Notas iniciais
Olááá Tudo bem, gente? Nem demorei muito, não é? Então, vejo vocês nos comentários? Aproveitem a leitura.

O final de semana não tardou a chegar, e, depois de muitas lágrimas e despedidas, Fatinha estava embarcando no avião.

— Misericórdia, que calor – alguém reclamou ao seu lado, enquanto sentava-se na poltrona. – Boa tarde, minha filha.

— Boa tarde – respondeu vagamente, mal prestando atenção. Fatinha estava cansada, seus últimos dias na capital mineira haviam sido desgastantes, e se mudar para outro estado a assustava um pouco. Em pouco menos de 1h ela estaria pousando no Rio de Janeiro.

— Primeira vez no Rio? – a mulher perguntou, notando o desconforto da mais nova.

— Sim, estou indo trabalhar. E a sua? É a primeira vez? — atrapalhou-se com as palavras, fazendo a estranha sorrir.

— Ah, não é minha primeira vez. Estou indo visitar meus filhos.

A conversa seguiu tranquilamente, e em pouco tempo o avião pousou no destino.

— Até mais, Dona Marta.

— Que Dona o quê, menina. – riu balançando a mão – É só Marta. Meu filho já deve estar aqui – comentou, olhando ao redor.

— Bom, eu já vou. Tchau – Maria de Fátima despediu-se antes que a mulher pudesse convidá-la para conhecer seu filho.

— Okay, tchau.

***

Logo que chegou ao Prédio onde moraria, Fatinha já fez amizade com o porteiro, Severino, que a ajudou com as malas.

— Obrigada, Seu Severino, te devo uma – brincou.

— Que nada, menina Maria.

— Tchau – despediu-se e chamou o elevador, enquanto esperava, retirou o celular do bolso e ficou trocando mensagens com o Casal 20, Lia e Vitor. Já havia ligado para os pais e avisado que a viagem ocorrera bem, agora ela só queria dormir e acordar na próxima semana.

Distraidamente, a garota entrou no elevador e digitou o numero do seu andar, sem prestar muita atenção ao redor.

— Oi, você é a moradora nova? – uma jovem morena a abordou, assustando-a.

— Ai, Jesus – botou a mão no peito e sorriu sem graça. – Desculpa, eu estava um pouco aérea. Sim, eu sou a moradora nova, Maria de Fátima, prazer. – estendeu a mão para a outra, que retribuiu o cumprimento.

— Eu sou Juliana, mas você pode me chamar de Ju.

O elevador chegou no 10° andar e ambas saíram do mesmo.

— Parece que seremos vizinhas, Maria de Fátima – brincou, achando graça.

— Fatinha, por favor. – pediu – É, seremos vizinhas – começou a rir, pois já estava gostando do Rio. Até mais do que suspeitara.

— Bom, eu tenho que ir, minha mãe chega de viagem hoje, e eu tenho que dar uma arrumada na casa – fez uma careta engraçada.

— Ok, então até mais, Ju.

Rapidamente elas se despediram e entraram em seus respectivos apartamentos.

***

Malas desfeitas, Maria de Fátima estava só o pó, como sua avó costumava dizer.

— Já vou – gritou assim que ouviu a campainha.

Logo que abriu a porta, Fatinha quase caiu para trás. Era ele.

***

Flashback ON

A noite estava ótima.

Fatinha, Clary e Bruno estavam pra lá de bêbados, mas não se importavam com isso.

— Prima, eu vou ir pegar mais disso – Clarissa mostrou o copo.

— Claro.

Em poucos minutos Fatinha estava envolvida em uma dança sensual com Bruno.

— Você não tem namorada? – perguntou, sem poder se conter.

— Eu tinha, mas demos um tempo. – Confessou – Ela era um pouco difícil.

— Ah, entendo – comentou, lembrando do seu ex, Eriberto.

— Bom, vamos aproveitar a noite – o moreno disse sorrindo e a loira perdeu o fôlego. Que sorriso, ein?

Flashback OFF

***

Bruno estava aliviado.

Ana havia sumido, sua mãe chegaria em breve, em pouco mais de dois meses ele se formaria. Tudo estava indo perfeitamente bem.

— Maninho você tem que ir buscar a Mamãe que horas? – Juliana apareceu em seu campo de visão.

— Agora, Ju. – respondeu, levantando-se e apanhando as chaves na mesa de centro. – Tchau.

O dia estava relativamente quente, o que deixava Bruno mal humorado.

— Boa tarde, seu Bruno – Severino falou radiante.

— Boa Sevê. – respondeu, notando a empolgação do mesmo. – Amanhã é feriado? – Brincou. Geralmente Severino só ficava animado quando era alguma data especial.

— Não, é que a nova moradora chega hoje.

— Ah – fez pouco caso. – Que ela seja muito bem vinda. Bom, eu tenho que ir, até mais – despediu-se, saindo rapidamente, pois não queria se atrasar.

***

Marta estava eufórica, passara o caminho todo falando sobre uma jovem super simpática que havia sentado do seu lado no avião.

— Meu filho, você tem se alimentado direitinho? – mudou de assunto, ao notar a expressão cansada do mais novo.

— Sim, mãe – respondeu prestando atenção no trânsito.

— Hm. – apenas resmungou, conhecia o filho muito bem e sabia quando ele estava mentindo.

Eles não demoraram a chegar ao apartamento, que estava abarrotado de compras.

— Chegamos – Bruno avisou à irmã, jogando as chaves em qualquer lugar e recebendo um olhar torto da mãe.

— Guarda isso direito, menino – fingiu estar brava.
— A Mamãe nem chegou direito e você já está aprontando, Bruno? – Juliana fez graça.

Passado o surto inicial de reencontro, as coisas já estavam mais tranquilas e Marta voltou a falar sobre a tal jovem.

— Hoje chegou uma moradora nova aqui, mãe – Ju comentou, se passando por desentendida.

— Seria muita coincidência se fosse a mesma pessoa, filha.

— Bom, não custa nada conferir, não é? Bruno, vai chamar ela pra jantar, a coitada não deve ter tido tempo de preparar nada.

— Tá – resmungou, esfregando os olhos e saindo do apartamento.

Em alguns segundos, atravessou o corredor e bateu na porta, tomando um choque ao perceber quem era a nova moradora.

— Fatinha? – perguntou só pra confirmar.

— Jesus – empalideceu ainda mais.

— Não é Jesus, mas eu posso fazer milagres – brincou tentando descontrair, e deu certo, pois a loira logo começou a rir. A piada era antiga.

— Bruno, que surpresa! Entra – deu espaço para o mesmo, que fez o que lhe foi mandado. – O que faz aqui? Nossa, nem acredito cara, é você mesmo! – se aproximou, tocando-o levemente com as pontas dos dedos.

— Sim, sou eu. Eu moro aqui na frente, Fatinha.

— Sério? Ai, espera! – deu um gritinho animado – Você é irmão da Ju? – ficou ainda mais feliz quando o mesmo concordou.

— Ela está te chamando pra jantar – convidou-a.

— Só ela? – sorriu maliciosamente, rindo logo depois, quando percebeu a careta que o moreno fez.

— Você vem? — pigarreou, tentando clarear os pensamentos.

— Claro. – concordou, pegando a chave do apartamento e acompanhando o amigo para fora do mesmo, trancando-o logo depois.

Logo eles já estavam no apartamento em frente, e tamanha fora a surpresa da loira ao encontrar a mulher simpática do avião.

— Oi, gente – sorriu tímida.

— Maria! – foi recebida com um abraço de Marta.

— Oi, Dona... – interrompeu-se ao notar o olhar da mulher. – Marta. Então esse moço aqui é o seu filho? – brincou batendo levemente no braço de Bruno.

— Sim – sorriu largo. – Vocês já se conheciam? – estranhou o comportamento de ambos.

— Nos conhecemos no começo do ano, mãe – Bruno comentou vagamente, fazendo a mais velha arregalar levemente os olhos.

— E aí, Fatinha? – Juliana chegou na sala, interrompendo a conversa e notando o clima tenso que pairava no ar.

— Fala, Ju – abraçou-a rapidamente.

— Vamos jantar? – Marta sugeriu, recompondo-se, e todos concordaram.

***

Ainda era cedo quando o jantar acabou, e Marta recolheu-se, alegando estar cansada.

— Vamos dar uma volta? – Ju insistia.

— A Fatinha deve estar cansada, Juliana – recebeu um sermão do irmão.

— Não, eu não estou. Na verdade, eu quero muito conhecer o bairro – a loira empolgou-se

— Então vamos. Você vem, Bruno?

O moreno passou a mão pelo rosto e começou a rir, era impossível discordar da irmã.

— Sim. – levantou-se, notando a animação das garotas. – Chama o Gil, Ju.

— Já chamei, seu bobo – debochou, fazendo-o bufar e dar de ombros.

As duas entraram em uma conversa super empolgante sobre faculdades. Juliana estava no 5° semestre de Jornalismo.

Eles chegaram na praça e encontraram alguns amigos, e logo que avistou o namorado, Juliana abandonou os dois e fora ficar com ele.

— Ela é sempre assim? – Fatinha perguntou, sorrindo para Bruno.

— Assim como? – estranhou a pergunta.

— Assim – gesticulou – animada.

Bruno começou a rir e concordou.

— Ai, eu quero – Fatinha tinha os olhos brilhantes. – Vem – começou a puxar o amigo para uma vendinha de sorvete. – Moço, me vê um de limão, por favor. – pediu. – Você quer do quê, Brunito?

— Brunito? – sorriu maroto, vendo a garota avermelhar-se na sua frente.

— Idiota – começou a bater nele, enquanto ria.

— Ai, ai – tentava desviar, mas ambos estavam rindo tanto que era quase impossível.

Então é ela, Bruno?— uma voz raivosa interrompeu a brincadeira dos dois.

— Ana? – o garoto encarou a ex, que tinha as mãos fechadas em punho. Rasta e Nero estavam com ela e se desculpavam com o olhar.

— Essa é a vagabunda? – falou enojada encarando a loira.

— Ei! – protestou. – Eu não sou vagabunda. – foi para frente, mas foi segurada por Bruno, o que fez com que a outra ficasse ainda mais irada.

— Sério? – debochou, aproximando-se

— Quem é você, ein? – perguntou, tentando se soltar.

— Ana, vamos embora, cara – Rasta pediu, vendo que a situação iria se complicar.

— Eu não vou sair daqui – falou transtornada.

— Mas eu vou. Vamos, Fatinha – Bruno saiu puxando a loira, que ainda tentava se soltar do aperto do mesmo.

— Me solta, caramba! – ralhou. – Quem era essa louca, Bruno?

— Minha ex. Aquela ex. – explicou

E não falaram mais nada enquanto entravam no prédio e esperavam o elevador. Não era assim que ambos queriam acabar a noite.

***

Assim que chegaram no andar que desceriam, Bruno segurou o braço de Fatinha.

— Me desculpa – pediu

— Você não fez nada – falou seca, soltando-se. – Boa noite, Bruno.

— Ei! – Chamou-a, antes que a mesma entrasse no apartamento.

— O que foi? — virou-se, encarando-o brava.

— Eu estava com saudades – disse sorrindo antes de ir para o próprio apartamento e fechar a porta.

Fatinha continuava parada no mesmo lugar, e logo um sorriso brincava em seu rosto.

“ele é inacreditável” pensou. “não dá nem pra ficar com raiva dessa coisa”.

Depois de alguns segundou, a loira se recuperou do choque causado pelas palavras do amigo e, balançando a cabeça para espantar os pensamentos, entrou no apartamento, trancando-o e indo dormir.

Seu primeiro dia no Rio de Janeiro havia sido... Peculiar.

Notas finais
Então, meuszâmores, tudo bem? Resolvi postar logo, pois amanhã não terei muito tempo. Vou logo me explicando, já que não quero enrolar vocês. Como eu já havia dito, a fic já está concluída, mas estou fazendo algumas alterações na mesma, e isso me custa um pouco de tempo. Só que eu também estou enrolada nas coisas do meu curso, e, como é a última semana, estou mais enrolada ainda com provas e trabalhos. Depois que essa loucura passar, vou poder postar com mais frequência. Espero que vocês entendam meu lado sz Beijos, até mais.