Encontrando o Amor
16 Capitulo Dezesseis
Notas iniciais
Assim que desligo, minha mãe fica me olhando estranho.
– Desde quando Kyara te liga? — minha mãe pergunta, falando o apelido.
– Agora somos amigos. — digo, mais minha mãe não me deixa escapar facilmente.
– Pode me contar tudo, senhor Ricardo Becker. Ontem quando sai de casa você estava namorando a Patrícia, e não conversava mais com Kyara. Agora nesse lindo domingo, você não tem mais uma namorada, e está cheio de intimidades com Kyara.
Então eu contei tudo pra minha mãe, ela já sabia da história do lago, e como eu e Kyara estávamos nos ignorando. Contei pra ela sobre ontem, ela ficou horrorizada, mais me escutou.
Meia hora depois, Kyara está tocando a campainha, com três pipocas de micro-ondas, e mais uma sacolinha de supermercado. Ela entra me dá um beijo na bochecha, e leva as coisas pra bancada da cozinha, ela está com uma saia curta florida com babados, e uma blusa coladinha da Barbie preta, que aparece sua barriga, ela está tão menininha. Claro se ser sexy significasse “menininha”.
Ela vai em direção ao sofá, e se senta beijando e abraçando minha mãe.
– Oi dona Luiza. Prazer Kyara, parece até que eu te conheço já que o Rick sempre fala de você para mim.
– Prazer, pode me chamar de Luíza, nada de dona. E Ricardo fala muito de você também. — dizendo isso as duas olha pra mim, que ainda estou com a porta aberta, e parado que nem um idiota. Fecho a porta e vou pra cozinha, pego os pacotes de pipoca e escolho o de bacon e coloco no micro ondas. Enquanto isso, minha mãe e Kyara estão escolhendo os filmes. Enquanto a pipoca está no micro ondas, pego uma vasilha grande, e coloco suco nos copos, e levo pra elas, e volto pra pegar pipoca, separo uma vasilha só pra mim e entrego uma para as duas dividirem.
– E ai, que filmes as moças escolheram? — pergunto me sentando na poltrona, já que minha mãe e Kyara estão esparramadas no sofá grande.
– Eu escolhi Um Homem de Sorte, porque o gato do Zac Efron está nele. — Baby diz sorrindo.
– E eu escolhi Diário de uma paixão, porque é muito bonita a história, e claro o protagonista não é de se jogar fora.
– Legal, além de ver filme de corno, vocês vai ficar babando nos caras. O que fiz pra merecer? — eu digo enquanto as duas morrem de rir da minha cara.
Assim que começou o filme elas ficaram quietas, o primeiro filme não era de todo seu mal, assisti um pouco, mas depois acabei dormindo.
Kyara me acordou assim que acabou o segundo filme, então minha mãe pediu pra ela ajudá-la a tomar banho.
Enquanto as duas estavam lá dentro, dei uma ajeitada na sala, e na cozinha, lavando o que a gente sujou, e dava pra ouvir as risadas delas dentro do banheiro. Quando Kyara voltou, ela estava com um sorriso bobo na cara.
– Eu sinceramente adoro sua mãe. — ela diz sentando na bancada perto da pia. — Ela disse que vai dormir um pouco.
Eu até poderia respondê-la bem rápido, mais me distraio olhando pra suas pernas.
– Ei rapaz, assim você vai se molhar todo. — Kyara diz debochadamente, já que estava me molhando com a torneira.
– Então desce daí e para de me distrair. — ela ri e desce da bancada e se senta na cadeira.
– Eu estava pensando no que você me disse hoje. — ela diz, eu não falo nada esperando que ela continue. — Eu acho que não consigo ser só sua amiga.
Eu viro e enxugo minha mão, ela está me olhando com aqueles olhos grandes e cheios de dúvidas.
– Mais é a única coisa que podemos ser. Eu terminei um namoro ontem, e não estou nem um pouco a fim de começar de novo. — eu minto, não olhando pra ela, claro que adoraria namorar com ela, mais não é certo.
– Quer saber eu não me importo, eu só me importo com você.
Sua mão toca meu rosto e ela vira minha cabeça e eu sou forçado a olhar para ela de novo. Houve um flash de cabelo preto e depois os lábios dela estavam nos meus. Eu a virei e então a empurrei contra a pia e esmaguei os meus lábios contra os dela. Um gemido escapou dela quando a pressionei contra a pia ainda mais duro. Eu me afastei e Kyara olhou para mim com surpresa. Colocando as minhas mãos na sua cintura, a levanto para o balcão. Antes que tivesse a chance de dizer algo, voltei a beijá-la. Ela suspira profundamente contra a minha boca e enrola as pernas em torno de mim, eu podia sentir cada centímetro de seu corpo e ela podia sentir cada centímetro do meu, incluindo a ereção que estava empurrando em sua direção. Kyara começou a puxar minha camisa com urgência.
Droga, o que eu estou fazendo? Pergunto pra mim mesmo. Mas ignoro tudo, pois só quero o que meu corpo estava me dizendo: ela. Eu a queria por muito tempo. Meus dedos deslizaram sob a saia curta e eu a puxei pra cima.
Ela apertou a minha ereção e eu gemo, uma fruteira e alguns antigos jornais caem no chão enquanto subo em cima dela, nós dois damos uma risada.
Nós não precisávamos de palavras para expressar o que sentimos, nós queríamos um ao outro e isso era algo que ambos compreendiam.
A realização me deixava tonto. Eu ia fazer sexo com Kyara Keller no meu balcão da cozinha.
Ela estendeu a mão e colocou os braços em volta do meu pescoço, puxando-me contra seu corpo. Ela estava quente e tão viva debaixo de mim que fazia coisas malucas na minha cabeça. Eu queria puxar a maldita blusa, mas eu não queria apressar as coisas. Eu queria aproveitar cada segundo. Continuamos nos beijando e eu sentia um frio no meu estômago a cada vez que a sua língua tocava a minha.
– Rick estou precisando.... — A voz da minha mãe cortou meus pensamentos e eu pulei longe do balcão como se tivesse levado um choque.
Era muito embaraçoso ser pego por minha mãe, mas eu não estava tão envergonhado como Kyara estava, ela se arrastou do balcão puxando para baixo sua saia ao mesmo tempo olhando para o chão.
– Luiza, eu sinto muito... oh meu Deus, eu não sei o que... hum... — ela diz gaguejando e corando fortemente.
– Por que você não vai para casa? Eu te ligo mais tarde. — eu digo, colocando a mão em seu ombro, tentando acalmá-la, ela assente e sem olhar minha mãe nos olhos, diz:
– Tchau, Luiza
– Tchau, Kyra. Foi bom tê-la aqui, volte sempre. — os lábios de mamãe lábios tremeram, sei que ela está com vontade de rir, mas Kyara está muito envergonhada para perceber. Sem outra palavra, ela saiu da cozinha em um ritmo apressado, deixando-me sozinho com mamãe. A porta da frente foi fechada quando eu estava puxando a minha camisa.
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