Encontrando o Amor

22 Capitulo Vinte e Dois


Quando chego em casa depois de ir na casa do Rick avisar que minha mãe e o meu pai querem conhece-lo, vou direto para cozinha e minha mãe está me esperando.

– Kyara você fugiu mais cedo mais agora vai me contar, eu não tenho nada contra ao Rick, mas por que você e Hugo terminaram tão rápido?

– Nada mãe, eu vou deitar. – eu digo tentando desconversar e me viro.

– Kyara, não dê mais um passo. – ela diz e eu sei que não vai adiantar esconder. – Por favor, filha, senta e me conta o que aconteceu. Eu sou sua mãe.

– Okay mãe, eu vou te contar. – eu digo, e me sento de frente pra ela. – Você se lembra da festa que fui com o Hugo?

– Sim, me lembro, foi a última vez que vi você com ele.

– Eu bebi um pouco, na verdade, bastante e o Hugo também. – eu digo baixinho, minha mãe odeia que eu bebo, mas nem sempre faço isso. – Eu estava um pouco mais solta, porém ainda estava ciente do que fazia, foi então que .... que ele tentou me forçar a ... – eu não consigo dizer, eu não consigo por que eu evitei e enterrei isso dentro de mim, eu odeio o que senti naquele diz e falar sobre isso só piora.

– Eu não acredito, como ele pode fazer isso? – minha mãe já disse estressada, e pegando o celular. – Eu vou ligar para os pais dele e ..

– Não mãe, não quero nada disso. – eu a interrompo. – E o Rick chegou a tempo no dia, e eu já gostava dele, e aconteceu.

–Minha linda, nunca mais se esqueça de que pode me contar tudo, não importa o que. Eu quero saber de tudo. – ela disse e logo veio me abraçar, é quando percebo que estou chorando, é bom falar sobre isso.

Acabamos que eu e minha mãe fomos para seu quarto e tomamos sorvete e vimos filmes, e dormimos juntas e depois de anos eu me senti mimada novamente.

Eu acordo com meu celular tocando, e percebo que tenho que ir para o colégio, me levanto e tomo um banho e me visto. Vou para cozinha e encontro minha mãe no telefone.

– Eu não me importo, e eu acho melhor você não falar nada relacionado a isso. Ele quase a machucou, pode ser o filho do presidente, ninguém machuca a minha filha. — ela termina de dizer e desliga, quando se vira me ver. — Bom dia filha.

– Era o pai? — perguntei, abrindo a geladeira e pegando o suco.

– Sim. Eu sei que não queria falar com ele sobre isso, mas ele me ligou para saber do seu novo namoro e me dizer o quão errado era deixar o Hugo. Ele precisava ouvir.

– Tudo bem. Eu apenas não queria eu mesma contar isso a ele. — respondo.

– O que fez você está levantada na hora certa para ir pra escola? — ela pergunta se sentando na mesa e rindo.

– Prometi pro Rick que iria acordar na hora se ele me buscasse todos os dias. — falo rindo.

– Você realmente gosta desse garoto, né filha?

– Sim. No começo eu o odiava, mas era por que não o conhecia. Ele é muito especial.

Depois de tomar o café, escutei o Rick buzinando e eu me despedi da minha mãe e sai de casa.

– Bom dia, baby. — ele disse assim que entrei no carro.

– Bom dia. — eu respondo lhe dando um beijinho.

– Minha mãe disse que você pode ir hoje lá em casa, ela deve fazer algo pra gente e meu irmão também deve estar lá.

– Pode ser, mas terei que ir um pouco mais tarde. — ele diz, e eu faço uma careta.

– Por que? Tem algo melhor para fazer? — falo já ciumenta.

– Meu deus, você é irritante. — ele resmunga, e eu cruzo os braços e bufo. — Eu tenho que ficar na oficina, já que o Joe está viajando. Irei em casa tomar um banho, e venho pra sua casa.

Ele se explica, só que eu já me irritei. Eu odeio ser possessiva em relação ao Rick, e eu sei o quão irritante eu sou.

– Kyara já conversamos sobre isso. Quando estiver com raiva, fala. Não sou adivinho para saber o que fiz para te irritar, e você só fecha a cara. — ele fala e percebo que também se irritou.

Chegamos na escola e sai do carro sem nem fala com ele, quando estava na escadinha da portaria, sinto ele apertar meu braço e me puxar para ele.

– Pelo amor de Deus, o que eu fiz? — ele pergunta todo confuso.

– Não foi você. O problema sou eu, Ricardo. — digo, tentando mostrar o que tenho por dentro. — Eu sou ciumenta demais em relação a você, e eu me odeio por isso.

– Linda, você não precisa ter ciúmes nenhum de mim. — ele fala e eu sorrio. — Eu estou com você, baby. E só com você.

Então ele me beijou, e como sempre me sinto flutuando, estico meus braços e envolvo seu pescoço, ele sorrir no meio do beijo e eu acabo sorrindo também.

– Eu sou uma idiota. — falo rindo, enquanto ele pega minha mão e andamos pelo corredor.

– Não está esperando que eu negue, né? — ele diz, e eu lhe dou um soco.

Quando acabou as aulas, Sam, Gui e eu estávamos conversando lá fora enquanto esperávamos Ricardo e seus amigos para irmos para lanchonete.

– Não vejo necessidade de saímos juntos. — Sam está reclamando.

– Por favor, Samantha. Eu quero conhecer Ben e Carla. E se a mãe deles ficar mesmo com meu pai, seremos meio irmãos. — eu digo e Guilherme rir.

– O munda dá muitas voltas. Você sendo meia irmã da Carla que te odiava por achar que você queria roubar o Rick dela, que agora é seu namorado.

– Não sei como você se sente confortável com isso. — Sam aponta.

– Ás vezes, não me sinto mesmo. Só que me esforço por que gosto muito do Rick, e se ele amam os dois, não custa nada eu tentar também. É isso que fazemos pelas pessoas que ama... que gostamos.

– Vamos fingir que ela quase disse “amamos” ou conversar sobre isso? — Gui pergunta olhando para Sam.

– Vamos fingir por enquanto, por que o dono do amor está vindo. — ela responde apontando para Rick, Carla e Ben vindo em nossa direção.

– Oi baby. — meu lindo namorado diz. Enquanto vejo a careta do Ben e da Sam.

– Oi lindo. — respondo, e ainda lhe dou um beijo.

– Vocês acabaram de ser ver, para que esse cumprimento todo. — Ben reclama, e eu reviro os olhos.

– Ignore o meu irmão. Ele acabou de levar um pé na bunda. — Carla diz rindo, e Rick dá uma gargalhada.

– Como isso é possível? Ele é tão bem humorado. — Gui diz com ironia e Ben fica vermelho.

– Não é mesmo? — Carla concorda enquanto Rick dá um high five com Gui.

– Parem de zoar o Bernardo. Ele pode ser um pouco mal humorado, mas ainda é uma gracinha. — eu falo, me soltando do Rick e abraço o Ben. Que me olha e quando eu acho que ele vai me destratar ou tirar meu braço de seu ombro, ele me puxa pela cintura e sorri.

– Ouviu isso, Ricardo? Sua namorada me acha uma gracinha. — Ben diz zombando, então me olha sorrindo. — Quem sabe você me ajuda nessa fossa, Kyh.

– Ah Ben, acho que não vai rolar né. Incesto é pecado. — Sam fala rindo, e então de repente é isso. Estamos os seis rindo, e se divertindo.

– Se vamos para a lanchonete, temos ir agora. Por que eu tenho que trabalhar sabe. — Rick diz, e me tira dos braços do Ben.

– Ai que orgulho gente, meu namorado é um homem trabalhador. — falo rindo.

– Hey, eu também. Já que vou ajudar ele essa semana lá. — Ben diz, e Guilherme suspira e eu sei exatamente o que está passando na cabeça dele. Rick e Bernardo mega sexys como mecânicos.

Acabamos nos dividindo Guilherme, Carla e eu vamos no carro do Rick enquanto Ben vai na sua moto e Sam no seu carro, já que ela teria que ir pagar algumas contar primeiro.

Estávamos todos conversando, comendo e rindo, eu nunca imaginei que daríamos tão certo juntos. Estava tudo indo muito bem, estávamos conversando sobre séries e quando eu disse que não suportava The Walking Dead, Gui quase me bateu.

– Cala a boca, né Kyara. — ele falou. — TWD é muito boa, só não ganha de Spartacs.

– Você ver esse tipo de série? — Ben pergunta surpreso.

– Só por que eu sou gay não significa que gosto de colocar uma peruca e mergulhar na purpurina. — Guilherme respondeu sério, o resto de nós ficamos em silencio e Bernardo ficou muito corado.

– Calma aí cara. — Rick diz batendo no braço do Gui.

– Estou calmo. E é bom deixar algumas coisas claras, eu amo a Kyara e a Sam. Mas só por que gosto da mesma coisa que elas não significa que sou uma garota e que não mereço respeito. — ele diz e então se levanta e sai.

– Porra o que aconteceu aqui? — Sam perguntou e eu acenei com a cabeça. Nunca vi o Gui explodir por causa de sua sexualidade;

– Gente, eu juro que não quis sacanear ele ou algo assim. Só fiquei surpreso, por que são as minhas séries favoritas também. — Ben se explica.

– Mano vai lá e fala com ele então. O modo que você disse pareceu outra coisa. — Rick aconselha, e Ben se levanta e vai atrás do Gui. Olho pro lado e vejo Carla sorrindo.

– Por que está sorrindo sua doida? — cochicho depois de lhe cutucar. Ela se inclina e diz ao meu ouvido.

– Acho que meu irmão está prestes a descobrir quem realmente é. — sem entender eu a olho, e balanço a cabeça.

Terminamos de comer, e cada um seguiu seu rumo. Rick me deixou na biblioteca, e foi para oficina.

Fico um tempo pensando no que a Carla quis dizer com aquilo, mas quando não compreendo, deixo para lá. E me concentro nos livros.