Encontrando o Amor
10 Capítulo Dez
Notas iniciais
Assim que enviei a mensagem eu já sabia que ela não iria mais responder. O dia de hoje foi maravilhoso e tão confuso.
Quando ela parou o beijo eu fiquei puto, sabe aquela vontade de pegar uma mulher pelos cabelos e sair arrastando igual idade da pedra, essa foi minha vontade.
Assim que cheguei em casa, tomei um banho gelado, e vou ao quarto da minha mãe, mas ela ainda nem está dormindo.
– Oi cheguei. — eu digo, já que antes de entrar no banho, Maria já tinha falado comigo.
– Oi querido. — ela responde, colocando o livro na cabeceira. — Onde você estava?
– Estava na casa de uma amiga. — explico, e na hora ela faz careta. — Mãe, é uma amiga mesmo, só amiga.
– Nunca sei quando é realmente só amiga. — ela reclama.
– É aquela que estava aqui aquele dia. — eu digo.
– Oh! A que disse que nunca dormira com você? — ela debocha, e eu na hora sorrio. O que aconteceu hoje me mostrou que ela não tem nojo de mim de jeito nenhum.
– Você gosta dela. — minha mãe diz, e quando vou responder, ela já me interrompe levantando a mão. — Nem vem mentir pra mim. Eu estou vendo em seu olhar, você gosta dela e tenho certeza que por isso você já se afastou dela.
– Sim, eu gosto dela, mais como amigo, e é somente isso que seremos. — eu respondo, e antes que minha mãe vem com conversas sentimentalistas, eu me despeço e vou pro meu quarto.
Acordo com meu celular vibrando, dizendo que tem uma mensagem:
“Tem como vir buscar a gente? Meu carro pifou.”
“Pode deixar. Tomo banho e já vou.”
Já disse mil vezes pra Ben, trocar o motor daquela charanga dele, mais o teimoso não me escuta nunca. Levanto e tomo banho, arrumo minhas coisas e como minha mãe está dormindo, deixo um bilhete pra Maria e vou buscar Ben e Carla.
Assim que eu chego, saio do carro e espero do lado de fora, Carla sai de casa e agarra em meu pescoço e me beija na bochecha.
– Vou na frente. — ela diz, já entrando.
– Nem sonha, Carla. — Ben diz saindo de casa, então empurra a irmã dele e entra no carro no banco de carona. Ela bufa mais senta no banco de trás, eu sorrio e entro no carro.
– Como foi o trabalho com a mimadinha? — Ben pergunta
– Foi tranquilo, nós adiantamos a maioria. — eu falo. — Ela é realmente muito inteligente, mas sou mais criativo do que ela.
– Serio? Pensei que ela era um cérebro ambulante. — Ben estranha.
– E ela é, cara. A menina entende de tudo, mas fazer coisas criativas e montagens ela não é muito boa.
– Dá pra vocês não falarem dela? — Carla se irrita.
– Carla, sossega. — Ben diz, — Você tem seu próprio carro, e só veio porque eu comentei que o Rick ia vim me buscar, então fique quieta.
Os dois ficaram discutindo o resto do caminho, assim que chegamos, Kyara estava saindo do seu carro, para irritá-la eu coloco meu carro ao lado do dela, fazendo que ela tenha que esperar eu estacionar pra poder pegar a mochila no lado do carona.
Assim que saio do carro, ela vem em minha direção, e abre a porta do seu carro, e pega suas coisas.
– Você tinha que me irritar logo cedo? — ela me empurra.
– Você sabe que não perco oportunidades. — eu respondo, e ela fica vermelha e vira as costas.
– Vocês ficaram. — Ben afirma.
– Logico que não, da onde tirou isso? — eu desconverso.
– Rick eu te conheço, você deu o olhar pra ela.
– Que olhar?
– Ou você quer comer ela, ou você gosta dela. Só não sei qual dos dois. — ele fala, e me deixa sozinho com uma Carla em silencio.
– Você está gostando dela? — ela pergunta.
– Se sim ou não, isso não tem a ver com você. — eu digo docemente.
– Sim, Rick, tem tudo a ver. — ela resmunga, — Eu realmente já vi você com várias, e sempre fiquei quieta, mais se eu tiver que te ver com ela, eu não vou gostar e vou revidar.
– Carla, mete algo na sua cabeça. Nós não temos nada, e eu fico com quem eu quiser, sendo a Kyara ou não.
– Eu estou te avisando, Ricardo. Não quero você com ela. — Carla fala e então me dá as costas.
Vou direto pro ginásio já que o primeiro tempo é educação física, vou ao vestiário e vejo Ben encarando algo.
– O que você tanto olha? — pergunto a Ben enquanto tiro minha blusa.
– Nada. — ele disfarça, mas então olho para o lugar onde seus olhos estavam antes. E vejo Guilherme sem camisa conversando com o Roger. Ben estava vermelho e me ignorando, e então resolvi ignorar também.
Fomos pra quadra e a turma vai aparecendo, Carla está me ignorando, e eu nem me incomodo com isso. E então saí do vestiário feminino minha perdição, Kyara está com a amiga e nem percebe os meninos que está a comendo com os olhos. Ela me ver olhando, dá um sorriso e então se vira de costas pra mim ficando de frente com sua amiga. E então eu estou checando a bunda dela na calça apertada.
– Você está olhando pra bunda da menina descaradamente. — Ben me cutuca.
– Não sei do que você está falando. — eu disfarço.
O professor chega, e manda formarmos grupo, e por calhar meu grupo é: Gui, Ben, Sam, Carla e Kyara.
Kyara, Sam e Gui estão de um lado, enquanto uma Carla emburrada e Ben estão do meu.
– Primeiro de tudo, vamos nos separar. Cada dupla vai pra um canto. — eu digo, já que é captura a bandeira o jogo. — Kyara você fica comigo.
– O que? Não, eu quero ir com a Sam. — ela diz. — E quem nomeou você capitão da equipe?
– Eu mesmo. — eu digo. — Ben você vai com Guilherme pra fora tentar pegar a outra bandeira, Carla e Sam tentam enganar as outras equipes. E Kyara e eu esconderemos a bandeira.
Todos obedeceram na hora, uma Kyara com um bico do tamanho da vida, ficou ao meu lado.
– Você só está complicando as coisas pra mim. — ela diz.
– O que eu fiz? É tão ruim ser minha dupla? Pensei que estávamos dando certo.
– Nada, você não fez nada. — ela bate o pé. — Carla me ameaçou, eu não ligo pra ela, mas você tem que parar de dá em cima de outras se você tem namorada.
– Eu não namoro a Carla. — eu falo, e vejo um meio sorriso brotar em seu rosto.
– Então você precisa falar isso pra ela. — Kyara diz.
– Mais do que eu já disse? — eu pergunto, nós nos enfiamos debaixo da arquibancada, e escondemos a bandeira ali. Recebo uma mensagem do Ben dizendo que já pegou a bandeira, mas não falo a Kyara. Nós estamos juntos agachados e muito próximo um do outro.
– Sabe acho melhor você não fazer essa aula com essa calça. — eu falo a primeira coisa que vem na minha cabeça.
– Do que você está falando? Por quê? — ela diz, e então fica cara a cara comigo.
– Os garotos não param de olhar sua bunda. — eu falo, ela rir abertamente.
– Você estava olhando minha bunda, Rick?
– Não. Claro que não. — eu enrolo com as palavras. Ela levanta a sobrancelha e fica me olhando. — Okay, eu também estava olhando.
– Você não disse que seriamos apenas amigos? — ela aproxima o rosto de mim.
– E é o que apenas vamos ser, mas então você aparece com essa calça, e o seu jeito de: eu sou tão gostosa, e como que eu resisto?
Eu falo rápido e eu estou nervoso, toda vez que essa garota ta perto, eu fico assim, nervoso, excitado, ou falo demais.
– Acho que sei o que devemos fazer, é o seg ... — Carla aparece do nada, e empurra Kyara de bunda no chão.
– O seguinte é: nós já pegamos a bandeira, o que vocês dois estão fazendo ai?
– Meu Deus, você é louca garota. — Kyara diz, se levantando e saindo de trás da arquibancada.
– Carla você tem que parar com isso. — eu digo me levantando.
– Parar com o que? — ela diz.
– Nós não temos nada, e nem vamos ter. Por favor, aceite isso. — eu tento explicá-la de novo.
Ela me empurra e vai se sentar na arquibancada com o resto da turma. Eu pego meu celular e mando uma mensagem pra Kyara.
“Desculpa a Carla, ela está cada vez mais louca.”
Me sento ao lado de Ben, e ele me olha com raiva.
– O que foi? — eu pergunto.
– Nunca mais me deixe com aquele cara, escutou? Nunca mais. — ele diz apontando discretamente para o Gui.
– Okay, desculpa. — eu logo me desculpo, já que sempre estou errado. Meu celular vibra e eu o pego.
“Na verdade, a culpa é sua. Você deixa a menina louca, mas te desculpo, se você parar de checar minha bunda. ;)”
Ela está olhando pra mim quando termino de ler a mensagem, ela sorri e me dá uma piscadela.
“Será que te deixo louca também? E é impossível parar de te olhar. Parece que tem algo que sempre puxa meus olhos pra você. Não consigo parar de te olhar.”
Eu hesito em enviar, mais acabo enviando. Eu a vejo corar, e sorrir de onde estou. Então meu celular vibra de novo.
“Sim, você me deixa louca, só que de raiva. E sobre a outra coisa: SINTO O MESMO.”
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