Notas iniciais
Oi meninas! Só queria dizer que posso não responder os comentarios as vezes pq ando ocupada, mas estou lendo e amando todos. Continuem comentando que é isso que me faz ter vontade de escrever mais e mais rápido ;)

– Sabe que ela não é culpada, não sabe? – Emma disse enquanto brincava com Neal. – Ela não fez isso, esses apagões são só uma coincidência. Regina passou por muita coisa.

– Eu sei, mas não é a mim que você tem que convencer, Emma. – Snow disse sentando na poltrona próxima a cama e observando os filhos.

– Não podemos fazer um julgamento sem provas. A única prova que temos contra Regina é que ela é a única na cidade com magia pra fazer isso, já que Gold está fora. Pode haver outro alguém... alguém com magia e que nós não conhecemos.

– Claro que pode. – Snow parou de repente, tendo uma ideia. – Mas essa pessoa está se aproveitando da situação pra fazer Regina parecer culpada. Só pode ser alguém que não gosta dela.

– Essa é uma lista muito longa.

– É, mas a pessoa não só não gosta dela, como também possui magia, isso restringe um pouco.

– O problema é que não faço ideia de quem mais pode usar magia nessa cidade.

– Regina pode ter alguma ideia.

– Vou falar com ela.

– Vocês tem passado muito tempo juntas... – Snow começou.

– Ela ta presa onde eu trabalho.

– Estou falando mesmo antes disso, desde que Robin e Marian voltaram a ficar juntos.

– Você sabe... foi minha culpa ele ter deixado Regina, se eu não tivesse trazido Marian de volta...

– Ela estaria morta, Emma.

– Eu sei, mas ainda assim foi minha culpa.

– Entendo porque sente isso, mas não pode deixar sua vida de lado só porque se sente em divida com Regina. Hook me disse que vocês não tem passado muito tempo juntos.

Emma revirou os olhos. – E ele veio logo reclamar pra você não é?

– Não, só estávamos conversando e ele comentou. Você sabe... ele te ama Emma.

– É. – Emma fez uma careta. – Mas não é como se estivéssemos namorando.

– Você não gosta dele?

– Claro que gosto, ele fez tanta coisa por mim, se não fosse por ele eu não estaria aqui.

– Não perguntei se você é agradecida a ele, perguntei se gosta dele. – Snow soou seria.

Emma a encarou, sua cabeça doía, estava cansada e nunca pensara em ter aquela conversa com a mãe. – Não sei... eu gosto do Hook, mas... não é como você e David sabe...

– Como assim?

– Não é... mágico.

Snow deu a filha um olhar de compreensão. – Sabe que tem que deixar ele saber disso, não sabe?

– Sei, mas não agora... tenho muita coisa pra me preocupar agora.

***

– Tem que ficar mesmo parada ai na porta do banheiro enquanto eu tomo banho? – Regina disse mal humorada.

– Prefere que eu entre com você? – Emma brincou.

– Não, obrigada. – Regina entrou e fechou a porta atrás de si.

Emma se recostou contra a parede deixou o corpo escorregar ate o chão, então pegou seu celular. Duas chamadas não atendidas de Hook e uma mensagem de que precisava vê-la. Ela não respondeu.

Quando Regina saiu do banheiro Emma podia jurar que sentia o cheiro de maçãs no ar. Ela acompanhou a prefeita de volta a cela e entrou la com ela.

– Acho que o lugar da xerife é la naquela mesa, não junto com a prisioneira. – Regina disse enquanto arrumava os lençóis da pequena cama.

– Você não é minha prisioneira, bom só tecnicamente. Pelo que eu sei você poderia sair na hora que quisesse usando seus poderes.

– Poderia e isso me preocupa. E se eu apagar de novo? Não pode me deixar sozinha Emma, não pode me deixar machucar ninguém... – Regina alcançou a mão da loira com as suas. – Por favor... – Era a primeira vez que realmente pedia por ajuda.

– Você não vai machucar ninguém, vou ficar aqui com você a noite toda.

Regina sentou na cama e Emma sentou ao seu lado. – Você pode dormir, eu vou ficar acordada e vigiar você.

– Não acho que vá conseguir dormir.

– Você precisa descansar. – Emma não queria falar sobre o que estava prestes a falar, mas era um assunto necessário. – Talvez em poucos dias você enfrente um julgamento.

– O que?

– Eu não sei bem como vamos fazer isso, já que não temos provas concretas, não existe ciência forense pra magia.

– E por que vou ter um julgamento? Por que simplesmente não me deixam aqui?

– Porque... parte da cidade quer que a sua pena seja...

– A morte. – Regina completou quando ficou claro que Emma não o faria.

– Não vou deixar isso acontecer. É loucura, não temos nenhuma prova.

– Não é assim que a cabeça das pessoas funciona quando se trata da Rainha Má.

– Já disse que você não é mais isso!

– Mas eu fui, ninguém vai esquecer fácil assim.

– Por que não? Eu nem lembro que você foi a rainha má quando estamos juntas.

– Você é diferente... você... gosta de mim. Só não entendo o porquê.

– Preciso de um porquê?

– Não, gosto que goste de mim. Não são muitas as pessoas que fazem isso.

– Henry te ama.

– Ele é meu filho, tem um motivo.

– Mary também gosta de você

– Temos uma historia.

– Então só eu não tenho uma justificativa. – Emma sorriu.

– Acho que sim. Quando encontrar uma tem que me contar, porque eu não faço a mínima ideia de porque gosta de mim.

Emma a encarou por um longo minuto, não achava que algum dia pudesse por em palavras o porquê exato de gostar de Regina, simplesmente era atraída para a rainha. Os olhos castanhos picaram e se voltaram para baixo, quebrando o contato visual das duas.

– Seu celular. – Regina disse em um tom quase triste.

Emma observou o aparelho que tinha colocado sobre a cama. Era Hook. Emma decidiu atender, deixou a cela mas não se afastou muito, não podia e nem queria tirar os olhos de Regina. O pirata foi insistente, mas Emma conseguiu adiar o encontro deles por dia seguinte, afinal estava tarde e ela estava trabalhando.

– Seu namorado não deve gostar muito do seu trabalho. – Regina disse assim que Emma desligou o telefone.

– Já te disse que ele não é meu namorado... – Encarou Regina. – e logo não vai ser mais nada. – Sentiu vontade de acrescentar.

– Por que?

Emma andou entrou na cela novamente, mas se manteve de pé, longe de Regina. – Não gosto dele como deveria.

Regina a obsevou curiosa. – E como deveria gostar dele?

– Não sei... só não do jeito que é. Gosto dele porque me ajudou a salvar minha família, mas isso é gratidão e não amor.

– Entendo. – Regina se arrumou na cama dando espaço para que Emma sentasse ao seu lado. A xerife logo atendeu a deixa.

– Henry que vir ver você. – Emma disse encarando a lua cheia que via pela pequena janela da cela.

– Estou com saudade dele, mas não sei se quero que venha ate aqui.

– Não tem nada demais, ele sabe que você não é culpada.

– Ele acha que sabe... tenho medo de que se ele vier ate aqui mude de ideia, que me vendo presa aqui volte a me ver como uma vilã. – Regina também encarava lua quando sentiu Emma tocar o seu rosto, virando-o em direção a ela.

– Isso não vai acontecer. Ele confia em você de verdade. – Sua mão se manteve segurando o queixo da morena enquanto seu polegar traçava algumas curvas do rosto dela, as dos lábios principalmente. Desde quando Regina era tão linda? Emma se pegou pensando. Desde quanto tinha a pele tão macia? – E você não é uma vilã, não na minha visão da historia.

– Emma... você é boa demais.

– Não, não sou. Só digo a verdade.

Regina se inclinou e as duas ficaram ainda mais próximas, elas se encaravam em silencio. Se Regina tivesse seu coração ali ele estaria acelerado, pois era assim que o de Emma estava. As duas esqueceram totalmente de onde estavam e de quem eram, nada era mais importante do que se perder naquele olhar.

– Emma! – A voz de Hook vindo do corredor fez as duas se afastarem bruscamente. Emma levantou apressada e fechou a porta da cela atrás de si.

– O que está fazendo aqui? Achei que tínhamos combinado de nos ver só amanhã.

– Eu sei, mas eu não pude esperar.

– O que era tão urgente?

– Isso! – Hook puxou a loira em seus braços e a beijo, sem dar margem para que ela protestasse. Regina observou a cena em silêncio, uma chama de raiva se acendendo dentro dela. Não queria ver Emma beijando Hook, não queria ver Emma beijando ninguém, por mais que isso não fizesse o menor sentido.

– Ei! Vai com calma! – Emma disse afastando o pirata. – Eu te disse que precisávamos conversar.

– Podemos conversar depois, agora temos coisas mais interessantes pra fazer. – Ele disse com sua melhor cara de cafajeste.

– Hook... – Emma colocou as mãos na frente do corpo na defensiva. – eu... não quero mais isso, não quero mais ficar com você...

– O que? – Hook disse descrente. – Mas... foi você quem me beijou primeiro... eu pensei que...

– Sim, foi um erro meu, não devia ter feito isso. Sabia que não gostava de você do mesmo jeito que você gosta de mim.

– Não faça isso... – Hook soou desesperado. – Não fuja de novo do que está sentindo... – ele a segurou pelos pulsos.

– Não estou fugindo, só não sinto o mesmo que você. – Emma disse tentando se soltar.

– Não minta pra mim, sei que gosta de mim. – Disse se aproximando para tentar beijá-la novamente, Emma se esquivou.

– Me solta!

– Não! – Hook a puxou pra mais perto.

– Você não ouviu ela? – Regina estava parada exatamente no limite da sua cela, mas a porta estava aberta. – Solta a Emma agora!

– Não se meta, rainha. – Hook a ignorou e esse foi o seu erro.

Com um gesto de mão Regina fez ele ser jogado contra a parede. Ele encarou a morena com uma mistura de surpresa e raiva.

– Saia daqui! Agora! – A voz de Regina era poderosa, o pirata nem considerou questionar, simplesmente saiu da delegacia as pressas.

Regina fechou a porta da cela e voltou a sentar em sua cama.

– Não precisava fazer isso... – Emma andou ate ela, mas permaneceu do lado de fora. – Eu podia ter lidado com ele sozinha.

– Eu sei que podia, mas ele já estava me dando nos nervos. Será que o idiota não percebia que você não queria beijá-lo?

Emma sorriu. – Aposto que ele nunca mais vai voltar aqui.

– Acho bom.

As duas ficaram em silencio, as duas estavam pensando no momento que tiveram antes de Hook chegar e interromper. E se ele não tivesse chegado, o que aconteceria? – Você devia dormir. – Emma disse quebrando o silencio.

– É, vou tentar.

Notas finais
Eita que rolou um clima em? hueheuehue Vcs devem ta amando o Hook agora sqn haha Até o proximo capitulo. E será que vocês tem algum suspeito? Ou acham msm que foi a Regina?