seus novos vizinhos. Moramos na casa a direita. – Disse a mulher de blusa branca e saia até os joelhos, magra, pálida, de cabelos curtos e negros entrando na casa, que segurava uma torta de maçã, eu acho.

– Hum.

– Podemos entrar? – Perguntou a menina de aparentemente minha idade, magra, pálida e também de cabelos curtos e negros.

– Entrem.

– Bem, cadê seus pais? – Perguntou a mulher.

– Acabaram de sair. Vocês chegaram um pouco atrasados. – Respondi.

– Eu avisei Richard, tínhamos que vir falar com eles assim que chegaram! – Exclamou a mulher para o homem magro, alto e pálido, de poucos cabelos castanhos escuro. Seu marido, eu acho.

– Desculpe Rochelle, achei que devíamos dar ao menos um tempo para descansarem. – Respondeu.

– Bem querida, passaremos aqui outra hora. Aqui está uma torta que fiz especialmente pra vocês. – Colocou-a em cima da mesa.

– Valeu. – A família esquisita retirou-se da casa. Finalmente podia ter uma refeição saudável em paz. Sim, hambúrguer, batata frita e milk shake, é uma refeição saudável.

Almocei e fiquei jogada no sofá assistindo TV até meus pais chegarem.

– Então quer dizer que eu vou poder viajar pra San Diego na época dos torneios? – Perguntou Louis entrando na casa juntamente com Thomas e Helena.

– Isso mesmo. – Concordou Helena.

– Amo vocês, amo vocês, amo vocês! – Disse o nerd com codinome Louis, abraçando e beijando nossos pais.

Assim que entraram subi pro meu quarto, evito assistir cenas melosas e patéticas como aquela.

Coloquei um filme e fiquei assistindo com a Nina, até que adormeci.

Notas finais
Espero que tenham gostado e só pra lembrar, reviews são sempre bem vindos. ;)