Notas iniciais
Sim, vou postar 3 caps num dia

A escola havia sido normal, na saída, uma chuva se iniciara, e bem forte. Misty deixou o guarda chuva para as menores enquanto ela, Drew e Iris estavam cobertos pelo capuz. Enquanto andavam, o coordenador James passou ao lado deles, lhes oferecendo carona. O grupo se entreolhou e acabou aceitando a carona do prof., que ouvia a rádio local.

– As ruas Horsea, Corsola e Squirtle encontram-se alagadas e...

– Vocês moram na Horsea, não é? — Questionou o azulado e todos assentiram. — Certo, vão ficar na minha casa até o alagamento passar.

– Obrigada prof.! — Exclamaram todos.

O caminho permaneceu quieto até chegarem na rua Camerupt. Pararam num sobrado alto e amarelo claro, de frente, se via duas janelas em cima e duas janelas e uma porta embaixo. O homem pegou as chaves e abriu a porta, onde foi abraçado por uma garotinha de cabelos vermelhos, lisos e curtos e olhos castanhos claros. Ele retribuiu, encarando uma mulher de olhos azuis, cabelos vermelhos, lisos e com um penteado excêntrico.

James deu um abraço na mulher e deu-lhe um beijo na bochecha. Apresentou-a, era sua irmã mais nova, Jessie, e a pequenina era sua sobrinha, Lizzie, de 5. A maior sorriu largamente, cumprimentando a todos, mas ao ver Misty, levou um certo baque e arregalou os olhos. A ruiva estranhou, mas não comentou nada.

– Sintam-se em casa! — Exclamou a de cabelos vermelhos e olhos azuis, sorrindo. — Vou por a mesa para almoçarmos.

– Não temos muitas visitas aqui... — Disse a menor.

Assim foi, Lizzie e Dawn brincavam, enquanto Iris estava conversando com Jessie, Drew e May trocavam selinhos no sofá e Misty explorava a casa. Era um lugar razoavelmente grande. A menina subiu as escadas e encontrou o escritório do coordenador, adentrou o cômodo, um local de portas corrediças ao estilo japonês, uma mesa grande no meio da sala com uma cadeira de rodinhas atrás da mesma. Encostado na parede de frente à porta até a parede esquerda, encontrava-se uma prateleira repleta de livros e a janela do lado direito.

A ruiva notou que haviam pilhas de papéis na mesa e um porta-fotos, ela caminhou até o móvel e fitou uma foto peculiar. Era o coordenador junto de uma mulher ruiva de cabelos longos e lisos e olhos azuis penetrantes, ambos estavam abraçados e massageavam a barriga da mulher, que aparentemente estava grávida de 6 meses. Misty estranhou, aquela mulher era idêntica à sua verdadeira mãe, Lucy Waterflower.

– Ela era perfeita... — Comentou uma voz masculina atrás dela. — Pena que vivíamos como amantes, mas sei que nosso amor era verdadeiro.

– Eram amantes? — Ela questionou.

– Sim. Sabe, ela era casada com o dono do ginásio de Cerulean, mas foi algo arranjado, já que o pai dela era o prefeito. Nos conhecemos quando estávamos na faculdade, acabamos trombando e tendo vários encontros na biblioteca. Começamos a namorar três semanas depois, e mesmo depois do falso casamento dela, continuamos nosso namoro. Foi quando ela estava grávida uma segunda vez que descobri que a criança era minha. Sabe, eu queria muito saber como era minha filha... Nunca tive a chance de vê-la...

– Mas por que?

– O marido dela descobriu nosso caso... Ela disse que era melhor eu sair da cidade temporariamente. Aproveitei este tempo para cuidar do meu pai e da minha irmã. Quando meu velho faleceu, há uns anos, voltei com Jessie e Lizzie para cá, e tive a infeliz notícia de que meu amor partiu dessa pra melhor. Eu não tive coragem para perguntar da minha menininha, nem como ela era, nem nada.

A menor fitou o chão. Até que, por um momento, tudo se conectou em sua cabeça. Ela encarou o maior, arregalou seus olhos esmeraldinos que começavam a marejar e abraçou o outro. O azulado estranhou o ato da ruiva, o que lhe havia acontecido para a menina agir daquela forma?

– C-coordenador... V-você...

– Eu...?

– Você está na frente de sua filha. — Disse a menina, desatando a chorar. — Eu sou filha de Lucy Waterflower, mas não do mesmo pai que as outras três... Sou fruto da união dela com um amante... Descobri isto quando minha mãe postiça, que é irmã de minha verdadeira mãe, veio nos visitar, descobri que minha irmãs postiças são minhas primas de sangue... Então...

James apenas estava surpreso. Foi então que o mesmo fechou os olhos e respirou profundamente, pegou um dos livros e procurou algo. Foi então que o mesmo pediu para a ruiva esperar um pouco. O azulado retornou com dois cotonetes e duas placas de pétri. Ele pediu para a menor abrir a boca, o mesmo pegou um pouco da saliva dela e colocou numa das placas, depois, colocou a própria saliva na outra.

Para a sorte de ambos, o resultado seria imediato. Após alguns minutos, foi-se descoberto: James Kojirou era o pai biológico de Misty Waterflower. Os dois se entreolharam, as lágrimas antes cessadas teimaram em voltar e deixaram ser roladas. O azulado abraçou a filha fortemente, como se esperasse esse encontro há séculos. Uns minutos depois, os dois se entreolharam, com um sorriso no rosto. Resolveram descer logo em seguida, para não assustar os outros.

– Está tudo bem? — A menor de cabelos vermelhos questionou.

– S-sim... Só estou alegre... — Respondeu o homem.

A lasanha da maior de cabelos vermelhos era uma maravilha, todos os presentes se deliciavam com aquilo, principalmente Iris, que há tempos não comia o prato. A de cabelos arroxeados fitou a melhor amiga com cara de: "Precisamos conversar", coisa que não preocupou Misty, ela provavelmente já sabia do que se tratava.

– Bem pessoal... — James se pronunciou. — Eu só queria dizer que... Bem... Acabei de encontrar minha filha. Não é Misty?

A outra assentiu, deixando todos surpresos e incrédulos. Lizzie e Dawn, por serem menores, não estavam entendendo direito a situação. Agora tudo na cabeça do coordenador fazia sentido, por isso que quando algum menino dava em cima da menina e ele estava por perto, expulsava o garoto de lá, por isso sempre ficara mais atento com ela na escola, tudo viera à tona.

Jessie sorriu alegremente, abraçou Misty que estava ao seu lado e desatou a chorar, ela estava ajudando na procura da sobrinha desaparecida e finalmente havia encontrado-a. Drew, Iris e May estavam alegres e não paravam de sorrir para a amiga/irmã. Eles terminaram o almoço um tempo depois, logo em seguida, a menina perguntou se poderia ir ao hospital ver Ash.

– Claro, deixe que eu te levo. — Disse o azulado.

Misty agradeceu, se despedindo de todos que iriam ir para casa. Apenas ela e Drew iam visitar o moreno no hospital, o mesmo aparentemente já estava melhor. Não tardou muito para chegarem, James disse para os dois ligarem quando saíssem do local, estava com medo de que Gary viesse atrás deles.

Os dois adolescentes se despediram do azulado e adentraram o hospital, caminharam até o quarto de Ash, que era bem no começo. Eles bateram na porta, puderam ouvir o dono do Pikachu dizer para entrarem. Ao abrirem a porta, a ruiva correu até o adoentado, que sorria largamente para Misty. O esverdeado via a cena de longe, com um sorriso no rosto, se aproximou dos dois e deu um aperto de mão no outro.

– Então, o que aconteceu enquanto estive aqui?

– Ah, descobri quem é meu pai! Você não vai acreditar, mas sou filha do coordenador James!

– QUE?!

Ela contou toda a história, ambos os rapazes ficaram incrédulos e surpresos com tal caso. Continuaram a conversar normalmente, o rapaz esfaqueado sairia do hospital amanhã às 13:00. A ruiva pensou, amanhã seria sábado, poderia passar a noite com ele no hospital e Delia descansaria um pouco, afinal, estava desde ontem no local com o filho. Quando a mãe de Ash chegou no cômodo, Misty perguntou se poderia fazer tal coisa e a outra assentiu.

– Com licença... — Disse o Dr. Kazuma, entrando. — O horário de visitas acabou.

– Certo, Misty, cuide bem do meu bebê! — Comentou a maior.

– M-MÃE! — O moreno exclamou, corado.

Todos riram da cena e logo em seguida Delia, Drew e o médico saíram. Ash deu espaço para a ruiva sentar-se ao seu lado, na intenção de conversarem mais um pouco. Ela contou que teriam prova semana que vem e que a matéria era fácil demais. Continuaram a conversar normalmente, até alguém bater na porta.

– Entra! — Ele disse.

– Oi Ash! — Disse Brock. — Ah, oi Misty! O Drew me avisou de tudo e vim visitar vocês!

– E aí Brock! — Disseram os menores.

Foi então que todos os três continuaram a conversar. O moreno mais velho disse que estava muito surpreso com a descoberta que a ruiva fizera sobre seu pai, e que lembrava-se do dia em que a menina chegou na porta da casa de Johanna. Foi numa manhã calma e tranquila, Lucy estava com a bebezinha em seus braços, deu um último beijo na testa da pequena e entregou-a para a irmã mais nova. A conversa foi até o horário da visita do maior acabar. Após isso, Misty e Ash dormiram, abraçados.