Notas iniciais
Oi, gente. Antes de mais nada, eu peço desculpas pelo tamanho do capítulo. Sério, estou há quase duas horas escrevendo e não consegui desenvolver nada, e ele ainda está sem revisão, então pode conter erros. Vamos conversar um pouco antes do capítulo, tudo bem? Esses dias têm sido difíceis, não? Eu estou bem abalada emocionalmente por causa daquela tragédia na Colômbia, e eu nem sou torcedora do Chapecoense. Moro na Bahia, até. É difícil "ver" um acidente desses e não se comover, ainda nem tô acreditando que ele realmente aconteceu. Bom, para finalizar, eu gostaria de fazer um pedido a todos vocês: Vamos fazer 1 minuto de silêncio? Vamos orar pelas vítimas, pelos familiares, amigos, e todos estão sofrendo com essa perda tão dura? Novamente, eu me desculpo com vocês pelo capítulo, que não ficou muito bom, mas eu realmente não estou em condições de fazer algo melhor :(( Boa leitura

Fatinha havia começado a estagiar em uma renomada empresa de arquitetura do Rio de Janeiro, no entanto, a loira estava desanimada.

Lia e Vitor não poderiam mais viajar, pois, o garoto fora chamado para trabalhar em um grande hospital da capital.

É claro que ela tinha ficado feliz pelo amigo, mas, a cada dia que passava, ela se sentia mais sozinha.

— Que dia – resmungou, tirando os sapatos e jogando-os em qualquer lugar do apartamento. – Pelo menos é sexta. – Deu de ombros e jogou-se no sofá, pegando o celular, que começara a tocar. Era Juliana.

— Oi, Ju – cumprimentou animada.

— Fatinha, vem aqui em casa AGORA! – falou e logo desligou, deixando a amiga preocupada.

Maria saiu do apartamento do jeito que estava, sem sandália e tudo, e bateu na porta do apartamento em frente, enquanto divagava sobre a vida.

— Fatinha? – ouviu seu nome ser chamado e encarou o moreno em sua frente, que sorria para ela.

— Oi, Bruno. A Ju está? – perguntou sem jeito

— Claro, entra aí – deu espaço para a mesma, que entrou envergonhada.

Desde a confusão com a Ex dele, Fatinha havia se afastado. Era o melhor a se fazer.

— Você sumiu – ele comentou, fechando a porta.

— Muito trabalho – sorriu amarelo e ele assentiu.

— Bom, o quarto dela é a 2° porta à direita, fique a vontade – disse, jogando-se no sofá e pegando o notebook.

O clima entre eles estava estranho, Fatinha notou sem humor.

— Ju – bateu levemente na porta, que foi aberta em poucos minutos.

— Só você pode me salvar – disse, apavorada.

***

— Eu não acredito que você quase me matou do coração por isso, Dona Juliana – fingiu-se de brava.

— Ai, Fatinha, desculpa – riu – mas eu precisava de uma segunda opinião sobre o vestido da festa de amanhã. Você vai, não é?

— Não sei – foi sincera. – Esses dias têm sido difíceis.

A outra não discutiu, ela via a correria diária da loira, que mal tinha tempo pra ficar em casa.

— Bom, eu já vou. – levantou-se. – Amanhã é dia de acordar cedo – fez uma careta. Ela odiava limpar a casa.

Ambas saíram do quarto rindo e discutindo sobe métodos de limpeza, quando Fatinha notou que Bruno não estava mais na sala. Ela disfarçou, mas Juliana notou.

— Procurando alguém? – perguntou cínica.

— Ai, Juliana, não enche – bateu levemente no braço da amiga, abraçando-a em seguida. – Boa noite.

— Boa noite.

Fatinha estava tão cansada que mal se deitou e já estava dormindo.

***

— Já vou, inferno – Maria resmungou, jogando o cobertor para o lado e levantando cambaleante. Quem diabos ia para a casa dos outros às... 8 horas da manhã? Em um sábado?

Fatinha bufou descontente e abriu a porta, mas não tinha ninguém, só um papel no chão.

“idiota” pensou irritada e pegou a folha, fechando a porta e começando a ler o conteúdo.

— Eu não acredito nisso. – riu. – Quantos anos essa garota tem?

Sem dar importância, Fatinha deixou o papel sobre a mesa e foi preparar o café da manhã, pois o dia seria corrido. Contudo, antes de chegar à cozinha, ouviu o celular tocando, e correu para atender, antes que a ligação caísse.

— Oi – atendeu ofegante, sem olhar o visor.

— Fatinha? ‘Tá tudo bem?

— Ah, oi Bruno – sorriu levemente – ‘tá tudo bem sim.

— Eu te acordei? Olha, eu posso ligar mais tarde

— Não me acordou. Na verdade, quem me acordou foi a sua namoradinha.

— Namoradinha? – debochou.

— A Ana.

— Ela foi aí? O que ela queria? – perguntou preocupado.

— Eu não falei com ela – sentou-se na cama -, mas ela deixou um recado pra mim.

— Recado?

— Sim – riu-, tipo aquelas coisas de filme, sabe? Com recortes de jornal e tudo – ironizou – Estou morrendo de medo.

— Eu quero ver isso.

— Depois eu te mostro. Então, você me ligou só para ouvir minha voz maravilhosa? – brincou

— Não, eu ia te chamar para ir à praia.

— Nem vai dar Bruno. Hoje eu tenho que arrumar o apê

— Mas só vamos mais tarde – insistiu

— Eu vou ver aqui, aí te respondo.

— Ok, tchau.

Fatinha desligou o celular e começou a adiantar seu serviço, nem tomou café.

Duas horas depois, jogou-se no sofá, cansada.

“Bruno, a proposta ainda está de pé? Acho que vou aceitar” enviou a mensagem e foi tomar banho.

Assim que terminou, a campainha começou a tocar.

indo – correu enrolada na toalha e abriu a porta.

— Você vai assim? – Juliana brincou

— Sim, vou arrasar, não vou? – deu uma voltinha – já volto.

Depois de arrumada, Maria preparou a bolsa, pegou dinheiro e o celular, e foi para a sala, onde encontrou Juliana com o recado de Ana em mãos.

— Quem te mandou isso? – indagou curiosa

— Nem queira saber – fez pouco caso. – Vamos?

— Sim – a morena concordou, levantando-se. – Eu vou chamar o Bruno.

— É o tempo que eu fecho o apartamento. Ah, eu vou esperar vocês lá embaixo, preciso falar com o Severino.

— Certo, até daqui a pouco.

— Até.

Fatinha caminhou apressadamente para o elevador, cumprimentou uma Senhora que morava no mesmo andar, e começou a batucar os dedos no celular. Depois, foi procurar Severino. Ela ainda estava se adaptando à nova vida, então sempre que tinha alguma dúvida, ia procurar o Porteiro.

— Valeu Sevê – despediu-se

Severino apenas acenou e voltou ao trabalho.

Ao atravessar a rua, Fatinha, que estava distraída com o celular, não viu o que aconteceria, apenas sentiu o impacto da moto e caiu, tonta.

— FATINHA! – Bruno gritou ao ver a cena e correu até ela, que estava levantando-se. – Ei, ei, você não pode levantar. – segurou- a pelo braço. Quem passava pela rua olhava para eles com curiosidade. Já estava se formando um circulo de curiosos – Vamos para o hospital.

— Eu estou bem, Bruno – falou, antes de desmaiar.

Notas finais
Beijos, amores, até mais.