Encontro inevitável
16 Capítulo 16 - Um novo lar: Terra
No capítulo anterior...
“Patriarca: Espere, as esferas de Namekusei podem ressuscitar a mesma pessoa quantas vezes se quiser, desde que não seja por morte natural...
Aiyme: Jura?! Então quer dizer que...
Bulma: Nós podemos usar as Esferas do Dragão para reviver Goku! Pode comemorar, Gohan, logo logo seu pai estará de volta!
Vegeta: É, logo você estará de volta, Kakaroto... E nós poderemos enfim ter a nossa luta...!! – Vegeta aguardava por uma luta épica entre ele e Goku, onde pudesse derrotá-lo e restaurar seu orgulho ferido...”
E nesse exato momento eles trataram de juntar as esferas de Namekusei e chamar Porunga, o Shenlong de Namekusei para que Goku fosse revivido. E assim foi feito. Porém, ele não pôde realizar esse desejo, já que Goku ainda estava vivo...
Aiyme: Quero que reviva Son Goku, e que ele volte à vida na Terra.
Porunga: Infelizmente esse seu desejo eu não poderei realizar.
Aiyme: Mas como assim, não?!
Porunga: Esse chamado Son Goku ainda se encontra vivo, e por isso eu não posso revivê-lo.
Aiyme: Vivo? Como ele conseguiu sobreviver àquela explosão?! Bem, e-então se ele está vivo, traga-o para Terra!
Porunga: Também não posso fazer isso. Ele me pediu para deixá-lo lá onde está para treinar, e somente quando for a hora certa ele voltará à Terra. Mas por conta própria.
Aiyme: O quê?! Mas esse Goku...
Bulma: Aiyme, já que ele não quer voltar agora, use esses desejos para reviver os demais! Comece com o Kuririn, já que ele não poderá ser revivido pelas esferas da Terra.
Aiyme: Certo. Então o primeiro desejo é que reconstrua o corpo de Kuririn, já que ele foi morto com uma explosão.
Porunga: Estou de acordo. – os olhos de Porunga brilham e logo em seguida ele diz – Seu desejo já foi realizado.
Aiyme: O meu segundo desejo é que traga a alma de Kuririn de volta para seu corpo. E que seja aqui, na Terra!
Porunga: Certo. Seu desejo foi realizado. Falta apenas mais um desejo, pense bem nele.
E antes que pudesse fazer seu último desejo, Kuririn surge na frente deles. Todos ficam felizes ao vê-lo e comemoram a sua volta, mas Aiyme tinha que pensar e decidir quem dos outros três Guerreiros Z ressuscitaria primeiro. Então uma voz volta a ecoar em sua mente, trazendo uma resposta para a pergunta...
Yamcha: Aiyme, sou eu novamente. Me reviva primeiro. Nós entramos em um acordo, e Tenshinhan e Chaos irão ficar aqui com o Senhor Kaio por mais um tempo para treinarem.
Aiyme: Está certo então. Você vai ser o primeiro a reviver. – ela diz a ele e logo depois se volta a Porunga – O meu último desejo é que reviva Yamcha, também na Terra.
Porunga: Seus desejos foram realizados. Adeus. – e assim o Deus Porunga desaparece. E depois de alguns segundos Yamcha aparece na frente de todos, inteiramente molhado...
Yamcha: Poxa, Aiyme, se você ia me reviver, que fosse em um local mais seco... – ele dizia, brincalhão e dava um sorriso. Saia de dentro do lago e ia em sua direção.
Aiyme: Yamcha! – ela exclama feliz ao vê-lo novamente em sua frente – Ora, não seja mal agradecido. Pare de reclamar e agradeça por eu ter te revivido...
Yamcha: Se acalme, não estou reclamando. Vem aqui, estava com saudade de você... – ele vinha de encontro a ela e abria os seus braços. E por incrível que pareça, Aiyme não desviou do abraço dele, mesmo estando todo molhado.
Aiyme: Certo, agora você já pode me soltar, está me molhando inteira.
Yamcha: Tava demorando pra reclamar, estava até estranhando... Hahaha!
Dendê: Ei, gente. Eu esqueci de dizer uma coisa a vocês. As esferas demoram um ano para serem utilizadas de novo, e enquanto isso são inúteis.
Aiyme: Um ano?!
Dendê: No caso, um ano de Namekusei, que seriam 131 dias da Terra.
Bulma: Menos mal. Enquanto isso acho melhor não chamarmos muita atenção, mais alguém pode saber das esferas e isso pode causar problemas...
Aiyme: Eu não sei você, mas para mim, ficar parada aqui onde qualquer um pode passar e ver esses seres verdes e de orelhas pontudas com roupas desse tipo não ajuda muito a não chamar atenção... até porque não é nada comum ver alguém assim todos os dias andando por aí, não é?! Temos que ir logo para um outro lugar...
Bulma: Isso é verdade. A Aiyme tem razão, temos que ir para outro lugar...
Aiyme: Só que, lembrando que esse lugar vai ser onde eles – ela aponta para os namekuseijins – vão ter que ficar durante esses 131 dias. Temos que decidir isso rápido. Logo vai anoitecer e temos que descansar, amanhã conversaremos melhor e decidimos quais os outros desejos que faremos...
Bulma: Está bem então. Humm... – ela faz uma cara pensativa – Acho que vocês todos podem ficar na minha casa. Ela é bem grande e bonita, deve ter lugar para de sobra. E também tem espaço para você, homenzinho. – ela se dirige a Vegeta, que estava apoiado em uma árvore.
Vegeta: O-o quê!? Como é que você me chamou?!!
Bulma: Ande, pequeno. Tem um lugar lá em casa para você também!
Vegeta: Ora, sua insolente! Quem você pensa que é para me chamar assim?! Eu não vou para lugar algum e muito menos para a casa de uma mulherzinha irritante assim como você! – disse ele, bufando e cruzando os braços. Mas então a voz de Aiyme ressoa e chama a atenção de todos.
Aiyme: Então fique na minha casa. – disse ela de repente fazendo essa proposta mais que inesperada.
Yamcha: O QUÊ!? Você ficou louca, Aiyme?! Esse cara aí é um assassino psicopata. Ele trabalhou para o próprio Freeza, e além de que ele também já matou a gente uma vez. Por acaso você tem problema de memória, não se lembra disso não?!!
Kuririn: Yamcha! – Kuririn o repreende, mas agora já era tarde. Todos sabiam como Aiyme era e ele não queria vê-la brava, pois isso sempre dava em tragédia... Ela apenas levanta uma das sobrancelhas e estreita os olhos de forma sinistra, encarando Yamcha e fazendo todos gelarem. Aqueles azuis de seus olhos podiam ser tanto atrativos como mortais...
Aiyme: Minha memória é ótima, Yamcha. Ao contrário da sua!...
Yamcha: Ãam?! Como assim, Aiyme?
Aiyme: A verdade é que não foi ele quem os matou, mas sim, aquele outro saiyajin grandalhão.
Yamcha: Mesmo assim, Aiyme. Ele estava junto de Vegeta... E se você sabe de tudo isso, como é que ainda quer que esse cara fique dentro da sua casa?! Da Sua Casa!
Aiyme: Escuta aqui, Yamcha... Eu sei bem o que aconteceu, mas isso não impede que eu o deixe de ficar na minha casa.
Yamcha: Por acaso enlouqueceu de vez ou tem outro motivo pra isso, Aiyme?! Desde quando você é tão bondosa assim?? – ele estava alterado, e claramente com ciúmes.
Aiyme: Não sou muito de fazer caridades, mas nesse caso é questão de inteligência também.
Yamcha: E onde está o fator inteligência em tê-lo sob o mesmo teto que a gente?!
Aiyme: Hunf... Besta! Acha que se algo der errado você pode contê-lo? Ele é muito mais poderoso que qualquer um aqui, então é melhor sermos aliados, e não, inimigos.
Vegeta: Hum... Você tem que admitir que a terráquea tem toda razão nessa parte, sou muito superior a todos vocês... – Vegeta diz com um tom de provocação bem perceptível.
Yamcha: Arr... Seu... – Aiyme o corta.
Aiyme: E então, Vegeta, você vem? – perguntou a ele colocando uma das mãos na cintura e erguendo o queixo em postura imponente.
Vegeta: Hunf, que seja! – disse como se não desse maior importância.
Aiyme: Há! Eu já imaginava... Vamos. – com um sinal apenas, ela vira o rosto para que ele a siga até o aero carro e eles embarcam, indo em direção a casa de Aiyme.
Casa de Aiyme Brief
Aiyme: Já chegamos. – ela pousa o veículo e o desliga. Logo em seguida saem ela, Vegeta e Yamcha, que estava com uma cara péssima.
Após saírem do carro, os três entram na enorme casa e fecham a porta, parando na sala por um instante.
Yamcha: Aiyme, eu vou tomar um banho quente e trocar essas roupas molhadas. Você vai ficar bem estando sozinha com esse cara? – e nesse momento ele olha de canto para Vegeta, que estava de braços cruzados e encostado na parede.
Vegeta: Hunf! – ele revira os olhos.
Aiyme: Deixa de besteira, Yamcha. Está tudo certo, vá se trocar e tomar um banho.
Yamcha: Tá... Se precisar de qualquer coisa é só gritar que eu venho correndo.
Aiyme: Não vou precisar disso. Além de que a imagem de você correndo apenas de cuecas pra me socorrer é deprimente demais para acontecer...
Yamcha: Então eu venho sem nada mesmo... Brincadeira. – ele sai de lá e vai para o banheiro. E é claro que ele não deixou de encarar o saiyajin com um olhar fuzilante.
Depois que Yamcha saiu, Vegeta, que estava calado até então, decide falar com Aiyme.
Vegeta: Escute, terráquea... – ela vira seu rosto em direção a ele – Você disse antes de virmos até sua residência que se preocupava por eu ser tão poderoso e poder destruir esse seu planeta. Mas, acha mesmo que me oferecendo moradia pode impedir que eu mate todos vocês?... – ele fala com ironia.
Aiyme: Hunf! Claro que não. – ela balança a cabeça em negativa e fala debochada com os braços cruzados.
Vegeta: Então por que... – ela o corta.
Aiyme: Porque posso lhe ser útil. – ela descruza os braços e sustenta o olhar no dele – E isso sim pode o impedir de nos destruir...
Vegeta: E no que uma mulher como você poderia me ser útil, terráquea?? – ele se aproxima perigosamente dela, sorrindo debochado. Certamente aquela frase possuía um duplo sentido, e ela logo o captou.
Aiyme: Hunf! Deixe eu lhe contar uma coisa... – ela o olha fixamente, e depois começa a andar pela sala – Eu sou uma cientista, e posso ajudá-lo a se tornar mais forte do que já é. Sei que deve ter algumas metas pessoais, como por exemplo... Ultrapassar Goku em relação a poder. – ela para de andar e dá um sorriso cínico para ele. Sabia que havia tocado em sua ferida.
Vegeta: Aar... Esse maldito! Fiquei sabendo que se tornou um super saiyajin durante a batalha contra Freeza e assim me passou em poder!! – ele estava visivelmente irritado – Mas... E como uma cientistazinha como você pode me tornar mais forte? – ele fazia pouco caso dela.
Aiyme: Hunf!... – ela sorri abertamente, com ar de deboche e lhe responde – Essa cientistazinha aqui tem uma capacidade maior do que você, saiyajin, imagina. Tudo de mais tecnológico está em meus laboratórios, e a máquina pensante mais engenhosa está dentro do meu crânio. Então... Não me subestime!
Vegeta: Se tudo isso for verdade e você puder me fortalecer ao ponto de me tornar um super saiyajin... Então estará feita minha promessa de não matá-los.
Aiyme: Espero que seja honroso em questão de sua promessa, Vegeta...
Vegeta: Hunf! Digo o mesmo de você, terráquea.
Aiyme: Da minha parte está garantido. E só pra você saber... A “terráquea” aqui tem um nome. Me chamo Aiyme.
Vegeta: Hunf! Tanto faz, mulher... A única coisa que me importa é saber como vai me tornar mais forte, e não, como você se chama.
Aiyme: Vou ignorar essa parte... – ela franze o cenho e prossegue a falar – Amanhã falo com você sobre isso e o levo até um de meus laboratórios. Por hora, acho melhor levá-lo até onde será seu quarto. Ande, me acompanhe. – Vegeta nada diz, ele apenas acompanha Aiyme até um dos quartos de hóspedes.
E por falar em quartos de hóspedes, nesse momento Yamcha saia do banheiro e ia até seu quarto temporário que Aiyme havia lhe cedido até que a reforma em seu apartamento acabasse...
Yamcha: Aar... Ainda não acredito nisso... – ele acabava de sair do banho, vestia apenas um calção, secava seu cabelo com a toalha e andava em direção ao quarto. De repente ele dá de cara com um sujeitinho que entrara por sua janela – Pual! O que você está fazendo aqui, amiguinho?
Pual: Yamcha!!! – ele voa rapidamente até ele e lhe dá um abraço – Yamcha, não sabe a falta que você fez!!... Senti muita saudade! – ele chorava de alegria.
Yamcha: Ei, se acalme. Também senti sua falta, Pual. – depois de abraçá-lo por um tempo, ele se separa de Yamcha.
Pual: Mas e então, você está bem, Yamcha? Não parece estar com uma cara muito boa...
Yamcha: Ah, Pual, você me conhece bem mesmo... – e ele suspira pesadamente – É que ainda não acredito que aquele imbecil do Vegeta vai morar junto com a Aiyme agora!
Pual: Mas por que ele vai morar com ela, Yamcha??
Yamcha: Porque a Aiyme disse que por ele ser muito poderoso e apresentar um risco à Terra, é melhor tê-lo como nosso “aliado”... – dizia com desdém.
Pual: Ah... E por acaso vocês dois brigaram de novo, não foi, Yamcha?
Yamcha: É... De novo. E o pior de tudo é que com ela não tem nem como ser feito um acordo. Ah, você sabe como ela é, né?... Mas dessa vez eu tenho que admitir, ela de certa forma tem razão. Vegeta pode destruir facilmente a Terra, e para a segurança dela, é preciso seguir aquele ditado: “mantenha os amigos perto e os inimigos mais perto ainda”. Só espero que ela não siga isso tão à risca, e que essa proximidade não seja tão física, e sim, mais teórica mesmo. Sabe, Pual, eu sei que fiz uma cena de ciúmes ridícula hoje por causa disso, e não quero ter mais essas crises...
Pual: Ah, Yamcha, você com ciúmes? Devia saber que a Aiyme nunca te trairia, ainda mais com esse Vegeta. Você é muito melhor que ele, e eu sei que ela te ama, não ficaria com ninguém que não fosse você.
Yamcha: Ah... Só que eu não gosto nem um pouco de pensar que aquele imbecil vai ficar perto dela... Isso me incomoda, e muito! Ainda mais que agora o meu apartamento já deve ter ficado pronto durante o tempo em que estive morto. Sendo assim, vou ter que sair daqui e deixar esses dois sozinhos... – ele se altera um pouco, ficando vermelho de ciúmes.
Pual: Você não tem com o que se preocupar, Yamcha. Mas se isso te tranquilizar, eu posso ficar de olho nela enquanto você estiver fora!
Yamcha: Jura?! Faria isso por mim, parceiro?
Pual: Claro!
Yamcha: Espera. Não, isso é errado. Não posso pedir que você fique vigiando a Aiyme dentro da própria casa. Eu tenho que confiar nela. Mas... E se ele tentar alguma coisa? E se ele bater nela? Ou pior... E se ele acabar matando ela?!
Pual: Aah... Isso seria terrível, Yamcha.
Yamcha: Está certo, Pual. Fique de olho nela. Mas não porque eu tenho medo que ela me traia ou coisa do tipo... É só por segurança. Única e exclusivamente pela segurança da Aiyme...
E era isso que ele dizia, mas no fundo era exatamente o contrário. Seu medo de perdê-la para o saiyajin era enorme...”
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