End Game

7 Happy Valentine's Day


Notas iniciais
Olha quem voltou pessoal??? Hahahahahaha, eu sei que vivo me atrasando, mas agora eu estou praticamente de ferias já, então as coisas vão ficar mais tranquilas e eu vou conseguir postar mais, ainda mais agora que End Game está entrando em reta final, sim meu amores, eu sei que é triste, mas infelizmente precisava acontecer né? Eu resolvi postar esse cap mais cedo pra poder trazer um presentinho de dia dos namorados pras minhas leitoras tão lindas...Pra vocês que namoram, curtam com os seus namos e depois venham ler esse cap que eu fiz com todo o carinho e pra vocês que assim como eu não namoram, venham passar o dia dos namorados com o Oliver e a Felicity!!!!

Even when we'd argue

We'd not do it for long

And you understand

The good and bad end up in a song

For all your beautiful traits

And the way you do it with ease

For all my flaws, paranoia

And insecurities

Acordei me sentindo um pouco atordoada e olhei na direção da janela, percebi que ainda era de noite e sorri quando me lembrei que eu estava na casa do Oliver, me virei pro lado e franzi o cenho ao não vê-lo do meu lado, mas o Queen logo entrou no quarto e se sentou ao meu lado.

—Você tem essa mania de não estar do meu lado quando eu acordo! –Ele riu baixinho e se encostou nos travesseiros.

—Desculpe, eu peguei a chave do seu carro e o trouxe aqui pra garagem junto com a minha moto, seria perigoso deixar os dois do lado de fora. –Eu praticamente subi em cima dele e me aconcheguei em seu corpo.

Eu estava sentindo uma leve ardência no meio das pernas, mas isso não me incomodava, só servia de lembrete do sexo maravilhoso que eu havia tido poucas horas antes.

—Você acha que alguém decidiria roubar a moto de Oliver Queen? Eu acho que nessa situação o único que corria perigo era o meu carro. –Ele riu baixinho e acariciou as minhas costas nuas, foi um gesto quase que automático, mas causou intensos arrepios em mim.

—Que horas são? Eu preciso avisar pras meninas onde eu estou antes que a Sara ligue pro pai e peça pra ele colocar a força policial de Starling pra me procurar. –Ele gargalhou alto dessa vez e eu me desvencilhei do seu corpo rapidamente para poder pegar o meu celular.

Parecia uma piada, mas era a mais pura verdade, Sara já havia feito isso uma vez, eu resolvi sair pra dar uma volta porque havia acabado de discutir com os meus pais e esqueci o celular em casa, quando eu voltei o capitão Lance estava na porta da minha com mais cinco viaturas preparando a busca. Sara havia deixado o pai dela e os meus pais tão aflitos que eles estavam crentes que eu havia sido sequestrada.

Peguei o meu celular rapidamente e notei que estranhamente não havia nenhuma mensagem da Sara ou da Cailtin, apenas uma da minha mãe.

“Bebê, eu fui no seu apartamento te visitar e você não estava, encontrei a Sara saindo de lá e ela me disse que você foi acampar e que só voltaria amanhã.

Espero que esteja se divertindo, amanhã passo no seu apartamento pra ver, talvez possamos ir ao cinema!

Ps: Espero que você esteja tomando as pilhas protetoras todos os dias, caso contrário, coloque uma capa na lanterna porque eu sou muito nova pra ter netos! “

Beijos, mamãe!

Senti vontade de me esconder em um buraco e nunca mais sair de lá, porque Sara fazia essas coisas comigo se sabia que a minha mãe tinha a tendência a querer me matar de vergonha? Colocar uma capa na lanterna, é sério?

—Hum, acho que nós temos um problema! –Me virei na direção do Oliver, mas percebi que ele estava lendo a mensagem por cima do meu ombro. –As capas protetoras acabaram, portanto não vamos poder transar de novo porque essa lanterna está desprotegida! –Eu bufei ao perceber que o maldito estava se segurando pra não rir e joguei o celular na mesinha de cabeceira antes de começar a bater nele com o travesseiro.

—Você é terrível, Oliver Jonas Queen! –Foi quase que impossível não rir também e por vários minutos nós ficamos brincando na cama, mas ele logo se colocou em cima de mim e a brincadeira pareceu ir embora.

Ele grudou a boca na minha com firmeza e eu gemi baixinho ao sentir a sua língua entrando em contato com a minha, nós havíamos feito isso a menos de três horas atrás e o meu corpo já estava ansiando por sentir o dele novamente.

—Sabe, eu tomo as pilhas de proteção, então se você quiser... –Oliver estava beijando o meu pescoço, mas parou no mesmo momento e olhou em minha direção.

—Você confia em mim a esse ponto, Felicity? Quer dizer, eu nunca fiz isso sem e... –Coloquei um dedo nos lábios dele e sorri levemente enquanto tentava não me contorcer de desejo ao sentir a sua ereção no meio das minhas pernas, com somente o lençol nos separando.

—Eu sei disso e é exatamente por isso que EU pergunto, você confia em mim a esse ponto, Oliver? –Ele rapidamente entendeu a minha pergunta e sorriu, eu estava perguntando se Oliver confiava em mim de corpo e alma pra me deixar ser a sua primeira, a primeira mulher em que ele confiaria de verdade na cama.

E fora dela também!

Ele não respondeu com palavras, mas deixou o seu corpo me dar as respostas que eu precisava. Voltou a colar a sua boca na minha, dessa vez com selvageria e antes que eu pudesse pensar, ele já havia arrancado o lençol do meu corpo e eu estava nua sob suas mãos.

Oliver abaixou uma das mãos, curvando a palma em torno do meu seio, circulando o mamilo tenso com o polegar. Eu arqueei as costas para comprimir mais firmemente a sua mão contra mim enquanto ajustava as pernas para que ele pudesse se acomodar entre elas, mas o maldito não se demorou ali. Ele logo transferiu seus lábios pro meu rosto, pro meu pescoço e se dedicou por um bom tempo no meu colo me fazendo gemer alto enquanto eu me sentia ficando cada vez mais quente.

Aquilo estava ótimo, mas eu logo comecei a ficar impaciente e movi os seios na direção das mãos do Queen pra que ele se lembrasse que aquele lugar precisava de atenção, ele riu baixinho, mas fez o que eu pedi e assim que colocou o rosto na altura dos meus seios, ficou parado por alguns segundos somente admirando eles, eu não reclamei, pois sabia do fetiche masculino por essa parte específica do corpo das mulheres.

Eu estava tão perdida em pensamentos que fui pega de surpresa assim que ele grudou a boca no meu seio direito e começou a chupa-lo como se estivesse saboreando uma fruta deliciosa, praticamente gritei quando ele libertou o bico, apenas para lamber a ponta, me fazendo a estremecer levemente. Oliver correu a língua pela curva do meu seio, depois pelo vale, voltando a atenção para o outro mamilo negligenciado até então.

Assim que a boca dele se fechou sobre o pico tenso, seus dedos desceram pro meu sexo e tudo o que eu pude fazer foi afastar ainda mais as pernas pra que ele aumentasse o contato.

— Você é deliciosa em todos os lugares – ele grunhiu antes de lamber o seu seio esquerdo e assopra-lo depois, fazendo com que o meu corpo inteiro se arrepiasse.

Abri minhas pernas novamente, expondo a minha intimidade pra ele e Oliver logo as colocou em seus ombros e levou o seu rosto pra onde eu mais precisava. Eu o senti me beijando suavemente enquanto abria as minhas dobras pra poder encontrar aquele pontinho que me fazia tremer. Assim que o Queen lambeu o meu clitóris, me senti arquejando e de forma quase que inconsciente empurrei a vagina em direção ao seu rosto, ele pareceu entender o meu pedido e começou a aplicar mais pressão ali.

Eu já estava começando a sentir espasmos pelo corpo todo e Oliver segurou as minhas pernas com mais força pra impedir que eu me mexesse muito e desfizesse a conexão. Ele fechou a boca em torno daquele maldito monte de nervos que me fazia gritar e eu praticamente chorei, quando dei por mim já estava puxando o seu rosto ainda mais em direção ao meio das minhas pernas, torcendo pra que ele não desejasse parar com aquilo agora.

Eu seria capaz de morrer se ele parasse!

Como se fosse possível, ele chupou o meu clitóris com ainda mais força e eu simplesmente não consegui me impedir de gritar.

—Oliver! –Eu mal conseguia respirar tamanho era o prazer que eu estava sentindo. –Oh sim Deus, por favor. Não pare!

Eu podia sentir o meu clitóris inchado e sabia que estava prestes a gozar, o Queen parecia saber disso também pois logo começou a aplicar mais pressão com a língua, esfregando furiosamente aquele pontinho e percebi que ele precisou segurar os meus quadris com força quando o meu corpo começou a querer escapar de suas mãos de forma inconsciente.

Oliver deu o golpe final quando mordeu levemente a minha intimidade e eu gozei gritando violentamente.

—Você tem o sabor do paraíso, doutora Smoak! –Sorri de forma lânguida e continuei com os olhos fechados, eu estava mole, mas só pelo fato de escutar o homem a minha frente retirando a calça e a cueca com pressa e desespero, me senti acesa de novo.

Assim que abri os olhos, percebi o olhar malicioso que Oliver lançava em minha direção e mal tive tempo de pensar antes de perceber que ele já estava abrindo as minhas pernas para poder se posicionar sobre o meu quadril. Ele roçou a ponta do seu membro na minha entrada lentamente e logo em seguida foi empurrando, me abrindo, encontrando o seu espaço dentro de mim.

Foi impossível não gemer baixinho com aquilo, pois toda a situação parecia certa, ele e eu parecia certo.

Percebi que ele estava cerrando os dentes, parado em cima de mim, apenas parado, aproveitando a sensação dos nossos corpos unidos. Eu me permiti aproveitar essa sensação também, mas o meu corpo logo começou a implorar pelo corpo dele e eu o envolvi com as minhas pernas, o trazendo ainda mais pra dentro de mim

Eu estava me sentindo no paraíso, mas fui ao inferno e voltei quando ele retirou o seu membro completamente de dentro de mim, só para logo em seguida se enterrar profundamente com um movimento rápido. Eu gemi alto com a sensação e isso pareceu agrada-lo, pois ele se dedicou a fazer isso mais vezes.

—Mais! Oliver, mais! –Eu precisava de mais, eu precisava dele por completo e Oliver parecia precisar disso também, pois não se controlou mais.

O Queen começou a bombear de forma rápida e forte e urrou alto quando eu enfiei as minhas unhas nas suas costas em uma tentativa desesperada de dar vasão a todo o prazer que eu estava sentindo.

Eu sabia que ele estava quase lá, mas estava se segurando por mim e se não estivéssemos nessa situação, eu pararia pra apreciar o gesto fofo.

Comecei a me contorcer quando o nó começou a se formar em meu baixo ventre e percebendo isso ele aproximou a boca da minha orelha com um sorriso cafajeste.

—Eu poderia entrar e sair de você até morrer, mas agora por que você não goza pra mim, doutora? –Eu estava enlouquecida, tudo estava poderoso demais, acho que devido ao fato de eu estar o sentindo dentro de mim completamente, sem a barreira da camisinha.

A situação toda aliada a sua voz sexy no meu ouvido já seria capaz de me fazer gozar, mas Oliver deu o movimento de misericórdia quando beliscou o meu clitóris levemente.

Isso foi o suficiente pra me fazer perder o ar e por alguns segundos eu fiquei perdida naquele limbo de prazer, quando comecei a voltar ao meu corpo percebi que Oliver estava urrando de olhos fechados enquanto esvaziava tudo o que tinha dentro de mim.

Ficamos ali parados por vários minutos e somente quando eu reaprendi a respirar é que dei um tapinha no seu ombro e ele habilmente saiu de dentro de mim e se sentou encostado na cabeceira da cama só pra me puxar pro seu peito logo em seguida.

—Isso foi... –Ele riu baixinho e concordou rapidamente, em seguida me apertou contra seus braços e beijou minha cabeça.

—Você acreditaria se eu dissesse que nunca foi desse jeito antes? –Eu beijei o seu pescoço e ri baixinho.

—Por que foi sem camisinha? –Ele riu baixinho e beijou a minha boca rapidamente.

—Não, porque foi com você! –Aquilo me atingiu como uma bala e no mesmo momento eu senti os meus olhos marejados. –Eu estou apaixonado por você e estou cansado de tentar negar isso!

—Também estou apaixonada por você, mas disso você já sabia!

Oliver concordou rapidamente com um aceno arrogante e eu bati no seu peito de leve. Ficamos ali apenas aproveitando o momento, até que ele puxou o meu rosto de encontro ao seu e olhou no fundo dos meus olhos.

—Sabe, como eu te disse mais cedo, eu disse pro Barry que caras como nós não ficam com a garota. Eu nunca estive tão feliz em estar errado!

...

—Por que você ainda está parado? Precisamos ir, eu estou atrasada pro trabalho, nem vou conseguir passar no apartamento pra trocar de roupa! –Oliver sorriu de modo cafajeste e se levantou da cadeira, me seguindo logo em seguida para o lado de fora da casa.

—Você está atrasada e a culpa é minha? Deveria ser mais responsável com os seus compromissos doutora! –Eu me segurei para não enterrar a cabeça nele na terra e continuei andando em direção a garagem.

—Eu não teria me atrasado se você não tivesse resolvido bancar o engraçadinho e entrar no banheiro enquanto eu estava tomando banho. –Ele ficou em silêncio por alguns momentos e eu destravei o carro, mas no momento em que coloquei a mão na maçaneta, senti o seu corpo se grudando no meu.

—Eu não me lembro de ter te ouvido reclamar, Smoak! –A voz sussurrada dele fez com que o meu corpo inteiro se arrepiasse e eu precisei de toda a minha força de vontade para poder me desvencilhar dele.

Bloqueei as imagens do sexo quente e escorregadio dentro do chuveiro e fechei a expressão.

—É sério, eu preciso ir agora e você também, ou esqueceu que me falou que precisava resolver coisas la no clube? –Ele assentiu de má vontade e me beijou com força antes de se afastar rapidamente.

O Queen virou as costas e se dirigiu rapidamente para a sua moto, mas eu o interrompi antes que ele pudesse monta-la.

—Você vai lá em casa hoje? –Ele voltou a olhar na minha direção e me lançou o olhar mais cafajeste da história dos olhares cafajestes.

—Você quer que eu vá na sua casa, doutora? –Eu ri baixinho e neguei rapidamente.

—É claro que não, eu só estou perguntando porque se você falar que vai eu vou te dizer pra não ir! –Ele gargalhou alto e piscou antes de subir na moto e pegar o capacete.

—Não tente negar baby, até porque, nós dois sabemos que eu vou de qualquer jeito!

Depois disso ele colocou o capacete e deu partida na moto rapidamente, saindo logo em seguida com um barulho estrondoso.

Eu fiquei ali por alguns momentos com um sorriso no rosto, mas logo me lembrei do quão atrasada eu estava e entrei no carro rapidamente, correndo para o hospital logo em seguida.

Ao chegar ao hospital, senti alguns olhares estranhos em cima de mim e por um momento me senti acuada, mas eu não sabia o que estava acontecendo e além disso não havia feito nada de errado, não existiam motivos pra eu me sentir assim.

Eu enfrentaria qualquer coisa de cabeça erguida!

Caminhei a passos rápidos até a minha ala e no momento em que cheguei a frente do meu escritório percebi que algumas pacientes minhas já estavam esperando juntamente com o diabo.

Sim, Suzan Willians estava na minha sala de espera, a maldita jornalista havia simplesmente se cansado de me ligar incansavelmente e havia partido pro ataque direto.

—Felicity, querida! Como é difícil encontrar você! –Respirei fundo e caminhei até ela com uma expressão séria no rosto.

—Talvez eu não quisesse ser encontrada Susan, ainda mais por você! –Ela lançou um sorriso de escárnio na minha direção e percebi que as minhas duas pacientes que estavam sentadas me aguardando estavam ficando desconfortáveis.

—Se eu fosse você, falaria comigo, Felicity! Eu estou aqui na maior boa vontade disposta a ouvir e publicar a sua versão dos fatos, mas se você não quiser falar, bem, uma outra matéria vai sair amanhã e se você acha que aquela última sobre estar tendo um caso com o Queen foi ruim, essa vai te destruir!

Nesse momento eu senti o meu corpo inteiro ficando gelado e a sensação era de que todo o ar havia saído do meu corpo, eu senti vontade de chamar a maldita pra minha sala e tentar explicar tudo, mas eu sabia que de nada adiantaria. A tal matéria seria publicada de qualquer jeito, ela só queria me ouvir pra poder distorcer cada palavra que saísse da minha boca e eu sabia que não adiantava negar, eu estava ferrada de qualquer jeito.

Bom, se você já está no inferno, então abrace o capeta!

—Publique a sua matéria Susan, faça o seu show, eu não me importo, até porque eu prefiro dar entrevista pro próprio Lúcifer do que pra uma pessoa baixa e nojenta como você!

No mesmo momento a expressão da jornalista se alterou duramente e eu vi que ela estava preparada pra me responder, talvez até pra me dar um tapa, mas Caitlin apareceu nesse momento segurando uma vassoura.

Que prazer é esse que essa mulher tinha em ameaçar as pessoas com vassouras?

—Eu fiquei sabendo que tinha um inseto aqui na minha ala, você pode sair por bem ou eu posso te varrer até lá fora meu bem, a escolha é sua! –A morena estava parecendo realmente irritada e assustadora e a maldita repórter tomou a decisão inteligente.

Colocou o rabinho entre as pernas e saiu do meu consultório.

Mas não sem antes jogar a cereja no bolo de veneno dela!

—Nos vemos amanhã nas manchetes, princesinha da cidade! –Eu me controlei para não pular em cima dela e dei graças a Deus quando a mesma foi embora.

Caitlin veio até mim rapidamente e me abraçou e quando eu olhei pro sofá e vi que só uma das pacientes estavam lá senti uma imensa vontade de chorar.

—Essa era uma paciente nova, mas a Ana ainda está aqui, viu só? As pessoas que te amam e te respeitam não vou te abandonar!

Eu senti uma lágrima escorrendo pelo meu rosto, mas sorri em agradecimento, nesse momento Ana veio até mim e me deu um abraço.

—Eu não te abandonaria por nada doutora, você cuidou de mim em cada momento da minha gravidez e agora que eu acho que possa estar grávida de novo, bem, eu não aceitaria que nenhuma outra pessoa cuidasse de mim!

As palavras da minha paciente conseguiram trazer algum conforto ao meu coração e eu logo pedi licença e entrei na minha sala, me recompus o mais depressa possível e pedi pra que Caitlin a mandasse entrar.

No momento em que Ana passou pela porta eu já estava ostentando um sorriso no rosto!

—Bom, vamos descobrir se o Henry vai ganhar uma irmãzinha ou irmãozinho?

...

Senti o cheiro de comida vindo do meu apartamento e sorri, Caitlin devia ter ligado pra minha mão contando o que havia acontecido e agora ela estava me esperando pronta pra me consolar com comida deliciosa do restaurante da esquina que ela sempre fingia que havia feito.

O meu dia de trabalho havia sido maravilhosamente normal, eu havia atendido minhas pacientes e tudo havia corrido bem, com exceção é claro, do turbilhão em que a minha mente se encontrava agora.

Eu não parava de pensar no que a tal jornalista havia dito e tudo e confesso que estava morrendo de medo do teor dessa tal matéria, a maneira como ela havia dito que isso me destruiria havia conseguido me deixar de pernas bambas.

Eu sentia que uma bomba estava prestes a explodir na minha cabeça!

Entrei no apartamento ainda em silêncio e tive sorte de estar preparada, caso contrário eu teria gritado no exato momento em que Donna Smoak pulou em cima de mim.

—BEBÊ!!!! –Eu ri baixinho e retribuí o abraço apertado que ela estava me dando.

—Oi mãezinha! –Ela quase fungou rapidamente e me puxou pra dentro, ela sabia que eu só a chamava de mãezinha quando não estava bem.

—Eu cozinhei pra você, está uma delícia! Vem, vamos comer e depois conversamos. –Eu assenti levemente e me deixei ser arrastada, quando cheguei a cozinha me segurei para não rir baixinho das sacolas do restaurante que ela havia escondido atrás do fogão.

Ela me fez sentar em frente a bancada de mármore da minha cozinha e começou a servir o meu prato, era uma lasanha pra lá de caprichada e estava com uma cara ótima.

Se ela queria realmente me enganar, deveria ter comprado algo mais simples, qual é? Todo mundo sabe que Donna Smoak conseguia errar o ponto do ovo cozido, ela sempre acabava tirando o ovo antes da hora e quando ia descascar o negócio ainda estava praticamente cru e virava tudo uma bagunça nojenta.

—Você fez lasanha pra mim, mãe? Eu não sabia que você tinha aprendido! –Ela ao menos se deu ao trabalho de corar e eu confesso que foi divertido fazer uma pequena tortura psicológica com ela.

—É claro que eu aprendi bebê, esqueceu que o seu pai me colocou naquele curso de culinária? –Eu assenti levemente e comecei a comer a lasanha, estava realmente divina. –Agora, por que você não me conta como foi o seu acampamento primeiro e depois me explica direitinho essa história da tal repórter?

—Sério mãe? Acampamento? –Ela deu de ombros e começou a comer com a maior naturalidade do mundo.

—Você prefere que eu pergunte como foi o sexo selvagem que você passou a noite fazendo com Oliver motoqueiro do bumbum gostoso Queen?

Meu Deus, alguém me enterre!

Depois disso nós comemos lentamente enquanto eu contava o que havia acontecido hoje no hospital, porque eu simplesmente me recusava a dar detalhes sobre o que havia acontecido entre o Oliver e eu pra minha mãe, seria totalmente constrangedor!

Assim que terminamos de comer e eu consequentemente terminei de desabafar tudo o que estava me atormentando desde que aquela mulherzinha havia aparecido no meu escritório, minha mãe se levantou calmamente e começou a limpar a cozinha.

O que era uma reação totalmente atípica de Donna Smoak!

—Mãe, não vai falar nada? –Ela se limitou a sorrir e continuou a fazer o que estava fazendo, somente quando terminou de colocar tudo dentro do lava-louças é que caminhou até mim e me levou pra sala.

—Em primeiro lugar, eu estou muito feliz em saber que você se resolveu com o Oliver, esse brilho nos seus olhos mostra que dessa vez é pra valer e em segundo lugar, não se preocupe com nada bebê, essa repórter não vai publicar nenhuma palavra, tudo bem? –Eu assenti ainda estática com aquela mulher a minha frente que com certeza era um clone da minha mãe.

Depois de dizer tudo isso, ela se limitou a me abraçar com força exagerada e pegar a sua bolsa, somente quando Donna Smoak já estava com a mão na maçaneta da minha porta é que eu consegui me lembrar de como se falava.

—Mãe, como você tem tanta certeza de que ela não vai publicar nada? –Ela revirou os olhos e deu de ombros antes de abrir a porta.

—Eu já disse pra não se preocupar, vou resolver tudo!

E assim ela fechou a porta e eu fiquei sozinha no meu apartamento me perguntando o que diabos havia acabado de acontecer e o que a doidinha da minha mãe pretendia fazer para impedir aquela cobra de tentar me destruir.

Me limitei a ficar alguns segundos parada olhando pro nada enquanto tentava assimilar toda a situação, mas depois de um tempo percebi que só existia uma coisa que conseguiria me ajudar a lidar com o turbilhão de emoções dos últimos dias.

Vodka e chocolate!

Eu não tinha nenhum dos dois no meu apartamento, então saí rapidamente do prédio e caminhei pelas ruas geladas de Starling City até o mercadinho que ficava a algumas quadras da minha casa.

Peguei muito mais chocolate do que eu conseguiria comer e uma garrafa da melhor vodka que encontrei e coloquei na cestinha, além disso peguei outros tipos de guloseimas e caminhei até o caixa, onde uma garota que aparentava não ter muito mais do que dezoito anos estava.

Ela passou as minhas compras com uma cara entediada e disse “são R$ 67,20” com a voz mais monótona que eu já havia ouvido em toda a minha vida, mas no momento em que ela estava me passando as sacolas, algo pareceu mudar na expressão dela.

—Ai meu Deus, é você! Você é a namorada do Oliver Queen! –Aquilo me pegou totalmente desprevenida e eu engasguei por alguns segundos.

—Olha, já me chamaram de várias coisas, mas “namorada do Oliver Queen” é a primeira vez! –Ela riu baixinho e corou levemente, mas logo se empertigou e sorriu, não parecia em nada a garota apática que havia me atendido a dois minutos atrás.

—Desculpe, mas vocês estão namorando, não estão? –Eu simplesmente não sabia o que responder, então optei por dar de ombros, mas isso pareceu o suficiente pra faze-la entender. –Bom, de qualquer forma é bom não ter mais que ser comparada com você em tudo, as garotas da minha idade meio que te odiavam até alguns dias atrás.

—Desculpe, como?

—Ah, você sabe! Não faça isso Emily, não faça aquilo Emily, você deveria se parecer mais com a filha do prefeito, é um exemplo de moça, você devia se espelhar nesse tipo de gente. Meu pai vivia me falando isso, mas agora que as notícias sobre o seu “namoro” com o Queen saíram, bem, ele nunca mais tentou te usar como exemplo.

Aquilo me pegou totalmente desprevenida e eu não sabia se ficava feliz por saber que as pessoas não tinham mais a impressão de que eu era a princesinha perfeita, ou ficava triste porque agora elas pensavam que eu era o pior ser humano do mundo.

—Que bom então, eu acho! –Ela deu de ombros e sorriu.

—Ele pensa assim porque é mais velho e tem uma cabeça muito antiquada, mas eu fico feliz por você estar tendo coragem de fazer o que está fazendo, sei lá, mostra pra garotas como eu que não precisamos ser perfeitas, podemos ser inteligentes, bondosas e bem sucedidas sem precisarmos virar uma bonequinha mecânica.

As palavras da garota conseguiram me tocar de maneira forte e eu precisei que talvez aquilo fosse tudo o que eu estava precisando ouvir pra conseguir ter forças e seguir em frente.

—Obrigada, tudo isso significa muito pra mim! –Ela sorriu mais uma vez e eu me virei e caminhei em direção a porta, mas no momento em que abri a mesma, escutei a voz dela mais uma vez.

—Caso você ainda não tenha descoberto se você e o bonitão estão namorando, amanhã é um ótimo dia pra tentar, você sabe! –Eu franzi o cenho e me virei pra ela. Emily pareceu perceber que eu não fazia ideia do que ela estava falando e gargalhou alto. –Meu Deus, como você não sabe? Você não era noiva até um tempo atrás? Amanhã é dia dos namorados!

Eu assenti levemente e saí da loja escutando a risada da garota atrás de mim. Então amanhã era dia dos namorados? Bem, não me espantava que eu não soubesse, com o passar dos anos essa data foi virando só um dia como todos os outros e em meio ao meu trabalho e ao trabalho do Ray, nunca tínhamos tempo pra isso.

Meu Deus, como eu não havia percebido antes que a minha relação com o Ray era péssima? Nós mal conversávamos e havíamos deixado de lado coisas tão singelas e simbólicas como o dia dos namorados.

Caminhei até o meu prédio com o pensamento longe e só voltei a mim quando percebi que já estava no portão e um Oliver zangado me encarava.

—O que foi?

—O que foi? Como assim o que foi? Você saiu de casa sozinha no meio da noite, sabe como a cidade é perigosa a uma hora dessas? Ainda mais depois dos jornais falarem que você está comigo! –Eu estremeci com as palavras dele e me aproximei cuidadosamente.

—Eu só fui no mercado, Oliver. Fica a poucas quadras daqui e me desculpe por te deixar preocupado, prometo que vou procurar não sair mais sozinha assim no meio da noite, mas preciso que você também entenda que eu tenho a minha vida e não vou muda-la por causa de ninguém, não vou me perder de mim mesma, ainda mais por medo!

Ele assentiu com um suspiro e me puxou para um abraço, senti o seu corpo totalmente tenso contra o meu, mas antes que pudesse falar alguma coisa o meu corpo tremeu de frio e o Queen percebeu isso!

—Vamos entrar! –Eu revirei os olhos e abri o portão rapidamente, em seguida nós dois entramos e eu corei de vergonha ao ver que o meu porteiro havia percebido totalmente que o safado ao meu lado estava com a mão completamente espalmada na minha bunda.

—Por que você fez isso? Eu deveria deixar você do lado de fora, assim você teria que se esforçar pra entrar no prédio e escalar até a minha janela como da última vez!

Ele riu baixinho e me pegou no colo, eu dei um gritinho assustado, mas logo me aconcheguei em seu peito. Meu Deus, por que esse homem precisava ser tão cheiroso?

—Entrar no seu apartamento não foi problema nenhum e nós dois sabemos disso, doutora! –Eu revirei os olhos e ele logo me colocou no chão assim que chegamos na porta do meu apartamento, eu abri a mesma rapidamente e nós entramos.

—Por que você está tão tenso? Aconteceu algo? –Ele me olhou por alguns segundos, parecendo estar tentando decidir se devia me falar ou não, mas por fim acabou se sentando ao meu lado enquanto eu começava a comer um chocolate.

—Alguns problemas com algumas operações do clube, nada demais. Mas eu acho melhor você ficar fora disso, é melhor! –Eu assenti levemente e cruzei as pernas em cima do sofá logo depois de chutar os sapatos.

—Eu também acho melhor não ficar sabendo de nada. O que me preocupa é até quando isso vai funcionar! –Ele sorriu levemente e acariciou a minha perna em um gesto de carinho que não era muito costumeiro dele.

—Não se preocupe, vamos dar um jeito! –Confesso que me espantei com todo esse otimismo dele, mas preferi não chamar atenção para o fato, com medo de que isso o fizesse se retrair novamente. –Agora por que não me conta o motivo de você estar tão tensa? Aconteceu alguma coisa hoje?

Assim que minha boca se abriu, quase deixei escapar tudo sobre a visita da maldita repórter, o medo que eu havia sentido, a vontade de pular em cima dela, a conversa com a minha mãe, mas Oliver finalmente estava se abrindo comigo, finalmente estava se permitindo ficar ao meu lado.

E se eu falasse e isso o fizesse voltar atrás e voltar com todo aquele discurso de que era melhor ficarmos separados?

Eu não podia falar nada, afinal, eu nem sabia do que se tratava a tal reportagem e minha mãe havia dito que iria resolver tudo não é? Ela podia ser doidinha, mas eu confiava totalmente nela.

—Amanhã é dia dos namorados, eu acabei de descobrir! –Tive vontade de morrer quase que instantaneamente, por que diabos eu havia falado isso? Eu estava tentando pensar em qualquer outro assunto para despistar o Oliver sobre o real motivo de eu estar nervosa, mas precisava ser justamente esse?

Eu iria subir até o apartamento da senhora Andrews e me jogar de lá, era o décimo terceiro andar e eu iria morrer rapidinho.

—É, eu sei que amanhã é o dia dos namorados. Alguns membros do clube namoram e passaram o dia inteiro tentando achar um presente pra elas, até o Tommy comprou um presente pra Sara! –Eu estaquei no mesmo momento e por alguns segundos esqueci toda a vergonha que eu estava sentindo.

—Primeiro de tudo, por que os homens sempre deixam tudo pra última hora? Se tivessem comprado o presente antes não teria ficado nesse desespero agora e segundo, como assim Tommy Merlin comprou um presente de dia dos namorados pra Sara? Eles não estão namorando, ou estão? Porque se eles estiverem namorando e aquela vaca não me contou, eu vou mata-la!

O Queen gargalhou alto e me puxou pro seu colo antes de voltar a falar.

—Eles não estão namorando, ainda, mas é questão de tempo. Vai dizer que você nunca imaginou que isso pudesse acontecer? Eu cantei essa bola na primeira vez que o Tommy colocou os olhos na sua amiga! –Me lembrei que Thea havia dito algo parecido pra mim sobre o jeito como o Oliver me olhou da primeira vez, mas preferi me manter em silêncio, talvez fosse melhor não falar disso ainda! –Mas agora, eu fiquei curioso, por que o fato de amanhã ser dia dos namorados te deixou tensa?

Eu comecei a tossir incontrolavelmente e me levantei do colo dele rapidamente, por que diabos ele havia voltado a falar disso? Eu nem estava mais me lembrando desse fato! Me afastei dele rapidamente e comecei a andar de um lado pro outro enquanto tentava voltar a respirar normalmente depois da minha crise de tosse.

—Eu não tô tensa por causa disso! Por que eu estaria tensa? Eu só comentei por comentar, até porque não teria motivos pra eu ficar tensa, amanhã é dia dos namorados e nós não somos namorados, então não tem nada a ver com a gente! –Antes mesmo que ele pudesse falar qualquer coisa, corri em direção as escadas. –Acabei de me lembrar que eu preciso tomar um banho pra poder passar os remédios no meu braço e trocar as ataduras, daqui a pouco eu desço!

Depois disso tudo, subi as escadas em modo turbo e entrei no banheiro como o próprio Sonic, tirei as roupas rapidamente e só me lembrei de ser mais cuidadosa quando comecei a retirar as ataduras do meu braço, eram só alguns arranhões, mas eu precisava cuidar de cada um deles direitinho para evitar possíveis infecções.

Entrei no box e liguei o chuveiro na água quente, eu estava me sentindo nervosa, não sabia como arrumar a confusão que eu havia aprontado lá em baixo, talvez ele já tivesse ido embora, afinal de contas o meu discurso maluco conseguiria assustar qualquer um.

Fiquei tão perdida em pensamentos que se não fosse a mão de Oliver tapando a minha boca, eu teria berrado no momento em que ele encostou o corpo no meu.

—O que diabos você está fazendo? Quase me matou de susto, caramba! –Eu ainda estava arfando, em partes pelo susto e em partes porque ele estava nu atrás de mim e seu membro estava roçando na minha bunda.

—Eu entrei no banheiro, tirei as roupas e depois abri e fechei o box, você não me escutou porque estava perdida em algum lugar, eu não tenho nenhuma culpa nisso! –Me preparei para refuta-lo no mesmo momento, mas ele logo colocou o meu corpo frente a frente com o seu e nos colocou em baixo do chuveiro. –Você pode calar a boca só por um segundo? Eu estou tentando te dar um presente!

Aquilo teve o poder de me fazer amolecer no mesmo momento e se não fosse a mão dele circundando a minha cintura eu provavelmente teria caído.

—Presente?

Oliver me lançou um sorriso cafajeste e me entregou um colar de prata que possuía um pingente de flecha que estava incrustado com alguns diamantes.

—Pra você não correr o risco de se esquecer de mim! –Eu estava sem palavras, chocada pra ser mais exata. Era o que eu estava pensando? –E só pra deixar claro, feliz dia dos namorados, doutora!

Eu gargalhei alto, ainda tendo dificuldades em acreditar que isso estava realmente acontecendo!

—Você está querendo dizer...

—É exatamente isso que eu estou querendo dizer!

O Queen não era algo dado a muitas demonstrações de afeto, então percebi que essa era a forma dele de dizer que estávamos juntos! Me aproximei dele rapidamente e circulei o seu pescoço com os braços, em seguida enrosquei uma das minhas pernas na dele e senti o seu amiguinho se animando contra a minha intimidade no mesmo momento.

—Eu não comprei nada pra você! –Nesse momento ele me olhou de cima a baixo e me pressionou na parede.

—Ah, mas eu vou cobrar o meu presente agora mesmo! –Ele desceu a mão na direção da minha vagina, mas parou confuso no momento em que eu o empurrei contra a parede.

—Você vai receber um presente, um presente tão bom que você nunca mais vai querer recebe-lo de nenhuma outra!

Ele pareceu confuso por mais alguns segundos, mas tudo se dissipou do seu rosto no momento em que eu me ajoelhei na frente dele.

Que viessem Ray, meu pai, aquela jornalista imbecil e todas as outras pessoas da cidade que estavam dispostas a me atacar.

Eu não poderia estar me importando menos com o que todos eles pensavam!

Notas finais
Oliver e Felicity estão oficialmente namorando agora, o que será que o destino aguarda para o nosso casal? E o que será que a Donna vai aprontar em? Bem, só lendo os próximos capítulos pra descobrir rsrsrsrsrsrs... Comentem, favoritem, RECOMENDEM, façam essa autora feliz, eu acho que mereço depois desse capítulo né? Até o próximo meus amores, beijooos!!!!!