Emily. - HIATUS

3 Cap 02. | How cute, the devil will give me a ride.


Notas iniciais
Qualquer erro me avisem. Enjoy.

II: "Que fofo, o diabo vai me dar carona."

P.O.V Emily

Eu encarei Sam e revirei os olhos. O que foi universo? Isso é uma conspiração contra mim? Okay. Conheci Sam em um evento que meu pai foi convidado, ele era um garoto de dez anos, de olhos escuros, cabelos até o ombro, e até que era fofo. Eu era uma menina de dez anos, com enormes olhos azuis, cabelo curto e com franjinha. Ficamos conversando a noite toda sobre coisas idiotas, mas que naquela época era uma maravilha. Depois de um tempo descobri que ele era da minha escola, e sempre ficávamos juntos no recreio. E eu comecei a gostar dele. Quando eu tinha quatorze anos não tinha beijado ninguém, e eu acho que era a única, e queria mais que tudo, que meu primeiro beijo fosse com alguém especial. E para mim a pessoa especial era o Sam.

Adam estava gesticulando algo que eu não fazia ideia, Jhenny toda hora olhava para trás, para ver se o Sam ainda estava vivo. Por enquanto.

– Então é isso pessoal, vocês terão que me entregar esse trabalho na quinta. – Adam diz. –Vocês têm dois dias. Liberados. – ele fala arrumando seus papeis em sua maleta.

– É o seguinte, eu não quero ser sua dupla. – disse olhando fixamente para frente.

– E você acha que eu quero ser sua dupla? – falou Sam se levantando. – Mas não temos escolha, então infelizmente serei sua dupla Grey. – e ele falou se inclinando sobre minha mesa.

– Distância Becker. – falei o empurrado para longe. Me levantei e o encarei. – Não irei fazer esse trabalho com você, tá.

– Você quem sabe, Emmy. – falou sorrindo. Emmy? Sério?

– Que se dane Becker. – falei e saí para o corredor, em direção à próxima sala.

xxx

Eu assisti a três longas aulas no modo automático, era simplesmente cansativo demais pra prestar atenção em tudo e interagir com o professor, eu preferi só copiar todo o conteúdo e fazer o que me pediam. Apesar dos pesares eu sempre fui boa sobre estudos, eu posso não suportar o colégio e não fazer muita coisa, mas eu tenho o dom de tirar boas notas, meu pai me deu os genes da família dele. Inteligência do pai, sarcasmo da mãe.

Quando tocou o sino, andei lentamente pelo corredor, até meu armário. Meu armário era o mesmo desde do 8º ano, eles mantem o armário caso o aluno resolve voltar, vários adesivos estavam pregados, fotos, recortes de revistas, essas coisas. Joguei o livro de Física e peguei o de Inglês, porque, finalmente, era a ultima aula do dia.

– Parece que você andou a manhã todo me evitando, Emily. – Nicholas falou atrás de mim, quando eu bruscamente fechei a porta do armário, olhando para ele assustada. – Acho que isso foi meio que um sim.

– Oi também. – disse trancando o armário. Virei para encara-lo, cabelos negros, como o meu, não muito arrumado, grandes olhos verdes me estudando, um semblante bem diferente do que eu conhecia, jeans gastados, all star e um velha camiseta do Nirvana, que eu dei para ele, escrita Smells Like Teen Spirit. Seu maxilar se contraiu quando seus olhos encontraram minha tatuagem no braço, e levemente arqueou as sobrancelhas. Seus braços estavam cruzados, e reparei no quanto seus bíceps eram enormes.

– Você esta olhando meu braço? – Nick perguntou, fazendo-me fixar meu olhar no dele. Ele tinha os olhos da cor do meu pai, verdes. – Isso é estranho sabia.

– Também estou feliz em revê-lo, Nick. – disse sorrindo. Ele sorriu de volta, e me abraçou. Era bom poder abraçar meu irmão novamente, uma sensação bacana.

– Você mudou. – ele falou me olhando de cima e em baixo, e sorriu. – Ellie deixou você fazer uma tatuagem? Haha, só quero ver quando o Keven ver isso. – Keven, meu querido pai, provavelmente não irá dizer nada. Eu espero.

– Poisé, eu meio que droguei ela. – falei rindo.

– Nem duvido. Fiquei sabendo também, que você fez umas visitinhas pelas cadeias do Reino Unido...

– É a comida de lá era maravilhosa, sério, você tem que visitar lá. – falei sarcasticamente. – Mas o melhor de tudo mesmo, são os policiais, nossa, você precisa ver.

– Você é louca. – ele riu. – Vem, vamos comer, porque estou com uma puta fome. – ele falou passando o braço atrás de mim.

– Oque? Você quer comer uma puta? – falei rindo.

– Ah cala boca Emily. – ele falou bagunçando meu cabelo.

Quando eu abro as portas do refeitório eu sei que as coisas vão ser um pé no saco, o que é normal de refeitórios, é como se tivesse um letreiro em neon bem no meio da sala avisando que a ordem natural das coisas estava toda bagunçada. Jhenny, Kathy e Jessie estavam sentadas na mesa que eu costumava sentar com elas, e um garoto, que estava de costa, também estavam sentados lá. Quando Kathy me viu, ela acenou rapidamente, indicando para nos sentarmos com eles.

– Eu vou pegar meu almoço, você não vem? – perguntei para Nick.

– Não, estou sem fome. – falou.

– Mas você falou que estava com fome. — falei.

– Não estou mais. — ele sorriu e foi se sentar com eles. Ótimo.

Levei cerca de cinco minutos na fila, peguei uma porção de batatas-fritas, um molho estranho que parecia gostoso e uma lata de refrigerante. Quando eu estava fazendo meu percurso até a mesa, resolvi reparar as pessoas das outras mesas, porque isso é legal, foi então que vi o casal mais lindo da face da terra. Rebecca Snake e Sam Becker. Eles estavam sentados em uma mesa no centro, ele sussurrava coisas, provavelmente pornográficas, no ouvido dela, e a mesma soltava risinhos histéricos. Que chatice. Rebecca sempre fez jus ao sobrenome, cobra, ele sempre quebrava minhas bonecas no berçário, e sempre tomava meu leite, o que era revoltante. O leite era meu e não dela! Olhei para eles novamente, e percebi como ela estava bonita. Sua pele estava bronzeada, seu cabelo loiro estava preso em um perfeito rabo de cavalo, um delineador contornava perfeitamente seus olhos azuis. Vaca. Não disse que refeitórios é um pé no saco.

Sentei do lado da Jhenny e da Jessie, olhando fixamente para minha bandeja, e tentando adivinhar do que era feito aquele molho.

– Oi Ems. – alguém sentando na minha frente falou. Eu levantei os olhos e pude ver o sorriso encantador de Scott Becker, meu melhor amigo e irmão do capeta.

– Oi Scottyn. – falei e sorri. Ele sempre odiou que eu chama-se ele de “Scottyn”, sendo que é o nome verdadeiro dele. Apesar de dividir o mesmo sangue que o Sam, ambos eram bem diferentes. Seu cabelo era preto, como o do capeta, seus olhos eram castanhos claros, seu sorriso era encantador e covinhas apareciam toda vez que sorria. – Então, como é ser cunhado da cobra? – perguntei colocando uma batata-frita na minha boca e o encarando. Todos que estavam na mesa, trocaram olhares rápidos. Ah por Deus.

– Hum, chato, é claro. – ele respondeu meio hesitante. – Ainda tenho esperanças que um dia você, Emily Grey, seja minha cunhada. – ele disse enquanto mastigava seu hambúrguer.

– Tá ai uma coisa que eu quero ver antes de morrer. – Jhenny falou e riu.

– Calem a boca, Scottyn e J. – falei.

– Não me chame de Scottyn. – Scott falou. – Mudando de assunto, fiquei sabendo que você fez uma tatuagem na bunda.

– E fez, é um enorme panda. – Jessie completou.

– Pra falar a verdade, e o rosto do seu lindo irmão, assim eu nunca me esquecerei dele. – falei e todos riram.

xxx

Quando a ultima aula terminou, eu fui para o estacionamento, porque Nick se ofereceu para me dar uma carona. No momento que eu chego no estacionamento, vejo Sam encostado em um Jeep Commander preto, o carro dos meus sonhos, rodando as chaves no dedo. Sua cabeça esta abaixada, e parece que ele não me notou. Errado. No momento que eu estava prestes a correr dali, ele me chama.

– O que foi? – perguntei ríspida.

– Achei que você precisa-se de uma carona. – ele falou dando um sorriso de lado, fazendo suas covinhas aparecerem.

– Pensou errado. – falei o encarando.

– Resposta curta... Interessante. – falou. – A proposito se você estiver esperando o Nicholas, sinto lhe informar que ele já foi.

– Mentira. – disse. Era mentira, tinha que ser.

– Bem, por isso estou aqui me oferecendo para te levar. – disse Sam me encarando de volta. Seus olhos eram profundas orbitas negras, que às vezes assustava. – Vamos lá, é uma oferta tentadora.

– Tudo bem. – falei resmungando. – Só vou aceitar, por causa do Jeep Commander.

– Vou tentar acreditar nisso. – falou e abriu as portas do carro. Eu me joguei no banco do carona e prendi a respiração. Dividir o mesmo espaço com o Sam era terrível.

Notas finais
Queria agradecer a minha prima, Lienda, e meu melhor amigo, Paulo, por me ajudarem a escolher o nome da bitch que em toda história tem que ter :3 :3 sz'