Emily. - HIATUS

2 Cap. 01 | Because you have to be my double, Becker?


Notas iniciais
Olá pessoas, o primeiro cap. o/ E muito obrigada pelo review Rose Everdeen :) Nem todos os capítulos serão no ponto de vista da Emily, alguns serão de outros personagens. Comentários são como doces para mim, eu amo e me dá energia. Enjoy!

I: Porque você tem que ser a minha dupla, Becker?

Filadélfia, Pensilvânia. Dias atuais.

P.O.V Emily

Estava tendo um sonho super bom, onde eu era uma heroína super foda que salvava o mundo, e na hora que eu ia beijar o cara super gostoso...

– Vamos minha querida. – falou minha mãe abrindo as cortinas do quarto. – Se não você vai chegar atrasada no seu primeiro dia de aula.

– Que se dane. — falei cobrindo minha cabeça, e tentando voltar para melhor parte do sonho.

– Senhor, você é chata. – ela caminhou até minha cama e tirou a coberta de mim. –“Eu amo cochilos”, sério? – ela falou olhando para o meu lindo pijama. Sentei na cama e fiquei olhando para ela furiosa. – Você não me da medo.

– Eu sei. – resmunguei.

– Agora levante, caminhe até aquele lindo banheiro, se arrume e vá para escola. – ela falou apontando para o banheiro, que para mim parecia ser muito longe. — Ou você quer que eu te leve no colo até lá? – disse. E ela ainda pergunta...

– A segunda opção é mais tentadora. – falei sorrindo.

– Por Deus Emily! – ela começou a gritar, o que não é muito simpático, afinal são 06:00 da manhã. – Você tem dezenove anos, e fica com essa moleza toda só para ir tomar uma merda de banho! – amo quando ela começar apelar para os gritos.

– Correção, tenho dezessete e meio. Que vergonha Ellie, você não sabe nem a idade da sua única filha. – digo me levantado, e parando diante dela.

– Grande coisa. – minha mãe falou semicerrando os olhos. – Agora, vá se arrumar, afinal é o seu primeiro dia do seu ultimo ano! – ela fala alegremente. Alguém tem que ficar alegre por mim, porque eu não estou.

Depois que minha querida mãe saiu me joguei na cama e encarei o teto do meu quarto por longos dez minutos esperando que um monstro gigantesco surgisse de lá e me livrasse daquilo. Infelizmente não apareceu. Levantei resmungando e fui me arrastando, parecendo um zumbi, até o banheiro. Parei em frente ao espelho para observar meu reflexo matinal, que por sinal estava péssimo. Meu cabelo estava todo desgrenhado, e olheiras profundas predominavam na minha cara. Me despi, e fui para baixo do chuveiro, e resolvi tomar banho do gelado. Grandes gotas geladas caiem sobre minhas costas, fazendo me despertar.

Quando terminei meu banho, peguei uma toalha que estava pendurada na porta, me enrolei e fui “procurar” alguma roupa em uma das caixas empacotadas. Voltamos do Reino Unido exatamente há dois dias, e não tínhamos arrumado nossas coisas ainda, e resolvemos comprar um apartamento mais longe da escola. Caminhei até uma caixa que estava escrito “EMILY – ROUPAS QUE VOCÊ NÃO TIRA DO CORPO”, com uma ótima caligrafia da minha mãe. Peguei qualquer roupa, me vesti e foi para frente do espelho. A blusa que eu escolhi, deixava minha tatuagem parecendo. Lembro quando minha mãe descobriu, foi um dia tão maravilhoso. No Reino Unido eu tinha apenas três amigos, Angie, Patrick e Naomi, e como você deve imaginar, eles não eram uns santos e eu muito menos. Patrick tinha feito uma aposta, se alguém não atravessa-se correndo na frente do London Eye nu, teria que fazer duas tatuagens. E eu perdi, e tive que fazer uma cruz na costela e uma âncora no antebraço. Não aceitei pelo simples fato de ter um corpo de uma criança de doze anos, e isso não é atraente. Minha mãe quase arrancou as duas tatuagens na porrada, me deixando de castigo. Depois de algum tempo ela revelou que também tinha uma tatuagem, uma fênix na nuca. E eu nunca reparei. O maior xilique dela foi quando eu fui presa. Uma longa história, que em breve irei contar.

Quando desci as escadas minha mãe estava no telefone, quando ela me viu ficou me encarando como se eu fosse um fantasma.

– Você deveria amarrar isso. – disse ela apontando para meu cabelo, e desligando o telefone. Fui até o espelho que ficava perto da televisão, e realmente meu cabelo estava um bosta.

– Quem era? No telefone? – perguntei amarrando meu cabelo em um coque solto. – Keven? Vulgo meu pai? – perguntei novamente virando para olha-la.

– Não, não era ele. – falou se levantando. – Era o Nicholas. – Ellie disse. Nicholas, ou Nick, era meu meio irmão, quase um ano mais velho do que eu.

– Legal... — falei sem muita animação. Nunca tive nada contra o Nick, ao contrario, éramos muito próximos, mas muitas coisas mudaram em apenas dois anos. – Então... Preciso ir. – disse apontado para o relógio pendurado na parede. — Lembra? Primeiro dia do meu ultimo ano. – falei sorrindo.

– Ah é mesmo. – ela falou alegremente. – Mas você vai ter que ir de ônibus.

– Sério? – perguntei. Que droga.

– Não. – disse rindo. Minha mãe era muito engraçada, nossa. – Venha, vamos logo. – falou pegando suas chaves, que estavam na mesinha de centro, e saindo.

— ❉ —

Fazia exatamente dez minutos que minha mãe tinha me deixado ali, na calçada da Broken Hill High School. Eu simplesmente não conseguia criar cogerem para entrar, o que era uma idiotice tremenda. Então resolvi criar “coragem”, e andei até a entrada. Parei. E observei aquelas enormes portas de madeira velha. Quantos anos será que tinha aquela escola? Droga, porque voltamos?

Quando entrei, parecia que tinha aberto as portas do inferno. Várias garotas de rabo de cabelo-louro vestiam os uniformes de cheerleader, com minissaias que mostrava o útero, babacas que se achavam gostosos, as vacas, os nerds apanhando, os emos, enfim. Eu não me lembrava de como aquele lugar era aterrorizante. De acordo com o horário que eu tinha imprimido através do site da escola, porque estava com preguiça de acordar cedo em pleno sábado para buscar, a minha primeira aula era Biologia. Que merda. E adivinha só, a idiota aqui não se lembrava na onde que era a sala. Que maravilha Emily.

Quando eu passava no corredor, todos ficavam me encarando como se eu fosse um et. Talvez eu fosse, talvez. E é claro que eu devolvia meu pior olhar de matadora. Uma garota loira alta, que parecia uma professora gostosa com a roupa que vestia, estava sendo comida, literalmente, por um menino loiro também. Aquilo era constrangedor, tipo, muito. E o mais legal disso tudo, é que eles não saiam do caminho.

– Oi. – falei cutando eles. – Então, vocês estão no meu caminho...

Os dois pararam. O garoto ajeitou se casaco do time de futebol, que eu deduzi ser o Maxxie Hewer um babaca, e a menina que estava de costas, passou a mão ligeiramente pelo cabelo e ajeitou a saia. Quando ele saiu, me lançou um olhar matador, que eu pensei que ia cair dura ali mesmo. A garota continuou ali, e quando ela se virou, quase tive um infarto.

– Meu Deus! Emily! – Katherine Heathcliff, minha amiga desde dos cincos anos, pulou no meu pescoço. – Quando você voltou? Você fez uma tatuagem? Esse piercing no septo não é pra vaca? Você cortou o cabelo? Você parece que cresceu. Tem namorado?

– Okay Kathy, respire. – falei sorrindo para ela. – Voltei a dois dias. Sim, tenho duas tatuagens. Não, não é para vaca. Sim, cortei o cabelo. E não, não tenho namorado. – disse.

– Como assim não tem? Caralho você ficou DOIS ANOS no Reino Unido, e não deu pra ninguém?! – gritou.

– Cala boca, para de grito. – disse tampando a boca dela. – Sou pura querida. – falei soltando uma gargalhada e ela fazendo o mesmo. E eu realmente era virgem. Que loucura.

– Enfim, senti tanto sua falta Ems. – falou me abraçando novamente. Pra falar a verdade ela estava quase me matando.

– Kathy, Kathy, Kathy! Preciso respirar, porque você tá me sufocando! – disse afastando ela. – Ar puro. Bem, também senti sua falta. – falei. E eu realmente senti. Conheci a Kathy em um shopping, ela era uma menina de cinco anos que estava calçando os sapatos da seção adulta e andando pela loja. Mas nossa amizade apenas começou, quando eu tive a ideia brilhante de fazer dança, e ela por obra do destino, também era aluna de lá. Quando eu me mudei para o Reino Unido, ela e as outras, sempre me ligavam, mas eu não sei o que houve que de repente as ligações acabaram.

– Qual sua primeira aula? – perguntou.

– Biologia. – respondi.

– Ótimo, porque é a minha primeira aula também. E é no terceiro andar. – disse pegando meu braço e me puxando. – Animação Emily, você está de volta.

— ❉ —

Depois de ter convencido Kathy a ir ao terceiro andar de escadas, porque a pessoa aqui é claustrofóbica, finalmente tínhamos chegado. O professor de Biologia não era o velho-pedófilo-fedorento de dois anos atrás, e sim um professor que aparentava ter uns 24 anos, parecia ser cheiroso, era loiro e alto.

– Atrasadas moças. – ele disse apontando para seu relógio de pulso.

– Culpe ela, por ter medinho de elevador. – Kathy disse me encarando. Medinho. Tá.

Como era normal, nós entramos e todo mundo nos olhou. Kathy empinou o nariz e passou rebolando — normal pra ela – e foi até uma menina de cabelos castanhos que lia um livro. Jhenniffer Hastings. O seu modo de vestir tinha mudado, amém, porque eu sempre detestei aqueles terninhos de Tweed.

– Olá Jhenny. – disse esboçando um sorriso. Ela levantou os olhos do livro, e levantou em um pulo me abraçando.

– Emily! Quando você voltou? – perguntou me soltando. Katherine deveria aprender a dar abraços sem te asfixiar. Quando eu abri a boca em menção a responder...

– Vocês não sabem o que eu sonhei. – uma garota pequena ruiva, que usava uns brincos estranhos, disse se sentado. – Sonhei que era um pássaro azul, de repente surgiu um gato verde enorme e me comeu. – falou rindo.

– Que droga ela anda fumando? – Kathy perguntou a Jhenny.

– Isso é uma boa pergunta... — Jhenny falou.

– Quem é ela? – Jessica Hudson perguntou apontando em minha direção. – Ah, eu te conheço...

– Ela anda meio débil. – Kathy disse.

– Cala boca Kath. – Jessie retrucou. Ela me olhou por longos segundos, e eu segurei o riso. – Emily! – ela me abraçou, ela cheirava a tulipas. Porque alguém cheira tulipas?

O Professor Gatão, vulgo Adam Brown, falou um longo discurso, que deveríamos ser bastante dedicados, porque era nosso ultimo ano, fazer uma ótima escolha de faculdade e não transar na mesa dele. Gostei dele. Depois pediu para fazermos duplas. Kathy ficou com a Jessie, e Jhenny comigo.

– Ainda bem que você vai ser minha dupla. – Jhenny falou. – Estava cansada de sentar sempre com o Brian Miles. – disse indicando um garoto com enormes óculos que estava lendo um dicionário. Brian Miles, eu me lembro dele. Ele e Jhenny sempre brigavam para quem seria o representante da turma, ela sempre ganhava, e quando ele perdia chorava igual um bebê.

– Sinto muito senhoritas, mas não irão ser duplas. – disse O Professor Gatão parando na nossa frente. – Hastings você irá se sentar com o Miles. – se fudeu J. — E você senhorita...

– Grey. – disse o encarando.

– Grey, senhorita Grey. – repetiu. – Irá se sentar com o Becker. – disse. Aquele sobrenome não.

– Becker? Não, não. – falei. – Não posso me sentar com ele. – disse.

– Porque não senhorita Grey? – Adam perguntou.

– Porque não posso respirar o mesmo ar que ele, isso mataria meus pulmões. – falei indignada. Não quero ver a cara daquele animal.

– Me desculpe, mas já tomei minha decisão. – falou se retirando. Perdeu o encanto Adam.

Corri os olhos por toda a sala, procurando o mané do Sam. E eu não o encontrei, melhor ainda, talvez ele não venha, ou melhor, ainda, que esteja morto. A cadeira ao meu lado faz um baralho, e eu continuo admirando a cabeça do menino na minha frente. Uma mão passa atrás de mim, e pousa em meu ombro. Que atrevido. Eu tiro a mão dele bruscamente, e viro para encara-lo.

– Olá Grey, você está muito bonita. – Ele me dá um dos sorrisos arrogantes e eu o encaro com a minha melhor expressão de tédio total. Seus olhos castanhos escuros me estudam lentamente, seu cabelo negro está todo bagunçando, e dando um ar de mendigo.

– Ah cala boca. – falei revirando os olhos.

– Vamos, confesse, sei que você sentiu minha falta. – falou se aproximando de mim. Eu encarei Sam e revirei os olhos. Sério? Ele realmente ia vir com essa de ser a minha dupla? Vamos lá, ele podia fazer melhor. O idiota me deu um sorriso arrogante e abriu o caderno em cima da minha mesa. – Esse ano vai ser tão interessante Grey. – falou. De todos os universos paralelos existentes no universo, porque eu vim parar logo nesse?

Notas finais
Se gostou? Review! Se amou? Review! Gosta de Harry Potter? Review! Gosta da Emily? Review! Enfim, até o segundo capítulo o/