Emergency
3 Clube?
Notas iniciais
Eis um pequeno fato,
Você vai morrer.
Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.
Isso preocupa você?
Insisto — Não tenha medo.
Sou tudo, menos injusta.
A Menina que Roubava Livros
– Oi DC –digo sorrindo
– Oi Mo – ele diz retribuindo o sorriso
– Bem, agora que já recebemos nossa querida Monica de volta, será que podemos voltar a aula? – pergunta o Professor de Matematica
Tento me concentrar na aula, mas não consigo, matemática, simplesmente, não entra na minha cabeça – suspiro frustrada – odeio matemática, isso é coisa do capeta, coloca letras na conta, só acaba mais com a minha vida
– O que foi Monica?
– Eu e a matemática não somos... compatíveis – sorrio – Se é que você me entende
– Entendo sim – ele sorri, reparo na roupa que ele esta usando, camisa branca, calça justa – não justa como a dos cantores sertanejos – e coturnos, sua jaqueta de couro esta pendurada na cadeira – Mo? Se ta me ouvindo ?
– Oi? O que eu perdi? – digo confusa e ele ri
– Eu tava falando que se você quiser eu te ajudo com matemática
– Serio? Ai meus deuses! Você não sabe como ia estar me ajudando
– Então é só marca o dia que eu te ajudo, depois da aula
– Eu to livre hoje, se você quiser pode aparecer la em casa
– Combinado – ele sorri e eu retribuo
(...)
– Finalmente – digo assim que o sinal bate
Já falei que odeio escola? Não? Pois agora sabem que eu odeio escola com todas as minha forças!
Pois esse foi um dos dias mais tediosos da Historia, quase dormi na aula de Português, aquela professora monga, porque ela não podia já ter se aposentado? Mas não tem que me infernizar mais um ano. Fora a de Ciências, ela fumo umas ervas antes de dar aula só pode!
Saio da sala e vou em direção a saída, assim que chego la todos ainda estão chocados com a minha mudança. Assim que chego na calçada uma moto para na minha frente. Um cara todo vestido de preto esta em cima dela
Só fico olhando enquanto o cara tira o capacete – e eu não posso acreditar nisso
– Nimbus! – grito e o abraço deixando o Skate no chão
– Monica? Nem acredito que é você – ele diz assim que o solto
– Vou considerar isso como um elogio – digo sorrindo
– Que saudades – ele diz saindo da moto e me abraçando de novo
Eu e o Nimbus sempre fomos muito amigos, ele e a Maga são como irmãos que nunca tive.
– Quando volto?
– Ontem a tarde
– E nem liga pra avisa ne? – ele diz fazendo uma cara de coitado – Que coisa feia Dona Monica
– Coisa feia nada, queria surpreender a todos
– Pode ter certeza que conseguiu – ele ri e eu o acompanho
– Estou vendo que perdi a chance de conta que você tinha voltado – ouço a voz do Dc atrás de mim e logo ele passa um dos braços pelos meus ombros. Sinto meu coração acelerar com isso, não acredito que um simples contato assim já me faz ficar assim, imagina outras coisas!
– Perdeu! Chora bebe – Nimbus diz e logo gargalha eu o acompanho
– Não muito obrigada – Dc responde – Mo passo na sua casa mais tarde.
– Okay – digo sorrindo
– Vamos Nimbus?
– Para tudo! – Nimbus fica olhando pra mim e pro Dc enquanto fala – Você vai na casa dela? Mais tarde? Sei não em – ele diz e gargalha
– “Indota” – digo e dou um tapa no braço dele – Ele vai me ensina matemática
– Aham sei – ele diz – Tenho cara de palhaço? Olha só vocês agora? Imagina quando estiverem sozinhos
– Tchau Nimbus – digo sorrindo e pegando o meu Skate do chão
– Não Mo, volta aqui – ele diz quando eu saio andando
– TCHAU! – grito pra eles
Chego em casa jogo a mochila no sofá e deixo meu skate ao lado do sofá, subo e entro no meu quarto, visto uma roupa mais confortável, um shorts – que deixava minha tatuagem aparecendo – e uma regata um pouco soltinha.
Não como nada ate porque não estou com fome, é difícil eu sentir fome, e quando sinto eu tenho que comer na hora se não quando passar não vou querer chegar nem perto de comida, esse foi um dos motivos que acabei emagrecendo, quem direi que preguiça ajuda a emagrecer?
Pego o meu livro e me deito na cama, e fico lendo Cidade de Vidro – Os Instrumentos Mortais. Quase tenho um ataque quando o Jace decide ir atrás do Valentin pra mata ele – ele só pode ter merda na cabeça, ir sozinho atrás do Valentin, é suicido – Tenho vontade de matar que esta tocando a campanhinha, porque tinha que me parar justo agora? Agora que a mãe da Clary apareceu pra todo a Clave – socorro vou ter um troço –fecho o livro e desso as escadas e vou em direção a porta, e dou de cara com o Dc – tinha ate me esquecido que ele vinha – sorrio pra ele.
– Entra – digo e ele entra
– Gostei da Tatoo– ele diz passando por mim
(...)
– Chega! – digo já cansada – Não consigo mais estuda isso! É de mais pra mim! Se eu tenta fazer mais uma equação eu vou ter um troço
– Quanto drama – Dc diz sorrindo
Nesse momento meu celular toca, eu o pego e atendo
– Oi Maga – digo
– Oi Mo – ela responde – Que tal a gente ir clube?
– Sei não Maga – digo mordendo o lábio
– Vai Mo, por favor, não vai matar, e você vai poder mostrar sua tatoo pro pessoal. Fora que a Denise ta me perturbando pra conta pra ela coisas sobre você e sua estadia nos EUA
– Pêra Maga, já ti respondo – afasto o celular da boca e olho pro Dc – Que tal a gente ir ao Clube?
– Por mim tudo bem
– Nos vamos Maga – digo assim que coloco o telefone na orelha
– Vamos? Com quem você ta ai?
– Com o Dc
– Huum, safadinha
– Besta, não é nada disso que você ta pensando
–Ta bom Dona Monica. Vou fingir que acredito – ela faz uma pausa – VENHAM LOGO!
Ela desliga e eu arrumo os livros que estávamos usando e subo pra preparar minha bolsa com tudo que vou precisar
Continua...
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