Encontros
7 Um novo olhar
Notas iniciais
Espero que gostem dos meus desafios malignos -hauhauahuw
Eles entraram rindo na sala de jantar, e receberam vários olhares confusos de todos, que já estavam esperando o almoço ser servido.
O rei possuía um ar sério. Os olhou fixamente e mandou que eles se sentassem num tom ríspido.
–Andei pensando sobre sua proposta Kyrio.
O loiro olhou para seu pai apreensivo, esperançoso talvez.
– E então... Eu aceito sua proposta Kyrio, se você pediu algo pra mim, deve ter um bom e grande motivo pra querer isso.
Kyrio deu um leve sorriso e olhou para Lucy, que parecia não entender muito que estava acontecendo, como Darion e os outros que estavam sentados a mesa. Porém Darion não se conteve a curiosidade.
–Do que estão falando?
–Kyrio me pediu pra mudar as noivas de vocês, como sabe, você iria se casar com a Lucy, e Kyrio com Annelize por ser o filho mais novo. Mas eu permito a troca.
Darion paralisou por alguns segundos, com um olhar vazio, Lucy também paralisou por um tempo, mas estava com uma expressão de raiva no rosto. Ela se levantou rápido e bateu bruscamente as mãos na mesa. Atraindo a atenção de todos, e fazendo o sorriso de Kyrio sumir.
–Nem pensar! Eu não aceito isso, de jeito nenhum!
Kyrio franziu o cenho, se levantou também, e a encarou irritado e um pouco confuso.
–Xii...- Darion sussurrou, ele estava amando tudo aquilo, iria ficar com a sua princesa, queria arrancar a cabeça de Lucy por ter se manifestado- Lucy, pare de fazer escândalo.
–Não é escândalo! Eu só me recuso a me casar com esse loiro metido.
–Você não pode se recusar a nada.
–Posso sim! E me recuso.
Lucy saiu indignada da sala sendo seguida por Kyrio, ele se desculpou com o pai e a seguiu, iria estrangular ela.
Ele a seguiu até o jardim havia um pequeno lago, um tanto distante do palácio, ela sentou na beira do lago bufando e com o dedo balançava as águas levemente, Kyrio parou atrás dela e a puxou pelo pescoço pra que se levantasse. A fez girar o corpo pra ficarem de frente ainda segurando o pescoço dela. Seus olhos estavam fechados e ele tentava se acalmar, abriu os olhos para encarar os dela e estavam marejados. Percebeu que apertava com força o pescoço de Lucy e a machucava.
–Porque você fez isso?
Ele apertava com mais força, Lucy não conseguiu falar, segurava o braço dele tentando para-lo, tentando respirar. Ele levantou um pouco o corpo dela e a jogou contra uma arvore, Lucy gritou quando seu corpo bateu com força no tronco da árvore, fez sua copa balançar e as folhas caírem sobre sua cabeça. Ela tentou ficar de pé, mas não conseguiu, colocou as mãos no pescoço tentando amenizar a dor, tentava ritmar a respiração.
Lucy tossia um pouco, e se sentou apoiando as costas na arvore. Ele se aproximou mais dela e a encarou com ar de superioridade.
–Fique longe de mim! Juro que eu mato você!
–Me matar? Eu já estou morto a muito tempo Lucy, e quando achei que poderia voltar a viver, você fez o favor de me jogar pra uma cova de novo.
–Eu...
–Você não tem opção. Nem eu tenho mais, não fiz isso só por mim, fiz pelo meu irmão, ele, diferente de você sabe quando uma pessoa realmente gosta de você, eles se amam e fiz isso por eles. Não por você. Aprenda Lucy, você é uma menina nojenta que vai passar o resto da vida sozinha.
Ele estava realmente muito alterado, seus olhos a fixavam com raiva, pareciam querer gravar o rosto de medo que ela possuía, misturado com raiva e arrependimento. Lucy se levantou. Andou com dificuldade até ele e o olhou no fundo dos olhos. Ela sentiu uma raiva crescendo dentro do peito dela, sentiu vontade de chorar ao mesmo tempo, e não fez esforço algum pra conter suas lagrimas, simplesmente as deixou rolar, enquanto cerrava os dentes e se preparava pra dar um belo dum soco na cara dele.
E o fez, não estava usando seu soco inglês, mas o efeito do soco foi muito maior do que ela esperava, ele caiu a alguns metros dela.
–Quem você pensa que é pra falar assim comigo sem ter ideia do que eu penso?!
Ele levantou com a mão no rosto, massageando levemente a parte atingida, andou até ela e a segurou pelos braços com firmeza.
–Eu sou um idiota Lucy.
– EU SEI!
Ele deu um pequeno sorriso, parecia mais calmo, muito mais calmo, ele respirou fundo, soltou os braços dela e sentou-se em baixo da arvore. Lucy se virou pra ele com a sobrancelha arqueada, seu rosto ainda estava banhado em lagrimas, mas ela havia parado de chorar. Ele a olhou com carinho, um pouco de receio e arrependimento se misturavam em seu rosto. Ele a chamou para o seu lado e ela foi hesitante.
Lucy sentou ao lado dele, um pouco distante.
–Me desculpa Lucy, mas você realmente me irritou.
–Não!
–Por que fez aquilo? Qual o problema em se casar comigo?
–Procriação!!
–O...O que?!
–é isso!
–E qual a diferença se fosse com o Darion, Lucy?
–Não ia acontecer. Simples assim.
–E quem disse que vai acontecer comigo?
–Por que você é um pervertido!
–Eu não sou pervertido...
–Sua vez de me responder algumas perguntas, e fale a verdade.
–Hm?
–Por que teve essa ideia besta de mudar as noivas? Mulheres são pessoas, não objetos!
–Por que eu... Já disse.
–Você não pensa nos outros Kyrio, da pra ver na sua cara de pervertido!
–Pare de ser louca.
–LOUCA?
Ela pulou na garganta dele apertando do mesmo jeito que ele apertara o pescoço dela, obviamente com muito menos força, saíram rolando até a beira de lago e pararam pouco antes dos dois tombarem La dentro.
–Me desculpe Lucy. Não quero que me rejeite de novo.
–Vou te rejeitar pra sempre!
Ela levantou, se sentindo vitoriosa e saiu para dentro do palácio a passos largos e pesado, sendo seguida por Kyrio, os dois possuíam um sorriso bobo no rosto, e alguém, ao longe via a cena com certo olhar de desaprovação.
Notas finais
Byee
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