Notas iniciais
E aí pessoinhas do meu heart ♥ Bom capitulos para vocês ^^

É tão bom tê-la em meus braços, eu só não queria que fosse assim. Ontem a Patrícia me encheu pra irmos na festa de Patrick, eu não estava muito afim mais como ela me ajudou tanto nas semanas que minha mãe estava no hospital, e como não reclamou de nada, eu aceitei ir. E também já que minha mãe tinha ido pra casa da Maria, então não tinha nenhum problema.

Assim que chegamos fomos pra mesa do Ben que era ao lado da mesa da Kyara e seus amigos, eles estavam tomando algumas e rindo, eu percebi que ela estava meio bêbada, mas Patrícia me chamou pra dançar, e perdi Kyara de vista. Nós estávamos dançando quando a vi de novo, foi quando eu pude realmente reparar em sua roupa, ela estava tão boa naquela calça justa e apertada, e o jeito que ela estava dançando pra aquele namoradinho de merda dela, estava me deixando com raiva e ao mesmo tempo excitado.

– Rick você pode, por favor, parar de olhar pra ela? — Paty entra na minha frente, vermelha de raiva.

– Não, estou olhando pra ninguém, Paty. — tento desconversar.

– Quer saber, eu estou cheia. Porra, em qualquer lugar que essa garota está você fica assim, a procurando com os olhos, prestando atenção em tudo que ela faz. Cansei mesmo, eu achei que com o tempo você ia superar mais está na cara que não, acabou okay? Tchau pra você. — ela bufou e me deixou igual um imbecil parado na pista de dança. Me virei e vi Kyara e Hugo se agarrando, eu também cansei, mais foi dessa festa.

Sai do sitio e fui para o carro, coloquei uma música e me deitei no banco, eu teria que esperar Ben, ele estava de carona comigo. Fiquei ali um bom tempo, foi então que escutei Kyara gritando, e quando vi aquele desgraçado em cima dela, ali no chão eu só queria acabar com a vida dele.

Balanço a cabeça e tento esquecer, Kyara está ainda adormecida em meus braços, queria tanto que isso não tivesse acontecido com ela. Ela tinha me ignorado esse tempo todo, e eu a ela, mais toda vez que nos olhávamos tinha aquele faísca saindo dos nossos olhos, queria tanto ficar com ela que me doía. Mas não posso me envolver com ela desse jeito, eu simplesmente não sou bom pra ela, então vou propor a única coisa que posso dá-la, a minha amizade.

– Obrigado. — ela falou baixinho e ainda com os olhos fechados, até achei que eu estava falando meus pensamentos alto, mais quando ela abriu os olhos vi o porquê dela estar agradecendo.

– De nada, baby. — digo beijando sua testa. Ela se inclina, e deposita um beijo em minha boca, queria tanto poder beijá-la de volta, mais apenas a afasto.

– Acho melhor não fazermos mais isso.

Percebo que ela está magoada, e quando vou explicar ela me empurra se levanta.

– Eu sou uma idiota mesmo, deveria ganhar o Oscar. — ela diz e começa a se vestir, eu apenas a encaro, ela sai do quarto deixando o celular e se esquecendo de que está sem carro. Essa garota tem que se acalmar! Ela volta pega o celular. E sai andando de novo, eu me levanto e corro atrás dela, e quando alcanço a puxo pelo braço e vejo que ela se estremecer, e então me lembro do que ocorreu ontem, apenas a solto.

– Dá pra você parar e me escutar. — digo e vamos andando pra sala. — Kyara você tem que aprender escutar as pessoas, eu disse não pra você e você vira essa louca raivosa, parece que tudo tem que ser do seu jeito.

– Porque você não quer me beijar? — ela me pergunta baixinho e se senta no sofá. Me ajoelho em frente ela, e olho pra ela, tentando ao máximo não beija-la.

– Não é questão de querer, é que eu apenas não posso. — ela me olha e eu penso em falar a verdade, dizer a ela que eu quero ela de qualquer forma, mas não posso. Ela é boa demais pra mim, ela merece um cara que vai pra faculdade, que vai ter um futuro. — E eu ainda tenho namorada.

– Ta bom, entendi. — ela diz acariciando meu rosto. — Seja pelo menos meu amigo, eu não aguento mais assistir a aula de português, sem poder conversar contigo.

– Claro que sim, amigos nós podemos ser, baby. — ela sorriu, e me abraçou. — Ta bom, mas agora você tem que ir pra casa. Mandei mensagem pra sua mãe dizendo que cedinho você estava em casa. Vamos eu te levo.

Deixei-a em casa, e realmente acho que podemos ser apenas amigos. Chegando em casa, minha mãe está vendo TV, ela sorriu pra mim e aponta pro quarto.

– Patrícia está te esperando, e está bastante nervosa. — ela diz ainda sorrindo. Dou um beijo em sua testa, e vou em direção ao quarto. Paty está sentada na minha cama, e é tão estranho vê-la ali, porque a única imagem que vem em minha mente é da Kyara, mais balanço a cabeça tentando esquecer.

– Oi, onde você estava? — Paty pergunta seriamente pra mim.

– Eu dei uma saída, e você porque está aqui?

– Eu pensei melhor. Rick sinceramente não dá, o jeito que você olha pra ela, eu não entendo o porquê. Vocês já tiveram alguma coisa? — ela me pergunta. Eu sei de quem ela está falando.

– Somo amigos, é a gente conversa só que eu a tratei mal, e paramos de conversar. — eu paro e a olho, ela se levanta e me abraça, mais eu já tomei minha decisão. — Sobre a decisão que você tomou ontem, eu estou de acordo, se você veio pra gente voltar, não vai rolar.

– VOCÊ É UM ESTÚPIDO. — ela me empurra e grita. — VOCÊ TEM NOÇÃO, DO QUE EU FIZ POR VOCÊ? VOCÊ NÃO PASSARIA POR TUDO ISSO SEM MIM. AH! QUER SABER VOU EMBORA, E NEM PENSE EM VOLTAR PRA MIM.

Ela sai igual a uma louca, e eu posso escutar a porta batendo forte. Vou pra sala, e minha mãe está com um sorriso no rosto.

– Porque você ainda está sorrindo, em dona Luiza? — pergunto, me sentando ao seu lado no sofá.

– Porque graça a Deus, você se livrou dessa garota. — achei que minha mãe gostava dela, esse foi um dos motivos de eu começar a namorá-la.

– Pensei que gostasse dela.

– Eu relevava, já que você a pediu em namoro. Mais pra ser sincera, eu não suportava a garota, muito corpo e pouco cérebro.

– Só você mesmo, mãe.

– Mais é verdade, meu filho. A menina só tinha pedaços de roupas, porque eu nunca a vi completamente vestida, e era muito burrinha e fútil. Ela me perguntou se leucemia era a doença que a pessoa fica aleijado. — ela começou a rir, e eu me juntei. Eu e minha mãe ainda estávamos rindo quando meu celular tocou com um número desconhecido.

– Alô, quem é? — atendo perguntando.

– Adivinha? — a pessoa respondeu rindo, mais eu reconheceria essa risada em qualquer lugar.

– Kyara, como conseguiu meu número? — digo já sorrindo, é tão bom escutar a voz dela. Minha mãe está me olhando.

– Tenho meus truques. Te liguei porque queria saber se você poderia vir aqui em casa, minha mãe foi pra um conferência de cabelereiros, e meu irmão foi pra casa da namorada, estou abandonada em casa. — ela diz rapidamente. Kyara perdeu a noção achando que ficaria sozinho com ela em casa.

– Não dá. — acabo falando rispidamente.

– Ahh! Ta legal, é.... Vou desligar então. — percebo pela sua voz que ela se chateou.

– Ei, que tal você vir pra cá? Eu e minha mãe vamos fazer uma seção de filmes.

– Serio? Não quero incomodar vocês.

– Levanta esse traseiro daí e venha pra cá.

– Sim senhor. — ela diz rindo e desliga. Eu estou rindo igual um pateta.

Notas finais
Rick melhor pessoa sempre ♥ Paty desgraçada hhaha E ai, já sabemos que só amigos na linguagem desses dois nunca dá certo. Espero que tenham gostado, e beeeeijos ^^