Endless Hate, Endless Love
9 Hate and love.
Notas iniciais
Matthew Adans. O conheci quando tinha doze, treze anos através do meu melhor e único amigo. Matth, como prefere ser chamado, é primo do Pietro. Éramos “amigos” até o dia que eu descobri que ele não passava de um fingido filho da puta.
Conheci Pietro em um dia nublado em San Diego, estávamos em uma praça no centro da cidade e então começou a chover. Coincidentemente corremos para o mesmo barzinho e acabamos nos conhecendo. Passamos o resto daquele fim de tarde conversando, e então descobrimos que estudávamos na mesma escola. Surpreendi-me, pois nunca havia visto Pietro antes, e nem ele nunca havia me visto. Pietro acabou se tornando meu melhor amigo, tão amigo que eu contei o maior de todos os meus segredos a ele. Segredo que eu nunca contei ao menos pros meus pais.
Um dia na escola Pietro acabou me apresentando seu primo, Matth. Esse sim eu já tinha ouvido falar; ele era o capitão do time de futebol. "O Popular". Viramos amigos, amigos pra valer. Todo o lugar que um ia os outros iam junto, foi assim até...
Flash back onn.
Eu e Pietro estávamos chegando à escola. Mal pus os pés dentro da propriedade do local e as pessoas já me olhavam com aqueles olhares de desprezo e risos de gozação. Perguntei ao Pietro o que estava acontecendo e ele disse que não sabia. Nem eu.
Adentramos a propriedade escolar e na mesma hora um nó se formou em minha garganta. Meu cérebro parecia não saber que controles mandar ao meu sistema. Cada uma das paginas do meu diário estava exposta em folhas grudadas em armários e lixeiras.
Eu não conseguia acreditar. Como aquilo havia parado ali? Quem havia colocado aquilo ali?
Minha mente estava escura. Eu não sabia o que pensar, o que fazer.
Pietro me puxou para irmos embora daquele lugar, mas o causador daquilo tudo apareceu.
– Alexia! – Jessica, a líder das lideres de torcida apareceu abraçado com Matth, com um enorme sorriso estampado no rosto. – Gostou da surpresa que meu Matth fez pra você?
Um liquido quente escorria de meus olhos. Lagrimas.
– Foi você Matth? – Perguntei incrédula.
– É, foi eu. – Matth disse frio e sério, e então meu coração se despedaçou em milhares de pedaço. Eu amava Matth, ele era como um irmão mais velho pra mim — Matth é dois anos mais velho que eu -. Sempre foi muito fofo e respeitoso comigo, me fazia rir e até mesmo já havia brigado por mim. Como uma pessoa pode ser completamente o oposto de tudo o que você imaginou que ela seria?
Flash Back off.
A partir daquele dia fui tachada como "emo" na escola. As pessoas me agrediam, me humilhavam. Eu era vitima de bulliyng. E tudo isso, todo sofrimento por causa do Matth. Do desgraçado do Matth!
Depois de um tempo, pra piorar tudo, meus pais descobriram e me mudaram de escola. Uma semana depois, quando finalmente consegui ir visitar Pietro, descobri que ele havia se mudado para o Canadá com os pais. A partir daí nunca mais nos vimos, nem nos falamos mais.
Só de ver Matth em minha frente eu sentia repulsa, repulsa daquele traíra.
Cerrei meus pulsos tentando controlar minha raiva, mas não funcionou muito. A cada segundo que eu passava no mesmo ambiente que ele, meu ódio só aumentava.
Matth's POV.
– Com licença senhor... Smith?! – Eu disse ao professor batendo na porta já aberta para chamar sua atenção, o mesmo parou o que estava fazendo imediatamente.
– Isso mesmo. O senhor é o Matthew Adans, o aluno novo, certo? – O senhor Smith propôs.
– Isso mesmo. – Concordei e entreguei-lhe uma autorização. O senhor Smith olhou rapidamente e pediu para que eu sentasse. De repente meus olhos se encontraram com os de uma menina que me encarava. Ah, não! Eu não acredito!... A-Alexia?
Assim que a olhei, ela simplesmente me olhou dos pés a cabeça com desprezo, colocou seus fones de ouvido e voltou a atenção para o nada.
Sentei-me e durante a aula toda não pude evitar olhar de dois em dois minutos para Alexia. Ela tinha esse poder sobre mim, esse dom de me deixar bobo e mais louco de amor por ela com qualquer gesto. Até mesmo com o ato de respirar.
O sinal soou e no mesmo segundo Alexia se levantou e saiu rapidamente da sala. Joguei minhas coisas em minha mochila e corri atrás dela.
– Alexia, espera! – Corri atrás dela e a alcancei, me coloquei na sua frente. – Nossa! C-como você mudou. – Eu disse reparando suas tatuagens, piercings, cabelo, roupas... tudo.
– Matth, Matth! Você tem razão. – Ela sorria cínica. – Estou menos boba, ingênua... OTÁRIA! – Ela passou por mim e esbarrou propositalmente, eu a segurei pelo braço e ela se soltou com força.
– O que você quer agora, Matth? – Ela perguntou sarcástica.
– E-eu s-só...
– E-eu s-só; e-eu s-só... – Ela disse me imitando. – Eu só vou te dizer uma coisa, Matt! – Ela sorriu cínica. – Se mete na minha vida de novo, que dessa vez eu acabo com você. – Ela sorriu e já ia saindo, mas voltou, aparentemente querendo me destruir mais. – Ah... não duvide de mim. – Sorriu cínica uma ultima vez e saiu. Perdi-a de vista em meio à multidão que comentava a cena que acabara de acontecer no meio do corredor.
Com o mesmo poder que antes ela tinha de me deixar feliz com apenas um sorriso, hoje ela tem esse mesmo poder de me destruir por completo com apenas palavras.
Alexia's POV.
Ódio! Ódio! Ódio!... isso era exatamente o que eu sentia naquele momento.
Não estava com a mínima paciência pra nada. Primeiro Emily, depois Matth. Eu já havia esgotado minha paciência então decidi não assistir a aula e muito menos ir pra detenção depois. Foda-se tudo, foi a única coisa que eu pensei antes de chutar raivosa uma das pobres arvores do jardim e "fugir" daquela maldita escola sem que ninguém me percebesse.
Cheguei em casa e subi para meu quarto sem que Louis notasse, tranquei-me lá dentro e me joguei na cama. Fiquei relembrando dos meus bons momentos com o Matth, momentos nos quais éramos "amigos". Também fiquei pensando no Pietro e de como eu sentia falta dele, falta do meu bro.
" – Pietro, devolve meu sutiã seu filho da mãe! – Eu corria atrás de Pietro pela casa toda, enquanto ele me trollava com o sutiã amarrado na cabeça.
– Não doou, não dooou... – Ele continuava correndo pela casa as gargalhadas.
– Você vai me pagar, seu idiota! – Eu continuava correndo feito uma louca varrida atrás de Pietro.
– Pega aí, Matth! – Pietro jogou meu sutiã pra Matth e então os dois começaram a me fazer de bobinha. Depois de um bom tempo sendo palhaça dos dois, Matth decidiu correr pela casa, me trollando outra vez, pois sabia que eu já estava sem ar.
– Vem pegar, Lexi! – Matth me provocou e então eu voltei a correr, correr atrás dele. Pulei no pescoço do Matth e nós dois caímos no chão aos risos.
– Sutiãããããããã....! – Eu disse abraçando-o."
Acordei com um sorriso bobo na cara ao me relembrar desse dia. Sorriso que logo sumiu ao me recordar do dia em que Matth me humilhou, sorriso que logo sumiu quando me dei por conta que teria que suportar a presença do Matth até sabe Deus quando.
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