Emily
6 Capítulo 6
Seus pensamentos foram interrompidos pelo toque do celular.Era Lacey.
–Alô!
–Mãe,onde você está?Eu e o Mathew estamos procurados.
–Eu estou com a Emily...é que ela sofreu um acidente
Foi cortada por Lacey antes que pudesse explicar
–O que aconteceu com a Mily?Onde vocês estão?
–Calma,querida!Está tudo bem!Eu estou na casa dela,ela só sofreu alguns arranhões está meio machucada,mas nada de grave.
–Eu fiquei assustada agora!Manda um beijo e melhoras para ela.
–Sim!Onde está o Mathew?
–Nós estamos na sala jogando um novo jogo de tabuleiro que ele comprou.Estou dando uma surra nele.
Megan escutou a risada estridente de Mathew ao fundo e deu um pequeno risinho.
–Tudo bem,querida!Vou desligar!Te amo!
–Te amo!
Megan ainda ficou segurando o telefone e tentando lembrar onde parou seu pensamento.Escutou passos lentos atrás dela.Olhou.Era Emily e levantou rapidamente para ajuda-lá.Emily fez sinal com a mão.
–Não precisa!
–Mas por isso que estava te esperando até agora!
–Acho que me senti melhor depois do banho.Na verdade...estava exagerando na dor para você vir aqui e ficar um pouco comigo eu não queria ficar sozinha,mas desculpa o meu egoísmo!Scarlett deve estar te esperando e precisa da mãe!
–Eu acabei de ligar para ela.Mathew está lá eles estão jogando.
–É um bom tio!Parece gostar da Scarlett.
–Sim!
Megan sorriu internamente.Aquele era o trabalho de Mathew,sempre está por perto,mas também já tinha percebido que ela tinha um carinho pela garota.Como um de tio realmente.realmente. Emily caminhou em passos curtos e aparentemente dolorosos até um móvel estreito porém comprido e com duas portas de abrir,que ficava bem perto do piano.Aquele móvel Megan não tinha reparado,mas era compreensivo ele estava um tanto escondido,ela se espantou com a quantidade de garrafas de bebidas alcoólicas e a diversidade delas e que estavam quase todas pela metade,mas se espantou mais ainda pela quantidade de garrafas vazias que havia em baixo da mesa de centro que estava a sua frente e que ela não foi capaz de reparar,sentiu uma pontada de raiva de si mesma por não ter visto antes,logo ela que percebia tudo e que via tudo.Rapidamente se lembrou do que tinha ouvido do professor sobre Emily naquela manhã.Emily percebeu o percurso dos olhos de Megan do móvel estreito as garrafas vazias e depois para ela.
–Ora,isso não é segredo!E aquelas pessoas da faculdades são todas uns línguas afiadas.Você já deve ter ouvido sobre isso.
Emily ao mesmo tempo que falava puxou um cigarro acendeu-o na boca e encheu um copo com uísque,sem gelo.
–Talvez!
–Emily ergueu o copo e disse
–Servida?
Megan fez que não com a cabeça.E pensou como aquilo era tão contrastante com a beleza estranhamente angelical da garota.
–Isso não pode te fazer bem.Você faz medicina e sabe que vai ter que tomar uns remédios,que não combinam nada com bebida.
Emily balançou a cabeça de um lado ao outro como quem diz "pode ser".
–Ela foi a única que esteve comigo nos momentos difíceis,me ajudando a esquecer e a suportar tudo.Uma grande amiga assim não se abandoa nunca!
Disse ela e sorriu.Megan continuou parada com sua reprovação interior.
–Vamos Megan,eu não te trouxe aqui para isso.
Foi caminhando até o piano que já estava bem perto deu uma golada tão grande em seu uísque que esvaziou colocou o copo em cima do piano e apagou seu cigarro no cinzeiro que estava perto.Então começou a tocar.Megan a fitava,como a personalidade daquela garota e seu jeito poderiam contrastar a todo tempo.Uma doce alcoólatra com seu olhar triste e que ainda assim trazia de alguma forma paz.Megan fechou os olhos se afundou no sofá outra vez e deixou a música a levar para outros mundos.Então terminou de tocar.
–Clair de Lune de Claude Debussy
falou Megan abrindo os olhos e se virando para Emily
–Gosta?
–Muito!
–Sabe,no tempo que eu morei na Alemanha com meu avô,que não foi muito tempo foram só seis meses.
Falou a garota enquanto caminha novamente em direção ao móvel estreito,abriu uma de suas portas,tirou de lá uma garrafa de vinho com duas taças e veio em direção a onde Megan estava.
–Meu avô me deu duas garras desse vinho aqui.
Mostrando para Megan.Se sentou na mesa de centro bem enfrente a Megan,quase entre suas pernas.
–Ele diz que esse é o melhor vinho do mundo.
Ela abriu a garrafa e encheu as duas taças.
–Para as melhores pessoas do mundo.
estendeu a taça para a mulher a sua frente a olhando nos olhos com amor.
–Bem,eu não acredito que estou nessa classificação,Ann!Mas você com certeza está!
Deu uma golada no vinho e continuou.
–Isso parece meio pretensioso "Para as melhores pessoas do mundo",mas o meu avô é assim.Um enorme e bondoso coração,no entanto,pretensioso.
Ela sorriu.
–Ele ainda dizia que eu deveria abrir essa garrafa em um momento especial.A primeira eu abri no meu último dia na casa dele,ele só tinha quatro garrafas desse vinho e duas me deu então como aquele era um momento especial e eu queria agradecer por tudo que ele fez e por tudo de bom que ele é para mim,então abri o vinho.Ele se sentiu tão lisonjado,tinha feito todo um discurso sobre o vinho para mim naquele dia mais cedo e ainda me fez prometer que só abria em momentos muitos especiais e é claro para as melhores pessoas do mundo.
Ela sorriu e nos seus olhos era nítido a ternura.
–E a segunda era está!E desde que você chegou aqui só tem me dado momentos especiais,que se eu tivesse mil garrafas dessa,abriria todos os dias para você.E não é pelo motivo de eu gostar tanto de uma bebida assim.
Elas sorriram a piada de mal gosto. -Você não precisava! -Sim eu precisava! -É realmente o melhor vinho que já bebi.
–Na casa dele tem uma adega que ocupa todo o espaço a baixo da casa é realmente enorme.Ele costuma passar muito tempo lá e quando morei com ele eu também passava um bom tempo,ele me explicava sobre os vinhos me contava a história sobre cada um deles.Mas ele ainda me ensinou sobre música,literatura e até sobre negócios,acredite!
continuaram suas leves risadas
–Não consigo imaginar você nos negócios!
–Nem eu!
mais risinhos
–Você fala com tanto carinho do seu avô.
–Ele é a parte leve e doce do meu passado e do meu presente também.Mesmo que distante.
–Por que fala dessa forma do seu passado?
A pergunta de Megan saiu naturalmente,o normal em um fluir de uma conversa,mas logo ela percebeu que não deveria ter feito.Ela percebeu que tinha mexido em alguma profunda ferida.
–Eu não deveria!Você não tem que falar sobre isso!
Emily estava de cabeça baixa,mas levanto-á
–Você deveria sim!Eu já ia falar com você sobre isso,nessa manhã,mas não pode.Eu nunca senti vontade de falar sobre isso com ninguém,só com você.Você deve ter ouvido algumas coisas sobre mim umas certas outras partes inventadas,mas nada concreto.Até porque ninguém sabe!Porque eu nuca falei e minha família...nós nunca falamos.Principalmente aquele homem asqueroso que é meu pai.
Ela falou com repudio.Tirou dos seios uma cartela de cigarro e um esqueiro que Megan não percebeu em que momento ela os colocou ali.O acendeu tragou e segurou entre os dedos.
–Ele fez questão de esconder tudo,nada poderia manchar seu nome e sua "grande reputação".
Ela tragou o cigarro mais uma vez
–Eu sou a filha dele ou pelo menos era.
Fez uma pausa,estava tentando prosseguir com o seu nó na garganta.Megan sabia que a garota estava preste a falar algo muito doloroso,algo que a marcou no seu passado e que ela não conseguia se desvincular disso.
–Emily,não se sinta obrigada!
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