Notas iniciais
finalmente o primeiro capitulo digitado.

Um certo dia, no reino de Blinfield, nasce duas lindas crianças, duas meninas para ser mais especifico. Apesar de até agora tudo parecer um conto de fadas, está longe de ser apenas mais uma historinha de criança onde o final é sempre feliz e a bruxa má é derrotada.... por tanto o nome de nenhuma delas é Branca de Neves, Bela, Aurora, muito menos Cinderela e Ariel. Lyra e Hilla estes sim são os nomes.

O choro das meninas quebrava o tenebroso silencio da escura e horripilante floresta Darkwood, a floresta era localizada na subida da penhasco das bruxas, onde nenhum homem em sã consciência entraria, ninguém nunca sobrevivera por lá, ou pelo menos ninguém nunca voltou para contar a sua adorável estadia, os cidadãos comuns não tinham ideia que lá no penhasco tinha uma gruta grande e bem iluminada, onde as mulheres malditas se escondiam, lá havia anciãs, mulheres e crianças. Lá era o pequeno vilarejo onde as bruxas Wedja se mantinham longe da igreja, do inquisidor, da tortura e principalmente, da fogueira.

Ainda na floresta uma mulher que estava banhada em suor e sangue cantarolava calmamente uma musica típica de sua linhagem para as duas mais novas bruxas Wedjas, aos poucos o choro se extinguiu, e a musica ecoava pelas muitas arvores. Os passos lentos da mulher foram o suficiente para chegar perto da tal gruta, foi quando viu um esguia morena que correu em sua direção, com o sorriso branco que se espalhava em sua face.

–Sarah! As crianças de Sarah! As crianças de Sarah vingaram!

Ela gritou animada

–Acalme se Lindara, nascer não significa sobreviver, fui egoísta, coloquei duas crianças ao mundo para sofrer como nós, mas pelo menos a nossa linhagem seguira em frente.

A mulher que segurava as crianças disse, a mulher que agora vocês meus caros leitores já sabem o nome, Sarah.

Logo uma mulher que demonstrava sua sabedoria e força em seus cabelos brancos e as inúmeras rugas em seu rosto chegou perto de Sarah com ajuda de um cajado para andar.

_São poderosa, nasceram no primeiro dia de lua cheia, nasceram sob a proteção da própria deusa Lua. Essas crianças estão destinadas a grandeza, apenas não sei para que lado estarão.

A anciã diz sombriamente e sai andando vagarosamente de volta para a gruta.

...10 anos depois...

Lyra P.V.O

Corríamos, tínhamos de correr, rápido, mais rápido, mas eu estava tão cansada, com tanta fome, fazia dois dias que não nos alimentávamos nem de gafanhotos. Nós despistamos os homens, mas não demoraria muito para nos achar. Minha mãe se ajoelhou na nossa frente, e nos puxou para um abraço, ela chorava minha mãe nunca tinha chorado, nem quando os homens maus jogaram pedra em nós.

–Nunca se esqueçam de que eu amo vocês, mais do que tudo, mais do que a minha vida. Não saiam daqui. Vocês sabem em quem confiar só na pessoa com o pingente igual o da mamãe.

Minha mãe diz sem quebrar o abraço

Eu rapidamente entendi o que ela iria fazer.

–Não mãe. Não nos deixa, eu juro que viro uma boa menina.

Eu digo desesperada.

–Não é você meu amor, a mamãe precisa.

–Mãe...

Hilla disse chorando

Mamãe nos afastou, ela deu um beijo na testa de Hilla e para mim ela disse baixinho antes de beijar a minha testa

–Cuide da sua irmã, eu confio em você.- então ela para de sussurrar- Vocês tem uma a outra. Se escondam.

E lá se foi minha mãe desapareceu entre as arvores.

–Vamos Hilla. Suba nessa.

Eu digo apontando para a arvore ao nosso lado, segundos depois aparece um homem e se senta de baixo da arvore que estávamos.

Os homens maus aparecem bravos e cansados.

–Vamos, diga onde está a bruxa!

Um homem gordo e com a barba ruiva diz.

–Correu para a floresta maldita, ela arrastava duas meninas pelos braços, aparentava estar exausta, não deve estar longe, provável que morra está noite.

O homem que estava sentado disse com calma, como se falasse do tempo.

–Não sobreviverão. Vamos, vamos voltar.

A única mulher do grupo furioso disse.

Logo o grupo vai embora, menos o homem que estava sentado debaixo da arvore.

Espero um minuto e pulo em sua frente cm o punhal em sua garganta.

Ele sorri. Que insulto! Ele sorri!

–Olá pequena feiticeira. Onde está a sua irmã?

Ele fala

Eu continuo quieta e com uma carranca.

–Você não me machucaria não é?

Ele retira um cordão de dentro da blusa, naquele colar tinha um pingente que eu tanto conhecia. O pingente igual ao de minha mãe.

Eu contragosto retiro o punhal de seu pescoço.

–Sou Mattias. Você deve ser Lyra, a irmã arisca. Está com fome? Quer uma maçã?

Ele diz tirando a maçã de uma sacola que até este instante tinha passado despercebida.

Eu olho para cima e vejo minha irmã olhando a maçã faminta. Ela olha para mim pedindo permissão. Eu assinto. Hilla pula com destreza ao meu lado

–Já disse que adoro as acrobacias de pequenas feiticeiras?

Ele diz sorrindo e nos entregando a maçã, cuja a qual comemos avidamente.

–Venham, tenho uma casa onde vocês podem ficar, minha mulher adorará ter as filhas de Sarah em casa.

Notas finais
Então? Estou merecendo comentários?