End Game
3 Reputation
Notas iniciais
It's like your eyes are liquor, it's like your body is gold
You've been calling my bluff on all my usual tricks
So here's the truth from my red lips
—Você sabe que eu estou do seu lado, não sabe bebê? –Ergui os olhos do espelho e respirei fundo antes de me virar para ficar frente a frente com a minha mãe.
—Eu sei disso mãe e agradeço muito. Só você, a Sara, e a Cailtin estão do meu lado, o meu pai, o Ray e o resto de Starling parece me odiar agora! –Donna Smoak me lançou um sorriso e deu um leve tapinha na cama para que eu me sentasse do lado dela.
A notícia do meu término com o Ray havia vazado ontem e desde então todos os tabloides da cidade não falavam em outra coisa, as pessoas estavam se perguntando se eu estava com algum tipo de distúrbio ou se eu era somente uma patricinha fútil que estava jogando a vida dos sonhos no lixo.
Parece que a fama de princesa da cidade havia chegado ao fim!
—Nada é tão ruim que não posso piorar, meu amor! –Olhei de forma incrédula pra minha mãe e sacudi a cabeça em negação, por que ela estava me falando isso com um sorriso no rosto?
—Mãe, esse é um péssimo conselho! –Ela gargalhou alto e passou um braço ao meu redor, automaticamente eu me senti protegida daquele jeito que só uma mãe é capaz de nos fazer sentir.
—É um péssimo conselho se você não me deixar terminar a frase, nada é tão ruim que não possa piorar, mas também é preciso lembrar que tudo na vida tem um lado bom, talvez esse seja o momento pra você se libertar desse rótulo de princesinha perfeita que você sempre tanto odiou, acho que já está na hora de parar de se preocupar com o que os outros pensam e se preocupar mais com o que você deseja! –Senti os meus olhos ficando marejados e encostei a minha cabeça no ombro dela.
—Mas e se por causa disso as pessoas perderem o respeito por mim? E se por isso eu perder os meus pacientes? –Mesmo sem ver, pude sentir minha mãe revirando os olhos enquanto me chacoalhava levemente.
—Bebê eu já disse pra você não se preocupar, além do mais os seus pacientes te amam, eu te amo e as suas amigas também, nós não vamos abandonar você por causa de um simples rompimento com o Ray. E se mesmo assim você ainda estiver preocupada, é só lembrar daquele ditado que diz que quando você acha que está no fundo do poço, a única direção para a qual você pode ir é pra cima.
Ri baixinho antes de me endireitar no lugar e senti o meu coração mais leve. –Desde quando você está toda sábia?
—Eu também tenho os meus momentos, bebê! Mas não se acostume muito com isso porque toda essa conversa motivacional me faz parecer uma velha!
Gargalhei alto e me levantei rapidamente, voltei para o closet e dessa vez minha mãe me seguiu.
—Quem é ele? –Franzi o cenho em confusão e me voltei pra ela rapidamente.
—Ele quem?
—O rapaz pelo qual você está interessada! –Senti o ar fugindo dos meus pulmões e meus olhos se arregalaram tanto que temi que eles pudessem saltar das órbitas. Pensei em mil e um argumentos, mas antes mesmo que eu pudesse abrir a boca, minha mãe revirou os olhos e se aproximou. –Vamos evitar o desperdício de tempo em que você tenta me convencer de que eu estou maluca, ok?
Me voltei rapidamente para os meus vestidos tentando evitar qualquer tipo de contato visual com a minha mãe e respirei fundo antes de soltar o nome do Queen, eu sabia que ela iria me julgar por isso e com razão.
—É o Oliver Queen!
—É isso aí bebê, mostra pra ele o mulherão que você é! Ah propósito, você deveria escolher o vestido azul. –Me virei rapidamente com um olhar incrédulo em direção à minha mãe e abri a boca várias vezes, mas simplesmente não estava conseguindo achar as palavras necessárias para demonstrar a minha confusão.
Minha mãe estava me incentivando a ficar com um líder de gangue?
—Mãe, você sabe quem é o Oliver? –Ela revirou os olhos e passou a admirar as unhas como se nada estivesse acontecendo.
—É claro que sei, ele é o líder daquele clubinho de motoqueiros que o seu pai tanto odeia. –Precisei rir alto da situação devido ao tamanho da bizarrice que estava bem diante dos meus olhos, somente Donna Smoak seria capaz de chamar a maior gangue da cidade de “clubinho de motoqueiros”. –Você achou que eu ia te julgar por estar interessada nele, não achou? –Me limitei a dar de ombros e voltei o corpo em direção ao vestido azul que ela havia me recomendado.
—Meu amor, você passou a vida inteira deixando que as pessoas ditassem as regras da sua vida, está na hora de você tomar o controle, você já e adulta, portanto, se você quer deixar aquele Deus grego enfiar aquele pau de ouro em você eu te apoio totalmente.
Fechei os olhos e encostei a cabeça na parede gelada à minha frente, por que ela precisava falar essas coisas? Me preparei para entrar em qualquer assunto aleatório que me tirasse daquela situação, mas antes mesmo que eu pudesse falar uma simples palavra escutei uma gargalhada alta ecoando pelo closet.
—Pau de ouro foi a melhor coisa, como sempre você arrasou, Donna! –Sara entrou no closet e rapidamente se sentou ao lado da minha mãe como se falar de paus fosse a coisa mais normal do mundo.
MALDITO O DIA EM QUE EU HAVIA DADO A CHAVE DO MEU APARTAMENTO PRA ESSA LOUCA!
—Sério, qual é o problema de vocês duas?
—O problema cara Smoak, é que daqui a pouco temos que ir pra Verdant e você ainda não começou a se arrumar! –Assenti rapidamente, mas logo prestei atenção na frase que Sara havia dito e me virei pra ela.
—Espera, você vai? Você disse que não queria ir? –A loira piscou de forma inocente e eu quase acreditei no teatro.
—E deixar você ir sozinha? É perigoso, como eu poderia deixar minha melhor amiga ir sozinha pra uma boate? –Ri alto embora ainda estivesse tentando entender o que havia feito a minha amiga mudar tão repentinamente de ideia.
—Eu acho que ela também vai atrás do pau de ouro dela, bebê! –A loira gargalhou alto ao lado da minha mãe e eu me senti corar de uma maneira sem sentido.
—Ok, se alguém mais pronunciar essas três palavras eu não vou responder por mim, vamos manter o respeito, e afinal de contas, quem diabos você vai encontrar? –Isso só pareceu servir para fazer com as duas dessem ainda mais risada
—Tommy gostoso Merlyn, mas isso não importa agora! Quem vê você bancando a santa nem imagina que é uma pervertida que está louca pra dar pro Queen!
Lancei o meu melhor sorriso na direção da Lance e me virei para sair do closet.
—Ah, querida, mas ninguém vai dar nada hoje, eu preparei uma surpresinha pro Oliver, só não sei se ele vai gostar!
Percebi pelo canto do olho as duas me lançando olhares interrogativos, mas me limitei a sair do closet rapidamente.
Eu tinha planos e não estava disposta a compartilha-los com ninguém!
...
—Olá, doutora Smoak!
Eu havia chegado na Verdant bem cedo, a boate estava praticamente vazia e eu me permiti sentar em um banco e observar o local tomando vida, Sara estava tão calada quanto eu e sumiu assim que avistou o amigo de Oliver, eu por outro lado, continuei no meu lugar esperando, se o Queen quisesse algo, ele teria que vir até mim.
E ele veio!
—Olha se não é o senhor Queen! Como descobriu que eu estaria aqui? –Sorri inocentemente e isso pareceu instiga-lo, pois ele se aproximou levemente e pude sentir o seu hálito de menta no meu rosto.
—Um lindo passarinho me contou! –Ri baixinho e me preparei para responde-lo, mas franzi o cenho quando percebi que o meu drink havia acabado, antes mesmo que eu pudesse me levantar para pegar outro, o Queen pareceu perceber e se empertigou rapidamente.
—Eu pego um drink pra você, posso escolher? –Eu odiava admitir, mas o sorriso cafajeste dele estava fazendo com que a minha calcinha ficasse totalmente encharcada.
Me limitei a acenar com a cabeça e ele saiu em direção ao bar.
—Então você está disposta a ir contra a cidade inteira? –Me virei na direção da voz e dei de cara com uma baixinha de cabelos castanhos. –Ah, propósito, eu sou Thea Queen, irmã do bonitão ali! –Assenti com a cabeça lentamente e olhei ao redor para ver se Oliver ainda estava ocupado.
—O que você quer dizer com “ir contra a cidade inteira?” –Ela riu baixinho e se sentou ao meu lado.
—Não é óbvio? Eu vi as notícias do seu término com o engomadinho e elas já foram bem ruins, agora pense como vão ser as notícias quando descobrirem que você está saindo com o líder da gangue mais temida de Starling City, gangue essa que o seu pai e o pai da sua amiga tentam colocar na cadeia há anos, mas nunca acham provas pra isso! –Encolhi os ombros e suspirei.
—Você também acha que eu estou cometendo um erro? Quer que eu me afaste do seu irmão?
—Não, eu acho que você tem que fazer o que quiser, se importar com que os outros vão falar vai te impedir de viver, mas quero que você tenha certeza do que está fazendo pra que ninguém saia machucado! –Assenti em concordância e nesse momento percebi pelo canto do olho que Oliver já estava voltando com o meu drink.
—Não se preocupe, eu não me machuco fácil! –Ela se levantou rapidamente e olhou para o irmão.
—Não é você que eu tenho medo que se machuque!
Depois disso ela saiu com a mesma velocidade que havia aparecido e eu me limitei a franzir o cenho em confusão.
—Algum problema? A Thea disse algo? –Revirei os olhos para disfarçar o meu desconforto e peguei a bebida das mãos dele.
—Nada demais, ela só me perguntou se eu sabia onde estava me metendo! –Apesar de ainda parecer um pouco desconfiado, ele sorriu e aproximou a boca da minha orelha.
—E o que você respondeu, doutora? –Eu ri baixinho e rocei meus lábios no pescoço dele. –
—Eu disse que sabia muito bem o que estava fazendo! –Me afastei dele e virei todo o conteúdo do copo de uma só vez, em seguida segurei sua mão e me aproximei dele. –Eu cansei de ficar aqui, quer ir pra outro lugar?
Ele sorriu parecendo uma criança que ganhava o presente que mais havia desejado e eu me permiti rir por dentro, eu sabia muito bem por onde estavam andando os pensamentos do Queen e quase sentia muito por decepciona-lo.
—Só se você aceitar ser minha copilota essa noite, já andou na garupa de uma moto?
—Pra tudo têm uma primeira vez!
...
—É aqui que nós vamos ficar? Eu pensei que nós íamos pra...
—O que? Pensou que íamos pra um motel?
Eu estava me segurando para não dar risada da expressão confusa de Oliver, era divertido vê-lo tentando entender o que eu estava fazendo.
—Eu ia dizer um lugar mais reservado. A sua mente está andando muito pela sarjeta, doutora Smoak! –Me aproximei lentamente do homem à minha frente e permiti que minha boca roçasse sua orelha.
—Você não tem ideia de por onde anda a minha mente, agora vamos Queen, eu quero comer pizza!
Saí rapidamente de perto dele e entrei na pizzaria rebolando um pouco mais do que o necessário, impedi um sorriso de se alastrar pelo meu rosto quando ouvi o seu sussurro atrás de mim.
—Mulher impossível!
Eu estava me segurando para não tremer, pois o caminho até aqui tinha sido um dos melhores momentos da minha vida, eu nunca havia andado de moto antes e a experiência fora incrível, embora eu achasse que isso se devia ao piloto também. Oliver foi devagar no início, como se estivesse tentando não me assustar e quando viu que eu estava confortável e gostando do passeio, acelerou e costurou pelas ruas de Starling.
Havia sido incrível!
Senti a mão de Oliver na minha cintura me guiando para uma mesa mais afastada e assim que nos sentamos uma garçonete apareceu, ela parecia estar quase desmaiando só em olhar para o Queen e a situação era tremendamente engraçada.
—Com licença, querida? Eu queria fazer o pedido! –Isso pareceu desperta-la do transe e ela finalmente olhou pra mim, com uma expressão bem feia, por sinal. –Eu vou querer uma pizza metade frango e? –Direcionei o meu olhar para o Oliver e ele pareceu entender que a pergunta era pra ele.
—Hum, metade muzzarela! –Assenti rapidamente e confirmei o pedido, pedindo duas cocas em seguida, a moça saiu totalmente ofegante e eu até me apiedei da coitadinha.
—Tadinha, ela não conseguia parar de olhar pra você, estava toda vermelha! –Ele riu baixinho e eu me senti admirada ao ver o motoqueiro mais perigoso da cidade dando risadas como se fosse um menino.
—O que eu posso fazer, doutora? Eu causo esse efeito nas mulheres! –Revirei os olhos e me encostei no banco, logo em seguida ele saiu do seu lugar rapidamente e veio se sentar ao meu lado. –Menos em você, eu ainda fico me perguntando o por que de você não cair aos meus pés como todas as outras! –Sua voz não passava de um sussurro e foi impossível não aproximar o meu rosto do seu.
—Bom, eu acho que não sou como todas as outras, esse é o motivo pelo qual você ainda está aqui, não é? –Ele colou sua boca na minha e me deu apenas um leve selinho antes de se afastar novamente.
—Eu estou aqui porque você é fascinante, doutora! E eu preciso de algo fascinante na minha vida!
Abri e fechei a boca várias vezes e a única solução que encontrei foi beija-lo, eu estava prestes a fazer isso, a roubar um beijo de Oliver Queen pela primeira vez, mas fomos interrompidos por um pigarreio zangado e ele voltou ao seu lugar rapidamente.
A garçonete entregou o nosso pedido e saiu me lançando um olhar furioso, eu ri baixinho e me pus a comer, pois estava morrendo de fome e nem sequer reparei que depois de alguns pedaços de pizza, Oliver me olhava embasbacado.
—Como diabos você consegue manter esse corpo comendo desse jeito? –Sim, a maioria das mulheres acharia ofensiva essa falta de tato dele, mas eu achava simplesmente divertido.
—Eu tenho uma genética muito boa e eu faço alguns abdominais, às vezes! –Ele gargalhou alto e isso teria chamado à atenção das poucas pessoas presentes na pizzaria, caso elas já não estivessem prestando atenção em nós.
A princesinha da cidade e o badboy, eu havia dito que odiava clichês e estava participando de um.
Eu consegui ver pelo canto do olho alguns flashes e suspirei audivelmente, amanhã toda a cidade estaria comentando sobre Oliver e eu, quanto tempo será que demoraria para o meu pai surtar e ir atrás de mim?
—Tá tudo bem? –Eu saí dos meus devaneios e acenei a cabeça com um leve sorriso.
—É claro, é só que você é Oliver Queen e eu sou Felicity Smoak, acho que as pessoas dessa cidade não esperavam ver duas pessoas tão improváveis comenda pizza juntas. –Ele revirou os olhos parecendo entender o meu argumento e limpou as mãos no guardanapo.
—E você se importa com isso?
—Não!
Ele riu baixinho e rapidamente chamamos a garçonete e pedimos a conta, Oliver fez questão de pagar tudo e eu deixei quando percebi que ele estava disposto a começar uma briga por isso, em seguida caminhamos para fora da pizzaria e quando chegamos perto da sua moto que era enorme, ele me pegou pela cintura e me colocou sentada em cima do veículo.
—Então doutora, pra onde nós vamos agora? –Ele trazia uma malícia no olhar e eu precisei me segurar para não rir, ele ainda tinha esperança de que transaríamos hoje?
—Você vai me levar pra minha casa porque eu estou com sono e depois pode ir pra onde quiser! –Ele me pareceu indignado, mas disfarçou isso rapidamente e se aproximou de mim de maneira perigosa.
—Mas e se eu quiser ficar na sua casa?
—Desculpe, essa rota ainda está fechada pra você! –Seus olhos se iluminaram com um brilho perigoso e sua boca roçou a minha.
—Ainda? Quer dizer que uma hora ou outro ela vai estar acessível? –Mordi os lábios de Oliver lentamente e sorri quando ele grunhiu em desejo.
—Se você for um bom menino, talvez!
Percebi que Oliver pretendia me beijar, mas eu não estava disposta a fazer uma cena em público, eu não me importava com o que as pessoas falariam, mas também não precisava de um escândalo estampado na primeira página do jornal de amanhã. Pulei da moto rapidamente e peguei o capacete que estava no guidão da mesma.
—Vamos motoqueiro, hora de me levar embora!
Mesmo que a contra gosto, ele assentiu e colocou o seu capacete antes de subir na moto e me ajudar a subir também, passei os braços por sua cintura (com um pouco mais de força do que o necessário, admito) e aproveitei cada segundo da viagem, percebi que Oliver parecia estar pegando caminhos diferentes para que demorássemos mais à chegar e sorri com isso.
Contrariando tudo o que eu pensava, eu havia me divertido hoje, o Queen podia não ser um completo babaca como eu havia imaginado!
Me senti desanimada assim que chegamos na porta do meu prédio, mas escondi isso com um sorriso no rosto, porque eu não deixaria Oliver descobrir que eu havia realmente gostado da sua companhia.
—Eu acho que nem preciso dizer que você me trouxe ao meu apartamento sem nem mesmo me perguntar o endereço dele seu maldito stalker. –Ele gargalhou alto e me tirou da moto rapidamente antes de passar os braços pela minha cintura.
—Eu sou culpado, confesso! –Sorri de leve antes de ficar na ponta dos pés para lhe dar um selinho, ele tentou aprofundar o beijo, mas eu saí rapidamente do seu encalce e comecei a me afastar em direção ao prédio, mas ele segurou minha mão e me puxou de volta contra o seu corpo.
—Admita doutora, eu fui um bom menino! Será que eu não mereço ao menos um prêmio de consolação? –Mordi os lábios em dúvida e encarei aquela imensidão azul dos seus olhos, eu também queria aquilo, então que mal tinha?
Uns amassos não matariam ninguém, certo?
Puxei-o em direção a um pequeno beco que ficava ao lado do meu prédio e joguei-o contra a parede antes de beijar sua boca da forma que eu estava sentindo vontade a noite inteira, tudo estava intenso demais, era uma mistura de dentes, línguas e salivas, Oliver beijava bem pra caralho e tudo o que eu conseguia pensar com minha mente zonza era que deveriam engarrafar a essência do beijo dele e vender nas ruas como droga, porque isso era definitivamente mais viciante que qualquer entorpecente existente.
Me espremi contra Oliver e quando senti o meu pulmão gritando por ar, afastei minha boca da sua e me preparei para assaltar o seu pescoço, mas antes que eu pudesse fazer isso, ele inverteu nossas posições e me jogou na parede de uma maneira bruta, mas que não me machucou nem um pouco.
—Vamos deixar uma coisa clara, doutora! Você pode ser a que está ditando todo esse nosso jogo, mas aqui, nesse momento, quem dita as regras sou eu! –Senti minha calcinha ficando completamente ensopada com isso e passei minha perna pela cintura de Oliver quando ele voltou a me beijar de forma voluptuosa e indecente, minhas mãos se infiltraram rapidamente dentro da sua blusa e gemi alto enquanto sentia cada gomo de sua barriga malhada.
Aquele homem era a verdadeira definição de pecado.
Ele se afastou de mim rapidamente e colocou as duas mãos na minha cabeça antes de me lançar um olhar desesperado. –Vou colocar meus dedos em você, Felicity! Me diz que você quer isso, por favor!
Senti minha garganta inchando nesse momento e soube que nada sairia da minha boca, então me limitei a assentir rapidamente e no mesmo instante me senti sendo girada, Oliver me colocou de costas pra ele e começou a distribuir beijos, mordidas e chupões pelo meu pescoço, tudo o que eu conseguia fazer era gemer baixinho e implorar por mais.
O Queen me imprensou contra a parede e encostou seu membro na minha bunda, eu praticamente engasguei de tanto desejo e caso minha calcinha ainda não estivesse completamente encharcada, ela teria ficado agora.
—Sinta o que você faz comigo, doutora! –Mordi os lábios para não gritar no momento em que suas mãos começaram a adentrar o meu vestido e praticamente desfaleci assim que ele apertou minha carne sensível ainda por cima da calcinha.
—Por favor! –Minha voz não passava de um choramingo e eu quase desfaleci de desespero e de alívio quando ele enfim puxou a minha peça de renda para o lado e colocou um dedo dentro de mim. Foi tudo tão inesperado que não consegui manter o grito preso dentro da minha garganta e isso pareceu estimula-lo ainda mais.
Oliver me segurou com o outro braço quando percebeu que eu estava prestes a cair e aproximou sua boca do meu ouvido enquanto continuava enfiando o seu dedo calidamente em mim.
—Você só precisa me dizer do que gosta e eu vou fazer acontecer! –Ele começou a massagear o meu clitóris e eu precisei morder os lábios com extrema força para não gritar, joguei a minha cabeça contra o seu ombro e arranhei a parede em busca de equilíbrio.
—Mais disso, mais rápido! Ai caramba!
Ele atendeu ao meu pedido e logo colocou um segundo dedo em mim, eu podia sentir toda a sua ereção contra a minha bunda e isso parecia deixar tudo ainda mais prazeroso.
—Goza nos meus dedos, Felicity! –Isso pareceu ser o estopim que fez tudo explodir e antes mesmo que eu pudesse pensar, estava gozando violentamente contra os dedos de Oliver de uma maneira que nunca achei que seria possível.
Ray havia sido o único homem que eu havia tido em minha vida, acho que comecei a achar que o prazer máximo que existia era o que eu sentia quando fazia sexo com ele.
Eu estava feliz por estar muito, muito, muito errada!
Senti as carícias da sua mão parando lentamente e quando ele tirou os seus dedos de mim e os lambeu eu precisei me segurar na parede novamente, ele me virou contra o seu corpo e apesar da ereção que parecia dolorosa, ele estava com um sorriso no rosto.
—Você vai me deixar subir agora, não vai? –Eu aproximei o meu rosto do seu e mordi os seus lábios levemente antes de me afastar rapidamente e sair correndo.
—Sinto muito Queen, fica pra próxima! –Percebi o seu olhar indignado e continuei correndo para o meu prédio, só no momento em que fechei o portão atrás de mim é que me permiti olhar pra trás bem a tempo de ver Oliver olhar em minha direção e sussurrar.
—Mulher impossível!
...
Me senti sendo acordada por um barulho irritante e praguejei baixinho, era domingo então por que diabos eu havia configurado o despertador?
Me ergui para desligar o mesmo e percebi que não era dele que vinha o barulho, era do meu celular, franzi o cenho ao ver que não eram nem oito horas da manhã e atendi o telefone.
—O sexo com o Merlyn foi tão bom ao ponto de você não poder esperar um pouco mais para me ligar?—Escutei uma risada irônica da Lance do outro lado da linha e me senti com os olhos ainda um pouco fechados.
—O sexo com o Merlyn foi ótimo, mas isso não vem ao caso! Você precisa ver o jornal da cidade, agora Felicity! –Me joguei contra a cama e revirei os olhos.
—Não me diga que estão falando que eu saí com o Oliver ontem, eu vi que tiraram algumas fotos nossas enquanto estávamos comendo pizza.
—Sim, é sobre vocês dois, mas você não tem ideia do que falaram, precisa entrar no site agora Felicity!
Franzi o cenho diante do desespero dela e afastei o celular do rosto antes de deixa-la na linha de espera e entrar no bendito site, estaquei quando vi a foto de capa do jornal.
Algum desgraçado da pizzaria havia tirado uma foto do exato momento em que eu estava mordendo a boca do Oliver.
Como se isso já não fosse constrangedor o suficiente, me senti enjoada quando finalmente vi o título da matéria.
Teria a filha do prefeito trocado o empresário Ray Palmer por estar tendo um caso com um dos homens mais perigosos da cidade?
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