Notas iniciais
Esse é um capitulo bom, chocante e inesperado. Mais vamos ver o que vocês acham, que é o que importa. Boa leitura ...

Vejo o sorriso do Rick quando lê minha resposta, e automaticamente sorrio também.

– Carla está te matando com os olhos. — Sam diz, apontando com a cabeça para Carla que está me olhando com raiva. Eu paro de sorrir na hora, e fico séria.

O fim da aula chegou, e fui direto para o vestiário, eu estou rindo das palhaçadas de Sam quando minhas costas batem contra o armário.

– Olha só vou repetir uma vez, fique longe do Ricardo. — Carla fala, enquanto me afunda mais contra o armário.

– Pare com isso, sua louca. — Sam a puxa, e eu me sinto aliviada já que estava machucando minhas costas prensada no cadeado do armário.

– Olhe Carla, Rick e eu somos apenas colegas de trabalho, e nos damos bem. Apenas isso. — eu digo, e ela bufa e aponta o dedo pra mim.

– É melhor que seja assim, pois senão... — ela dá uma pausa proposital, e sai de perto.

– Meu Deus, alguém precisa internar essa garota! — Sam exclama. — Ela é louca.

– Eu acabo de perceber isso. — eu desabafo.

Nós trocamos de roupa, e fomos correndo pra sala já que era aula de Química e o professor odeia atrasos.

•••

Ao final da aula fomos para o refeitório, estamos na fila conversando e o assunto é Bernardo Halle, o Ben melhor amigo do Rick.

– Sério, já é a terceira vez que o vejo me encarando hoje. — Gui diz.

– Quem sabe ele não está interessado em você? — Sam fala.

– Verdade Gui, Ben é um gato, apesar de que você teria a Carla como cunhada, isso seria um pesadelo. — eu brinco.

– Parem meninas, Ben é totalmente hétero, ele só perde para o Rick no quesito “pegar todas”.

Assim que ele cita Rick e sua fama, sinto uma fisgada no estomago. Não pode ser! Eu estou com ciúmes. Como assim eu estou com ciúmes do Rick?

– Verdade, mas tem muitos caras que são enrustidos. — Sam explica, enquanto tento entender a bagunça dentro de mim.

– Mas ele não é, eu sempre percebo essas coisas. — ele diz. — Mais mudando de assunto, Kyh você sabia que o Hugo da outra turma está afim de você?

– Serio? Ontem ele apareceu lá na biblioteca, e me chamou pra tomar sorvete, mas eu tinha que ir pra casa. — eu respondo, como eu não posso ficar com Rick, o Hugo seria uma ótima distração, ele é um.

– Ele está dizendo pra todos que vai te levar no cinema. — Sam falou.

– Se ele me chamar, eu vou. Eu acho ele muito bonzinho.

– Nossa, se eu gostasse de você e você me chamasse de “bonzinho”, eu não ia querer sair com você. – Guilherme diz e Sam concorda.

– Buh! — me assusto com Rick me cutucando.

– Oi. — eu respondo, enquanto Sam e Ray fingem não prestar atenção na nossa conversa.

– Quando vamos terminar o trabalho? É pra semana que vem.

– Não sei. Pode ser na sexta.

– Com licença? — Hugo com seu sorriso super fofo, interrompe minha conversa com Rick se colocando ao meu lado.

– Oi Hugo. — eu cumprimento com minha voz de flertar, já que eu não posso ter o Rick, e o Hugo está afim de mim, não tem motivos pra não aceitar.

– Queria saber se você está livre sexta à noite? — ele pergunta sorridente e todo vermelho.

– Claro. Sexta está bom pra mim. — eu respondo, abaixando o olhar.

– Kyara, sexta você não pode. O trabalho esqueceu? — Rick se mete na conversa, é impressão minha ou ele está com raiva?

– A gente faz amanhã, Rick. — eu digo, então me viro para o Hugo. — Você me busca que horas?

– Umas 19h que tal? Te busco em casa ou na biblioteca?

– Pode ser 19h30 na minha casa. — respondo, então ele se aproxima e me dá um beijo na bochecha e sai da fila.

– Não acredito que você vai sair com esse babaca. — Rick diz.

– Ele não é babaca. — eu defendo Hugo. — Na verdade, eu e ele temos muito em comum.

– Sem comentários, Kyara. — Rick bufa. — Então amanhã que horas?

– Você que sabe. — respondo com raiva.

– Ótimo, te mando uma mensagem. — ele fala, e vai embora.

E eu fico igual uma idiota olhando pra ele, que vai se sentar com Carla e Ben, na hora que estou me virando, vejo Carla passar para o colo dele, me viro rapidamente.

– Ele ficou morto de ciúmes de você. — Sam diz.

– Não parece, ele já está com a fiel dele. — digo apontando pra eles.

– Típica reação masculina. — Gui explica. — Ele quer que você fique com ciúmes.

– Perda de tempo a dele. — eu respondo, mesmo sabendo que é mentira.

Os dois bufam, mas mudam de assunto. O resto da manhã é normal.

•••

Quando estou fechando algumas coisas na biblioteca, meu celular apita.

“Desculpe por hoje, fui um idiota.

Estou te esperando aqui na frente da biblioteca.”

Termino tudo e ajudo a fechar tudo e logo saio de lá pra ver o Ricardo, que está encostado no meu carro.

– O que está fazendo aqui? — eu pergunto.

– Vim te pedir desculpas. — ele diz. – Me passa suas chaves, vou te levar num lugar.

Entrego meio receosa, e entro para o carro.

Quando já estamos andando de carro a um bom tempo, e ele não fala nada, começo a ficar curiosa pra saber para onde estou sendo levada.

– Pra onde você está me levando? — eu pergunto.

– Não quero estragar a surpresa. — ele diz.

Apenas bufo, e então coloco meus pés em cima do banco e abraço minhas pernas.

– Você poderia, por favor, tirar os pés do banco.- ele briga comigo.

– O carro é meu. – eu falo.

– Não quero saber, eu estou dirigindo. – ele manda.

– Ok, mandão. — eu brinco com ele.

Assim que vejo o lugar que ele me levou dou um sorriso, ele me levou para um lago? E já está escurecendo.

– Porque você está com esse sorrisinho na cara? — ele pergunta assim que abre a porta pra mim.

– De você. Você me trouxe nesse lago isolado, ta achando que vai conseguir alguma coisa? — eu digo.

– RáRá! Logico que não, é o meu jeito de pedir desculpas por hoje.

Ele pegou uma coberta no carro, e deixa o farol ligado e fomos mais pra frente, ele colocou a coberta no chão, e nos deitamos e ficamos em silencio.

– Sério, desculpa por hoje. Eu não tinha o direito de ficar com ciúmes. — ele fala.

– Eu também não tenho esse direito. — eu respondo. — Posso te fazer uma pergunta?

– Você acabou de fazer. Mais pode. — ele brinca.

– O que sua mãe tem? — eu pergunto, já que ele não me contou o que ela tinha, apenas que estava doente, e também pra mudar do assunto dos ciúmes.

– Leucemia crônica.

– Quando ela descobriu?

– Quando eu tinha sete anos. Foi difícil sabe, meu pai foi embora assim que soube da doença, então desde então eu assumi as responsabilidades.

– Por que os pais tem que ser assim? — eu reclamo, já que também tenho um pai que é ridículo. Então apoio meu braço e fico de lado pra ele. — Por que eles não podem apenas cumprir com o papel de pai?

Ele balança a cabeça concordando, ele parece hipnotizado em algo. Então percebo pra onde ele está olhando e solto uma gargalhada.

– Eu aqui toda sentimental, e você babando nos meus peitos. Ah! Vocês homens são tão previsíveis. — eu paro, e então resolvo tirar uma com a cara dele. Chego bem perto dele e digo:

– Você quer tocar? — ele balança a cabeça bem devagar, igual um pateta hipnotizado.

Eu olho pra ele e então me ajoelho e coloco as mãos na bainha da minha blusa, e preparo pra puxar a blusa. Então eu tiro a mão da blusa e começo a rir, eu o olho mais uma vez e continuo rindo.

– Eu não acredito que você caiu nessa? Você ta achando o que? Que eu saio por ai perguntando aos caras se eles querem me tocar?

Ele fica vermelho, e eu acho que é de raiva, já que ele parece está furioso.

– Ei, desculpa. Eu estava brincando, não precisa fechar a cara desse jeito. — eu me desculpo.

Do nada, eu estou em seu corpo, me assusto e tento me levantar, mais ele não deixa.

– Acho que você tem que parar de me provocar, porque não sei se você percebeu eu sou homem.

– Serio? Eu não sabia disso, nunca imaginaria você como homem. — eu debocho.

– Vou te mostra que sou muito homem. — ele sussurra e aproxima sua boca da minha, se inclina lentamente, dando tempo para mim me decidir se vou beijá-lo. E eu sei que vou beijá-lo. Oh, Deus, era tão bom, e de dar água na boca, o nosso beijo. Lento e sensual, mordisco seus lábios, e os saboreio. Sua língua saiu para lamber meu lábio inferior e eu apenas poderia responder. Meus dedos enfiaram-se mais firme no seu cabelo enquanto ele apertava minha cintura.

Por que os nossos beijos sempre são assim, sincronizados, intensos, perfeitos e excitantes?

Ele para de me beijar, e me olha, seus olhos me consomem, e me deixam tonta assim como seus beijos.

– Você vai ser a minha morte, baby. — ele fala.

– Baby? Se você me chamar assim mais uma vez, eu te estrangulo. — reclamo com um sorrisinho no rosto.

– Então a partir de agora, seu apelido é baby. — ele diz me beijando mais uma vez, dessa vez é mais rápido e urgente, minhas mãos vão para suas costas e começa a arranhar, e eu espero que isso fique marcado. Então ele aperta minha bunda fazendo pressão nele mesmo, e eu gemo em sua boca. Em um instante ele coloca a mão dentro da minha blusa, e começa acariciar minha barriga, quando está subindo mais um pouco, seu celular toca.

– Porra, droga de celular. — ele xinga, mas atende. — Cara, você tinha que me ligar agora mesmo?

Mordo meu lábio, e distribuo beijos em seu pescoço, ele sorri e fala sem som “Pare com isso”, eu apenas sorrio.

– Rick, hoje a noite ainda está de pé? — escuto Carla dizer pelo celular dele. — Porque comprei aquele chantili pra gente.

– Carla, você tá louca. — ele grita pro telefone, enquanto eu saio do seu colo.

Meus olhos ardem, mas não me permito a chorar, me levanto e vou andando para o carro. Eu sou tão idiota, tão burra. Quando vejo que ele está vindo, coloco o cinto, e olho para o lado oposto, ele entra no carro, e o liga, mas não fala nada.

– Então é assim que você divide seu tempo, estuda de manhã, dá uns catas numa qualquer e depois marca com a sua amiguinha Carla? — eu acabo dizendo, e minha voz demonstra raiva.

– Ei, lógico que não. Isso é implicância dela, eu e Carla não temos nada. E você não é uma qualquer.

– Ricardo, para de mentir. Droga, ta na cara que vocês têm algo, ela já me disse várias vezes. Eu que sou idiota mesmo.

– Ou para de paranoia, eu já disse que ela está apenas com ciúmes, então faz essas coisas, não é a primeira vez que ela apronta uma dessas.

– Claro que não é, deve ser difícil pra ela, gostar de um galinha igual a você. Eu estava achando que o que diziam de você era tudo mentira, mas agora tenho certeza absoluta que é a pura verdade, você é um galinha e um imaturo.

– É com certeza eu devo ser sim. Você quer saber, eu faço isso direto trago meninas, em um lugar que significa algo pra mim pra dá uns amassos nelas, e depois vou pra casa me encontrar com Carla, pra comer ela a noite toda. — ele diz amargo.

O resto do caminho, nenhum de nós falou, e eu acho melhor assim. Quando chegamos na sua casa, as lágrimas já tinham começado a descer, eu vou pro lado do motorista e antes de entrar me viro pra ele.

– Não fala mais comigo, nem na aula de português, por favor. Eu termino nosso trabalho, e te passo a sua parte.

Ele não diz nada, e eu entro no carro e vou dirigindo pra casa, e tento me concentrar na estrada ao invés do meu coração que parece estar em pedaços.

Notas finais
Será que esses dois terminaram algo que nem começo? Meu Deus, !!! Espero que tenham gostado, e gostaria de saber o que sentiram quando leram o capitulo. Beeeeijos e obrigado por acompanhar essa historia ..