Notas iniciais
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo.

Uma bruxa que quase morreu de agonia e ansiedade quando ele tomou seus lábios para um beijo arrebatador.

— Emília, olhe para mim — Pediu e ela olhou em seus olhos, evitando baixar as iris castanhas e ver a ereção eminente — Sabe quem sou, e não me confunda com um homem qualquer capaz de cometer atos desprezíveis. Eu a amo, sou louco por você – Alertou e notou a expressão dela mudar, talvez um pouco mais suave.

Incentivado, desceu as mãos para seus quadris arredondados, sentindo seu corpo enrijecer, cada músculo tenso, e tocou a barra da camisola, tencionando subir o tecido e tirá-lo de seu corpo.

Ele pressionou o sexo contra sua pélvis e saboreou o estremecimento que a perpassou. Emília não lhe era indiferente, e essa certeza o encheu de autoconfiança. Ele tomou seus lábios, cobrindo-os com desejo, e o beijo só acabou quando ambos precisaram de ar, mas ele não deixou que ela tivesse tempo para pensar. Prosseguiu, beijando seu pescoço e descendo em direção ao colo, enquanto suas mãos buscavam a barra da camisola e a erguiam de uma vez só.

Sungou o tecido sem muito cuidado até a altura das cintura, separou suas coxas, e arreou a própria calça. E então se colocou entre elas, ele ouviu o grito apaixonado da bruxinha quando ele a penetrou numa só estocada.

Emília sentiu o choque, e então, fechou os olhos, saboreando aquilo que vinha desejando tanto nos últimos dias. Longo, profundo, grosso e macio. Quente, deslizando cada vez mais forte para dentro do seu corpo, que estava completamente pronto para recebê-lo. Ela não podia imaginar como conseguiu sobreviver “sem aquilo” por tanto tempo. Mas era tanta tensão por causa da suspeita de gravidez...

Bernardo empurrava o corpo pequeno a cada estocada, o rosto abafado contra seu pescoço, sentindo-a completamente perdida naquele mundo de prazer.

Não era bom o bastante, a camisola atrapalhava, suas roupas atrapalhavam. Carregando-a, jogou-se com ela sobre o meio da cama.

O tecido subiu da camisola subiu, e espalhou os cabelos castanhos por todo o travesseiro e ele admirou o efeito, notando que era observado. Arfante, ela esperava por mais. Por mais que negasse, ela esperava por mais, e ele estava ansioso por lhe dar mais e mais!

Aspirando o perfume daqueles cabelos ele deslizou a língua por seu pescoço, molhando a pele e arrancando gemidos involuntários. Esse som foi direto para seu sexo, que relegado em segundo plano, exigiu atenção. E Emília lhe deu atenção, mesmo que involuntariamente, ao se mexer e sem querer, roçar a barriga em seu comprimento.



Sem resistir mais, ele se afastou, somente para se livrar das roupas, agora inuteis.

Nus, olhos nos olhos, ele achou que ela tinha perguntas, mas não as faria, seja por orgulho ou pela inconveniência do momento.

— Você é linda! — Ele olhou seu corpo, admirando cada curva. – Esse fiel não é louco de abandonar sua Deusa, minha tolinha...

Pensou ter visto um sorriso em sua face, mas esqueceu-se de tudo quando ela tentou se ajustar embaixo do seu peso, e isso provocou um profundo gemido nele.

—Oh! Você é deliciosa! – Ele gemeu antes de reivindicar sua boca em um profundo beijo molhado.

Emília não pensou em afastá-lo, embora sua mente a mandasse fazer exatamente isso, mas em dado momento, sua mente se desligou quando sentiu aquelas mãos enormes em seus seios. Soltou-se de seu beijo incrédula, e ele desceu a cabeça diretamente para seu peito, abocanhando um mamilo, que sugou com força e avidez, causando nela um choque de prazer, e passou o braço por suas costas, quando ela arqueou o corpo em sua direção oferecendo o quadril.

Com as mãos, sondou-a, notando o quanto estava úmida e pronta. Era um vale escorregadio e rosado, pouco oculto pelos poucos pelos castanhos, protegido pelos lábios carnudos e deliciosos que cobriam sua entrada. Era perfeita, e ele desejou se afundar dentro dela sem pensar nas consequências!

Reivindicando o que era seu, posicionou-se entre suas pernas. Dobrando o corpo sobre o dela, guiou-se a sua entrada, forçando de leve. Como por magia, resvalou para dentro, sem dificuldades. Gemeu como um garoto inexperiente, ao sentir o calor e a umidade que o circundava e ouviu o gemido dela de rendição.

Para seu total desespero, a danadinha passou uma perna por seu quadril, e isso a abriu mais, facilitando as investidas e o ritmo aumentou.

Ele jogou a cabeça para trás, rugindo como um animal ferido, diante do inexorável prazer que o percorreu ao afundar-se dentro daquela mulher fervorosamente apaixonada. Emília o empurrou em determinado momento, e ele sentiu um principio de pânico, ao pensar que pararia de corresponder ao ato.

Com toda a força que a raiva havia lhe dado, Emília empurrou-o, sendo levada por ele, e quando se viu sobre seu corpo, ela esqueceu qualquer intuito de vingança, descendo o quadril sobre o dele com tanta força que sentiu um pouco de dor.

Mas não importava! Nada importava!

Finalmente, finalmente, finalmente, finalmente, finalmente....

Oh, finalmente ele estava dentro dela!

Seu corpo tombou sobre o dele, suas mãos apoiadas no colchão em cada lado da cabeleira negra, usando esse apoio para dar impulso para subir e descer sobre ele com força e rapidez. Ele tinha a cabeça atirada para trás, os olhos fechados e gemia muito, vitima dos seus ataques.



Bernardo segurou em sua cintura ajudando-a a seguir os movimentos, todo corpo pequeno grudado ao dele, a intimidade tão avassaladora, que se deixou guiar por ela.

Desse modo acabaria esfolado. Quis rir de sua pressa, de sua vontade, mas não tinha coragem, pois era a mesma sensação que tinha. O mesmo desejo de chegar a um lugar onde os dois se entendiam maravilhosamente bem.

Ela gritou, se contorcendo, e certo que acabaria machucando-a, pois estava cada vez mais apertada e frenética, girou o corpo com toda sua força, até ter seu corpo sob o dele. Saiu do seu recanto mágico, e a girou novamente.

De joelhos, no meio da cama, Bernardo a segurou deitada de costas, admirando o corpo pequeno em suas mãos. Emocionado com a fragilidade daquela estrutura óssea, as costas tão lisas, miúdas e o bumbum tão arrebitado, guloso e macio, curvou-se para beijar suas costas, devorando a pele, e descendo mais e mais enquanto ela se contorcia sob o calor e a umidade de seus beijos.

Emília se moveu, se contorcendo sob os beijos deliciosos, remexendo-se na busca por mais, suas mãos para trás, tentando tocar suas coxas masculinas, mas encontrando apenas o tecido da cama como resposta. Frustrada, gemeu, sabendo que seus gemidos o enlouqueciam tanto quanto a obvia necessidade impressa em seu corpo, se esfregando contra ele.

Incapaz de conter-se por muito tempo, ele se colocou entre suas coxas, e a penetrou num único movimento profundo. Ela gritou algo como ‘não pare’, mas ele não entendeu direito, pois estava mordendo o lençol, sua voz abafada.

Segurando em sua cintura, ele a puxou para trás, erguendo-a e fazendo ambos ficarem sentados sobre os joelhos, encaixados.

Emília se contraiu, as coxas retesadas pela posição difícil para alguém tão pequena. Insensível, Bernardo recomeçou os movimentos, sentindo o exato momento em que a paixão sobrepôs ao limite do corpo, e ela se pôs a gemer em prazer.

As mãos firmes se embrenharam no emaranhado perfumado de seus cabelos, que o enlouqueceu.

Emília esfregou-se contra ele, suas mãos correram por trás, tentando segurar sua cintura, ou seu peito, sentir sua pele, até que achou um porto seguro nos cabelos negros. Dobrou-se o máximo que pode, para beijá-lo.

Bernardo tomou seus lábios, uma de suas mãos agarrando seu seio, o braço cruzado sobre seu frágil corpo, apertando-a de uma forma que trouxe borboletas a sua barriga, num carrossel de cores e sentimentos.

Os dois se moviam numa dança única, os quadris grudados, seu fabuloso pênis afundando o máximo possível, pouco saindo a cada estocada. Os lábios se buscavam e se amassavam, gulosos, querendo mais e mais, como se apenas a união intima de seus sexos não fosse o bastante.

Emília gemeu e gemeu, soltando-o em busca de ar, sua cabeça se movendo e se esfregando em seu ombro, enquanto ele agarrava com mais força, afundando suas nadegas contra suas coxas masculinas a cada penetração.

— Me pega! – ela implorou – Me pega, Bernardo, me pega assim, oh, por favor....

Sentados sobre os joelhos, ambos dançavam uma dança única, subindo e descendo, os corpos quentes, vermelhos e começando a suar, pois apesar da temperatura amena, os movimentos eram frenéticos.

Tão dentro, era apenas nisso que Emília pensava, tão dentro, e fundo, quando o amor que sentia por aquele homem!

Finalmente, eles eram um. Finalmente... Gritou quando uma mordida em seu pescoço descarregou uma carga de energia e desejo por suas veias, os movimentos dos quadris de ambos levando-a a um ápice onde não havia volta.

Não havia volta. Jamais abriria mão desse homem!

Seu corpo ficou tenso, o pênis pareceu crescer dentro dela, quando suas coxas apertaram e seu corpo convulsionou sendo dominado pela dor de um grande orgasmo.

Bernardo foi sugado pelo seu gozo, libertando-se quando ela tremeu e o ordenhou selvagemente dentro de si. Incapaz de controlar-se, tombou com ela, pesando sobre seu corpo.

Emília praticamente desapareceu sob ele, sendo possível ver apenas o grande corpo de homem que a cobria como um grande cobertor, respirando arfante contra suas costas delicadas.

Por alguns minutos o único som dentro do quarto, era o som alto e angustiante das respirações alteradas, e o farfalhar das cortinas, que a brisa movia, vinda da janela aberta.

Vagamente consciente, Bernardo tentou se mover, mas ela segurou-o. Seu braço estava caindo ao redor dela, e Emília segurou-o, trazendo-o para mais perto do seu rosto, onde beijou a pele e recostou-se no calor que era oferecido.

Deveria estar esmagando-a, mas também não tinha nenhuma força de vontade para solta-la.

Queria e precisava repreendê-la pela atitude que vinha tendo, mas não podia fazer isso agora. Não diante de uma demonstração de ciúmes tão caro, e direto.

Emília sentia o mesmo ciúme doentio que ele, e isso era amor, não era? Não tinha dúvidas, ela ainda o amava com a mesma intensidade que antes. Reconhecia seus sentimentos, pois eram os mesmos que sentia.

— Cheira a rosas – ele sussurrou, sentindo seu cheiro, roçando o nariz em seu cangote.

— Hum.. Devem ser os sais que Raimunda usou no meu banho... – ela respondeu no mesmo tom, sem condições de erguer a voz.

Bernardo seguiu cheirando o pescoço delgado, sentindo a maciez da pele ao longo da sua coluna, se perguntando como aguentou essas semanas sem tocá-la. Era um louco ou um santo!

Emília ficou imóvel, sentindo os beijos molhados descerem por seu corpo enquanto sentia sua rigidez novamente, pressionada contra suas nadegas. Bernardo a queria novamente. Essa constatação a preencheu de luz e alegria cada recanto do seu coração tristonho e escurecido pela dor da rejeição.

Bernardo gemeu quando notou que não havia nenhum traço de recusa no modo como ela ergueu o quadril de encontro a sua ereção. Pelo contrario, se oferecia, e pedia por mais. Orgulhoso, seguiu beijando-a por todo o caminho dos ombros, braços, e costas.

Ouviu um barulho rente a porta, e por isso foi obrigado a se afastar. Emília moveu-se também, e por um segundo teve medo que ela fugisse.

Para sua intranquilidade, ela se virou de costas contra o colchão e ficou olhando para ele, esperando por ele. Imagem deliciosa, pensou, enquanto abria a porta para apenas espiar os corredores. Imagem infinitamente deliciosa!

Sua mulher, deitada, a sua espera. Os seios macios, empinados e cheios, esperando por seus beijos, os mamilos suaves e rosados, esperando serem atiçados e enrijecidos por sua língua novamente.. As pernas um pouco afastadas, pode ver que estava avermelhada e provavelmente ficaria dolorida e inchada. Mas naquele momento nenhum dos dois se importava com o depois!

— Posso sentir seu cheiro, sua pele arrepiada...Porque me maltrata, se me deseja do mesmo modo que a desejo? —

Não era uma pergunta que desejasse resposta, e com efeito, beijou-a na esperança de que não respondesse.

Seu corpo sobre o dela, e Emília subiu ambas as pernas prendendo-o na esperança que não se afastasse. Abraçou-o com braços, pernas e corpo, esperando que não quisesse se afastar.

Emília continuava tão úmida, e escorregadia que a penetração se deu naturalmente, começando a mágica dança do amor imediatamente.

Um amor calmo, saciado, como quem quer apenas reafirmar a posse sobre o outro coração.

E era exatamente isso que ambos queriam. Reafirmar a posse e o desejo latente que os tornavam escravos um do outro.

Em nenhum momento os labios se separaram, embora se afastassem ocasionalmente para respirar, ainda assim as bocas estavam se roçando, os gemidos se misturando, os olhos focando um ao outro. Durante todo o tempo, a única coisa que se ouviu, foi o som molhado que seus sexos produziam a cada invasão, e o barulho do chão sendo arranhado pelo vai e vem dos pés da cama contra o chão, pois o móvel seguia os movimentos dos corpos.

O carinho, a mágica de se amar deu lugar a completa paixão, a agonia do êxtase e a busca incansável por mais.

Os movimentos não pareciam o bastante, os beijos, os gemidos e sussurros, não eram o bastante, havia mais, muito mais. Emília segurou seu rosto, fixando o olhar no dele, antes de beijá-lo uma vez mais, dessa vez com toda a paixão refreada, como se quisesse apagar daqueles lábios a lembrança de outros beijos de outras amantes.

Por sua vez, Bernardo agarrou sua coxa, segurando-a ainda mais perto, enquanto aumentava as penetrações, levando-a diretamente para aquele turbilhão de emoções que a deixavam fora de si.

Os corpos estavam colados e o suor do corpo de Bernardo misturava-se a pele de Emília, o cheiro másculo a inebriando, e nada no mundo poderia ser mais poderoso que o cheiro do seu homem, o suor do seu corpo, enquanto a fazia sua, marcando-a com sua semente.

Ela arfou baixinho quando gozou. Um som que mais lembrava um soluço e um lamento. Um lamento por ter acabado, um soluço pela emoção tão profunda que a deixava completamente tremula, arrepiada a fraca.

Bernardo se moveu varias vezes antes de conseguir parar. Era como se seu corpo ainda quisesse continuar, apesar da paixão satisfeita.

Foi se acalmando, sentindo os beijos meigos que ela distribuía por seu pescoço e queixo. Olhou para baixo para sua Emília que assistia seu prazer, e pouco a pouco foi se controlando, até permitir-se descansar sem seus braços, consciente de ter matado a saudade.