Encontros, desencontros e novos encontros
30 Capítulo 30:
Notas iniciais
– Oi, voltei. – Meg afirmou sentando na areia ao lado de Anita.
– Ótimo, achei que tinha se perdido já. – Anita brincou.
– Você não sabe, encontrei o Sidney no restaurante. – Contou a loira alegre.
– Sério, nossa muita vontade de ver ele também. – Anita falou sorrindo.
– Sidney de sempre, pelo que eu percebi, menina ele tava com a tua irmã, e não sei pela cara dela, não gostou muito, acho melhor você nem ir lá. – Disse Meg.
– Sofia e Sidney, quem diria. – Anita riu.
– Pois é, e pelo visto, anda rolando algo. – Meg disse sem importar com o fato.
– Quem sabe dessa vez não de certo, alguém merece ser feliz, depois de tudo. – Anita afirmou contente pela irmã, percebendo Meg encarando Marcelo, que surfava.
– Surfa muito, e você tá caidinha por ele. – Alfinetou Anita, não deixando a oportunidade passar.
– É, e quem disse que eu tava olhando pra ele, tava olhando mais pra ali, alguém que surfa muito mais. – Meg negou, apontando para Ben, um pouco afastado de Marcelo, no mar.
– To nem aí, olha mesmo, um dia já foi teu. – Anita fingiu não se importar.
– Anita, Anita, eu to sacando. – Meg debochou.
– Sacando o que, ai Meg, não pira. – Anita desdenhou.
– Pois eu seria capaz de apostar, aquela minha bolsa linda que você me pedi pra você desde que eu comprei, que você, não embarca em um avião pra Londres, sem ter pegado o Ben. – Meg afirmou, sorrindo travessa.
– Afff, que insistência, eu to começando a achar que é você, que quer dar uns pegas, nele. – Anita resmungou sem paciência.
– Hahahahha, e se fosse, não seria nenhum sacrifício, confesso. – Meg gargalhou alto.
– Vai em frente, e se bobear você vai perder a bolsa. – Provocou Anita, rindo.
– Sabe até que ele é bonitinho. – Meg confessou sorrindo.
– Ele quem, o Ben, ah tá bom Meg e você a recém percebeu isso, nossa demorou. – Anita riu.
– Não, o Ben, melhor a gente nem comentar, não é, eu to falando do Marcelo. – Confessou a loira.
– Oi, agora eu não entendi. – Anita caçoou.
– Ai Anita, para. – Meg rebateu, meio sem graça.
– Tá, bonitinho é modéstia tua, você reparou no olho dele, é tão azul, que dá pra ser confundido com uma piscina. – Anita afirmou.
– Parou tá Anita, você tá querendo colocar coisa na minha cabeça. – Meg falou perturbada.
– Eu, mais nem precisa, já tá aí dentro. – Anita implicou com ela.
– Palhaça. – Disse a loira, vendo Ben se aproximar. – Anita eu acabei que esqueci de ligar pra uma pessoa, já venho ai. – Meg afirmou, levantando.
– Ham, liga pra quem, maluca a gente tá na praia. – Anita não entendeu nada. – Ah claro. – Disse ela quando avistou Ben, vindo até elas.
– A vingança, não é um prato frio, é bem quente, nem precisei esperar muito pra me vingar por você ter me deixado a sós com Marcelo. – Meg riu e saiu, deixando Anita com uma cara de espanto sem saber muito o que fazer.
– Não to crendo. – Anita proferiu para si mesma.
– Onde a Meg foi. – Ben perguntou quando chegou até Anita.
– Não sei, mais ela disse que vai demorar, então eu acho que não adiante você esperar. – Anita tentou livrar-se dele.
– Pena que eu não tenho pressa, não é. – Ben quis implicar com ela, e se sentou ao lado dela, Anita bufou, ficando em silêncio.
– Você e o Marcelo, parece que se deram muito bem, não é, já até viveram velhos amigos. – Ben soltou sem pensar.
– Onde você quer chegar Ben, continua com os mesmo papinho furado de sempre, vai direto ao ponto. – Anita retrucou não gostando em nada da situação.
– Não sei, me diz você. – Ben devolveu a pergunta dela.
– Sabe, essa tua falação toda me fez lembrar uma coisa, que te faz ter sorte, além do Vitor que eu sempre considerei como meu irmão, você não tem nenhum outro irmão, porque se tivesse acho que seria a vingança perfeita. – Anita afirmou com um sorriso malicioso.
– Ben debochou irônico. – Que papo é esse, Anita. – Perguntou ele, revirando os olhos.
– Ué, não foi isso que você veio fazer aqui, me perguntar se eu estava pensando em ter algo com o Marcelo, e mais por vingança. – Anita desvendou os pensamentos dele.
– Você acha mesmo que eu pensaria isso. – Ben ainda tentou negar.
– Acho, você tem o péssimo habito de desconfiar, principalmente, daquelas pessoas que talvez nunca te deram motivos pra isso, e confiar cegamente em algumas, até elas te fazerem de trouxa e você virar uma marionete nas mãos delas, acho que você sabe do que to falando. – Anita afirmou o encarando.
– Ai Anita. – Suspirou ele. – Precisa disso. – Ben questionou.
– Precisa, precisa, não sei me diz você. – Anita colocou em dúvida.
– Eu acho sinceramente que não, a gente não tem motivo pra isso certo. – Respondeu ele, a encarando, com o olhar confuso.
– Não, qual seria, nem imagino. – Anita retrucou, fingindo não se importar.
– Certo, também acho, mas sabe por mais que você diga que não, uma coisa realmente me deixa muito satisfeito, você nunca vai poder apagar o nosso passado, por mais que tente, isso você não vai poder fazer. – Ben a provocou.
– Que passado, eu não lembro de nada. – Anita afirmou.
– Isso é o que você diz, mais esse é o teu castigo, você pode morar até em outro planeta, mas mesmo assim isso não vai ser possível. – Ele disse, sorrindo debochado.
– Lembranças são os fantasmas da alma, nada mais, e você pode não ser tão inesquecível assim, pensou nisso já. – Anita falou, enquanto o fitava, e logo depois pegou a bolsa e tentou levantar-se.
– Ele a segurou pelo braço, antes que ela saísse.- Você, tem razão numa coisa, a gente sempre teve controle de tudo a nossa volta, mais você sabe, que entre a gente nunca teve controle, e pelo visto ainda não tem, ou você não fugiria a cada cinco minutos que a gente fica perto um do outro. – Ben afirmou.
– O Ben, vai catar continha ali na areia, tá legal, e me deixa em paz, que saco. – Anita esbravejou, sentida com as palavras dele, e saindo irritada, andando pela beira da praia, o garoto apenas ficou sorrindo intrigado.
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