Encontros
6 Verdade sentida
Notas iniciais
–Fracas... Delicadas... Parece você.
–Não sou fraca!
–Toda rosa tem espinhos.
–Você é o espinho!
–Você é muito chata... Vou te treinar a partir de hoje.
–Não quero.
–Não tem querer.
–Claro que tenho!
–Você perdeu, lembra?
–Você roubou!
–Não roubei.
–Cale-se!!
Ele bufou e se jogou sobre ela roubando um beijo da mesma, que após alguns segundos imóvel começou a se debater.
–Saaaaaai! Seu loiro mimado e pervertido!
–Você que é mimada.
–Sai de cima!
–Não até se desculpar.
–Nunca!
–Ótimo, então fico aqui.
–Ótimo!
Lucy não iria se desculpar, tentou sair mais algumas vezes, mas ele forçava o corpo e a prendia firmemente. Logo ela parou, deixou-se acomodar ali e alguns minutos depois viu alguém se aproximar deles.
Era o rei, que ficou curioso com a cena.
–O que se passa aqui?
–Ele me prendeu!
Lucy voltou a se debater freneticamente.
–Kyrio, o que houve?
–Ela tem mesmo que se casar com Darion? Poderíamos trocar de noivas...
O rei tomou um ar pensativo e suspirou, ele parecia cansado, Lucy parou de se debater e pensou sobre o que Kyrio disse. Ele a queria? Ela nunca se entregaria a ele, nunca!
–Eu não sei... Por ser um pedido seu, eu vou pensar muito sobre isso...
–Certo.
O rei se retirou e Lucy fixou seu olhar em Kyrio, que observava seu pai se afastar lentamente, e então, respondeu ao olhar, mas Lucy instantaneamente virou o rosto emburrada, o que arrancou uma gargalhada do rapaz.
Ela se lembrou da conversa que escutara sobre ele, e voltou o olhar para o rosto dele, que agora parecia sereno, com um leve sorriso no canto dos lábios.
–Por que faz isso?
–O que?
–Por que ri comigo?
–A pergunta certa seria: Por que só você me faz rir?
Ela engoliu seco, seu corpo estremeceu e ela sentiu o rosto dele ao lado do seu, caindo sobre seu ombro, podia ouvir a respiração ritmada dele, podia sentir o toque da sua pele, os loiros cabelos caindo sobre eles, ele picou e Lucy sentiu o breve movimento dos cílios em seu pescoço.
Lucy virou o rosto um pouco para e ele e sentiu o perfume de seu corpo, seus pelos da nuca se arrepiaram e ela corou, entreabriu a boca, mas não tinha nada para dizer.
Um ronco alto foi escutado, era a barriga de Lucy pedindo alimento, os dois riram e ele se levantou, estendeu a mão para ela e a ajudou a se levantar.
–Vamos, daqui a pouco é o almoço.
Ele não soltou a mão dela, mas Lucy a puxou agressivamente, olhou pra ele com a sobrancelha arqueada e começou a correr, sabendo que ele estaria atrás dela. E lá foram os dois correndo e gargalhando para dentro do palácio.
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