Encanto Árabe
18 É você?
Notas iniciais
Povs Bella...
Quando Edward entrou comigo na cabana confesso que imaginei tudo, menos todo aquele luxo árabe com tapetes, cortinas, cama, banheira... E principalmente o clima erótico que envolvia o lugar. Sim... Havia um erotismo envolta... Velas, incenso. Ele fez de propósito sem dúvida com o intuito feroz de me seduzir. O Sheik adora deixar claro o quanto é rico, sedutor, poderoso... E pode criar, fazer ou comprar de tudo pra me ter na sua cama. E se dissesse que mesmo estando aqui contra a minha vontade não fiquei lisonjeada e excitada, estaria mentindo. Com certeza não sou a primeira que tenta seduzir e posso imaginar que nenhuma resistiu antes.
Quando me colocou no tapete e começou a me tocar perdi a capacidade de raciocínio. Me sentia indefesa, inexperiente diante de sua sensualidade e virilidade. Meu coração disparou, a boca ficou seca, e um fio de suor começou a escorrer entre meus seios. Seu olhar era firme, quente, suave, e seus dedos pareciam me queimar. Nunca antes me sentir tão mulher... Tão feminina. Jamais um homem me tocou, ou fez, ou falou as coisas que ouvi dele... É como se já não pudesse mais resistir... E nem quisesse. Por isso não resistir ao seu beijo, porém ao sentir seu toque entre as minhas pernas foi um misto de susto e prazer.
Seu dedos eram firmes, como se soubesse exatamente do que precisava. Um fogo me consumiu por dentro, fiquei terrivelmente úmida, meu pequeno clitóris latejou buscando alívio, porém, suas próximas palavras me fizeram despertar da névoa do desejo, pois foram possessivas, quase ríspidas.
– Você é minha, baladi malika. (minha rainha) Só minha. Ahsal ealayh? (entendeu)
Então foi como se voltasse a mim, meu lado advogada independente assumiu o comando de meu corpo e pensamentos outra vez. O empurrei, me virei de forma brusca e machuquei o joelho no chão e tive que engolir um grito de dor, em seguida levantei. Edward me olhou em choque e confusão, ainda sim seu olhar era fogo puro, e o volume na parte da frente de suas calças, confirmava seu desejo. E falei num tom alterado:
– Fique longe de mim!
Sua respiração estava tão acelerada quanto a minha. Mas, ele permaneceu ainda meio sentado no chão, como se decidindo o que fazer. E rezei pra que não tentasse me tocar outra vez, ou... seria eu a implorar pra que me tomasse. Ele respirou longamente e fechou as mãos em punho. Então falou num tom rouco:
– Ainda terei a minha recompensa, malaki. (anjo) Não morrerei de desejo, só porque se nega a aceitar o quanto me quer.
Depois simplismente levantou e saiu. Senti uma alívio tão grande que minhas pernas ficaram trêmulas. E senti também uma pontada de dor no joelho, quando olhei pra baixo um filete de sangue escorria sobre ele.
– Não... Só me faltava essa.
Então fui até a enorme cama que havia ali e me sentei. E quando a porta da cabana se abriu fiquei tensa, pois imaginei que fosse Edward, no entanto era apenas uma senhora, e pelos trages negros que cobriam o corpo todo e sua cabeça só podia ser árabe. E trazia uma pequena tigela nas mãos. E apontou pro meu joelho, com certeza o sheik a mandou aqui, e eu que pensei que estávamos sozinhos. E falei com um sorriso:
– Olá, fala a minha língua?
Ela negou com a cabeça. Maldito Cullen! Não posso conversar com ela, nem pedir ajuda... Sim, está cada vez mais difícil fugir. A mulher se aproximou e voltou a apontar pro meu ferimento. Sem dúvida queria cuidar dele. E fiz um sinal com as mãos pra que fizesse isso. Ela trabalhou bem e rápido e colocou uma espécie de pasta ardida sobre o corte, porém o cheiro não era ruim. E quando levantou num ato de desespero segurei em sua mão, e supliquei:
– Por favor... Seu Sheik me trouxe aqui contra a minha vontade. Se entende algo do que eu digo... Me ajude... Me tire daqui. Eu posso lhe pagar.
A velha mulher apenas sorriu, se curvou longamente como se estivesse diante de uma rainha e se foi. Suspirei tristemente fechando os olhos. Céus! Como gostaria de engasgar o sheik com as minhas mãos. Por que todos tem que lhe ser tão leais e fiéis? Será que não há ninguém com um pouco de juízo por aqui? A velha senhora voltou durante o decorrer do dia pra me trazer fartas e deliciosas refeições, e quando tentava falar algo, ou voltar a pedir ajuda apenas fazia como antes uma longa reverência e sorria, nada mais.
O sheik não havia voltado, só o vi naquele momento... Quando chegamos e depois... Onde será que está? Deveria ficar feliz sem a sua presença, porém não estava. E se ele se zangou pela minha recusa e resolveu me punir e me deixou aqui e foi atrás de outras mulheres mais dispostas? Afinal... Pude perceber o quanto é viril, sexy e... Quando comecei a corar me zanguei.
– Não é possível que depois de tudo que o Sheik me fez seja capaz de mexer tanto comigo, não mesmo.
Só que era sim, e tinha certeza que até o fato de me deixar sozinha aqui foi uma forma de me perturbar mentalmente, e imaginar mil coisas a seu respeito. Sem dúvida nenhuma nunca conheci, e jamais conhecerei outro homem igual a Edward Cullen. E pensar que tinha uma vida tão normal e pacata. Um emprego, um apartamento, até ter a ideia estúpida de procurar esse "tirano machista" achando que iria me ajudar a salvar minha empresa em crise. Por que não ouvi meu chefe? Maldita mania de ser impulsiva. Sim, minha vida sempre foi tranquila demais, então o sheik chegou e bagunçou tudo... Inclusive dentro de mim.
Quando a noite chegou a cabana esfriou um pouco mais, porém, não era um frio de incomodar, o cansaço chegou e olhei a cama com vontade de dormir nela, todavia, não faria isso... Essa cama era dele, sendo assim resolvi me acomodar no chão, e coloquei algumas almofadas em volta de mim. Não sabia quando ele voltaria, ou se voltaria. De qualquer forma era melhor tentar descansar pra enfrentar o que viria pela frente. O sono custou a vim, e toda hora olhava pra porta da cabana achando que o sheik entraria, mas isso não aconteceu, e num determinado momento adormeci.
E sem saber se era um sonho ou real, tive a impressão de estar sendo carregada e colocada sobre uma superfície macia. E perguntei sem forças pra abrir os olhos.
– Sheik... é você?
Continua...
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