Encanto Árabe
17 Gritando
Notas iniciais
Povs Edward...
Sem dúvida Bella não achava que seria capaz de domar a serpente. Afinal deve imaginar que o príncipe do Catar seja um homem inútil e que tem gente pra fazer sempre tudo por mim. Porém, se tentasse me conhecer melhor ao invés de só me acusar, wa'ana 'aelam 'ann alwaqie kan mmukhtalifanaan tamamaan. (saberia que a realidade era bem diferente) Pois quando era criança, e eu e meu pai ainda não devergíamos por tudo, ele costumava me levar pra algumas viagens suas que fazia pelo deserto. Adorava pois me sentia livre das convenções do palácio. De dia andávamos em camelos, e a noite acampávamos em tendas como os nômades. Toda a comida e bebida que traziamos era aquela que vinha no lombo dos animais.
E naqueles anos aprendi tudo sobre a vida nesse lugar. A caçar, a procurar água, a identificar as terríveis tempestades de areia, e a me defender dos animais peçonhentos daqui como serpentes, insetos, e escorpiões. Meu pai me mostrou como segurá — las e a me livrar delas sem precisar acabar com as mesmas. O sultão Carlisle costuma dizer que as coisas do deserto merecem respeito, kama alshshams alty hi ealaa washk dhalik. (assim como o sol que está sobre ele) E não importa quanto lugares no mundo eu conhecesse, ou quantas línguas falasse, eu jamais poderia esquecer quem eu era de verdade, um árabe.
Papai sempre acreditou que um futuro rei deveria saber tudo, das coisas mais simples, as complexas. Com certeza ele tinha muitos defeitos, porém, sua sabedoria era incontestável. E se não fosse todos esses ensinamentos, Bella e eu realmente estaríamos em perigo. E mesmo sabendo disso, não perderia a oportunidade de lhe seduzir. E disse querer uma recompensa que significa colocar a boca e os dedos entre suas pernas... Sim, queria sexo oral. Já fiz em outras mulheres e elas pareçam gostar, tanto que algumas até se apaixonaram, walikan yujib 'abadaan. (mas nunca correspondi)
Todavia... Esse desejo que tenho por Bella é diferente de tudo que já senti. walllah! (Por deus) Ela me deixa quente, ansioso, excitado... Como se ela fosse a primeira mulher que quisesse em minha cama. Sua rebeldia, e inteligência era o que me deixava ainda mais louco. Só o fato dela achar que pode me enfrentar e me desafiar, yuzhir balfel kam qad harf. (já mostra o quanto tem caráter) As vezes me pergunto se sou mesmo tão diferente do meu pai que tem um harém, e faz minha mãe sofre com isso... Afinal a sequestrei a obrigando a ser minha rainha... Não, meus sentimentos não são nobres, pois só penso em tomá — la de todos os jeitos e em todas as posições.
Mas, ao contrário do sultão quero apenas uma mulher e não todas. Nem , fi 'annana lasna mtsawin. (Sim, nisso não somos iguais) Entretando sou um árabe, e apesar se ter conhecido o mundo, quando a trouxe pra cá agi como um. Aqui minha atitude seria considerada normal, a própria mulher se sentiria honrada por ser escolhida por um sheik, mas no país dela o que fiz é um crime grave, e com risco de prisão. No entanto, meu povo não abre mão e nem mede esforços pra conseguir o que quer, por isso não quero e não vou voltar atrás, e seria até capaz de assinar o contrato com a sua maldita empresa falida se me desse uma chance. E se lhe dissesse o quanto a quero e o que seria capaz pra isso, la 'ashukk fi dhalik almazid min alkhawf. (sem dúvida ela se assustaria ainda mais)
Me livrar da cobra foi mesmo fácil, porém, quando a peguei nos braços e a levei pra cabana, a luta que teria pela frente... Essa sim seria difícil. Pois sei que não seria fácil pra ela adimitir seu desejo pelo homem que a sequestrou. Em sua cabeça continuava a ser o "homem cruel" que a tirou de sua vida. E nas últimas horas pensei muito nisso, de fato começava a entender seu lado, ela porém duvido muito que entenda o meu. Como vai entender como é difícil pra um homem como eu que sempre teve tudo aos seus pés, lays laday alan 'akthar ma trid? (não ter agora aquilo que mais deseja) como vai entender o tamanho do meu tesão e da vontade que tenho que me fale palavras doces e picantes, que me beije sem parar, me acaricie e leve meu membro aos lábios antes de me deixar tomá — la com loucura? Não, não pode entender.
Mas, me contentaria primeiro com a recompensa que criei por nos livrar da cobra, oh.... Sim, o que não daria pra sentir seu sabor, ver seus olhos nublados de desejo, ouvir seus gemidos e ver seu rosto ruborizado de prazer... Sim, daria tudo pra deixá — la assim, quero lhe marcar como fogo em brasa, pra que quando a toque esqueça de todos os homens que já teve... E só de pensar nisso, que já dormiu com outros me sinto doente de raiva e ciúmes. Baed dhlk sayakun alwahid al'algham w la 'ahad akhir. (depois que a tiver ela será só minha e de mais ninguém) Agora estava possessivo como nunca estive antes por nenhuma outra.
Quando entramos na cabana e Bella olhou em volta havia surpresa e admiração em seu olhar. Afinal o ambiente era luxuoso, com almofadas, tapetes, cortinas, uma enorme cama e banheira. Tudo no estilo árabe. Algumas velas, uma enorme mesa com frutas. Ela suspirou alto.
– Aqui... Já é o quarto?
Seu tom denotava tensão, e nervosismo.
– A cabana tem outros cômodos, mas mandei arrumá — la assim... especialmente pra nós, zahrati. (minha flor)
Ela enrubesceu mordendo os lábios.
– Será que pode me colocar no chão agora?
E me perguntei se era nesse momento que iria se irritar comigo. E a pus no chão, sobre o tapete e as almofadas e curvei meu corpo em sua direção de maneira sugestiva.
– Alteza... Não ouse.
Sua voz estava fraca, rouca. Sim, Bella estava excitada assim como eu.
– Estou louco pela minha recompensa, malaki. (anjo)
– Não... Não vai acontecer.
Avancei mais até que ela acabou deitando sobre as almofadas. Passei o dedo levemente pelo decote do seu vestido e ela estremeceu fechando os olhos. Oh sim... Ela estava sofrendo assim como eu pelo desejo reprimido.
– Diga o que quer que eu faça agora, baladay jaria? (minha odalisca)
– Nunca vai me ouvir dizer... Nunca.
Sua voz era arfante, e baixa.
– Hum... eanid jiddaan, w aleasal. (tão teimosa, carinho)
Tomei seus lábios num beijo quente e molhado. Ela tentou me empurrar, porém logo se rendeu enlaçando meu pescoço. Me afastei apenas pra ver seis lábios inchados e o desejo cru em seu olhar.
– Diga... easal. (doçura)
– Não... Não!
Ela sacudiu a cabeça pros lados tentando levantar. E segurei seus braços acima da cabeça.
– Annah la jadwaa man yunkir dhlk , ya malikatan. (É inútil negar, minha rainha) Sei o quanto me quer também.
Ela não conseguia mais fingir... E nem fugir e de maneira afoita coloquei a mão embaixo de seu vestido, e quando encontrei sua fenda que por sinal estava molhada, introduzi um dedo, Bella então gritou... min aldhsht w alrraghbat. (de surpresa e desejo)
Continua...
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