Notas iniciais
Meninas vocês são uns amores, obrigada pelos comentarios lindíssimos *--*

– Regina... por favor... – Emma praticamente suplicava.

– Você me disse pra te contar a verdade, xerife, foi isso que aconteceu.

– Como eu vou poder te defender se você diz que tem uma parte da noite da qual você não lembra?

– Eu não estou pedindo pra você me defender.

Emma bateu na mesa frustrada. – Você parece muito satisfeita de estar sendo acusada de assassinato. Droga Regina! Você não pensa no Henry... ou em mim?

– Eu não estou dizendo que estou feliz com isso, só... que eu estava com raiva, eu não estava exatamente colhendo flores na floresta, eu estava...

– Lançando bolas de fogo pra tudo quanto é lado? – Emma tentou.

– Basicamente... mas então eu não sei como, acordei no meio da clareira algumas horas depois, não sei o que aconteceu nesse tempo...

– Isso não quer dizer que você matou aquelas pessoas.

– Mas pode ter acontecido... não seria primeira vez que eu machuco pessoas.

– É, mas você mudou.

– É o que você vive dizendo.

– É a verdade.

– Por que você acredita tanto em mim senhorita Swan? Mesmo quando ate eu estou em duvida.

Emma fitou a mesa, não conseguia encarar a morena. – Não sei porque... só sei que eu quero acreditar em você...

– Eu não aconselharia ninguém a acreditar na Evil Queen.

– Chega! – Emma estava zangada. – Você não é mais isso! E você não está presa, tenho certeza de que não fez isso. Vou pegar o responsável e provar isso pra todo mundo, inclusive pra você se for preciso.

– Gold estava certo, vocês são mesmo insistentes, você e sua família sempre adoram ajudar os casos perdidos.

– Você não é um caso perdido... – Emma soou cansada e estava mesmo, tinha sido um dia estressante. – Quero que vá pra casa e não saia de lá.

– Tem certeza?

– Confio em você.

***

Quando Regina abriu os olhos e viu Emma ajoelhada ao seu lado sabia que tinha problemas. A xerife a ajudou a se levantar, aparentemente tinha apagado novamente, dessa vez estava no meio do escritório da prefeitura. A morena olhou pela janela, estava quase amanhecendo. – O que aconteceu? – sua voz era fraca.

– Diga que se lembra de ter vindo ate aqui... – A expressão no rosto de Emma, era claramente de tristeza.

Regina não respondeu, Emma sabia a resposta. – Mais pessoas morreram não foi?

– Sim...

– Você devia ter me prendido...

– Não, eu devia ter ficado com você a noite inteira. Que idiota que eu fui... se eu estivesse com você poderia dizer que não fez nada.

– Você ainda acredita mesmo nisso?

– Sim, mas... não posso mais te deixar livre. Você é a principal suspeita, alias a única suspeita.

Regina fechou os olhos e passou a mão pelo cabelo, se sentia sem forças. – Você vai me prender. – Não foi uma pergunta, mas mesmo assim Emma respondeu.

– Vou.

Regina queria poder chorar, mas seu peito estava vazio, a mistura de emoções não lhe causava dor, não lhe causava nada, parecia mesmo ter sido uma boa ideia retirar seu coração. – Faça isso. – ergueu os pulsos para que Emma colocasse as algemas.

– Não preciso algemar você...

– Tudo bem, então vamos... – Regina começou a dar as costas pra xerife, mas esta a puxou para seus braços. A rainha ficou imóvel, surpresa pela proximidade repentina.

– Tudo vai se resolver... – Emma murmurou enquanto lhe dava um abraço apertado. A morena continuava imóvel, suas mãos pendiam ao lado do corpo, se recusando a abraçar Emma de volta.

– Sei que vai fazer o que puder, xerife.

***

– As pessoas estão com raiva Emma, acham que as outras mortes são culpa sua por ter deixado Regina ir embora no dia anterior. – David estava preocupado.

– Regina não fez isso! E eu sou a xerife, eu sei o que é melhor...

– Não quando se trata de Regina. – David sentou ao lado da filha. – Sei que acha que ela mudou, também acho que ela mudou, mas... você tem que admitir que esse apagões são suspeitos.

– Sei que são, mas devem ter alguma outra explicação. Ela não pode ter feito isso... não pode. Henry vai sofrer muito se isso for verdade.

– Você também vai, não é? Vocês ficaram... hum... muito próximas ultimamente...

– Não dá pra ficar próxima da Regina, David. Ela não deixa ninguém se aproximar de verdade, não depois de tudo que aconteceu.

– E isso te incomoda muito? Ela deixar você se aproximar.

– O que quer dizer?

– Nada, eu só...

– Swan! – Hook entrou da delegacia apressado. – Tem uma multidão revoltada lá fora, eles exigem que você entregue Regina para que ela pague pelo que fez.

– O que? Droga, não já passamos por isso antes?! – Emma disse indo em direção a saída, seguida pelos dois homens.

Deu um trabalho enorme para conter a multidão, mas Emma conseguiu convencê-los de que não eram bárbaros, de que não fariam justiça com as próprias mãos e de que ainda não tinha certeza se Regina era realmente culpada.

***

– Vai ficar me encarando a noite toda? – Regina andava de um lado pro outro dentro de sua cela.

– É o meu trabalho. – Emma estava sentada sobre sua mesa, observando a morena. – Estava aqui pensando... se acontecer alguma coisa hoje e você estiver presa aqui, então podemos concluir que você não machucou aquelas pessoas.

– Quer que alguém morra pra que eu seja considerada inocente, Swan? – Regina disse friamente.

– Não foi isso que eu quis dizer...

– Foi isso que pareceu.

– Porque você é assim em? To aqui tentando te ajudar e você só me dá uma patada atrás da outra.

Regina sorriu, mas não estava achando graça alguma. – Preciso te lembrar que não te pedi nada, nunca. Nem antes, nem agora.

– Sei que não é do tipo que pede ajuda, por isso nem espero que peça.

– E se eu disser que eu não quero sua ajuda.

– Não vai fazer diferença.

– Você é irritantemente persistente sabia, senhorita Swan?

– E você é muito mal agradecida.

– Não posso discordar.

***

Ninguém tinha morrido noite passada, Emma tinha passado a noite inteira acordada observando Regina e desejando que o telefone tocasse com algum chamado, mas não aconteceu.

A rainha tinha fingido dormir, mas estava bem ciente do peso do olhar da xerife sobre ela a noite inteira. – Acho que podemos considerar o caso resolvido, não? – disse sem abrir os olhos. Então ouviu os passos de Emma se aproximando de sua cela e a porta sendo aberta, a morena logo sentou na cama para encará-la.

– Você acha mesmo que fez isso? Que matou essas pessoas... – Emma sentou ao lado de Regina.

– Eu... sou uma pessoa ruim Emma.

– Não foi isso que eu perguntei.

Regina deixou os ombros caírem. – Eu não sei... não lembro de nada... pode ter acontecido, quem mais faria isso? Quem mais arrancaria o coração das pessoas?

– Alguém que quer te incriminar.

– Por que continua do meu lado, Emma? Mesmo quando tudo está contra mim.

Emma sorriu, Regina quase nunca a chamava pelo primeiro nome. – Já te disse isso algumas vezes Regina, eu te conheço bem, melhor do que você possa imaginar... e você é importante pra mim, eu não desisto das pessoas com que me importo.

– Por que eu importo? Eu nunca fiz nada de bom pra você. Tudo que eu fiz foi tentar destruir sua felicidade.

– Acho que você ta esquecendo de algumas coisas, você salvou minha vida varias vezes Regina. E o mais importante, você cuidou do meu filho quando eu não pude... por isso eu nunca vou poder agradecer o suficiente.

Regina encarou os olhos verdes a sua frente, uma lágrima lhe escapou e correu o seu rosto. – Eu não quero... não quero ter feito isso...

Emma a puxou para seus braços pela segunda vez, dessa vez Regina não se surpreendeu. – Você não fez, confie em mim. Você confia em mim?

– Sim... – A resposta foi só um sussurro, mas era exatamente o que Emma queria ouvir.

– Você está chorando... mesmo sem um coração.

– Eu ainda posso sentir, só é um pouco diferente... é difícil de explicar.

– Você sente, mas não com a intensidade que deveria?

– Mais ou menos isso. – Regina se virou pra encara Emma, que ainda a envolvia em seus braços. Estavam tão próximas, a morena se pegou analisando cada traço do rosto da xerife. Aqueles olhos verdes pareciam conseguir ver através da sua alma, os lábios rosados formavam um leve sorriso reconfortante.

– O que foi? – Emma perguntou depois de um tempo que Regina ficou a encarando em silencio.

– Nada, só não sei como deixar alguém cuidar de mim... é estranho.

O sorriso de Emma se alargou. – Mas você vai deixar que eu cuide de você?

– Vou.

A loira se inclinou e plantou um leve beijo sobre a testa da morena e prometeu a si mesma que não deixaria nada de ruim acontecer a Regina, nunca mais.

Notas finais
Ai ai essas duas brigam brigam, mas não se largam haha. Pelo menos Regina se abriu um pouquinho pra Emma, tambem depois de tanta insistência da xerife uheueh