Emergency
4 Clube e Treta?
Notas iniciais
Agora sou uma guerreira
Agora tenho uma pele mais espessa
Sou uma guerreira
Estou mais forte do que jamais fui
E minha armadura é feita de aço, você não pode entrar nela
Sou uma guerreira
E você nunca poderá me machucar novamente
Demi Lovato — Warrior
Pego uma mochila e coloco lá dentro tudo que preciso — biquíni, protetor solar e essas coisas.
Desço e encontro o Dc sentado no sofá mexendo no celular.
– Vamos? — pergunto, atraindo sua atenção pra mim
–Vamos! — diz ele se levantado — Só vou ter que passar em casa pra pegar umas coisa, tudo bem?
– Claro — digo
Fechamos a casa e saímos a caminho da casa do Dc, que não é longe da minha. Em pouco tempo estou parada em frente ao portão da sua casa — ele é grande e marrom — assim que entramos na casa, ela esta organizada como sempre foi, a mãe do Dc sempre foi muito organizada.
As paredes são de uma cor de palha que combina perfeitamente com os moveis de madeira — porem modernos.
– Fique à-vontade, vou me arrumar e já desço — diz ele apontando pro sofá marrom que esta mais a frente.
Ele começa a subir as escadas e eu me sento no sofá e olha a meça de centro que tem fotos de toda família, ate que ouço uma voz
– Ai meu deus! Monica querida é você? — e sim, essa é a reação da mãe do Dc ao me ver
Me levanto do sofá e ando ate ela, amas ela me para
– Meu deus! Como você ta linda!
– Brigada — agradeço corando um pouco
– Quando voe volto? — pergunta ela, mas não me da tempo para responder — E porque nenhum dos meus filhos ingratos me avisou que você tinha voltado?
– Talvez porque os seus dois filhos ingratos tenham ficado sabendo hoje — Dc diz enquanto termina de descer a escada.
– Mesmo assim! Vocês deviam...
– Mãe, menos por favor — ele diz sorrindo e beijando sua cabeça — Vamos ao Clube, e provavelmente vamos almoçar por lá
– Ta bom — diz ela — Mas não cheguem tarde
– Combinado!
– Ah, e Monica, sinta-se à-vontade para aparecer para jantar okay? Vamos adorar a sua companhia.
– Okay — digo um pouco constrangida
– Pega meu carro Dc, não vou deixar vocês irem andando
– É o apocalipse! Só pode! Minha mãe me deixando pegar o carro dela? — Dc diz fazendo drama — Monica por favor, vou começar a sair com você pra todos os lugares! Só assim a fera libera o carro
A mãe do Dc da um tapa em seu braço após ele chamar ela de fera, e eu só rio
– Vão logo! — diz ela sem se conter e rindo também
Ele pega as chaves nos despedimos dela, sempre gostei da mãe do Dc
O caminho ate o Clube é silencioso, o único som que tem é o da radio. Assim que chegamos desço do carro e espero o Dc conferir se o alarme esta ligado.
Começamos a andar e assim que vamos nos aproximando da área da piscina começo a ouvir risadas.
A piscina é grande, de um lado a um quiosque e ao lado a umas palmeiras e um mesas de madeira, o piso é um que parece pedra — e que evita que escorregue.
Chegamos ate aonde nossos amigos estão, me sento em uma das cadeiras livres da mesa que eles ocupam
– Olá povo — digo
– Olá — me respondem em coro
Tiro a blusa e fico apenas com o shorts e a parte de cima do biquíni
– Nada mau em Mo — diz o Cascão assobiando e logo leva um tapa da Cascuda
Todos começam a conversa de novo, não me preocupo em prestar atenção na conversa, pois estou muito concentrada na melodia que começa a sair das caixas e som que estão espalhadas ao redor da piscina.
Já chorei tanto ouvindo essa musica, que toda vez que a ouço tenho que me controlar para não chorar. Ella simplesmente acaba com o meu emocional de uma maneira inexplicável!
Assim que a Demi começa a cantar Warrior sinto lembranças que mantive longe por tanto tempo voltando — e com força total — sinto que estou a ponto de chorar. Mas não vou chorar na frente de todos então sem nem esperar, prendo meu cabelo em um coque e me levando e tiro meu shorts, posso ouvi o Cascão fazendo mais uma piadinha mas estou concentrada de mais pra sequer me preocupar com oque ele disse.
Vou andando ate a piscina e mergulho, sinto que estão me observando, só ai lembro-me das minhas cicatrizes que ainda existem nas minhas coxas — sim cicatrizes — estive tão profundamente depressiva que não cortava somente os pulsos, mas as coxas também, mas ate aonde o shorts esconderia — ignoro tudo ao meu redor, os olhares a musica que não esta ajudando muito e continuo a nadar.
Só saio da agua quando meus músculos doem a ponto de um não conseguir dar mais uma braçada sequer.
Quando volto a mesa, eles voltam a me encarar.
– Oque foi? — pergunto pegando a toalha que esta empilhada em um canto
– Oque são essa coisas na sua coxa? — a primeira a ter coragem de perguntar é a Denise
– São cicatrizes — digo enquanto refaço o coque
– Então você...
– Sim! Eu me corto! Eu me automutilo! — digo me estressando
– Mas porque? — dessa vez quem pergunta é a Carmem
– PORQUE? PORQUE? — não aguento mais — VOCÊ NÃO SABE PELO QUE EU PASSEI, TUDO QUE AGUENTEI CALADA! TODAS AS FRUSTAÇOES QUE EU GUARDEI PRA MIM! A MORTE PELA QUAL EU ME CULPO — sinto lagrimas nos meus olhos
– Morte? Que morte Mo? — Maga pergunta em tom doce, nem pra ela eu tive a coragem de contar
– A MORTE DA UNICA PESSOA QUE ME AJUDOU QUANDO EU ESTAVA NOS EUA. ELA FOI A UNICA QUE ME ACEITOU DO JEITO QUE EU SOU, E AGORA ELA SE FOI!E É MINHA CULPA! ELA NÃO REGISTIU AH BATIDA, ELA MORREU NA HORA POR ESTAR SEM O SINTO! EU DEVIA TER FEITO ELA COLOCR O SINTO! NÃO DEVIA TER DEIXADO ELA ENTRA NAQUELE CARRO PRA ME ACOMPANHAR NA CORRIDA! ELA MORREU POR MINHA CAUSA! — nesse momento não aguento mais, todas os sentimentos reprimidos transbordam de dentro de mim
Continua...
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