Enchanted by the night
3 Reencontro
Notas iniciais
...5 anos depois...
...Lyra...
Eu pulei nas costas do loiro.
–Me devolve! Isso é meu!
Eu gritei nas costas daquele loiro irritante, ele colocou a mão em mim, e de repente eu não estava mais nas suas costas, e sim pendurada em sua frente.
–Me devolve!
Eu digo praticamente rosnando
O sorriso de escarnio que ele mantinha no rosto com frequência cresce.
–Sabia que você é uma bruxinha muito raivosa e muito selvagem?
Ele diz me fazendo corar
–Dilan, devolva a corrente da Lyra e não se atreva a chegar perto da Hylla.
Mattias diz enquanto passa despreocupado pela sala.
Dilan me entrega a corrente
–Desculpa pai.
Ele diz de cabeça baixa, mas logo que seu pai sai da área ele olha para mim e começa a rir
–Ladrãozinho!
Eu digo baixo, só para ele ouvir.
Se sorriso desparece do rosto.
–Filha do demônio!
Ele me provoca, atingindo na minha antiga ferida.
Logo eu estava em cima dele projetando um soco
–LYRA!- Hylla grita antes que eu tivesse batido nele- por favor- ela diz olhando para Dilan, que olhava para a minha irmã com um sorriso provocador. (Patife...) eu sai de cima dele arrumando o meu cabelo
–Vamos, temos que arrumar o que comer.
Eu digo me dirigindo a porta
...
A musica que eu tanto reconhecia começou a tocar, ( Dilan tocava algum instrumento inventado pelo próprio.) logo eu e Hylla estávamos dançando, girando, o público começou a se aproximar de onde estávamos escutávamos palmos ao ritmo da música, eu rodopiava com a minha irmã, logo a música acabou e agradecemos o público em quanto Dilan saia para recolher tostões dos espectadores.
–Bravo! Bravissimo! Muy Belo! Como estas belas damas se chamam?
Um homem de belas vestes falou.
–Me chamo Danna, e está é minha irmã, Maiara. A quem nos dirigimos?
Eu digo os nomes que que criamos para não sermos pegas como as filhas de Sarah, o demônio em forma de mulher.
–Sou Jhonny, o dono deste recinto que vocês usam para se apresentar.
Ele responde.
Eu olho para minha irmã que me olhava com assombro.
E com apenas este olhar passamos uma mensagem, que já havíamos usado muitas vezes antes.
Corremos em direções opostas, eu lutava para atrair as atenções a mim, sabia que em uma luta direta eu tinha muito mais chances do que minha delicada irmã.
Mas minhas tentativas foram em vão, o homem agarra Hylla me fazendo parar abruptamente
–Não irei prende-las. Quero lhe propor um emprego, vocês aceitariam ser as minhas dançarinas?
...5 anos...
Fazia cinco anos que eu e Hylla vivíamos como dançarinas de um famoso anfiteatro, os nome Danna e Maiara eram amplamente reconhecidos por quase toda a Europa, cinco anos que vivíamos longe do sufoco de ser uma bruxa, cinco anos que tentávamos esquecer que eramos bruxas.
Escuto batidas apressadas na porta, batidas típicas do mensageiro do teatro, abro a porta rapidamente
–Mademoiselle Danna, temos um jovem trabalhador, um provável mendigo que afirma veementemente te conhecer e que precisa de alguns minutos com você
Ele diz formalmente como sempre
–Um mendigo? Deixe entrar.
Hylla diz aparecendo do meu lado.
–Sim senhorita.
O mensageiro sai com seus típicos passos largos e apressados, como se estivesse se controlando para não correr.
Logo ele volta acompanhado de um jovem
–Tchau capacho.
O jovem diz ao mensageiro que o olha sem entender
–Vai dar uma volta, cai fora, ninguém te quer aqui, adeus, até algum infeliz dia.
O jovem diz controlando o riso que parecia cada vez mais difícil com a crescente cara de desgosto e descontentamento do mensageiro
–Pode ir.
Eu digo polidamente, fazendo o mensageiro ir apressado e o jovem me olhar descrente.
–Quem diria em Lyra? Vocês estão muito bem, aparentemente vivem bem por aqui. Tem alguma coisa para comer?
O jovem diz já bisbilhotando as nossas coisa.
–Dilan?
Hylla pergunta atraindo mais a minha atenção para o jovem, ele era mais alto que o Dilan que eu conhecia, e definitivamente mais musculoso que o loirinho irritante de minha juventude.
O cabelo loiro havia crescido e escurecido um pouco, suas feições estavam mais fortes, mas o sorriso de escarnio continuava lá, seus olhos verdes acastanhados continuavam com o ar de ironia que sempre teve.
Ele abriu os braços claramente nos convidando para um abraço, sua altura ficou mais evidente ao abraça-lo, e seus músculos ficaram ainda mais visíveis. (Músculos provavelmente desenvolvido no trabalho árduo que a fazenda de seu pai proporcionava)
–Estou bem bonito, eu sei.
Ele diz
–Idiota.
Eu digo tentando parecer séria, mas o sorriso que não me era voluntario me denunciava
–Vocês não estão nada mal mesmo. Viva a dança
Ele diz olhando cada detalhe de nosso corpo.
–Dilan!
Eu digo lhe dando um tapa no braço, fazendo um sorriso travesso e malicioso crescer em seu rosto
–O que faz aqui?
Hylla pergunta.
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