End Game

4 Mistakes and Choices


Notas iniciais
Olha quem voltou depois de um sumiço prolongado? Isso mesmo gente, aqui estou eu e já peço desculpas pela demora, mas como alguns de vocês sabem, eu criei um projeto olicity de natal e fiquei muito ocupada cuidando dele e escrevendo a minha one, então eu não tive tempo de escrever nenhuma outra fic (se você ainda não leu as ones do projeto, vou deixar o link da fanfic nas notas finais, vai lá)... Eu estou de volta com esse cap e preciso dizer que gostei muito de escreve-lo porque pude explorar um pouco mais a amizade Caitlin/Felicity e introduzir o Barry na trama e principalmente, cenas olicity que eu amei escrever kkkkkkkkkkk... Esse cap é dedicado à RenataSouza19 e a Alanna Duarte pelas recomendações mais do que maravilhosas que elas fizeram pra fanfic, sério meninas, obrigada de coração por cada uma das palavrinhas maravilhosas de vocês!!!!

In rumors I'm knee deep

The truth it

It's easier to ignore it

Believe me

—Você é uma mulher forte! Você não está surtando, Felicity!

—Eu sou uma mulher forte e eu não estou surtando! –Cailtin me lançou um olhar exasperado e jogou as mãos pro alto!

—Ok, você tá surtando e não é pouco!

—Eu to realmente surtando!

Minha amiga se aproximou de mim rapidamente e me abraçou de lado.

—Vai ficar tudo bem, ok? Donna e Sara também já estão vindo pra cá, você não precisa se preocupar! –Ri baixinho, mesmo sem estar achando graça de nada e encostei a cabeça em seu ombro.

—Como não preciso me preocupar, Caitlin? Aquele maldito jornal disse com todas as letras que eu estava tendo um caso com o Oliver e por isso abandonei o Ray, você tem noção do que isso significa? –Ela me abraçou com um pouco mais de força e eu percebi que ela entendia os meus medos, mesmo assim eu precisava fala-los em voz alta. –Eu estava preparada pras manchetes falando sobre eu estar saindo com o Oliver, iriam me chamar de rebelde, talvez louca. Mas isso? Eles estão insinuando que eu já tinha um caso com ele, agora eu vou ser a vadia, a vaca sem coração que traiu e depois deu um pé na bunda do namorado perfeito pra viver uma aventura com um potencial assassino!

—Hey, olha pra mim! –Ela se ajoelhou na minha frente rapidamente e ergueu o meu rosto. –As pessoas podem pensar o que quiserem e sinceramente, amiga elas já iriam dizer coisas horríveis de qualquer jeito só por você ter sido vista ao lado dele. E mesmo que você não o conhecesse, elas diriam coisas horríveis de você por ter terminado com o Ray e caso você não tivesse feito isso, hoje ou amanhã elas arrumariam outro motivo. Você não é perfeita, Felicity! Você não é um robozinho criado pelo seu pai e por isso as pessoas vão olhar torto pra você, mas posso te dar um conselho? Não ligue pras coisas idiotas que pessoas idiotas dizem!

Eu a abracei com toda a minha força e ela riu baixinho, mas o momento foi interrompido por uma tosse irritada.

—Eu exijo falar com você e exijo que isso seja agora! –Virei meu corpo rapidamente em direção à porta do meu quarto e dei de cara com Noah Smoak parecendo prestes a cuspir fogo! Respirei fundo lentamente e me coloquei de pé.

—Como o senhor entrou no meu apartamento? O porteiro não deixa ninguém subir sem ser anunciado. –A não ser as pessoas que eu permiti a entrada livre, pensei .

—Eu sou o prefeito dessa droga de cidade, eu não preciso ser anunciado por ninguém, além do mais, eu sou o seu pai e quero falar com você agora mocinha. –Ele dirigiu um olhar demorado na direção da minha amiga. –Em particular!

Caitlin pareceu entender o aviso e caminhou lentamente até a porta, mas no último momento se virou na direção do meu pai.

—Eu estou saindo, mas vou ficar do lado de fora. Se eu perceber que a Felicity está sendo maltratada ou simplesmente está desconfortável, Deus me ajude, mas eu não vou me importar se você é o pai dela, o prefeito ou o papa, eu vou te expulsar daqui na base dos chutes e ninguém vai conseguir me segurar!

Depois disso, ela saiu do quarto rapidamente, batendo a porta logo em seguida e meu pai ficou olhando para o lugar onde ela estava em estado de choque.

—Mas quem essa garota pensa...

—Eu sugiro que você pare aí mesmo, porque se o senhor falar mal dela eu mesma vou expulsa-lo daqui! –Ele arregalou os olhos em minha direção e caminhou a passos rápidos até mim em uma tentativa de me intimidar, mas eu continuei aonde estava.

—Vamos conversar sobre esse seu comportamento infantil mais tarde, agora eu quero saber o por que diabos tem uma foto sua beijando aquele bandido? –Meu pai estava claramente lutando para se controlar, mas eu não estava me importando nem um pouco. O dia estava uma merda desde o momento em que eu havia acordado com a ligação de Sara, eu já estava me cobrando e me martirizando demais, não precisava que ele fizesse isso também.

—Eu não estava beijando ele, eu estava mordendo a boca dele. É totalmente diferente! –Ele abriu a boca para provavelmente gritar comigo, mas eu fui mais rápida. –E o motivo pelo qual estávamos juntos, é porque Oliver e eu estamos saindo!

Se você já está no inferno, então por que não abraça o capeta?

—Você está bancando a menina mimada, mas isso acaba aqui e agora. Nós vamos agora procurar Susan Willians e dar uma entrevista pra ela, falando que aquela foto não passou de um mal entendido, o Queen estava assediando você e tiraram uma foto bem no momento. Em seguida nós vamos procurar o Ray e você vai se desculpar por ter feito isso com ele, em seguida vamos anunciar o casamento de vocês e você vai ficar com ele, como dever ser! –Eu mal tive tempo de terminar antes de ele começar a me puxar em direção à porta do quarto, mas antes que ele conseguisse abri-la, eu me soltei.

—Eu não vou procurar aquela vaca oportunista pra dar nenhuma entrevista, eu não vou me casar com o Ray porque apesar de ele ser um homem maravilhoso, não é o amor da minha vida e pior ainda, é facilmente manipulado por você! E eu não vou parar de sair com Oliver Queen, eu vou até onde eu achar que devo, porque eu sou uma adulta que paga as próprias contas e não deve satisfação pra ninguém.

Ele estava quase explodindo de raiva e por um momento tive medo de que aquela veia saltada na testa dele, estourasse!

—Você está querendo me destruir e se destruir no processo, é isso? Eu sou o prefeito, Felicity e você é minha filha. Nossa família têm uma imagem a zelar! –Gargalhei alto e me afastei dele, por que ele não podia entender? Por que ele sempre precisava tentar me manipular?

—Tudo gira em torno disso, não é? Da sua preciosa imagem! Você não quer que eu me case com o Ray, porque é o melhor pra mim, você quer que eu me case com ele porque é melhor pra você! A única coisa que você quer é conseguir mais eleitores pra próxima eleição, é sempre assim! –Meu pai se aproximou perigosamente de mim e por um momento eu me senti como a Felicity de 10 anos se sentia quando fazia alguma coisa muito errada.

—Acha que eu estou pensando só em mim? Você já parou pra pensar no que vai acontecer com você? Uma droga de jornal acabou de dizer que você estava tendo um caso com o Queen e por isso terminou com o Ray. Você tem alguma ideia do que as pessoas vão falar de você? –Me encolhi levemente e balancei a cabeça.

—As pessoas não vão acreditar no que está escrito lá! Todos sabem que é só uma matéria sensacionalista! –Eu nem sequer conseguia soar firme e dessa vez foi ele quem gargalhou alto.

—Eu não criei você pra ser burra! Você sabe muito bem que as pessoas vão acreditar, na verdade elas já estão acreditando porque faz muito sentido, muita gente te viu naquela boate com o Queen e dias depois você anunciou o seu término com o Ray, acha que todos já não estão fazendo a ligação? Você não vai conseguir passar por isso minha filha, porque você não sabe o que é ser desprezada. Nós sempre tivemos um nome importante nessa cidade, você sempre foi amada e adorada por todos, não sabe conviver com a rejeição, não sabe nem como é a sensação! –Ele me pegou pelo braço, mas não me machucou em momento algum, apesar de tudo, meu pai nunca faria isso. –As pessoas vão olhar torto pra você, elas vão cochichar quando você passar e muitas vão ofender você, você vai perder o respeito, vai perder vários pacientes. E então, acha que consegue lidar com isso?

Me encolhi dentro de mim mesma e fiquei olhando pra ele, sem saber o que falar. Estava me sentindo pequena e amedrontada e não sabia o que fazer depois de tudo aquilo.

—Ok, já chega! O senhor já falou o que tinha que falar, agora eu peço pra que saia, ela não está bem e precisa de tempo pra pensar e se acalmar. –Caitlin parecia uma mamazilla irritada, ela estava segurando uma vassoura de maneira displicente, como se estivesse varrendo o meu apartamento, mas acho que todos nós sabíamos que aquilo era uma ameaça bem clara ao meu pai, ou ele sairia por bem, ou sairia por mal.

—Eu não gosto desse tom que você está usando comigo, ser amiga da minha filha não lhe dá esse direito. Mas vou sair mesmo assim, porque já disse tudo o que tinha pra falar. –Ele voltou a olhar em minha direção e me lançou um olhar severo antes de sair rapidamente do meu quarto. –Pense bem em tudo o que eu te falei minha filha, a maior prejudicada será você!

Fiquei parada por algum tempo, apenas tentando assimilar tudo o que meu pai havia dito e estremeci quando escutei a porta da frente do meu apartamento batendo com força, Caitlin largou a tal vassoura em qualquer canto do quarto e se aproximou de mim rapidamente, me abraçando em seguida e me fazendo sentar novamente.

—O que você vai fazer? –Olhei nos olhos dela e vi preocupação ali, me limitei a dar de ombros e me jogar na cama.

—Eu não sei, quer dizer, ele está certo, não está? Todo mundo sempre me adorou, não sei se vou conseguir ser rejeitada, além do mais, eu lutei muito pra chegar onde eu cheguei e amo o meu trabalho, o que eu vou fazer se os meus pacientes começarem a ir embora? Começarem a achar que eu não sou mais digna?

Ela acariciou os meus cabelos calidamente e se deitou ao meu lado. –Amiga, eu não posso dizer que tenho a solução pros seus problemas, mas eu posso afirmar que você não precisa que todo mundo te ame, na verdade, se alguém chegar a parar de falar com você é porque nunca realmente te amou. As pessoas que te amam de verdade, vão te apoiar em toda e qualquer situação, por que você precisa que a cidade toda te admire? As pessoas que te conhecem de verdade já fazem isso e sobre os seus pacientes...

—Por que eles trocariam uma médica que deu tanto carinho e amor pra eles por causa de uma fofoca estúpida criada por uma repórter mais estúpida ainda? –Levantei a cabeça rapidamente e me deparei com Sara na porta do meu quarto, ela correu até a cama e se deitou ao meu lado, em seguida passou o braço pela minha cintura assim como a Caitlin estava fazendo.

—Nós somos sua família, Felicity! E não vamos deixar de te amar só porque você está interessada naquele pedaço de mau caminho, quer dizer, olha só pra ele, qualquer mulher te entenderia. Se eu não achasse o Merlyn tão incrível, com certeza já teria tentado pegar o Queen. –Gargalhei alto do modo “Sara” de me animar e fechei os olhos tentando relaxar, minha cabeça estava a mil e tudo o que eu conseguia pensar era, o que diabos eu vou fazer agora?

—Nós vamos te deixar descansar um pouco, enquanto isso Caitlin e eu vamos pra cozinha fazer alguma coisa bem gostosa pra comer. –Me limitei a assentir e as duas beijaram minha testa antes de sair. Escutei a voz de Sara fora do quarto perguntando pra minha outra amiga o porque de ela ter encontrado o meu pai saindo do meu prédio com cara de quem comeu e não gostou.

Essa foi a última coisa que eu escutei antes de adormecer!

...

—Bebê, você precisar acordar! –Fui sendo tirada do meu limbo do sono pela voz da minha mãe e quando abri os olhos gritei alto, pois ela estava em cima de mim.

—Meu Deus mãe, você quase me matou do coração! –Ela se segurou para não rir e me ajudou a sentar rapidamente.

—Desculpe, mas você estava tão linda dormindo. Além do mais já são quase duas horas da tarde e o almoço acabou de ficar pronto, fora que tem um rapaz muito gentil lá na sala querendo falar com você!

Me levantei rapidamente da cama e isso me despertou completamente. Será que Oliver estava na minha sala? Quer dizer, eu não o descreveria como um rapaz gentil, mas depois da minha mãe ter chamado a gangue dele de clubinho de motoqueiros, eu não duvidava mais de nada.

Caminhei apressada até a sala rapidamente com o coração disparado e quando cheguei lá e percebi que não se tratava do Oliver, não consegui identificar se eu havia ficado feliz ou triste com isso. Um rapaz moreno estava conversando animadamente com uma Caitlin toda vermelha e eu ergui a sobrancelha pra cena, era impressão minha ou eu estava presenciando um clima bem forte ali?

Sara não estava a vista, então provavelmente estava na cozinha. Minha mãe parecia ter ido pra lá também e assim que me viu, Caitlin se inclinou e beijou o rosto do rapaz timidamente antes de sair correndo para a cozinha. Ele conseguiu ficar ainda mais vermelho que a minha amiga e por alguns segundos pareceu se esquecer de onde estava com um olhar sonhador no rosto, eu ri baixinho e isso pareceu chamar a atenção dele, pois ele logo se levantou e caminhou até mim com a mão estendida.

—Você deve ser a Felicity Smoak, desculpe incomodar, eu sou Barry Allen! –Ele parecia ser um pouco mais novo que eu e tinha um sorriso fácil no rosto, tanto que foi impossível não sorrir de volta. Retribuí o aperto em sua mão e o encarei confusa, será que eu o conhecia de algum lugar e não estava lembrando? Ele pareceu perceber a minha confusão e sacudiu a cabeça. –Ai eu sou um idiota, não estou explicando nada. Eu faço parte do clube, digamos assim, do Oliver e ele me mandou aqui.

Escutar o nome do Oliver pareceu despertar algo dentro de mim e eu caminhei até o sofá rapidamente para me sentar, bati no lugar ao meu lado levemente e ele se sentou comigo.

—Por que ele te mandou aqui, Barry? –Ele pareceu ver que eu não estava muito bem e acariciou levemente o meu braço antes de começar a falar.

—Ele viu a matéria daquela tal de Susan hoje, na verdade, todos nós vimos. Ele ficou preocupado e me pediu pra vir te buscar, ele mesmo teria feito isso, mas está resolvendo algumas coisas no momento. Vou te levar pra casa dele e logo ele vai encontra-la lá pra vocês poderem conversar.

Ele dizia tudo isso enquanto mantinha um sorriso no rosto e estava quase impossível não franzir o cenho em confusão, ele realmente fazia parte da gangue do Oliver?

—Algum problema, Felicity?

—Desculpe, não quero ser indelicada, é só que, você me parece muito doce e gentil e eu não achei que existiam motoqueiros de gangues assim, quer dizer, você não deveria falar grosso e andar com o peito estufado colocando medo em todo mundo? –Ele gargalhou alto e por um momento eu me senti boba.

—Eu acho que você anda assistindo muitos filmes, nós não somos assim, quer dizer, tem os que são obviamente, mas no geral somos pessoas normais. –Eu assenti, ainda um pouco sem jeito depois da minha gafe e ele pareceu perceber que eu havia ficado sem graça, pois decidiu mudar de assunto. –E então? Você vai vir comigo? Vai me deixar te levar até ele?

Minha cabeça estava uma confusão só, eu não sabia o que fazer, mas tinha a plena certeza de que não poderia mais me encontrar com Oliver, pelo menos por enquanto, eu não pensava direito quando ele estava por perto e apesar de sentir essa atração gigantesca por ele e ouso dizer até, carinho, eu não sabia se o risco compensava.

—Sinto muito, Barry, mas não posso fazer isso! Preciso pensar, colocar a minha cabeça no lugar depois dessa bomba ter estourado em cima de mim, além do mais, avise pro seu chefe que eu não sou um cachorro. Ele não pode pedir pra alguém vir me buscar e me levar pra algum lugar pra ficar lá esperando pela santa vontade dele de aparecer, se ele está ocupado, deveria vir me procurar quando não estivesse mais ocupado, além do mais, nós saímos uma vez, ele não é meu namorado, então não tem motivos pra se preocupar comigo!

Falei tudo em um fôlego só e quando terminei, pensei em me desculpar no mesmo momento, pois achei que havia sido grossa com o Barry e ele não merecia, mas quando olhei em seu rosto percebi que ele estava sorrindo.

—Eu sabia que Roy estava certo, você é realmente diferente de todas as outras! –Franzi o cenho diante daquilo e ergui a sobrancelha, mais uma vez ele pareceu entender a minha dúvida, pois riu baixinho antes de acrescentar. –Roy é namorado da Thea, irmã do Oliver. Ele faz parte do nosso grupo e estava na Verdant ontem quando você e o Queen saíram de lá, ele disse que nunca viu o Oliver daquele jeito e que você não parecia ser o tipo de mulher com quem o chefe estava acostumado a sair.

Barry falou tudo aquilo com um tom de admiração na voz e eu sorri levemente, Oliver costumava sair com mulheres que eu não admirava nem um pouco, então saber que me consideravam diferente de todas elas era um elogio e tanto.

—Você é um cara legal, Barry! –Me levantei rapidamente e caminhei até o meu armário, peguei caneta e papel e comecei a anotar algo, ele parecia curioso, mas ficou em silêncio o tempo todo.

Quando me virei novamente pra ele, o mesmo já estava de pé e caminhava pra porta.

—Bom, eu preciso ir! Acho que já sabia que você não viria comigo e preciso dizer, obrigada por não me decepcionar. Mas se você conhece o Oliver, sabe que ele não vai desistir, não é mesmo? –Me limitei a assentir e revirar os olhos, provavelmente ele mandaria algum outro presente ou alguma mensagem, já que ele havia pegado o número do meu celular ontem, mas bem, eu lidaria com ele depois.

—Você é um cara muito legal e por isso eu vou te entregar isso, faça bom proveito! –Entreguei o pequeno pedaço de papel azul e ele franziu o cenho quando viu aquela sequência de números. Barry me olhou inquisidoramente e eu me dei de ombros com um sorriso no rosto. –É o número da Caitlin!

Os olhos dele brilharam e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, ele estava me abraçando.

—Você é maravilhosa, Felicity. Tomara que as coisas deem certo entre você e o Oliver, todos nós estamos torcendo.

Depois disso ele caminhou rapidamente até o elevador e eu fechei a porta do meu apartamento com um risinho baixo.

—Ele já foi embora? Eu vim chama-los pra almoçar antes que a macarronada esfrie! –Caitlin pareceu triste por um momento, mas eu a abracei de lado e começamos a caminhar em direção a cozinha.

—Ele já foi, mas não faça essa cara. Acho que logo logo você vai receber uma ligação!

...

—Você tem certeza de que vai ficar bem sozinha, bebê? –Minha mãe já havia feito aquela pergunta umas dez vezes e eu estava a ponto de joga-la pra fora do apartamento.

—Mãe, eu vou ficar bem! Acho que é até bom que eu fique sozinha, eu preciso pensar. Não se preocupe, ok? Prometo que se eu me sentir triste ou qualquer outra coisa, ligo pra você na mesma hora!

Caitlin e Sara já haviam ido embora, mas minha mãe insistia em ficar comigo, acho que ela estava com medo de que quando eu ficasse sozinha, a pressão das coisas do dia caísse sobre mim e eu não suportasse.

Mas eu não sou nenhuma mocinha de um romance ruim, eu aguento o tranco!

—Se você diz, acredito em você! Eu vou pra casa agora ter uma séria conversa com o seu pai, ele te ama e só quer o melhor pra você, mas acho que ele ainda não entendeu que você não é mais uma criança e que também não é um dos funcionários dele. –Ri baixinho e beijei seu rosto antes de ela se levantar e pegar sua bolsa.

Mamãe caminhou elegantemente para fora do apartamento e eu respirei aliviada quando ela fechou a porta. Eu estava mais do que feliz por não ter ficado sozinha no dia de hoje depois de tudo o que aconteceu, mas acho que agora tudo o que eu mais precisava era de um bom banho e vários episódios de Stranger Things!

Me espreguicei lentamente e caminhei até o banheiro, em seguida enchi a banheira e joguei alguns sais de banho coloridos na água. Assim que entrei na banheira pude sentir cada pequeno músculo do meu corpo relaxando com a água morna, eu estava precisando disso. Perdi a noção do tempo e só resolvi sair de dentro da água quando percebi que minha mãos já estavam mais do que enrugadas.

Saí do banheiro e fui direto pro closet, coloquei uma calcinha confortável e uma blusa do MIT que ficava gigantesca em mim, em seguida me perfumei e soltei os cabelos antes de colocar os óculos e caminhar até a sala.

Eu estava pensando se deveria fazer pipoca e algum doce para acompanhar os episódios de ST, mas estaquei no momento em que cheguei sala.

Como diabos ele havia entrado aqui?

—Olá, doutora! Fugindo de mim? –Revirei os olhos e caminhei até a porta de vidro da minha varanda que estava aberta.

—Você escalou o meu prédio? Eu beijei o homem aranha e não sabia? –Ele se aproximou lentamente de mim e vi que ele estava nervoso, irritado, mas preocupado, muito preocupado.

—Por que você não foi com o Barry do jeito que eu mandei? –Gargalhei alto diante da fala dele e me encostei na porta atrás de mim.

—Você ao menos se escutou? Você não manda em mim, Oliver! Eu não sou uma das suas vadias e também não sou um dos seus motoqueiros, então não tente ditar ordens pra mim. –Ele parecia até assustado com o meu tom de voz e eu temi estar sendo grossa demais, mas no momento eu estava muito nervosa para medir as minhas palavras ou reações. –Eu não fui com o Barry porque eu não quis, porque eu não queria te ver hoje, porque eu não aceitaria uma ordem sua como se eu fosse a porra de uma cachorrinha. O fato de eu não ter ido te encontrar deixou bem claro que eu não queria te ver hoje, então por que diabos você não podia respeitar isso?

A expressão de Oliver se fechou e por um momento eu temi por mim mesma, mas um segundo depois, respirei fundo e relaxei. Algo me dizia que ele nunca seria capaz de me machucar!

Enquanto eu divagava não percebi a expressão do homem a minha frente mudando de irritada para envergonhada, somente quando finalmente voltei os meus pensamentos para a situação atual é que percebi aquela mudança e me preocupei.

—Oliver, tá tudo bem? –Era impressionante como ele conseguia me fazer mudar de humor rapidamente, em um momento eu estava querendo mata-lo e no outro estava preocupada com ele.

—Eu vim te ver porque sabia que se eu não fizesse nada hoje, você nunca mais me procuraria. Pode não parecer, mas eu já conheço o seu jeito doutora! Você provavelmente passou o dia pesando os prós e contras de ficar comigo e está quase decidindo que os contras vencem, não posso deixar isso acontecer!

Aquela frase dele me desarmou completamente e percebendo isso, Oliver rapidamente rodeou minha cintura com os seus braços fortes e encostou sua testa na minha.

—Eu posso perder tudo, sabia? –Apesar da minha frase, passei os meus braços pelo seu pescoço e me aproximei ainda mais dele, grudando nossos corpos.

Oliver me lançou um sorriso sedutor e suas mãos desceram pra minha bunda e me ergueram em seu colo.

—Você não vai perder, todas as pessoas que realmente te amam vão estar ao seu lado e eu duvido muito que os seus pacientes vão preferir deixar de se consultarem com uma excelente médica só porque ela decidiu sair com um cara um pouco duvidoso. Não ligue pros boatos, as coisas ficam melhores se você ignorar cada um deles, acredite em mim!

Aproximei minha boca da de Oliver lentamente e comecei a brincar por ali, eu dava selinhos, mordia, assoprava, tudo com uma leveza impressionante! Ele já parecia estar ficando cansado disso e eu tive minha confirmação quando ele caminhou rapidamente até a parede mais próxima e me imprensou nela!

—E então doutora, você disse que a sua casa era uma rota que ainda não estava aberta pra mim, será que ela está agora? –Apertei minhas pernas ao redor da sua cintura e isso fez com que seu membro já excitado tocasse minha intimidade. Gemi baixinho e ele me apertou ainda mais contra si, se é que isso era possível.

—Você já entrou, não é mesmo? Não tem como voltar atrás com isso!

Minha frase pareceu ativar algo dentro dele, pois segundos depois eu senti minha calcinha sendo rasgada e antes mesmo que eu pudesse dizer uma só palavra, seus dedos já estavam acariciando minha intimidade molhada.

Molhada não, encharcada! Em outra situação isso seria até vergonhoso.

—Eu vou fazer você gozar tanto que você vai implorar pra que nenhum outro homem toque em você! –Não sei se foram suas palavras, ou seus dedos que resolveram entrar em mim, só sei que gritei alto e me agarrei a ele como se minha vida dependesse disso.

Aquele vai e vem estava me levando a loucura e o Queen, parecendo perceber que eu já estava praticamente fora de mim, aumentou ainda mais o ritmo dos seus dedos e eu comecei a enxergar pontos pretos em minha visão. O ataque final veio quando ele passou a pressionar o meu clitóris com o polegar e isso aliado as suas estocadas me fez gozar violentamente.

Por um segundo eu achei que fosse morrer, meu corpo se quebrou de tantas formas e eu simplesmente não conseguia respirar, Oliver ficou ali me segurando forte enquanto eu tentava me acalmar e eu gemi baixinho quando ele retirou os seus dedos de mim e os lambeu.

Meu Deus, havia sido melhor do que ontem, naquele beco!

Aproximei a boca da sua orelha e mordi de maneira leve e sensual antes de sussurrar.

—Terceira porta, à esquerda!

Ele pareceu entender o recado, pois logo saiu andando comigo ainda em seu colo. Quando adentramos o meu quarto, ele já havia tirado a minha blusa e eu estava completamente nua em cima dele. Oliver me depositou na cama com cuidado e se colocou a admirar o meu corpo por alguns segundos, mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, puxei seu corpo pra cima do meu e comecei a arrancar a sua jaqueta de forma desesperada.

—Calma doutora, nós temos a noite toda! Eu disse que ia te fazer gozar de tantos jeitos que você nunca mais ia querer ter outro homem na sua cama. –Puxei sua boca em minha direção e o beijei da maneira que estava querendo fazer a muito tempo, senti ele apertando a pele da minha coxa e tive certeza de que aquilo deixaria marcas, mas quem se importava?

—Eu espero que você cumpra a sua promessa e você tem razão, nós temos a noite toda! Mas agora, nesse exato momento, eu preciso de você dentro de mim!

Algo em minha voz pareceu ativar o seu instinto mais primitivo, pois logo em seguida Oliver estava arrancando suas roupas com minha ajuda e somente quando ele já estava nu, com a camisinha colocada e em cima de mim novamente é que eu me acalmei.

Eu não sabia de onde estava vindo aquela necessidade desenfreada de tê-lo em mim, mas eu sentia que podia morrer caso ele não fizesse isso agora!

Antes que eu pudesse reclamar novamente de que ele estava demorando, Oliver mordeu o meu pescoço com força no mesmo momento em que afundou seu membro dentro de mim de uma só vez. Eu gritei alto, tanto pela dor da mordida e da invasão quase brutal, quanto pelo prazer que aquilo havia me causado.

Eu estava mais do que molhada então ele não havia me machucado nem um pouco, pelo contrário, eu queria que ele se enterrasse em mim mais vezes.

—Você sabe que essa sua mordida vai deixar uma marca enorme em mim, não sabe? –Agora ele estava entrando e saindo de mim de maneira lenta e relaxada e tudo o que eu conseguia sentir era aquele pequeno nó crescendo em meu baixo ventre.

—Eu sou todo seu doutora, você pode me marcar também!

Nesse exato momento ele começou a me estocar com mais rapidez e força e eu comecei a gemer como uma verdadeira vadia, eu tinha plena consciência de que o orgasmo que eu havia tido contra a minha parede não seria nada perto do que eu teria agora.

Talvez eu realmente pudesse morrer de tanto prazer!

Cruzei minhas pernas contra as costas do Queen e ele pareceu urrar de prazer nesse momento, em seguida começou a chupar e beijar os meus seios enquanto eu gritava que estava quase lá.

O meu fim chegou quando o dedo de Oliver roçou a minha carne inchada, nesse momento eu gritei tão alto que acho que posso ter acordado os vizinhos, O Queen não ficou pra trás e rugiu tão alto quanto eu enquanto estocava dentro de mim uma última vez.

Eu tremia tanto que achei que algo estava muito errado comigo, nunca pensei que pudesse me sentir assim, nunca pensei que pudesse me sentir fora de mim mesma, tão esgotada e ao mesmo tempo implorando por mais.

Enquanto eu devaneava não percebi Oliver saindo de dentro de mim e descartando a camisinha do lado da minha cama, quando dei por mim sua boca já estava traçando um caminho perigoso até a minha intimidade e eu suspirei baixinho antes de me erguer nos cotovelos para observa-lo.

—Já quer começar de novo, Queen? –Ele me lançou um sorriso cafajeste e lambeu minha barriga antes de colocar minhas pernas em seus ombros.

—Eu tenho uma promessa à cumprir, doutora!

...

Oliver cumpriu sua promessa com maestria e tive mais orgasmos em uma noite do que havia tido durante toda a minha vida, nós fomos dormir com o dia quase amanhecendo e eu ostentava um sorriso satisfeito no rosto.

Quando comecei a despertar horas depois, aquela satisfação ainda corria pelo meu corpo e eu me virei para o lado para acordar Oliver, mas travei quando percebi que o espaço ao meu lado estava vazio e gelado.

Me levantei lentamente e caminhei pelo meu apartamento em busca dele, mas me sentei no sofá rapidamente quando a realidade me atingiu em cheio.

Ele havia ido embora!

Notas finais
Finalmente esses dois cederam à paixão e ao desejo em meu povo? kkkkkkkkkkkk.... Eu acho que depois desse cap eu mereço comentários né? Porque eu preciso falar que o último cap teve uma queda em reviews e eu fiquei bem triste com isso, então eu peço a vocês que comentem, me falem o que acharam da interação do nosso casal, do pai da Felicity, da amizade dela com a Cailtin, na entrada do Barry na fanfic, quero muito saber a opinião de cada uma de vocês meus amores!!!! Ps: Link do Projeto de Natal - https://fanfiction.com.br/historia/771750/Christmas_Week-Olicity_Version/ Ps: Eu quero desejar um feliz ano novo a todos vocês, espero que o 2019 de cada uma de vocês seja extremamente abençoado! Beijooos!!!!